CBLoL, o pikachu do Ash?

Recentemente a equipe brasileira INTZ e-sports, foi campeã do CBLoL vencendo o Flamengo em uma final eletrizante, na qual não eram favoritos e jogaram com garra levando o caneco. Essa vitória, os colocou em posição de disputar o MSI, o mundialito de League of Legends. A expectativa da torcida brasileira, era até então, ver o Flamengo que era o grande favorito para representar o Brasil no torneio internacional, mostrar todo jogo que foi aperfeiçoado e bem executado durante todo o primeiro split do CBLoL e como eles perderam na final, ficou uma interrogação na cabeça dos torcedores brasileiros de que aquela equipe estaria apta para representar o Brasil de forma competitiva. Infelizmente, a INTZ não conseguiu impor seu jogo e foi eliminada do MSI com 5 derrotas e apenas 1 vitória. Foi a pior campanha de um time brasileiro na competição.

Fica a dúvida: o Flamengo ou outra equipe brasileira se sairia melhor no torneio? Talvez sim, talvez não. Porém, a INTZ conquistou a vaga de maneira honrosa e mereceram estar na competição, mesmo que claramente não tinham o preparo ou até esperavam por isso. Recentemente o ex-jogador de League of Legends Gabriel “Kami” Bohm soltou uma frase em seu twitter enigmática: “Cenário BR pode ser considerado análogo ao Pikachu do Ash? Experiência infinita e nunca evolui. E realmente é uma frase a se pensar. Diferente de outras modalidades, o LoL brasileiro continua numa pegada de muita expectativa e pouco resultado. Separei dois pontos que acredito que sejam o problema dessa falta de resultado em competições internacionais.

O primeiro é a montagem de elenco pelas instituições. Olhando elenco puramente, nós só vemos o Flamengo com um grande time, de jogadores de renome, com experiência nacional (e até internacional). Essa montagem do elenco foi pensada e estruturada para disputar eventos internacionais, tanto que durante todo o CBLoL eles sobraram, tendo a incapacidade de vencer a INTZ na final, mérito dos intrépidos. Um reflexo disso é a evolução do popular Circuitão que no split passado contou com grandes nomes do LoL brasileiro como Takeshi, Revolta, Minerva e outros, enquanto as equipes do CBLoL apostavam em novos atletas e jogadores formados na base. Dá pra sair um bom jogador de peneiras? Óbvio que dá. Mas um jogador sem experiência nacional não vai chegar a um nível internacional satisfatório, é a lógica.

O segundo ponto é a dificuldade que os times brasileiros tem de pensar o jogo cada vez mais coletivamente, além do fator psicológico. Essa é a grande barreira entre os times internacionais e os nossos times brasileiros. Parece que as outras regiões já tem em mente que a estratégia, o “pensar o jogo”, separar seus objetivos e focar neles valem mais que a técnica. Óbvio que temos jogadores incríveis no cenário internacional, com uma velocidade de reação e o famoso “dedo” apurado, porém isso não é em toda equipe nem em toda partida. Além disso, o fator psicológico afeta muito as equipes brasileiras que já saem daqui com a pressão de evoluir o LoL brasileiro a outro patamar. Patamar este que outras modalidades como o CS:GO chegaram e são super valorizados.

Esperamos que no 2º split do CBLoL tenhamos equipes mais preparadas, com jogadores experientes retornando a equipes bem estruturadas e o psicológico dos atletas seja mais valorizado, para que o Brasil possa nos orgulhar no Mundial de League of Legends 2019.

[CRÍTICA] Coisa Mais Linda | Nova série brasileira da Netflix traz temas atemporais em ritmo de bossa nova

 

 

— Lugar de mulher é na cozinha!
— A única utilidade de uma mulher no âmbito profissional é enfeitar o ambiente.
— Cantar? Dançar? Atuar? Isso é coisa de mulher da vida!
— Mulher que se preze não pode se dar o direito de tomar atitudes sem a permissão do marido!
— Foi estuprada? É porque mereceu! Afinal, quem mandou andar sozinha, numa rua escura, uma hora dessas e ainda por cima, usando esse tipo de roupa? Mulher tem que se dar o respeito, onde já se viu!?

Essas frases, num primeiro momento, podem assustar e até mesmo causar repulsa. “coisas de novela de época”, podem pensar alguns. Só que infelizmente, esse tipo de pensamento (mesmo entre mulheres) e consentimento social acerca de machismos tão enraizados são ainda muito comuns nos dias de hoje.

As temáticas trabalhadas em Coisa Mais Linda, nova série brasileira exibida no catálogo da Netflix, são discutidas diariamente, principalmente nas mídias sociais.

Basta dar uma olhada rápida no twitter ou checar as notícias do dia, que mais um caso de assédio, desigualdade salarial entre homens e mulheres, aborto, feminicídio, violência contra a mulher, racismo, dentre outros de cunho polêmico, estarão na boca do povo gerando debates cada vez mais extremistas e polarizados.

Portanto, apesar de ser uma série retrô, mais especificamente, do final dos anos 50 e início dos anos 60, não é uma série presa no tempo. Muito longe disso. Sendo sua maior qualidade justamente seu caráter atemporal.

Com direção de Heather Roth e Giuliano Cedroni, Coisa Mais Linda tem como protagonista Malu (Maria Casadevall), uma paulista que ao ser abandonada pelo marido pilantra, decide permanecer no Rio de Janeiro e contra a vontade de seu pai, realizar seu maior sonho; abrir um restaurante de música ao vivo.

Para isso, conta com a ajuda de Adélia (Patrícia Dejesus), uma mulher negra que sempre teve uma vida dura, mas nem por isso se permitia ser derrubada pelas circunstâncias. Ela que dá a força necessária para a outra se reerguer e não cair na vitimização.

Inclusive, uma das melhores cenas da série é quando ao ver que seu sonho corre risco de não ser concretizado, Malu se coloca no papel da mulher sofredora, aquela que tem mais problema do que todo mundo, gerando um embate lindo entre as duas e levantando a discussão sobre a diferença entre o feminismo branco x feminismo negro.

Afinal, é claro que a situação da protagonista não estava sendo nada fácil. Porém, apesar de ser mulher e sofrer todos os preconceitos e limitações decorrentes do machismo e da sociedade patriarcal, ela é uma mulher branca e tem todos os privilégios que estão associados a cor da pele.

Para uma mulher negra, o preconceito é muito maior e mais cruel. Isso que Adélia faz questão de deixar claro tanto para a amiga, quanto para o público que ainda não tinha refletido e compreendido a fundo essa questão (me incluo nessa).

Adélia tinha que se sujeitar aos abusos de sua patroa que a tratava como um lixo. Não permitindo nem mesmo que ela usasse o elevador social por ser faxineira e negra.

As diferenças entre homens e mulheres dentro de um ambiente de trabalho é outra temática forte na série. Através de Thereza (Mel Lisboa) podemos ver como a mulher tinha que ter jogo de cintura para conviver num meio dominado pelo gênero masculino e ainda aceitar um salário inferior apenas por ter nascido mulher.

A cena que Thereza apresenta os funcionários da redação para a nova jornalista chega a ser tragicômica pra não dizer só trágica. A revista tinha temática feminina, se vendia como voltada para o público feminino, mas só contava com uma funcionária mulher. E além dos homens assinarem suas respectivas reportagens com nome de mulher, não sabiam absolutamente nada sobre aquilo que escreviam.

O que escrevia sobre culinária e gastronomia nunca tinha fritado um ovo sequer. Aquele que era responsável pela coluna sobre relacionamentos, pessoalmente orgulhava-se de ser um solteirão convicto e nunca teve um relacionamento sério na vida. E assim por diante.

Para fechar o quarteto principal, temos a personagem Lígia (Fernanda Vasconcelos), que é uma mulher que suprime seu talento musical para agradar o marido que abusava dela tanto psicologicamente quanto fisicamente. Das quatro mulheres ela é a que tem mais dificuldade de se libertar do papel designado para si e a que apresenta maior resistência ao próprio empoderamento.

Apesar de todos os empecilhos que encontram em seus caminhos, todas elas, às suas maneiras, mostram que a sororidade é algo não só possível, como também transformador. Não só na vida de mulheres, mas para a sociedade como um todo.

A ideia de união, companheirismo e principalmente empatia entre o sexo feminino é a principal mensagem que a série busca transmitir. Mais do que amigas, irmãs. É assim que podemos enxergar o quarteto no final da temporada.


Depois do sucesso de 3%, Coisa Mais Linda é mais uma prova de que ficção brasileira não perde em nada para produções estrangeiras. A série contém apenas 7 episódios num ritmo de narrativa bem ágil,embalados pelo som da bossa nova, estilo musical que estava em auge na época (principalmente no Rio de Janeiro), emoldurados por uma fotografia que nos faz mergulhar num túnel do tempo direto para o fim dos anos 50.

Muitas temáticas estão em voga nessa nova produção nacional da Netflix, mas a principal, aquela que une os dilemas do quarteto protagonista é, sem dúvida, o empoderamento feminino. Afinal, existe coisa mais linda do que uma mulher empoderada?

[CRÍTICA] Shazam | A aventura mais divertida da DC

O filme conta a história de Billy Batson (Asher Angel) que tem apenas 14 anos de idade, mas recebeu de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi). Ao gritar a palavra SHAZAM!, o adolescente se transforma nessa sua poderosa versão adulta para se divertir e testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o malvado Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong).

Que belo filme que o diretor  David F. Sandberg nos entregou… Um Filme cheio de aventura, comédia, um filme que trata de um assunto importantíssimo, mas as vezes esquecido por nós que é a adoção, os órfãos e tudo pelo o que esses jovens tem de passar por boa parte da vida e trata também de amadurecimento, principalmente por parte do nosso protagonista.

Logo no início do filme, somos apresentados ao grande vilão do filme, o Doutor Silvana, ainda criança, desde o início nós conseguimos entender e aceitar as suas motivações e ações, apesar de ser um vilão um tanto quanto genérico de filme de super-heróis, ele funciona para o propósito de Shazam e se garante como um dos melhores do Universo Cinematográfico da DC, atrás apenas de Zod e Orm, respectivamente.

Billy Batson é um garoto problemático, bem encrenqueiro e isso fica claro no momento em que ele aparece no filme, o maior drama de Billy é o fato dele estar tentando encontrar sua mãe que o perdeu quando ele ainda era criança e por isso, Billy não consegue parar em nenhum lar adotivo, por sua teimosia e persistência em tentar encontrar a sua mãe, acima de qualquer coisa, sobre o ator, Asher Angel, é um bom ator, mas que falha a demonstrar algumas emoções no filme, mas nada que não possa ser resolvido para o futuro e relevado para quem assiste o filme.

Freddy é facilmente uma das melhores coisas do filme, tanto pela parte cômica, quanto pelo seu pequeno drama que não é tão debatido assim no filme, mas que nós conseguimos entender.

Freddy é a pessoa que ensina à Billy tudo o que ele precisa saber para ser um super-herói e é quem o ajuda a aprender a controlar e a descobrir os seus poderes.

Os outros irmãos de Billy não chegam a ser tão importantes até o final do filme, mas cada um tem seu propósito para estar no filme, tanto a pequena Darla que querendo ou não é uma representante dos negros no filme e o grande (não, não é um trocadilho) Pedro que posso dizer tranquilamente que representa a comunidade LGBT.

Os pais adotivos de Billy são os mais amáveis e engraçados possíveis e funcionam bem no filme.

Levi está ótimo como Shazam, o ator é engraçado e quando necessário, tem todo o ar de durão que um adolescente de 15 anos, o que é perfeito para o filme, o ator nasceu para o papel.

As cenas em CGI no geral são boas, tirando algumas excessões, mas nada que atrapalhe o filme ou que comprometa sua qualidade.

Shazam é uma aventura deliciosamente divertida, que entrega aquilo que ele deveria entregar, um filme para toda a família, completamente fiel ao material dos Novos 52, que tem os seus erros, seja no CGI ou no roteiro, mas que entra facilmente como o 2°melhor filme do Universo Cinematográfico da DC, atrás apenas de Aquaman.

Nota: 8,0/10,0.

 

 

Sexo, Drogas e Rock’n’Roll mostram a essência de Mötley Crüe em The Dirt

A cinebiografia dos Bad Boys de Los Angeles chegou a Netflix nesta sexta (22); mostrando toda a insanidade de Mötley Crüe. Se baseando em seu homônimo livro escrito pela banda junto de Neil Strauss o filme foi dirigido por Jeff Tremaine. Descrevendo os anos de 1980, as cenas mostram como era ser uma banda naquela época, indo de festas há momentos funéreos.

A narrativa da trama tem destaque pelos personagens  que conversam com o telespectador em um revesamento extremamente inclusivo para história. Essa quebra da quarta parede só mostra o quão notória é a banda, que sempre buscou inovar em seus shows e músicas. Grande parte da narração ocorre por Nikki Sixx  interpretado por Douglas Booth em uma digna atuação e semelhança surpreendente.

Divulgação: Netflix

As constantes cenas de sexo envolvendo os astros, mostra a vida na estrada, o que pode atiçar os conservadores nos dias atuais, não muito diferente de 1980. Grande parte das cenas pornográficas envolvem Vince Neil interpretado por Daniel Webber. As participações de Ozzy Osbourne, vivido pelo ator Tony Cavalero e David Lee Roth por Christian Ghering dão um toque especial.

Os destaques de Mick Mars interpretado por Iwan Rheon e Tommy Lee pelo rapper Machine Gunn Kelly completam o enredo. Todos os personagens passam por dramas sendo esses os momentos mais altos a começar pela infância de Nikki. A atuação abusiva de Vince Mattis na adolescência do músico chama bastante a atenção. O conflito familiar e o rodízio de padrastos agressivos mostra o que infelizmente acontece ainda o mundo de algumas crianças.

Tommy Lee é mostrado em um famoso exemplo de família quase perfeita, que amamos ver em propagandas de margarina. Mick Mars já aparece descobrindo sua doença que o afetaria pelo resto da vida, mas nunca desistindo dos sonhos. Vince Neil infelizmente tem o segundo drama mais chamativo pela perda de seu amigo em um acidente fatal. Mas o sofrimento que Nikki passa com as drogas, mostra o lado sombrio de um dependente químico.

Com um roteiro digno que vai além da iluminação e cor remetentes a década de 80. Tremaine não fez feio em sua primeira cinebiografia mostrando o estilo e a vida caótica de um Rockstar. Se a moda é lançar filmes de banda, a Netflix veio mostrar a Bohemian Raphsody como se faz.

Afinal, quem segura o Flamengo?

flamengo brtt shrimp

A ótima campanha do Flamengo eSports vem chamando a atenção pela forma de jogar da equipe. Diferente da temporada anterior, o rubro negro demonstrou consistência durante suas partidas e vem demonstrando porque é o líder legítimo, absoluto e o candidato ao título da primeira etapa do CBLoL. No entanto, a questão que fica é a seguinte: quem pode parar o Flamengo?

Leia também: Super semana começa com Flamengo classificado e Keyd inovando


Shrimp, o “imortal” e o astuto Luci

Eleito o Melhor Caçador da Temporada 2018, o sul-coreano Lee “Shrimp” Byeong-hoon demonstrou grande evolução comparado a temporada passada. Além de conseguir se comunicar melhor com os demais jogadores, Shrimp têm mostrado grande entrosamento na equipe. O caçador é um dos pilares principais da atual campanha rubro negra no CBLoL e vêm se consolidando como o melhor jogador, não somente de sua rota, mas do campeonato. Ele não sofreu um first blood desde o início do torneio e suas estatísticas no campeonato são as melhores possíveis. A maneira como Shrimp dá ritmo para seus companheiros é, sem dúvida, excepcional e justifica a ótima campanha da equipe.

Para ocupar a lacuna deixada por Eidi “esA” Yagamichi, hoje na paiN Gaming, o Flamengo contratou o suporte Han “Luci” Chang-hoon para fazer dupla com o atirador Felipe “brTT” Gonçalves. A atuação do sul-coreano têm chamado bastante a atenção durante as partidas. A maneira como Luci trabalha a visão pelo mapa, posicionamento durante jogadas ofensivas e defensivas são pontos a se destacar. Nesse quesito, fica fácil para a equipe rubro negra trabalhar melhor o mapa e conquistar seus objetivos rota por rota.


Erram menos e punem mais

O destaque coletivo da equipe do Flamengo nessa temporada é o fato de que a equipe tem errado pouco. As tomadas de decisões nas transições entre o early mid game da equipe rubro negra tem chamado bastante a atenção. Além disso, o que mais impressiona nas atuações do Flamengo são os momentos em que a equipe escolhe o tempo certo para iniciar uma luta.

Confira alguns números do time rubro negro até aqui:

  • Ouro por minuto: 380,4 (equipe) e 458 (brTT)
  • Maior KDA: brTT (10.25)
  • Maior número de assistências: Luci (9.63)
  • Maior número de partidas vencidas: 16

Como derrotar o Flamengo?

Com tanta disparidade na tabela, nas estatísticas e mostrando alto nível de jogabilidade no CBLoL, fica difícil imaginar que a equipe cometa erros daqui pra frente. Afinal, a equipe rubro negra só perdeu apenas uma única partida em 17 disputadas até o momento. É a melhor campanha da história do CBLoL até aqui, com incríveis 94% de aproveitamento.

Acreditamos que a INTZ e-Sports tenha esse ímpeto para conseguir desmoronar o domínio rubro negro numa eventual decisão, já que a mesma caminha rumo a segunda colocação, o que evitaria um confronto direto nas semifinais. No entanto, a ascensão da KaBuM nesse último final de semana colocou os atuais campeões da etapa na quarta colocação. Sendo assim, caso se mantenha na última vaga para os playoffs, teríamos a reedição da segunda etapa de 2018.


Sem dúvida, é a equipe que mais apresenta espírito de que vai buscar algo além de só vencer o CBLoL. Podemos ver claramente que o objetivo da organização é ir além no cenário internacional, tentar chegar mais longe. E hoje, podemos ver a disparidade do Flamengo dentro do cenário brasileiro, destacando sua evolução da temporada anterior para a atual. Se manter esse espírito e conseguir fazer com que seus objetivos sejam postos a prova. A partir daí, poderemos acreditar que esse será um ano diferente para nossa região.


O CBLoL é transmitido pela Twitch, no YouTube e nos canais SporTV.com (sábados e domingo) e no SporTV 2 (somente aos sábados).

[Crítica] Capitã Marvel – A heroína que pedimos e merecemos

Capitã Marvel Heroína que merecemos

Antes do Filme lançar…

 

Desde o nascimento do MCU ( O Universo Cinematográfico da Marvel), muitas e muitos fãs de Hqs necessitavam de um filme solo para uma heroína. Muito se falou em filmes focados em heroínas já existentes no universo, como Viúva Negra, Feiticeira Escarlate entre outras. Até que a Marvel resolveu fazer um filme solo de sua heroína de maior expressão da atualidade, a Capitã Marvel.

A proposta de um filme sobre Carol Danvers deixou muitos intrigados, até mesmo desconfiados se isso poderia ser bom. Durante o período de divulgação do filme surgiram muitos “hates” em volta da escolha da atriz, coisas que posso hoje dizer que não tem fundamento algum.

Esse início trazendo alguns fatos, são apenas para colocar em pauta o que o filme sofreu, sendo julgado antes de sair. Lembrando que Isso é apenas uma parte do todo. Em frente trarei pontos  do filme.

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A Crítica

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O que dizer de um filme que nos traz a heroína que vai peitar Thanos no próximo filme de Vingadores?

Bom, automaticamente, foi isso que se pensou de Capitã Marvel até o momento em que terminamos de ver Vingadores Guerra Infinita.  Nesta última quinta-feira (28), tivemos a conclusão dessa grande dúvida. Capitã Marvel é o filme que toda mulher ( e fã da marvel) adorará assistir, não só pelo fato de apresentar um verdadeiro tanque de guerra em forma de mulher na tela de cinema, mas também pela forte mensagem que passa, sobre sentimentos e a força deles. Mas vamos falar mais sobre isso no próximo tópico.

O filme

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É um filme que trata de vários assuntos. Aborda o feminismo e  o poder feminino de forma suave, colocando pingos nos is sem precisar forçar ideia  ou ideologia. Aborda pontos positivos e negativos dos sentimentos de alguém e até quando vale a pena lutar por eles. E também a importância de se levantar sempre, nunca desistir ( interpreto que nessas partes onde o assunto foi abordado, além de ser uma ligação direta ao tema feminino, a mensagem também pode ser passada para todos). Muitos podem estar comparando o filme com uma “cópia” ou tentativa de superar Mulher Maravilha, entretanto, o filme não subtende nada disso. O filme é um filme pra cima, como em muitos filmes da marvel é rico em alívio cômico, mas quem não esperava isso? Eu pelo menos curto bastante.

Direção, Roteiro e Montagem

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A direção de Anna BodenRyan Fleck trouxe, sem dúvida, uma boa experiência para a tela de cinema. O filme dirigido por eles pode ser classificado como um filme de origem. No entanto, é um filme de origem um pouquinho diferente, onde as tramas e subtramas vão se conectando ao longo do filme como qualquer filme, só que ao mesmo tempo se conectando com imagens do passado de Carol Danvers. Particularmente, acredito que para uma pessoa que não assiste tantos filmes pode parecer confuso. Mas o filme consegue se explicar perfeitamente, com bastante coesão, tem seu começo, meio e fim. Apesar de apresentar uma história heroica simples, o filme cumpre o seu papel com maestria.

Personagens

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Obviamente não tinha como dar errado, colocar Samuel L. Jackson e Brie Larson juntos foi tiro e queda. A química, a dinâmica dos dois nada mais é que algo divertido e gostoso de assistir. Muitos estavam dizendo que Brie Larson não tinha carisma e expressão, mas acredito que depois de vê-los juntos em ação, fará com que essa opinião caia por terra.

A Capitã Marvel, em si, é bastante feroz, valente, heróica e claro uma mulher muito bem humorada.  Jude Law também mostrou-se ótimo em seu papel. Mas quem roubou mesmo a cena foi Ben Mendelsohn o interprete de Talos, O Skrull. Por vários e vários motivos que não devo mencionar pois seria spoiler. Acredito que eu deveria mencionar o gato, mas deixarei que vocês  se surpreendam.

Trilha Sonora

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A trilha não chamou tanta atenção, apesar de como em guardiões da galáxia, trazer músicas de época para fazer parte dela. Em cenas de batalha ela nos traz a sensação de emoção, mas não tanta emoção quanto ao que vemos em tela. Acredito que o problema possa ter sido esse, as sequências de ação no espaço tiraram a atenção da trilha.

Efeitos Especiais

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Com uma chuva de efeitos impressionantes a Capitã Marvel nos mostra a que veio. Carol Danvers tem superpoderes que a deixam basicamente invulnerável e ela sozinha vale por uma frota inteira de naves.

Os efeitos estão muito bem finalizados em partes de batalhas, em algumas outras nem tanto. Os efeitos utilizados pra transmutação Skrull são bastante convincentes.

Conclusão

Capitã Marvel é um filme bem dirigido com uma mensagem impactante. Traz uma gama de personagens e novidades ao MCU. Além de nos ligar diretamente ao próximo vingadores.

Esses são alguns dos pontos conclusivos, Carol Danvers, a Capitã Marvel ensina a todos que podemos sempre nos levantar, ainda que nos mandem ficar no chão. Sem dúvidas, é a heroína que pedimos e que merecemos.

 

Crítica| Sex Education: Série teen foge do senso comum ao explorar a sexualidade sem tabus


“Existem 7 bilhões de pessoas no mundo e uma delas vai até escalar uma lua por você”

Quando uma nova série teen é lançada já imaginamos logo uma premissa clichê: A menina nerd excluída da escola, contrariando todas as expectativas, conquista o coração do garoto popular, capitão do time de baseball do colégio que, de quebra, namora a líder de torcida patricinha. É essa a primeira imagem que nos vêm à cabeça, certo?

Só que Sex Education surgiu justamente para acabar com essa repetição de clichês e para provar que série para adolescente não precisa ser voltada só para esse tipo de público.

Afinal, apesar da maioria dos personagens ainda estarem na escola, passando por experiências próprias da idade, não precisa ser jovem para se identificar com os dramas que eles vivem.

Acabou aquela história de que séries com essa temática são obrigatoriamente bobinhas e sem muita profundidade. Basta lembrar do sucesso que a primeira temporada de 13 Reasons Why fez, para entender o que estamos falando.

Mas, então, por que Sex Education é diferente daquilo que estamos acostumados?

Como toda série colegial, o protagonista também é nerd, virgem, sem muito jeito para relacionamentos, invisível socialmente e, tudo aquilo que estamos habituados. Porém, ele é muito mais do que isso.

Otis (interpretado por Asa Butterfield, de A Invenção de Hugo Cabret, O menino do Pijama Listrado, dentre outros) é filho de terapeutas sexuais. (SPOILER) Quando criança, sofreu um trauma, ao ver, por acaso, seu pai transando com uma paciente dentro de casa.

Depois disso, desenvolveu uma espécie de bloqueio sexual, fazendo com que qualquer contato íntimo fosse visto por ele como algo doloroso e aterrorizante.

Sua mãe (Gillian Anderson), é uma mulher aparentemente bem resolvida e segura de si, que é expert em sexo. Trata tanto sua vida sexual quanto a dos outros —principalmente a de seu filho— com extrema naturalidade, chegando a ser invasiva e controladora.

Sua personalidade super protetora, lembra até mesmo, em certos momentos, a Norma Bates do Bates Motel. Mas claro, que de forma bem mais leve.

Apesar dos esforços dela em transparecer a imagem de uma mulher desapegada, que não se envolve sentimentalmente, não é bem o que parece. Na verdade, essa foi a forma que ela encontrou para lidar com o trauma ocasionado pela traição do marido. E a todo momento, dá a impressão de que ela usa o filho para suprir as carências dela.

Mas o que Otis não esperava era o fato de que acabaria seguindo os passos de sua mãe. Ao conseguir ajudar, por acaso, adam (Connor Swindells), o valentão da escola, a superar seus bloqueios sexuais, Maeve (Emma Mackey), uma garota vista como rebelde dentro daquele contexto, propõe a ele uma parceria de negócios; dar apoio terapêutico e sexual para os alunos do colégio.

O que parecia ser algo improvável se torna uma parceria de sucesso. Mesmo sem nenhuma experiência na prática, na teoria Otis herdou o talento de sua mãe. Consegue descobrir exatamente onde está o problema e dar o conselho certeiro para os dilemas sexuais daqueles adolescentes.

No início, o que é visto com estranheza pelos outros —Afinal, ele é apenas um garoto de 16 anos, como pode ter tanto conhecimento? — posteriormente, acaba fazendo com que ele receba o apelido de mestre do sexo, devido a sua tamanha sabedoria.

O ponto alto de Sex Education são seus personagens, um mais interessante e carismático que o outro. Com destaque para Adam, Eric e Maeve.

Adam é filho do diretor do colégio e tem aquela típica família americana “perfeita”. Seu pai é um homem autoritário e exigente, que não demonstra nenhum amor pelo filho.

Por causa disso, Adam se torna aquele conhecido exemplo do menino que persegue e pratica bullying com os outros, principalmente os gays, porque tem (SPOILER) tendências homossexuais reprimidas e, sente inveja da liberdade que ele nunca teria coragem de ter. A cena dele com o Eric foi um dos melhores momentos da série.

Eric e Maeve, por sua vez, representam exatamente o contrário. São a personificação da autenticidade dentro daquela escola. Eric, independente da opinião alheia, não permite que lhe digam quem deve ser, assumindo e sustentando suas escolhas e, tentando se manter forte na medida do possível.

Já Maeve, melhor personagem da série, assim como Otis, é uma garota muito madura pra sua idade. Foi abandonada por seus pais junto com seu irmão viciado e irresponsável, enxergando na parceria com Otis uma forma de lucrar e impedir que não seja despejada do trailer onde mora.

Sex Education aborda temas tabus como homofobia, gravidez na adolescência, aborto, masturbação, perda da virgindade, empoderamento feminino e principalmente, descoberta e aceitação da própria sexualidade.

Tudo isso ancorado por uma atmosfera que em certos momentos, nos remete à série Glee (só que sem a parte musical) e filmes do fim dos anos 90, como As Patricinhas de Bervelly Hills. A personagem Aimee de Sex Education, tem inclusive, uma personalidade bem parecida com a Cher do filme teen de 1995. Ambas andam com os populares, mas não rejeitam os excluídos.

Se está afim de assistir uma série teen que foge do senso comum e explora o sexo de forma simples e natural, mas sem perder a sensibilidade e profundidade necessária ao tema, está esperando o quê para dar logo uma chance à Sex Education?

Crítica | Uma Aventura Lego 2 que acerta mesmo exagerando

Com a intenção certa, muitas vezes com poucos recursos visuais e táteis é possível incentivar a inventividade — sobretudo nas crianças. Já que um dia as mesmas se desenvolverão, é importante que tal estímulo venha desde bastante cedo. E a verdade é que os brinquedinhos Lego, cujos tijolos se encaixam em outros, exercem papel protagonista na vida de muitas crianças. E um filme que usa Lego como ferramenta sempre terá compromissos no mínimo semelhantes.

A nova animação da Warner, dirigida por Mike Mitchell (de Shrek Para Sempre, de 2010, e Trolls, de 2016) e produzida pela dupla dinâmica Phil Lord e Chris Miller (a mesma que dirigiu Tá Chovendo Hambúrguer, de 2009), impressiona pela densidade de material referenciado. Mas também impressiona a falta de habilidade, no entanto, dos cineastas envolvidos em procurar dar a Uma Aventura Lego 2 a mesma capacidade de ser efetivo no humor que o brinquedo no qual se baseia a animação entrega há tanto tempo.

Nomes enormes

O título conta com diversos grandes nomes envolvidos. Chris Pratt (o Peter Quill de Guardiões da Galáxia) é novamente o protagonista Emmet, enquanto Elizabeth Banks (a Trinket de Jogos Vorazes) fez Lucy, Will Arnett (o Gob de Arrested Development) é o Batman e Channing Tatum (Ela Dança, Eu Danço) é o Superman, entre inúmeras outras estrelas (como Gal Gadot e Margot Robbie reprisando seus papéis de Mulher-Maravilha e Arlequina, respectivamente). A interpretação em quase todos os casos é insana, de modo que é absolutamente possível enxergar os personagens claramente quando eles existem (caso dos personagens da DC, mesmo numa comédia infantil), e verificar a identidade/originalidade quando são criados para o filme (como Emmet, Lucy e a rainha de nome divertido que é quem quer ser).

A evolução a partir do primeiro filme, em termos gerais, é boa. A história é interessante e tem momentos de ápice claríssimos, tanto em referências a filmes e notáveis da cultura pop quanto em intenções de reviravolta mais próximas do final. Apesar da inocência de certas cenas, o roteiro sabe encaixar momentos de oportunidade imersiva e de paródia muito poderosos.

E é essa mescla de desbaratamento com piração que dão a tônica do filme. E realmente não há nada perdido; é um filme que se aproveita muito bem sem se levar a sério em momento algum. E quando enxerga uma oportunidade de rir, faz rir sem medo — e talvez apenas aqui caiba uma crítica. O nível de humor entregue pelo filme é asfixiante, a ponto de quase tudo ser feito — sobretudo na versão dublada — com quase intensidade demais. O filme apela para o riso, e é sempre bom dar risadas desde que sejam honestas. E o filme mergulha fundo demais no quesito.

Fica para o público decidir se gosta e se deseja dessa forma, porque falta da trilha sonora original praticamente anulada ele não sentirá.

Promessa cumprida com exageros

A verdade é que Lego 2 é um filme muito bem-intencionado e muito honesto, e por isso já merece ser visto por todos nós. A qualidade gráfica entregue continua sensacional (a Animal Logic continua fazendo um trabalho espetacular após ser premiada por Lego 1 e Happy Feet: O Pinguim), o clima de liberdade é soberbo e a interpretação é — como sempre — um alicerce muito confiável e duradouro para qualquer filme. O filme absolutamente cumpre tudo aquilo que promete.

O que é discutível é o quanto a imersão no tipo de humor tão específico do filme, essa a irreverência transtornada e beirando a desorientação, ajuda ou atrapalha a entender e efetivamente manter o espectador dentro da trama. Mas ainda assim, com essa raríssima exceção, o longa merece todo tipo de elogios. É ver para crer a força com que a Warner consegue dar cabo de um filme assustadoramente independente do resto que costuma lançar, no sentido literal, em praticamente todos os sentidos. E ainda assim, fazer o fã reconhecer vínculos.

E exageros à parte, atrelados totalmente ao gosto de quem vê, consegue mesmo.

Escape Room | Longa agrada apesar de problemas no roteiro

Escape Room conta a história de seis desconhecidos, com etnias, motivações, criação e trejeitos diferentes, que compõem o tradicional grupo de filme de terror. Nele, todos receberam uma caixa misteriosa, que é um quebra-cabeças cuja montagem deve ser solucionada para abrir a caixa, e achar o convite para o tal jogo de escapar enigmático além de sobreviver a algum tema, que muda de acordo com as salas.

Porém, como nem tudo são flores, eles descobrem que esse tal famoso jogo é de uma empresa, que produz jogos virtuais de puzzle e sobrevivência, e teriam feito uma versão live-action desses jogos, onde eles são os “personagens jogáveis”. E tem que descobrir como solucionar enigmas, e sobreviver as armadilhas das salas conforme vão atravessando as mesmas.
E em cada sala completada, eles vão se conhecendo; alguns criando laços, outros só seguindo o instinto de sobrevivência e chegar até o fim (ou pelo menos tentar, até a morte).

Mas o filme peca na motivação para se completar o jogo. Além de sobreviver, é claro, ao completar as salas os personagens ganhariam uma quantia em dinheiro, e isso para alguns personagens não é nada devido aos seus cargos e empregos. Mas eles seguem mesmo assim, até o final.
O que é surpreendente no filme é a forma como conseguiram juntar esse grupo de estranhos. Pessoas com ideologias diferentes, com modos de se comportar e traumas irreparáveis, que destoam tanto um do outro, para depois eles usarem isso a favor de si mesmos… e às vezes contra.
O diretor do filme, Adam Robitel, teve uma ótima sacada para este longa, utilizando referências e enredos de títulos como O Cubo, Segredo da Cabana e Jogos Mortais, que foram utilizados para que Escape Room possa se tornar uma franquia ou série.
Robitel tem no seu currículo o filme “Sobrenatural: A última chave”, e esteve até acompanhado de uma ótima equipe de produção, contando com roteiristas como Bragi F. Schut de “Caça às Bruxas” e Maria Melnik, de episódios da série da Amazon Prime “American Gods”. E conta no elenco com Deborah Ann Woll (das séries Demolidor e O Justiceiro), Taylor Russell (da série Falling Skies), Jay Ellis (das franquias The Game e NCIS), Logan Miller (de Como Sobreviver a um Ataque Zumbi), Tyler Labine (de Planeta dos Macacos – A Origem) e Nik Dodani (de Atypical, da Netflix).
Escape Room,  estreiou dia  07 de fevereiro, em todos os cinemas do território nacional.