Sexo, Drogas e Rock’n’Roll mostram a essência de Mötley Crüe em The Dirt

A cinebiografia dos Bad Boys de Los Angeles chegou a Netflix nesta sexta (22); mostrando toda a insanidade de Mötley Crüe. Se baseando em seu homônimo livro escrito pela banda junto de Neil Strauss o filme foi dirigido por Jeff Tremaine. Descrevendo os anos de 1980, as cenas mostram como era ser uma banda naquela época, indo de festas há momentos funéreos.

A narrativa da trama tem destaque pelos personagens  que conversam com o telespectador em um revesamento extremamente inclusivo para história. Essa quebra da quarta parede só mostra o quão notória é a banda, que sempre buscou inovar em seus shows e músicas. Grande parte da narração ocorre por Nikki Sixx  interpretado por Douglas Booth em uma digna atuação e semelhança surpreendente.

Divulgação: Netflix

As constantes cenas de sexo envolvendo os astros, mostra a vida na estrada, o que pode atiçar os conservadores nos dias atuais, não muito diferente de 1980. Grande parte das cenas pornográficas envolvem Vince Neil interpretado por Daniel Webber. As participações de Ozzy Osbourne, vivido pelo ator Tony Cavalero e David Lee Roth por Christian Ghering dão um toque especial.

Os destaques de Mick Mars interpretado por Iwan Rheon e Tommy Lee pelo rapper Machine Gunn Kelly completam o enredo. Todos os personagens passam por dramas sendo esses os momentos mais altos a começar pela infância de Nikki. A atuação abusiva de Vince Mattis na adolescência do músico chama bastante a atenção. O conflito familiar e o rodízio de padrastos agressivos mostra o que infelizmente acontece ainda o mundo de algumas crianças.

Tommy Lee é mostrado em um famoso exemplo de família quase perfeita, que amamos ver em propagandas de margarina. Mick Mars já aparece descobrindo sua doença que o afetaria pelo resto da vida, mas nunca desistindo dos sonhos. Vince Neil infelizmente tem o segundo drama mais chamativo pela perda de seu amigo em um acidente fatal. Mas o sofrimento que Nikki passa com as drogas, mostra o lado sombrio de um dependente químico.

Com um roteiro digno que vai além da iluminação e cor remetentes a década de 80. Tremaine não fez feio em sua primeira cinebiografia mostrando o estilo e a vida caótica de um Rockstar. Se a moda é lançar filmes de banda, a Netflix veio mostrar a Bohemian Raphsody como se faz.

Afinal, quem segura o Flamengo?

flamengo brtt shrimp

A ótima campanha do Flamengo eSports vem chamando a atenção pela forma de jogar da equipe. Diferente da temporada anterior, o rubro negro demonstrou consistência durante suas partidas e vem demonstrando porque é o líder legítimo, absoluto e o candidato ao título da primeira etapa do CBLoL. No entanto, a questão que fica é a seguinte: quem pode parar o Flamengo?

Leia também: Super semana começa com Flamengo classificado e Keyd inovando


Shrimp, o “imortal” e o astuto Luci

Eleito o Melhor Caçador da Temporada 2018, o sul-coreano Lee “Shrimp” Byeong-hoon demonstrou grande evolução comparado a temporada passada. Além de conseguir se comunicar melhor com os demais jogadores, Shrimp têm mostrado grande entrosamento na equipe. O caçador é um dos pilares principais da atual campanha rubro negra no CBLoL e vêm se consolidando como o melhor jogador, não somente de sua rota, mas do campeonato. Ele não sofreu um first blood desde o início do torneio e suas estatísticas no campeonato são as melhores possíveis. A maneira como Shrimp dá ritmo para seus companheiros é, sem dúvida, excepcional e justifica a ótima campanha da equipe.

Para ocupar a lacuna deixada por Eidi “esA” Yagamichi, hoje na paiN Gaming, o Flamengo contratou o suporte Han “Luci” Chang-hoon para fazer dupla com o atirador Felipe “brTT” Gonçalves. A atuação do sul-coreano têm chamado bastante a atenção durante as partidas. A maneira como Luci trabalha a visão pelo mapa, posicionamento durante jogadas ofensivas e defensivas são pontos a se destacar. Nesse quesito, fica fácil para a equipe rubro negra trabalhar melhor o mapa e conquistar seus objetivos rota por rota.


Erram menos e punem mais

O destaque coletivo da equipe do Flamengo nessa temporada é o fato de que a equipe tem errado pouco. As tomadas de decisões nas transições entre o early mid game da equipe rubro negra tem chamado bastante a atenção. Além disso, o que mais impressiona nas atuações do Flamengo são os momentos em que a equipe escolhe o tempo certo para iniciar uma luta.

Confira alguns números do time rubro negro até aqui:

  • Ouro por minuto: 380,4 (equipe) e 458 (brTT)
  • Maior KDA: brTT (10.25)
  • Maior número de assistências: Luci (9.63)
  • Maior número de partidas vencidas: 16

Como derrotar o Flamengo?

Com tanta disparidade na tabela, nas estatísticas e mostrando alto nível de jogabilidade no CBLoL, fica difícil imaginar que a equipe cometa erros daqui pra frente. Afinal, a equipe rubro negra só perdeu apenas uma única partida em 17 disputadas até o momento. É a melhor campanha da história do CBLoL até aqui, com incríveis 94% de aproveitamento.

Acreditamos que a INTZ e-Sports tenha esse ímpeto para conseguir desmoronar o domínio rubro negro numa eventual decisão, já que a mesma caminha rumo a segunda colocação, o que evitaria um confronto direto nas semifinais. No entanto, a ascensão da KaBuM nesse último final de semana colocou os atuais campeões da etapa na quarta colocação. Sendo assim, caso se mantenha na última vaga para os playoffs, teríamos a reedição da segunda etapa de 2018.


Sem dúvida, é a equipe que mais apresenta espírito de que vai buscar algo além de só vencer o CBLoL. Podemos ver claramente que o objetivo da organização é ir além no cenário internacional, tentar chegar mais longe. E hoje, podemos ver a disparidade do Flamengo dentro do cenário brasileiro, destacando sua evolução da temporada anterior para a atual. Se manter esse espírito e conseguir fazer com que seus objetivos sejam postos a prova. A partir daí, poderemos acreditar que esse será um ano diferente para nossa região.


O CBLoL é transmitido pela Twitch, no YouTube e nos canais SporTV.com (sábados e domingo) e no SporTV 2 (somente aos sábados).

[Crítica] Capitã Marvel – A heroína que pedimos e merecemos

Capitã Marvel Heroína que merecemos

Antes do Filme lançar…

 

Desde o nascimento do MCU ( O Universo Cinematográfico da Marvel), muitas e muitos fãs de Hqs necessitavam de um filme solo para uma heroína. Muito se falou em filmes focados em heroínas já existentes no universo, como Viúva Negra, Feiticeira Escarlate entre outras. Até que a Marvel resolveu fazer um filme solo de sua heroína de maior expressão da atualidade, a Capitã Marvel.

A proposta de um filme sobre Carol Danvers deixou muitos intrigados, até mesmo desconfiados se isso poderia ser bom. Durante o período de divulgação do filme surgiram muitos “hates” em volta da escolha da atriz, coisas que posso hoje dizer que não tem fundamento algum.

Esse início trazendo alguns fatos, são apenas para colocar em pauta o que o filme sofreu, sendo julgado antes de sair. Lembrando que Isso é apenas uma parte do todo. Em frente trarei pontos  do filme.

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A Crítica

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O que dizer de um filme que nos traz a heroína que vai peitar Thanos no próximo filme de Vingadores?

Bom, automaticamente, foi isso que se pensou de Capitã Marvel até o momento em que terminamos de ver Vingadores Guerra Infinita.  Nesta última quinta-feira (28), tivemos a conclusão dessa grande dúvida. Capitã Marvel é o filme que toda mulher ( e fã da marvel) adorará assistir, não só pelo fato de apresentar um verdadeiro tanque de guerra em forma de mulher na tela de cinema, mas também pela forte mensagem que passa, sobre sentimentos e a força deles. Mas vamos falar mais sobre isso no próximo tópico.

O filme

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É um filme que trata de vários assuntos. Aborda o feminismo e  o poder feminino de forma suave, colocando pingos nos is sem precisar forçar ideia  ou ideologia. Aborda pontos positivos e negativos dos sentimentos de alguém e até quando vale a pena lutar por eles. E também a importância de se levantar sempre, nunca desistir ( interpreto que nessas partes onde o assunto foi abordado, além de ser uma ligação direta ao tema feminino, a mensagem também pode ser passada para todos). Muitos podem estar comparando o filme com uma “cópia” ou tentativa de superar Mulher Maravilha, entretanto, o filme não subtende nada disso. O filme é um filme pra cima, como em muitos filmes da marvel é rico em alívio cômico, mas quem não esperava isso? Eu pelo menos curto bastante.

Direção, Roteiro e Montagem

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A direção de Anna BodenRyan Fleck trouxe, sem dúvida, uma boa experiência para a tela de cinema. O filme dirigido por eles pode ser classificado como um filme de origem. No entanto, é um filme de origem um pouquinho diferente, onde as tramas e subtramas vão se conectando ao longo do filme como qualquer filme, só que ao mesmo tempo se conectando com imagens do passado de Carol Danvers. Particularmente, acredito que para uma pessoa que não assiste tantos filmes pode parecer confuso. Mas o filme consegue se explicar perfeitamente, com bastante coesão, tem seu começo, meio e fim. Apesar de apresentar uma história heroica simples, o filme cumpre o seu papel com maestria.

Personagens

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Obviamente não tinha como dar errado, colocar Samuel L. Jackson e Brie Larson juntos foi tiro e queda. A química, a dinâmica dos dois nada mais é que algo divertido e gostoso de assistir. Muitos estavam dizendo que Brie Larson não tinha carisma e expressão, mas acredito que depois de vê-los juntos em ação, fará com que essa opinião caia por terra.

A Capitã Marvel, em si, é bastante feroz, valente, heróica e claro uma mulher muito bem humorada.  Jude Law também mostrou-se ótimo em seu papel. Mas quem roubou mesmo a cena foi Ben Mendelsohn o interprete de Talos, O Skrull. Por vários e vários motivos que não devo mencionar pois seria spoiler. Acredito que eu deveria mencionar o gato, mas deixarei que vocês  se surpreendam.

Trilha Sonora

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A trilha não chamou tanta atenção, apesar de como em guardiões da galáxia, trazer músicas de época para fazer parte dela. Em cenas de batalha ela nos traz a sensação de emoção, mas não tanta emoção quanto ao que vemos em tela. Acredito que o problema possa ter sido esse, as sequências de ação no espaço tiraram a atenção da trilha.

Efeitos Especiais

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Com uma chuva de efeitos impressionantes a Capitã Marvel nos mostra a que veio. Carol Danvers tem superpoderes que a deixam basicamente invulnerável e ela sozinha vale por uma frota inteira de naves.

Os efeitos estão muito bem finalizados em partes de batalhas, em algumas outras nem tanto. Os efeitos utilizados pra transmutação Skrull são bastante convincentes.

Conclusão

Capitã Marvel é um filme bem dirigido com uma mensagem impactante. Traz uma gama de personagens e novidades ao MCU. Além de nos ligar diretamente ao próximo vingadores.

Esses são alguns dos pontos conclusivos, Carol Danvers, a Capitã Marvel ensina a todos que podemos sempre nos levantar, ainda que nos mandem ficar no chão. Sem dúvidas, é a heroína que pedimos e que merecemos.

 

Crítica| Sex Education: Série teen foge do senso comum ao explorar a sexualidade sem tabus


“Existem 7 bilhões de pessoas no mundo e uma delas vai até escalar uma lua por você”

Quando uma nova série teen é lançada já imaginamos logo uma premissa clichê: A menina nerd excluída da escola, contrariando todas as expectativas, conquista o coração do garoto popular, capitão do time de baseball do colégio que, de quebra, namora a líder de torcida patricinha. É essa a primeira imagem que nos vêm à cabeça, certo?

Só que Sex Education surgiu justamente para acabar com essa repetição de clichês e para provar que série para adolescente não precisa ser voltada só para esse tipo de público.

Afinal, apesar da maioria dos personagens ainda estarem na escola, passando por experiências próprias da idade, não precisa ser jovem para se identificar com os dramas que eles vivem.

Acabou aquela história de que séries com essa temática são obrigatoriamente bobinhas e sem muita profundidade. Basta lembrar do sucesso que a primeira temporada de 13 Reasons Why fez, para entender o que estamos falando.

Mas, então, por que Sex Education é diferente daquilo que estamos acostumados?

Como toda série colegial, o protagonista também é nerd, virgem, sem muito jeito para relacionamentos, invisível socialmente e, tudo aquilo que estamos habituados. Porém, ele é muito mais do que isso.

Otis (interpretado por Asa Butterfield, de A Invenção de Hugo Cabret, O menino do Pijama Listrado, dentre outros) é filho de terapeutas sexuais. (SPOILER) Quando criança, sofreu um trauma, ao ver, por acaso, seu pai transando com uma paciente dentro de casa.

Depois disso, desenvolveu uma espécie de bloqueio sexual, fazendo com que qualquer contato íntimo fosse visto por ele como algo doloroso e aterrorizante.

Sua mãe (Gillian Anderson), é uma mulher aparentemente bem resolvida e segura de si, que é expert em sexo. Trata tanto sua vida sexual quanto a dos outros —principalmente a de seu filho— com extrema naturalidade, chegando a ser invasiva e controladora.

Sua personalidade super protetora, lembra até mesmo, em certos momentos, a Norma Bates do Bates Motel. Mas claro, que de forma bem mais leve.

Apesar dos esforços dela em transparecer a imagem de uma mulher desapegada, que não se envolve sentimentalmente, não é bem o que parece. Na verdade, essa foi a forma que ela encontrou para lidar com o trauma ocasionado pela traição do marido. E a todo momento, dá a impressão de que ela usa o filho para suprir as carências dela.

Mas o que Otis não esperava era o fato de que acabaria seguindo os passos de sua mãe. Ao conseguir ajudar, por acaso, adam (Connor Swindells), o valentão da escola, a superar seus bloqueios sexuais, Maeve (Emma Mackey), uma garota vista como rebelde dentro daquele contexto, propõe a ele uma parceria de negócios; dar apoio terapêutico e sexual para os alunos do colégio.

O que parecia ser algo improvável se torna uma parceria de sucesso. Mesmo sem nenhuma experiência na prática, na teoria Otis herdou o talento de sua mãe. Consegue descobrir exatamente onde está o problema e dar o conselho certeiro para os dilemas sexuais daqueles adolescentes.

No início, o que é visto com estranheza pelos outros —Afinal, ele é apenas um garoto de 16 anos, como pode ter tanto conhecimento? — posteriormente, acaba fazendo com que ele receba o apelido de mestre do sexo, devido a sua tamanha sabedoria.

O ponto alto de Sex Education são seus personagens, um mais interessante e carismático que o outro. Com destaque para Adam, Eric e Maeve.

Adam é filho do diretor do colégio e tem aquela típica família americana “perfeita”. Seu pai é um homem autoritário e exigente, que não demonstra nenhum amor pelo filho.

Por causa disso, Adam se torna aquele conhecido exemplo do menino que persegue e pratica bullying com os outros, principalmente os gays, porque tem (SPOILER) tendências homossexuais reprimidas e, sente inveja da liberdade que ele nunca teria coragem de ter. A cena dele com o Eric foi um dos melhores momentos da série.

Eric e Maeve, por sua vez, representam exatamente o contrário. São a personificação da autenticidade dentro daquela escola. Eric, independente da opinião alheia, não permite que lhe digam quem deve ser, assumindo e sustentando suas escolhas e, tentando se manter forte na medida do possível.

Já Maeve, melhor personagem da série, assim como Otis, é uma garota muito madura pra sua idade. Foi abandonada por seus pais junto com seu irmão viciado e irresponsável, enxergando na parceria com Otis uma forma de lucrar e impedir que não seja despejada do trailer onde mora.

Sex Education aborda temas tabus como homofobia, gravidez na adolescência, aborto, masturbação, perda da virgindade, empoderamento feminino e principalmente, descoberta e aceitação da própria sexualidade.

Tudo isso ancorado por uma atmosfera que em certos momentos, nos remete à série Glee (só que sem a parte musical) e filmes do fim dos anos 90, como As Patricinhas de Bervelly Hills. A personagem Aimee de Sex Education, tem inclusive, uma personalidade bem parecida com a Cher do filme teen de 1995. Ambas andam com os populares, mas não rejeitam os excluídos.

Se está afim de assistir uma série teen que foge do senso comum e explora o sexo de forma simples e natural, mas sem perder a sensibilidade e profundidade necessária ao tema, está esperando o quê para dar logo uma chance à Sex Education?

Crítica | Uma Aventura Lego 2 que acerta mesmo exagerando

Com a intenção certa, muitas vezes com poucos recursos visuais e táteis é possível incentivar a inventividade — sobretudo nas crianças. Já que um dia as mesmas se desenvolverão, é importante que tal estímulo venha desde bastante cedo. E a verdade é que os brinquedinhos Lego, cujos tijolos se encaixam em outros, exercem papel protagonista na vida de muitas crianças. E um filme que usa Lego como ferramenta sempre terá compromissos no mínimo semelhantes.

A nova animação da Warner, dirigida por Mike Mitchell (de Shrek Para Sempre, de 2010, e Trolls, de 2016) e produzida pela dupla dinâmica Phil Lord e Chris Miller (a mesma que dirigiu Tá Chovendo Hambúrguer, de 2009), impressiona pela densidade de material referenciado. Mas também impressiona a falta de habilidade, no entanto, dos cineastas envolvidos em procurar dar a Uma Aventura Lego 2 a mesma capacidade de ser efetivo no humor que o brinquedo no qual se baseia a animação entrega há tanto tempo.

Nomes enormes

O título conta com diversos grandes nomes envolvidos. Chris Pratt (o Peter Quill de Guardiões da Galáxia) é novamente o protagonista Emmet, enquanto Elizabeth Banks (a Trinket de Jogos Vorazes) fez Lucy, Will Arnett (o Gob de Arrested Development) é o Batman e Channing Tatum (Ela Dança, Eu Danço) é o Superman, entre inúmeras outras estrelas (como Gal Gadot e Margot Robbie reprisando seus papéis de Mulher-Maravilha e Arlequina, respectivamente). A interpretação em quase todos os casos é insana, de modo que é absolutamente possível enxergar os personagens claramente quando eles existem (caso dos personagens da DC, mesmo numa comédia infantil), e verificar a identidade/originalidade quando são criados para o filme (como Emmet, Lucy e a rainha de nome divertido que é quem quer ser).

A evolução a partir do primeiro filme, em termos gerais, é boa. A história é interessante e tem momentos de ápice claríssimos, tanto em referências a filmes e notáveis da cultura pop quanto em intenções de reviravolta mais próximas do final. Apesar da inocência de certas cenas, o roteiro sabe encaixar momentos de oportunidade imersiva e de paródia muito poderosos.

E é essa mescla de desbaratamento com piração que dão a tônica do filme. E realmente não há nada perdido; é um filme que se aproveita muito bem sem se levar a sério em momento algum. E quando enxerga uma oportunidade de rir, faz rir sem medo — e talvez apenas aqui caiba uma crítica. O nível de humor entregue pelo filme é asfixiante, a ponto de quase tudo ser feito — sobretudo na versão dublada — com quase intensidade demais. O filme apela para o riso, e é sempre bom dar risadas desde que sejam honestas. E o filme mergulha fundo demais no quesito.

Fica para o público decidir se gosta e se deseja dessa forma, porque falta da trilha sonora original praticamente anulada ele não sentirá.

Promessa cumprida com exageros

A verdade é que Lego 2 é um filme muito bem-intencionado e muito honesto, e por isso já merece ser visto por todos nós. A qualidade gráfica entregue continua sensacional (a Animal Logic continua fazendo um trabalho espetacular após ser premiada por Lego 1 e Happy Feet: O Pinguim), o clima de liberdade é soberbo e a interpretação é — como sempre — um alicerce muito confiável e duradouro para qualquer filme. O filme absolutamente cumpre tudo aquilo que promete.

O que é discutível é o quanto a imersão no tipo de humor tão específico do filme, essa a irreverência transtornada e beirando a desorientação, ajuda ou atrapalha a entender e efetivamente manter o espectador dentro da trama. Mas ainda assim, com essa raríssima exceção, o longa merece todo tipo de elogios. É ver para crer a força com que a Warner consegue dar cabo de um filme assustadoramente independente do resto que costuma lançar, no sentido literal, em praticamente todos os sentidos. E ainda assim, fazer o fã reconhecer vínculos.

E exageros à parte, atrelados totalmente ao gosto de quem vê, consegue mesmo.

Escape Room | Longa agrada apesar de problemas no roteiro

Escape Room conta a história de seis desconhecidos, com etnias, motivações, criação e trejeitos diferentes, que compõem o tradicional grupo de filme de terror. Nele, todos receberam uma caixa misteriosa, que é um quebra-cabeças cuja montagem deve ser solucionada para abrir a caixa, e achar o convite para o tal jogo de escapar enigmático além de sobreviver a algum tema, que muda de acordo com as salas.

Porém, como nem tudo são flores, eles descobrem que esse tal famoso jogo é de uma empresa, que produz jogos virtuais de puzzle e sobrevivência, e teriam feito uma versão live-action desses jogos, onde eles são os “personagens jogáveis”. E tem que descobrir como solucionar enigmas, e sobreviver as armadilhas das salas conforme vão atravessando as mesmas.
E em cada sala completada, eles vão se conhecendo; alguns criando laços, outros só seguindo o instinto de sobrevivência e chegar até o fim (ou pelo menos tentar, até a morte).

Mas o filme peca na motivação para se completar o jogo. Além de sobreviver, é claro, ao completar as salas os personagens ganhariam uma quantia em dinheiro, e isso para alguns personagens não é nada devido aos seus cargos e empregos. Mas eles seguem mesmo assim, até o final.
O que é surpreendente no filme é a forma como conseguiram juntar esse grupo de estranhos. Pessoas com ideologias diferentes, com modos de se comportar e traumas irreparáveis, que destoam tanto um do outro, para depois eles usarem isso a favor de si mesmos… e às vezes contra.
O diretor do filme, Adam Robitel, teve uma ótima sacada para este longa, utilizando referências e enredos de títulos como O Cubo, Segredo da Cabana e Jogos Mortais, que foram utilizados para que Escape Room possa se tornar uma franquia ou série.
Robitel tem no seu currículo o filme “Sobrenatural: A última chave”, e esteve até acompanhado de uma ótima equipe de produção, contando com roteiristas como Bragi F. Schut de “Caça às Bruxas” e Maria Melnik, de episódios da série da Amazon Prime “American Gods”. E conta no elenco com Deborah Ann Woll (das séries Demolidor e O Justiceiro), Taylor Russell (da série Falling Skies), Jay Ellis (das franquias The Game e NCIS), Logan Miller (de Como Sobreviver a um Ataque Zumbi), Tyler Labine (de Planeta dos Macacos – A Origem) e Nik Dodani (de Atypical, da Netflix).
Escape Room,  estreiou dia  07 de fevereiro, em todos os cinemas do território nacional.

Atual campeã europeia, Fnatic ainda não venceu na LEC

Se você achava que apenas a KaBuM e-Sports estava mal das pernas, está enganado. Vivendo situação diferente da atual campeã mundial, Invictus Gaming, a Fnatic não teve um bom começo de primeira etapa na LEC 2019, isso porque a equipe não vence a quatro jogos.

Leia também: paiN e Falkol na liderança; RED vence a primeira


Muitas saídas e novas apostas

Fnatic Caps
Caps foi um dos líderes da Fnatic em 2018. Foto: Riot Games

Após a saída do topo Paul “sOAZ” Boyer para a Misfits, do meio Rasmus “Caps” Whinter para a G2 Esports e do Head Coach Dylan Falco para o FC Schalke 04, os fanáticos parecem ter perdido todo aquele impeto que tiveram durante o ano de 2018, quando dominaram o cenário europeu. Além disso, a equipe chegou no top 4 do Mid Season Invitational, quando foram derrotados pela Royal Never Give Up e foi vice-campeã do Mundial de 2018, perdendo para a Invictus Gaming.

Fnatic fez história em 2018 ao chegar a sua segunda final de Worlds da história. Foto: Riot Games

Para a etapa 2019, a Fnatic resolveu apostar em outra promessa para substituir uma de suas maiores estrelas. Tim “Nemesis” Lipovšek, que atuou pela MAD Lions chegava para assumir a responsabilidade deixada pelo Caps, mas parece que não mostrou do que é capaz dentro do Rift. Além disso, podemos ressaltar que o topo Gabriël “Bwipo” Rau também não vem desempenhando ótimas partidas como na temporada passada. Joey “Youngbuck” Steltenpool, por sua vez deixou de ser Manager da equipe para assumir a posição de Coach da organização.

FNC Bwipo
Bwipo durante o Mid Season Invitational 2018. Foto: Divulgação/Flickr

Além disso, outras equipes que foram campeões na segunda etapa de 2018 também vivem situações semelhantes. É o caso da KT Rolster que passou por reformulação após o Mundial daquele ano.

Será que a Fnatic conseguirá reverter essa situação inimaginável e voltar a triunfar em solo europeu? Lembrando que este ano o Mundial será sediado na Europa. A final da competição será na França e será a segunda vez que o velho continente receberá o maior torneio do calendário de League of Legends.

Aquaman chega como a virada da DC no cinema

Crítica feita por: Isabelle Holanda

É muito fácil enfraquecer e destruir. Os heróis são os que pacificam e constroem. ” (Nelson Mandela)

É comum que o público em geral pense em filmes de super-heróis como somente filmes de entretenimento. No entanto, isso não é a realidade. A mensagem está ali − é só prestarmos um pouco mais de atenção. Com Aquaman (2018) não poderia ser mais real.

Arthur Curry, que recebe a alcunha de Aquaman, é um dos mais importantes personagens da DC Comics, sendo membro da Liga da Justiça. Foi um personagem que passou por um processo de ridicularização ao longo de alguns anos, mas aparece nas telonas ocupando seu lugar de direito em um dos maiores filmes de heróis da história recente.

O filme usa como referência uma das histórias em quadrinhos mais conhecidas pelos fãs: “O Trono de Atlântida”. Aqui, ele é interpretado por Jason Momoa (Game of Thrones, Frontier), que reprisa seu papel após Liga da Justiça (2017), só que desta vez como o protagonista de sua própria história. Tomando por base a origem clássica do personagem, ele é filho da Rainha Atlanna (Nicole Kidman, que dispensa apresentações) e do guardião do farol Tom Curry (Temuera Morrison, que interpretou Jango Fett na franquia Star Wars). Sendo filho tanto da terra quanto do mar, Arthur torna-se presumidamente destinado a ser rei, porém os acontecimentos que se seguem acabam por desviá-lo deste caminho principalmente por iniciativa de seu irmão, Orm (Patrick Wilson, franquia Invocação do Mal, em mais uma parceria com James Wan).

Além de Momoa temos a Princesa Mera (interpretada pela lindíssima Amber Heard, A garota Dinamarquesa). Aqui a atriz faz seu debut como protagonista em um Blockbuster e não decepciona. Heard entrega muito mais do que uma simples princesa, mas uma guerreira e diplomata, que se mostra muito mais confortável no papel de dona de sua própria vida e história.

Além do irmão de Arthur, temos também o vilão Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II, Baywatch); ambos trazem mais que meros antagonistas, mas imprimem uma grande profundidade a eles. Vulko (Willem Dafoe, Homem-Aranha) é o conselheiro real extremamente fiel à Atlântida que treina Arthur em sua juventude.

O diretor James Wan (das franquias Invocação do Mal, Jogos Mortais, Sobrenatural e tantos outros filmes de sucesso) nos mostra um espetáculo visual no fundo do mar (dica: assistam em IMAX, é sério!). Os efeitos são inacreditavelmente bem executados e o espectador se sente à vontade com os personagens conversando na água, pois soa muito natural. Um destaque especial vai para, além do cuidado com a parte visual do filme, a trilha sonora. Os temas dos personagens são maravilhosos, com menção honrosa para o tema de Mera, que parece o canto de uma sereia. Fantástico!

O roteiro não é fora do normal em seu brilhantismo, mas segue uma linha mais tradicional, com a percepção dos três atos do filme que são bem demarcados. Existe uma ou outra volta ao passado, contudo, todas contextualizadas dentro de cada cena, o que ajuda a não confundir o espectador e manter a linearidade da história.

Talvez o ponto fraco do filme seja a relação entre Arthur e Mera, que não convence, ao menos não como romance. Momoa e Heard possuem bom entrosamento nas cenas de ação – que aliás, são espetaculares – mas acabam não passando química enquanto casal. Obviamente que não atrapalha o andamento do filme e nem a evolução dos personagens, mas para quem gosta de ver um casal nas telas, talvez seja um fator importante a se destacar.

Aquaman é, sem sombra de dúvida, aquilo que os fãs da DC tanto ansiavam por ver em um filme: tem ação na medida certa, visual incrível, roteiro honesto, personagens cativantes e direção primorosa. É a virada que todos esperaram; só conseguimos aplaudir e admirar. E é claro, querer assistir novamente!

 

P.S.: Tem uma cena pós-créditos. Portanto, não saiam correndo do cinema.

Mogli: Entre dois Mundos – Crítica

Mogli: Entre dois Mundos estreou hoje, dia 7 de Dezembro de 2018 na Netflix, eu já tinha assistido ao trailer do filme e tinha me interessado, então quando o filme ficou disponível, eu imediatamente fui assisti-lo e eu gostei muito do que eu vi, apesar de termos alguns problemas.

Em alguns momentos do filme, o CGI incomoda um pouco, são poucos momentos e eles não estragam em nada o filme, porém, é algo que deve ser falado.

As atuações do filme estão impecáveis, de todos os personagens, mas eu vou dar créditos para 3 atores, Christian Bale, Benedict Cumberbatch e o ator que interpretou Mogli, Rohan Chand.

Benedict Cumberbatch interpreta o vilão Shere Khan de forma incrível, ele passa todo o ar vilanesco do personagem, assustando em alguns poucos momentos, Christian Bale com todo seu talento interpreta Bagheera, que em diversos momentos passa um ar de tranquilidade e em outros de perigo, mas a cena que eu me emocionei muito foi na despedida entre ele e Mogli, quando o menino vai para a aldeia dos homens, tanto Bale, quanto Chand elevam suas interpretações a quase perfeição, a cena toda, de Mogli implorando para Bagheera não abandona-lo emociona demais.

Andy Serkis não foi tão exigido em seu papel interpretando Baloo, mas é o Andy Serkis, a atuação dele é boa e o seu personagem funciona muito bem, confesso que ri bastante com ele, Mogli vê ele como uma figura paterna, mais até mesmo do que Bagheera.

Uma coisa que eu achei interessante, foi o bulliyng que existe dentro da alcateia dos lobos, em que os lobos “normais” ridicularizam o pequeno e inocente lobo albino Booth e o próprio Mogli.

Baloo também é responsável por ensinar as leis dos lobos para os filhotes e ensina também algumas lições de caça para todos, inclusive Mogli.

Baloo também age diversas vezes como um protetor para Mogli, mas também é um animal que exige muita disciplina quando necessário.

O homem, diferente do que eu pensava, é representado como um vilão, mas nem tanto, podemos ver desmatamentos na floresta e a caça de animais.

Em determinado momento do filme, Bagheera caça os filhotes de lobo para um treinamento de Baloo, uma prova e a cena toda é intensa e muito boa, pois Bagheera persegue apenas Mogli, ele quer que o menino vá embora para ficar segura de Shere Khan.

Em determinado momento do filme, Baloo e Bagheera discutem e brigam, a cena chega a ser engraçada apesar de ser séria, ela funciona e é muito boa, Bale e Serkis atuam muito bem.

Cate Blanchett também está no filme, ela interpreta a cobra Kaa, ela não aparece muito, mas sua atuação é boa.

Houve uma cena em que eu chorei feito uma criança, logo após a prova de Bagheera, Mogli está chateado e o pequeno Booth aparece para tentar animar o menino, Mogli grita com ele e o deixa muito triste, a cena é meio clichê mas eu chorei bastante, porque você vai se apegando ao pequeno lobo.

Quando Mogli enfim aceita fazer parte da aldeia dos homens, um caçador o ajuda de algumas formas, em certo momento, Mogli descobre que o caçador não é uma pessoa tão boa assim, eu não vou dar detalhes, eu só quero que vocês saibam que eu fiquei extremamente furioso com o caçador.

A batalha final contra Shere Khan é épica, vários animais se juntam para deter o tigre, mais uma vez sem dar muitos detalhes, Mogli usa tudo o que ele aprendeu durante o filme, tanto com os animais quanto com os homens.

Bom deixar claro que aparentemente o filme não terá uma continuação, pois não precisa, mas caso a Netflix resolva investir em uma continuação (o que eu gostaria) não teria problema algum.

E para terminar, em alguns momentos eu percebi que o filme é meio lento, existem algumas coisas desnecessárias ali mas nada que atrapalhe o filme.

Portanto, Mogli é um bom filme para se assistir com a família em qualquer dia e qualquer hora, mas não se engane, ele é bem diferente do filme da Disney, sem canções, sem nada da animação e do live action, mas não faz dele um filme ruim, pelo contrário, eu diria que ele é até melhor que o da Disney, a direção de Andy Serkis mostra isso.

Nota: 9,0/10,0.