Crítica | Free Guy Tem Tudo o que você precisa: Romance, Humor e videogame

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Free Guy | Confira nosso bate-papo com o elenco e diretor do filme

Com uma trama leve e divertida inserida no mundo dos videogames, Ryan Reynolds está de volta  e mandando ver  em ‘Free Guy. Guy, o personagem de Reynolds, é um NPC (Non-Player Character), ou seja, um personagem não jogável que existe dentro do jogo. No entanto, Guy está cansado e entediado de sua vida, e assim que conhece Millie (Jodie Corner), uma personagem jogável, sua vida encontra um sentido diferente.

Mas o que esperar de Free Guy?

O filme, dirigido por Shawn Levi, estava programado para os anos anteriores, mas com  a fusão entre Fox e Disney só vai estrear nos cinemas dia 19 deste mês. Se trata de uma comédia-romântica ambientada dentro dos videogames. Porém, também propõe uma reflexão sobre a vida, usando os personagens dos jogos e da vida real como o objeto dessa reflexão. 

Trata bem a questão da pessoa que vive uma vida monótona, que vive uma vida completamente programada e está infeliz com isso, trata também das pessoas que são exatamente do mesmo jeito, mas não tem coragem de mudar ou sair de sua zona de conforto, talvez por medo. Dramas como estar obcecado em busca de uma coisa e esquecer de sua vida pessoal, não conseguir seguir em frente, e até mesmo a ideia de que as pessoas buscam ser o que não são dentro dos jogos. 

O diretor faz uma crítica ao nosso mundo atual e individualista. O mundo no qual as pessoas pouco se importam umas com as outras e só enxergam o seu lado. Com o personagem Guy, que é o oposto dessa ideologia, vai contra esse cinismo e tentando mostrar que as pessoas podem apenas se divertir, curtir e se tornarem pessoas melhores para o mundo e para a sociedade.  Além de passar  a mensagem clara de que é preciso evoluir.

A forma que constroem a narrativa do filme é bastante inteligente. Mesclando as duas vidas, o mundo real e o digital de forma que fiquem bastante uniformes. Claro que, utilizam de um roteiro de fácil compreensão com bastante alívio cômico para isso. E claro, as referências, não só aos videogames, mas de toda a cultura pop por si só.

As Referências Valem MUITO A PENA

Não poderia deixar de falar das referências de uma forma mais específica, pois elas estão em todas as partes do filme, se misturando a trama, fazendo piadas com os jogos. Ali você vai encontrar referências a jogos mais comuns e atuais como Fortnite, mas também a mais antigos como, Megaman e GTA. Não parando por aí, temos uma grande menção honrosa aos nossos queridos Vingadores e a Saga Star Wars.( Não posso afirmar que isso é coisa da Disney, mas acho que sim).

Cada personagem tem a sua missão pessoal que acabam se colidindo no ato final do longa. Ryan Reynolds está fora de série, arranca excelentes risadas, pode-se dizer que é um dos melhores atores de comédia da geração atual. Taika Waititi é o que se pode chamar de “vilão” do filme. O empresário rico que se acha o tal, mas tudo o que conseguimos ver nele é insegurança, o cara que só vê números, mas não coração.

Por fim, o filme vale o ingresso. Ele Cumpre bem o que promete, tem uma história gostosa, com personagens que são carismáticos, dessa forma, fazendo se importar com um mundo de videogames e, obviamente, é extremamente divertido.

 

Free Guy estreia dia 19 de agosto nos cinemas.

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