Circuitão | Aquecimento para as semifinais

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Na última segunda-feira (18), tivemos as definições dos semifinalistas da primeira etapa do Circuito Desafiante. Já garantidas desde a quinta semana, paiN Gaming e RED Canids Kalunga são as grandes favoritas a finalíssima. Enquanto que, Team oNe e a Falkol completam as duas últimas vagas, conquistadas na última rodada.

Nesta coluna, falaremos dos pontos positivos das equipes. Além disso, destacaremos os principais jogadores de seus respectivos times e as chances de título.


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RED Canids Kalunga – 1º colocado

Tendo vencido duas vezes o confronto contra a paiN Gaming, a matilha assegurou a primeira colocação na última rodada, já que no confronto direto levaram vantagem contra o segundo colocado. Além disso, a equipe demonstrou bastante versatilidade no elenco, fazendo substituições na rota do topo, do meio e inferior.

A maior surpresa na RED Canids foram as ótimas atuações do estreante Guigo. O topo substituiu o titular LEP, que precisou se afastar da equipe por problemas de saúde, mas que já está disponível para disputar a próxima etapa. Além disso, tivemos revezamentos entre YoDa e Avenger no meio e Cabu e Loop na rota inferior. A equipe, com essas alterações têm mostrado uma certa dinâmica e criou vários parâmetros para tentar confundir os adversários.

Mas, a estrela maior da matilha neste circuitão é o caçador Revolta. Após deixar a Vivo Keyd e buscar um novo recomeço no tier 2, parece que o caçador têm demostrado vontade de guiar a RED Canids de volta ao CBLoL. Ele já acumula quatro títulos de MVP no campeonato é a principal peça do elenco nesta campanha. Vale destacar também o trabalho bem feito pelo coach Nuddle, campeão da primeira etapa do CBLoL 2018 com a KaBuM.

Condições de título: Muito provável. A matilha, apesar de alguns tropeços na reta final do campeonato, como a derrota para a Operation Kino na sétima semana, não são empecilhos para que a equipe chegue a grande final.


Pain Gaming – 2º colocado

Mesmo na segunda colocação do campeonato, a paiN Gaming mostrou que também é grande favorita a chegar a decisão e faturar o título do Circuitão. A equipe terminou o primeiro turno vencendo os cinco primeiros jogos do campeonato. Além disso, o atirador Matsu conseguiu uma série de cinco partidas sem sofrer um abate. Até que, no segundo confronto contra a RED Canids, o atirador foi eliminado pelo Sacy, encerrando a sequência de imortalidade.

A equipe num todo funciona muito bem. As recentes atualizações no meta competitivo trouxeram uma grande função para o topo Ayel, que, por sua vez costuma ganhar as rotas através do split push. Na partida de Yorick contra a Falkol mostrou que não dá para deixá-lo sozinho nas side lanes. Além disso, a equipe contou com grandes atuações do suporte esA e do caçador Minerva, que, junto com o Matsu possuem três títulos de MVP no campeonato.

Destaque para o caçador, que vêm sendo peça fundamental na equipe desde a Superliga 2018. A chegada do Minerva na paiN Gaming fez com que ganhasse uma liderança. Algo que faltou ao longo da temporada passada, que acabou com o rebaixamento da equipe na primeira etapa do CBLoL.

Condições de título: Muito provável. Não imagino um cenário onde a paiN não chegue a decisão do Circuitão. A menos que a bruxa esteja a solta e a Falkol resolva interferir na campanha deles rumo a elite.


Falkol – 3º colocado

Com nomes como SirTEvrot no elenco. A Falkol chegou no Circuito Desafiante mostrando para o que veio. A equipe que têm como base a antiga 5Fox mostrou em algumas partidas ser páreo duro para favoritas. Além disso, a equipe conta com ótimos nomes em sua comissão técnica como Jukaah e Cariok, sendo este último campeão da segunda etapa do Circuitão com a Redemption.

O grande destaque desta equipe fica com o suporte Vahvel. Com estilo de jogo bastante agressivo e com boas criações de jogadas, o suporte da Falkol cola na lista de MVPs do campeonato com três títulos. Além disso, o meio Evrot, que possui dois títulos e já disputou o Circuitão, na primeira etapa pelo Flamengo é uma grande chave para os dragões azuis fazerem história e chegar a grande decisão.

Condições de título: Pouco provável. Pelo fato de seu adversário ser a paiN Gaming, a Falkol entra nesse confronto como zebra. A menos que estejam num ótimo dia para conseguirem triunfar contra eles, a equipe ainda sim tem poucas chances de conquistar o campeonato.


Team oNe – 4º colocado

Os golden boys começaram o campeonato com o pé esquerdo. A equipe que conta com Takeshi e mantém a formação campeã da segunda etapa do CBLoL 2017, a Team oNe não encontrou os caminhos da vitória tão facilmente. A equipe só obteve crescimento ao longo do campeonato a partir da sexta rodada. Mas, o desempenho da equipe no geral ainda não é o suficiente para quem gostaria de estar na grande final.

Os destaques positivos até então ficam pelo suporte Jojo e o topo SkyBart. Ambos com dois títulos de MVP no campeonato, demonstraram ser bons articuladores da equipe em team fight e com certeza vão colaborar para que a equipe tenha uma boa série contra a matilha.

Condições de título: Bem provável. Seu adversário na semifinal é a RED Canids. As últimas atuações da matilha foram consideráveis, mas os golden boys estão vindo em uma crescente. Sem dúvida, tem tudo para ser uma ótima série de equipes brigando jogo a jogo.


Os confrontos foram definidos e o desafio está lançado. Quem serão os finalistas e o campeão da primeira etapa do Circuitão? As respostas serão dadas na próxima semana, quando começam as semifinais do torneio. Confira os confrontos:

  • RED Canids Kalunga x Team oNe – Segunda-feira (01/04) às 21:00
  • paiN Gaming x Falkol – Terça-feira (02/04) às 21:00

Lembrando que, a transmissão do Circuito Desafiante acontece nos canais da Riot Games Brasil, e podem ser acompanhados através do Watch LoL Esports. Além disso, o torneio de acesso para a segunda etapa do Circuitão você acompanha nos canais da BBL E-sports, no Facebook, na Twitch e no YouTube.

Zack Snyder e o Amadurecimento da Figura do Herói

Em uma transmissão do Vero, falando para fãs em um evento, Zack Snyder declarou que os fãs da DC precisam “crescer” com Batman v Superman e abandonar a ideia de heróis que jamais ultrapassam a perigosa linha da moralidade.

“É um bom ponto. […] É um bom ponto de vista pensar ‘Meus heróis ainda são inocentes’. […] ‘Meus heróis nunca cometeram nenhuma atrocidade’. Eu penso que isso é legal, mas você está vivendo em um mundo dos sonhos.”

 

Esse certamente não é um debate que pode ser encerrado com meia dúzia de palavras. Envolve muito mais do que mero “gosto” e nos leva de volta ao âmago da figura do herói.

Um pouco de mitologia

Na Grécia antiga, o herói era comumente representado como um ser atlético, dotado de força de vontade férrea, protetor da própria família, da própria terra ou até mesmo da humanidade. Esses heróis eram capazes de feitos absurdos. Como Hércules, que realizou 12 trabalhos impossíveis para ser perdoado por matar a própria esposa; ou Jasão, que viajou meio mundo num barco e sobreviveu a sereias, dragões, feiticeiras e afins, apenas para vingar a morte do pai pelas mãos de seu tio.

Os heróis eram aqueles que se opunham aos deuses e aos males do mundo.

Mas, apesar de serem a epítome da beleza, força e persistência, todos esses heróis tinham algo em comum:  até mesmo aqueles que carregavam uma parte divina eram, em essência, humanos. Ou como diria Nietzsche: demasiadamente humanos.

Sim. É isso mesmo.

Hércules assassinou sua própria família, tendo a deusa Hera usado sua própria fúria e sede de sangue contra ele mesmo. Jasão fez de tudo para vingar seu pai e ficar com a feiticeira Medéia, para no fim se tornar um homem tão cruel quanto o homem que matara seu pai. Orfeu, pobrezinho, levado pelo próprio amor desesperado, foi ao inferno buscar Eurídice e jogou fora todo o seu esforço quando olhou para sua amada, desobedecendo Perséfone, e morreu de tanta angústia. Aquiles, ébrio na altivez da própria invencibilidade, jamais se preocupou com seu calcanhar, o lugar por onde fora morto no fim das contas.

E assim nasceram os heróis: poderosos, imponentes, altivos. Mas falhos. Principalmente falhos.

Nos mitos gregos nunca eram os poderes dos heróis que ensinavam lições para os ouvintes, mas as falhas cometidas por eles.

O tempo passou, as culturas cresceram e figura do herói envelheceu. Ou melhor: evoluiu, amadureceu, modernizou-se.

A politização do herói

Um pouco antes da Segunda Guerra, durante e após a mesma, o herói (assim como o quadrinho de forma geral) se tornou uma ferramenta política, um artifício midiático para conduzir um determinado público a um determinado pensamento ou opinião.

Os EUA, até então os principais usuários da arte quadrinesca, alavancaram personagens já existentes e produziram novos. Todos com uma roupagem que desse vazão ao novo significado do herói: a incorruptibilidade.

Numa clara tentativa de mostrar sua superioridade em relação aos ideais desumanos do Nazismo, os Aliados investiram em figuras que representassem ética inabalável, completa intolerância para com o mal e, em alguns casos, ideais de preservação da vida humana, já que o mundo combatia monstros sem qualquer apreço à vida.

Os Aliados vencem a guerra. Os EUA explodem duas bombas nucleares no Japão, matando milhares de inocentes. O mundo finalmente solta a respiração e ficamos com a nova figura do herói: aquele que abandonou quase por completo sua natureza humana e falha; agora ele não mais desafia os deuses, pois é praticamente um deles.

Nos últimos 40 anos, vimos um processo de humanização em muitos personagens de quadrinhos. Demolidor, Justiceiro, Motoqueiro Fantasma, algumas histórias do Batman, Superman, Cavaleiro da Lua, Hulk e Homem-Aranha, para citar alguns, são exemplos muito claros disso.

Mas, muitas vezes, essas histórias não descem na goela de quem ainda gosta muito da visão messiânica de alguns heróis. E não há problema nisso. Ainda estarão lá as histórias em que os heróis representam valores às vezes completamente desassociados da nossa realidade cotidiana.

Agora, também há quem queira ver seus personagens favoritos enfrentando dilemas — e não apenas dilemas, mas consequências de escolhas erradas. Alguns querem vê-los passando pelo mesmo processo da fênix: caindo, derrotados, e então se reerguendo das cinzas.

Aprofundamento

Li muitos comentários sobre as falas de Snyder. Alguns diziam que “matar pessoas não traz profundidade ou complexidade a um personagem, não o torna maduro”. Em tese, matar ou poupar não trazem maturidade a um personagem. Tudo se trata de como isso será trabalhado.

A Vertigo (selo adulto da DC) está desconstruindo o gênero “herói” há anos. Watchmen, V de Vingança, Preacher, Hellblazer, para falar de poucos.

É disso o que se trata: abordagem.

Há décadas, Superman e sua galeria de vilões têm lutado em Metrópolis e destruído dezenas de prédios, praças e residências. Ou você acredita em um plano de evacuação via teletransporte ou aceita que centenas já morreram (ou no mínimo tiveram projetos, conquistas e bens destruídos) por conta de pura irresponsabilidade heroica.

Batman, em Gotham, está espancando vagabundos há bastante tempo. Quase nunca assassinou um diretamente, mas você pensa em um serviço especial de atendimento médico a criminosos feridos em fábricas, lojas, becos, tetos, porões e afins, ou você admite de uma vez que um cara com costelas quebradas, traumas em vários ossos e hemorragias variadas no meio da noite tem poucas chances de sobreviver. E Batman não bate devagar, vale ressaltar.

Conclusão

É um tanto simples: heróis matam, sempre mataram, direta ou indiretamente, por vingança ou por obrigação. Existem mortes, falhas e consequências embutidas na figura do herói desde seu nascimento e não há problema em ver isso sendo trabalhado. Só precisa ser feito de forma consciente.

Os fãs, por sua vez, precisam, além de amadurecer, deixar o egoísmo de lado. Há quem queira ver heróis em tela sendo representados com violência e drama. Enquanto isso for tratado como algo abjeto ou “coisa de outro mundo”, o meio nerd vai continuar sendo essa comunidade de lordes sentados em seus tronos, guerreando uns contra os outros sobre quem tem o melhor gosto: inclusive aqueles que batem o pé em favor da representatividade no cinema nerd — mas só até a página 2.

Não culpem os jogos pelos seus erros

jogos escola

É muito fácil apontar várias causas ou culpados quando acontece alguma coisa. Mas, já pararam pra pensar se, de fato isso realmente condiz com o ocorrido? Mais uma vez somos alvo de críticas no que diz respeito a tragédias ou atentados em escolas. E toda vez que acontece algo assim, insistem em culpar os jogos, incitando que influencia no comportamento psicológico dos jovens.

Pela milésima vez, não culpem os jogos pelos seus erros, não são os jogos que vão infectar os jovens como muitos andam dizendo, muito pelo contrário. Em pleno ano de 2019, quando estamos embalados na onda dos esportes eletrônicos. Continuar insistindo de que os jogos são uma das causas para atrocidades sem precedentes chega a ser ridículo. Atualmente, o mercado de games no Brasil movimentou cerca de US$ 1,5 bilhão, em meio a diversas crises econômicas. Dá pra acreditar? Os jogos são o produto que mais conseguiu se sobressair perante a uma crise dentro do país.


Jogos ajudando jovens na educação

Recentemente tenho dado uma lida na internet a respeito de conteúdos relacionados a jogos e educação, e encontrei uma matéria super interessante, intitulada de “Professor de Informática incentiva alunos de periferia a jogar e conhecer os esports“. A maneira como os jogos podem mudar a vida das pessoas para melhor é algo visível e gratificante. Hoje, existem escolas que oferecem cursos extras para os alunos aprenderem a jogar League of Legends e conhecer os esports. Além disso, torneios universitários, não só no Brasil mas pelo mundo também são uma realidade grande, e hoje são exibidos na televisão.


Pessoas que superaram a depressão nos jogos

Alexandre Borba, conhecido como Gaules pela comunidade de Counter Strike, foi ex-jogador e treinador do cenário competitivo. Em 2017 passou por um momento bastante conturbado em sua vida, tanto na carreira quanto pessoal. O mesmo chegou a cogitar o suicídio como forma de resolver o problema, de que nada fazia mais sentido para o mesmo. Mas, em 2018 ele conseguiu se reerguer de uma forma meteórica. Com o apoio da Tribo, como é chamada a fã-base do streamer, Gaules começou a se dedicar a criação de conteudo. Com a ajuda de ex-companheiros do time G3X, a tribo foi crescendo de forma surpreendente. Resultado disso: em Fevereiro de 2019, o Gaules se tornou um dos streamer mais assistido na Twitch. Além disso, conseguiu alcançar a marca de 100.000 espectadores durante a partida entre MIBR contra Renegades e quase 150.000 no confronto dos brasileiros contra a Astralis, no dia seguinte.


Sendo assim, faço um adento com relação a influência dos jogos: o problema não está neles, e sim nas pessoas. Procurem ajudar psicologicamente, entender o que passa nas pessoas, mas não culpem os jogos. Tudo isso pode ser evitado se houver acompanhamento.