A história das histórias em quadrinhos e a aurora dos super heróis

A era de ouro A era de prata A era de bronze A era moderna
O início de uma era...
Como qualquer revista de ficção científica da época, a Action comics trazia histórias de personagens salvando vidas, tramas intergaláticas, coisas do tipo. E logo no primeiro, nos deparamos com o Superman, dando um sopapo nos bandidos. Como a maioria dos personagens da época, Superman possuía uma origem mais fantasiosa, e menos ficção científica. Incluindo a parte dele vir de outro planeta, e no momento da fantasia, poderíamos ver ele convivendo em conjunto com as pessoas. Não era apenas o Superman que atraía as pessoas. O Clark Kent, era um humano, o seu disfarce, e um americano padrão. Vale lembrar que ele ainda não era humanizado o suficiente para que a história adentre em sua vida. As pessoas gostavam do Clark Kent porque ele era um espelho do americano comum. Qualquer um podia ser um deus ao seu lado. Ele era basicamente a personificação do sonho americano. A revista fez muito sucesso, a partir desta, Superman começaria a aparecer em todas Action comics, como o carro chefe da editora. O motivo do sucesso era bem simples, a boa e velha falta do que fazer. Quando as pessoas não possuíam playstations 4, ou Xboxes, e muito menos televisões, as crianças costumavam comprar revistinhas. Chegou a um ponto que o Superman estava ganhando mais vendas do que jornais. Mais para frente, o Superman começa a vender 1 milhão de cópias. E isso é um absurdo para uma revista até hoje. Se pretendermos contar o número da população daquela época, metade delas liam a revista do Superman. Vale lembrar que na época havia pouquíssimo conteúdo de quadrinhos. Hoje se você for um fã aficionado que seja, é impossível comprar todas as publicações lançadas. Naquela época era bem possível, já que o tempo de espera entre uma edição e outra era grande, sem falar, é claro, no preço.
Vale lembrar que existe uma história de 1933 que apresentava um super-homem diferente, em uma história chamada de "O reino do Super-homem". Que fala de um cientista, com poderes telepáticos, bem parecido com o Lex Luthor atual, que dominava um mundo.
Os super heróis vão a guerra
O código de autoridade dos quadrinhos
ele trabalhava com delinquentes, e quando chegava lá, via os mesmos com a camisa do Batman
A era de prata
Senhores e senhores
Inicialmente, a Mulher Invisivel não ficava realmente invisivel, os membros apenas diziam: "Ignora essa mulher aí" para os inimigos.
A pira de Stan Lee
E aqui estamos nós, na era Marvel. Onde eles faziam mais sucesso. Aqui, Stan Lee começou a criar muito, mas muito, mas muitos personagens que se tornaram clássicos. Devo admitir que eu não gosto de alguns, podem me chamar de fanboy da DC. Vão em frente. Eu gosto mais dos heróis de lá, claro, mas não deixo de ser um grande fã da Marvel. Digo... De alguns. Vocês entenderam. Seguindo a cronologia, logo em 1963, Stan Lee cria outro grupo de super heróis, a pedido de seu chefe, que mandou ele fazer o mesmo. Uma história muito conhecida, é quando Stan Lee, que já devia usar suas substâncias, transtornado, fala para sua mulher, que também já deveria usar as mesmas substâncias: "Agora tenho que criar outro grupo de super heróis. E agora? Como inventarei um poder para cada um deles?" e sua esposa, em uma sacada que mudaria o curso das histórias em quadrinhos, disse: "Por que eles não nascem com os poderes?". E assim, surgiram os Estranhíssimos X-men! Isso foi revolucionário, já que nem mesmo o Super-homem nasceu com seus poderes, ele apenas os adquiriu depois de sair de Krypton, somado a absorção da radiação durante a viagem. Os X-men, criaram uma discussão social inteira, onde "Somos odiados, mas lutamos para proteger aqueles que nos odeiam", os humanos odeiam os mutantes, já que são diferentes. E os mesmos, são descritos como o próximo passo da evolução. Pessoalmente, não sou muito fã dos X-men. Acho o conceito deles interessante, porém, mal desenvolvido. Não gosto muito, mas sei que tem pessoas que são apaixonadas e respeito isso. Apesar de tudo, eu já li sim X-men antes de falar sobre. Não se preocupem. Tudo que o Stan Lee criava, tinham conceitos geniais para as histórias em quadrinhos da época. Nunca ninguém pensara em fazer algo assim. Discussões sociais nos quadrinhos eram coisas que nunca haviam sido feitas antes! Stan Lee começa assim, a revolucionar tudo, com seus personagens totalmente humanos, que vieram um atrás do outro. Homem de ferro tinha uma fraqueza, que era a bebida. E era anti-comunista, como a maioria da época. O Bruce Banner odiava ser o Hulk, e era transtornado por isso. O Demolidor tinha problemas como o Homem aranha, e era cego. O Thor era um deus, porém carregava seu alter ego de Dr. Donald Blake. E o mesmo tinha problemas nas pernas. Tudo começou a fazer sucesso. As pessoas viraram fãs da Marvel, e começaram a querer mais e mais. Então, surgiram os Vingadores, com as criações de Stan Lee que eram muito famosas na época, principalmente entre os adolescentes. E então, começamos a Era Marvel. Não que a DC não fizesse sucesso na época. Basicamente eles se recusavam a mudar a assinatura dos heróis. Mas, o Superman era o carro chefe da editora. O peso dele era tão grande, que a um certo momento, o nome da editora mudou para "Superman DC national comics". Há várias versões do que realmente acontecia na Marvel. Dizem que o Stan Lee nunca criou os heróis de verdade. Bom, ao meu ver, ele era mais o cara explosivo. Ele vomitava a ideia, porém, o Jack Kirby que lapidava. Que dava vida. Tanto que quando os dois se separaram, Stan Lee não fez nenhum trabalho admirável de verdade. Stan Lee se tornou mais um personagem do que tudo. Por outro lado, o Jack Kirby fez trabalhos incríveis quando saiu, como Os Novos Deuses, que é simplesmente incrível, e totalmente diferente. Ele já tinha inventado tantos super heróis. Poderes diferentes, aranha radioativa, lixo tóxico nos olhos, deus, tudo que vocês podem imaginar. Os heróis seguiram a linha da humanidade. O Quarteto fantástico foi o primeiro grupo que faliram devido a bolsa de valores. Nessa brincadeira de humanizar personagem, trouxeram de volta o Capitão America, já humanizando ele novamente, e tornando um super herói aceito, quando foi encontrado no gelo pelos Vingadores. Destes super heróis, devo admitir que sou muito fã de todos. Admiro muito o trabalho do Kirby e do Stan Lee, apesar de meu favorito ser o Homem aranha, eu gosto bastante dos outros, exceto é claro os X-men.
Uma coisa que é interessante de se adicionar, é de que o primeiro herói negro, o Pantera Negra, surgiu nesse tempo, nas revistas do Quarteto fantástico. Antes, é claro, já haviam personagens negros. Porém, nenhum reconhecido. E isso trouxe toda uma tendência a trazer problemas da sociedade cada vez mais para dentro dos quadrinhos. E aquilo de super heróis com mãos na cintura, e peito estufado, simplesmente não entravam mais. A sociedade havia mudado muito, e aquela galera certinha não existia mais. E ai, a DC começa a trazer problemas sociais para suas revistas. Eles só demoraram, porque tinham sua fórmula de 40 anos atrás, super heróis com peito estufado e mão na cintura como sempre. Então, a DC foi buscar e reforçar sua fórmula. E já nessa época, começamos a entrar na Era de bronze, onde o Arqueiro verde e o Lanterna verde se juntam. E isto se torna uma das minhas fases favoritas, não só do arqueiro quanto do lanterna verde. Pois aqui, eles se juntam, e posteriormente com a Canário negro, maravilhosa Canário Negro, para sair pelo pais descobrindo problemas sociais, com o incrível roteiro do nosso querido O'Neil Adams.
Existe inclusive um encadernado muito bom, que recomendo a compra para os fãs do Lanterna verde e do Arqueiro, porque esta se torna uma das melhores fases que já ocorreram na DC na minha opinião. Eles discutiram racismo, e tudo demais. E tem uma história muito legal, onde o Lanterna verde encontra um senhor negro, que fala assim "Eu tô sabendo que você trabalha aí pra uns caras de pele azul, já lutou com uns de pele laranja... Mas e nós aqui da terra? há umas cores de pele que você nunca ajudou". Nessa época também, o Stan Lee recebeu uma carta, de um setor governamental de saúde, pedindo para que discutisse o problema das drogas, que era muito frequente nos EUA naquela época. Ele até havia escrito uma história onde o Harry, filho do Norman Osborn, o Duende verde, se viciava, porém, obviamente não foi aprovado pelo Selo. Então, ele pensou "Não vou desperdiçar essa história né..." E então, pela primeira vez em muitos e muitos anos, a Marvel teve a coragem de publicar sem o selo, quebrando assim o Comics Code authority. Eles publicaram 3 meses sem o selo, e ninguém estava se drogando por causa disso. Eles fizeram o selo repensar mais seus conceitos, e revê-los e começaram a abrandar mais tudo. A DC, é claro, não ficou de fora, e publicou uma história, onde o Ricardito, ex parceiro do meu querido Arqueiro verde, usa heroína ao vivo
A crise nas infinitas terras
A um certo momento, nossa querida DC comics tinha tanta publicação, mas tanta, que era impossível você entender tudo. Até mesmo se comprasse as edições. Já que agora todos eram divididos em terras. As pessoas compravam uma HQ na banca, abriam, e era impossível entender alguma coisa que ali estava acontecendo. E você ainda tinha sendo publicadas, as histórias antigas, que seguiam outras linhas. Eles estavam atirando para todos os lados. Os personagens que eles haviam adquirido em outras editoras, estavam em ativa na Sociedade da Justiça, e de vez em quando se encontravam com heróis como o Aquaman, e não fazia sentido algum, já que seguia outra cronologia. A Marvel estava evoluindo em suas histórias, uma gama completamente diferente. Os X-men eram outras pessoas, o Wolverine possuía histórias bem desenvolvidas, e todos heróis conversavam sem problema algum. Já a DC tinha milhares de histórias, em lugares diferentes, em tempos diferentes. A um certo momento... Todos se perderam. A primeira sociedade da justiça tinha um Super-homem. A segunda também tinha um Super-homem. Então, veio a ideia da Crise nas infinitas terras, que iria causar um reboot em tudo. A DC teve essa ideia depois das Guerras secretas, que foi motivado pela reunião que as Guerras secretas tiveram. Eles estavam em um ponto que não se podia fazer nada diferente, os leitores não entenderam mais nada. Então, tiveram a ideia de colocar tudo em um mundo igual, e reunificar tudo.
A década de 80, e a revolução do gênero
copiado do rei do crime coff coff coff
é verdade




