Esqueça o clichê do felizes para sempre. Neste 12 de junho, separei as maiores ‘red flags’ da televisão e os romances que são a verdadeira meta de vida (na minha não tão humilde opinião).
O Dia dos Namorados chegou e, com ele, a internet é inundada por declarações de amor, fotos de jantares caros e buquês de flores. Mas nós, apaixonados por cultura pop, sabemos que a ficção tem o péssimo hábito de romantizar dinâmicas que, na vida real, renderiam anos de terapia.
Muitas vezes, fomos levados a torcer por casais que são verdadeiros desastres ambulantes, apenas pela química inegável dos atores ou pela trilha sonora dramática. Por outro lado, a TV também nos presenteou com parcerias sólidas que nos ensinam o que é amor de verdade.
Para celebrar a data com um toque de acidez e muito bom senso, preparei uma lista dos romances que são a definição de red flag, e aqueles que me fazem acreditar no amor.
As Maiores ‘Red Flags’ da TV (Os que a gente torce contra)
1. Ross e Rachel (Friends)

Vamos começar comprando briga. Sim, eles são o casal ícone dos anos 90, mas a dinâmica de Ross e Rachel é um manual de como não se relacionar. Ross é ciumento, possessivo e literalmente tentou sabotar a carreira de Rachel por insegurança. O famoso “nós estávamos dando um tempo” virou escudo para a falta de responsabilidade afetiva. Uma montanha-russa exaustiva que a nostalgia tenta perdoar.
2. Nate e Cassie (Euphoria)

Se a toxicidade fosse uma disciplina olímpica, Nate Jacobs levaria o ouro. A relação dele com Cassie é pautada exclusivamente em controle psicológico, manipulação e a total destruição da autoestima e das amizades dela. É o tipo de casal que faz o espectador gritar com a TV, desejando que um dos dois (preferencialmente Cassie) acorde para a vida e fuja para outro continente.
3. Joe e Love (You)

Eles são almas gêmeas? Talvez. Mas almas gêmeas no sentido de que ambos são assassinos obsessivos e completamente desequilibrados. A dinâmica de Joe e Love é fascinante como um acidente de trem: você sabe que vai dar muito errado, mas não consegue parar de olhar. Eles elevam a frase “até que a morte nos separe” a um patamar literal e criminoso.
Meta de Relacionamento (Os que a gente ama)
1. Jake Peralta e Amy Santiago (Brooklyn Nine-Nine)

A transição de “inimigos de trabalho” para marido e mulher foi construída com perfeição. O que faz de “Peraltiago” um casal impecável não é a ausência de diferenças, mas como eles lidam com elas. Existe um respeito mútuo imenso pelas ambições um do outro. Eles são a prova de que o amor sobrevive à rotina quando existe diálogo prático. Sabe aquela fase de fazer joguinhos de perguntas de casais para quebrar o gelo e se conhecer de verdade? Ou sentar para ter aquelas conversas difíceis e essenciais sobre finanças, manias de casa e divisão de tarefas antes de finalmente ir morar com a pessoa? Eles fazem isso com maestria, mostrando que maturidade e humor andam de mãos dadas.
2. Gomez e Morticia Addams (A Família Addams / Wandinha)

Eles podem ser góticos, macabros e apaixonados pela escuridão, mas são indiscutivelmente o casal mais apaixonado da cultura pop. Gomez idolatra o chão que Morticia pisa, e ela o admira com a mesma intensidade. Não há joguinhos, não há manipulação, apenas uma devoção absoluta e um desejo eterno, independentemente de quantas décadas passem.
3. Nick e Charlie (Heartstopper)

A cura para qualquer coração partido. Nick e Charlie são a representação máxima da responsabilidade afetiva na juventude. Eles conversam sobre suas inseguranças, pedem desculpas quando erram e constroem uma relação baseada em amizade, carinho e paciência. Assistir a esses dois é como receber um abraço quentinho depois de um dia longo.
O amor na cultura pop é imperfeito, assim como fora das telas. Mas se tem uma lição que as séries nos ensinam é que, entre explosões emocionais de um roteiro ruim e o companheirismo de um roteiro bem escrito, a escolha da sua maratona (e da sua vida real) diz muito sobre o que você aceita para si (filosofei?). Feliz Dia dos Namorados!


