Análise: Prey – Estar à deriva no espaço pode ser muito bom!

Muitos foram os lançamentos desde que Prey 2 fora anunciado (isso aconteceu na E3 de 2012) e, de lá pra cá, também vimos uma boa quantidade de reboots e remasters, mas nunca chegamos a ver a verdadeira face da sequência do game de 2006, que teria sido cancelado em 2014. Mas isso, aparentemente, não impediu que a Bethesda desse a Prey uma segunda chance, numa espécie de reboot da franquia, completamente desprendida de sua primeira parte. E, meu amigo, não é que a espera valeu a pena? Se liga nos pontos a seguir, pra você ver o que achamos do Prey de 2017:

OBS: A análise a seguir evita ao máximo os spoilers, mas elementos que podem ser considerados importantes do jogo são mencionados, o que pode atrapalhar a experiência para algumas pessoas. Se você é uma dessas pessoas, não leia. Caso queira continuar lendo e queira entender como nossas análises são feitas, dê uma olhada nesse link.

 

De cara, vê se que aquele trata-se de um jogo onde a Arkane Studios colocou suas mãos: os personagens ligeiramente cartunizados, a presença de vários itens pelo cenário (coletáveis ou não) e – não tão boa assim – a presença de modelos e texturas que não são algo que revolucione o mercado de placas gráficas. O jogo é bonito, não me entenda mal. Só faltou aquele empurrãozinho final pra que a experiência gráfica ficasse digna de um jogo da geração atual.  Dito isso, não espere os mais detalhados dos modelos e as mais nítidas texturas. Esteja preparado para encarar elementos bons o suficiente para um jogo desse porte, mas ainda não chegando àquele “que” a mais que jogos mais visualmente aclamados tenham conseguido. Isso, porém, não diminui tanto a grandeza gráfica de Prey, que apresenta vários materiais realistas, ambientes bem iluminados (ou intencionalmente mal-iluminados) e uma imersão muito mais do que coerente com seus gráficos e escopo. Todos os itens, do mais básico aos mais essenciais, têm um modelo, todos bem distinguíveis. Os efeitos de luz, partícula e física são adequados e em momento nenhum parecem te remover da experiência de estar dentro de uma estação espacial em ruínas. O que mais conta aqui, quando se trata de Prey como um todo, é que o estilo gráfico peca bem pouco, mas esse pouco jamais deixa a desejar na integração à história e ambientação. As animações são muito boas, mas não excelentes, tendo notáveis atrasos em sincronia com o que personagem está dizendo, por vezes, mas nada que atrapalhe. A ambientação (uma estação espacial no meio do nada) é bem executada e, por mais que existam pessoas vivas espalhadas aqui e alí, o conjunto gráfico te passa com sucesso aquele sentimento de solidão e abandono, repleto de cantos populados por vigas de metal e cacos de vidro, posicionados sempre de maneira a contar uma história visual: várias foram as vezes que pensei “algo aconteceu aqui e alguém se ferrou muito por isso”, e isso é a cereja do bolo, tratando-se do conjunto gráfico. O desempenho também não deixa a desejar, mesmo em máquinas menos parrudas (não deixe as recomendações gráficas te assustar), mas é sempre bom garantir que os drivers de vídeo estejam atualizados corretamente.

A trilha sonora é do excelente Mick Gordon, que já trabalhou em Doom, de 2016 e traz uma batida sóbria que mais ajuda do que atrapalha, em termos de ambientação. Com excessão da música tocada na cena do helicóptero, – em algum ponto da abertura do game – todo o resto parece se entrosar bem com o momento correto: esteja numa perseguição com um Phantom e ouça uma música mais acelerada, que praticamente te instiga a correr e procurar abrigo. Já em momentos de exploração, o ambiente desolado da Talos I é muito bem acompanhado por uma trilha mais misteriosa, porém não alarmante. O timing das trilhas é quase perfeito, mas às vezes ainda se perde entre as milhares de linhas de código e, em algumas vezes, podem te dar a entender que um inimigo te persegue, quando, na verdade, nada mais além de você e umas xícaras quebradas encontram-se na sala. A sonoplastia, por outro lado, é de agradar os mais exigentes, com muita atenção dada aos detalhes que cercam Morgan, seja numa corrente de energia danificada ou na navegação dos menus. Toda a parte sonora do jogo é pensada meticulosamente para adicionar ao clima pesado e desesperador da sua busca por respostas que Prey oferece, e nem mesmo os pequenos deslizes no timing vão te fazer pensar o oposto.

O voice acting original (em inglês) é convincente o suficiente, e conta com nomes de peso, como Benedict Wong, que fez (pasmem) Wong, no filme de Doutor Estranho. Já a dublagem para o português ainda tem uma pegada que deixa um gostinho meio amargo no fundo da garganta, com momentos notáveis misturados a momentos dispensáveis, que deixavam a atuação dos dubladores um pouco aquém do esperado. Isso já não acontece na localização do jogo: os menus e legendas são traduzidos de maneira correta, só tendo que brigar com placas e letreiros não traduzidos nos cenários.

Talvez o fator de maior peso em Prey, e o grande motivo de seu destaque, pelo menos aqui, para mim. O game comete uma grave falha no começo ao não indicar a posição, mesmo que aproximada, de seu próximo objetivo, falha que mais pra frente, ao se acessar o Lobby pela primeira vez, é sanada com a adição de um mapa e uma aba de objetivos ao seu TranScribe (ferramenta usada pelos tripulantes da Talos I e que serve como uma espécie de interface para o jogador), mas isso não impediu que me perdesse completamente na hora inicial do jogo e tivesse que, inclusive, interromper uma sessão de stream ao vivo por conta disso: meu instinto exploratório fez com que apertasse botões demais e escondesse uma passagem essencial que me levaria à segunda parte do jogo, mas nada que não pudesse ter sido resolvido com um bom golpe de chave inglesa em um painel de vidro. Pena que só pude descobrir meu erro após iniciar o game uma segunda vez.

Não fosse esse pequeno detalhe, talvez a jogabilidade de Prey fosse cinco estrelas, e o fato de que isso acontece de novo e de novo (mas de maneira não tão frustrante), durante o restante do playthrough, só agravou para que essa meia estrela fosse removida da pontuação total. Prey não é um jogo que segura sua mão e te ajuda a atravessar os confins da Talos I, muito pelo contrário: se não quer se perder, leia. Se não quer se sentir preso, dê seu jeito, mas saia daí. Tudo tem várias formas de aproximação, você só precisa pensar bem e prestar bastante atenção aos arredores. Pegar uma chave que abre uma porta, nesse jogo, não é só uma tarefa simples, mas sim uma tarefa de várias etapas, que te levam a vários lugares diferentes, antes mesmo de chegar ao objetivo final, tudo muito bem integrado, de forma a te fazer acreditar que as chamadas side quests são essenciais, até mesmo para o progresso da história principal. Onde os jogos convencionais te fazem sentir frustração imensa por ter que passar por outras cinco salas pelas quais você já passou, Prey te recompensa, pois o mundo é repleto de itens coletáveis que podem ser usados no simples e intuitivo sistema de reciclagem de materiais, itens que, talvez, você não tenha notado numa segunda ou terceira passagem pela mesma sala.

O sistema de crafting do jogo é introduzido de uma maneira um tanto “intimidadora”, mas quando passada a tela de tutorial, apresenta ser uma mecânica muito simples e prazerosa: o jogo te dá motivo para pegar todos os papéis e cascas de banana no chão para, quem sabe, poder gerar material orgânico o suficiente para poder construir um tão necessitado Medkit. É uma mecânica que poderia ser utilizada de forma muito errada, mas é tão simples quanto pegar coisas que ninguém quer mais e transformar em itens vitais para a sobrevivência de Morgan, e isso faz toda diferença num embate contra inimigos mais resistentes a certos ataques que você sabe que seria uma dor de cabeça, se não pudesse criar mais umas duas ou três granadas EMP.

O sistema de evolução de personagem se mostra um outro tiro certeiro, fazendo com que os jogadores coletem Neuromods para melhorar suas habilidades, que, inicialmente, estão distribuidas entre Ciência, Engenharia e Segurança, com outras áreas de habilidades sendo introduzidas em momentos específicos do jogo. Aqui, todos eles significam uma diferença gritante ao calcular seu sucesso em passar por uma área, e talvez gastar seis Neuromods numa habilidade específica valha mais a pena do que segurar e distribuir em habilidades que não irão te ajudar tão imediatamente. E como não bastasse a melhoria por Neuromods, o game também conta com melhorias específicas para armas, que podem ser aplicadas ao grande arsenal de armas letais e não-letais que o jogo tráz no pacote, com destaque para o Canhão GLOO, que imobiliza a maioria dos inimigos com uma espécie de espuma, dando aquela vantagem de alguns segundos e garantindo hits seguros.

A dificuldade do jogo é justa. Jogar tanto no Easy quanto no Nightmare vai provar ser uma experiência desafiadora, mas não quer dizer que os inimigos ficam apenas mais ou menos “esponjosos”, tratando-se de absorção de danos, mas sim que habilidade continua sendo crucial e vai ditar 90% do seu sucesso em prosseguir por todo o game, seja no modo mais fácil ou mais difícil, algo que jogos como Fallout 4 não parecem ter entendido muito bem, até hoje.

De forma geral, Prey é uma experiência de jogo extremamente agradável e recompensadora, comparando-se a jogos de peso, como seu primo Dishonored, BioShock e os jogos da franquia Deus Ex, mas ainda tendo aquele traço único que só Prey pôde trazer, mas que só a Arkane consegue tornar real.

Nessa parte, Prey deixa a desejar um pouco mais do que as outras, apresentando uma história genérica com pouco mais que algumas novidades que realmente prendem a atenção. A premissa básica é a de que o jogo se passa numa realidade alternativa, onde o 35º presidente dos EUA, John F. Kennedy, sobrevive à tentativa de assassinato que pôs fim em sua vida, em 1963, e, com isso, fica convencido em investir mais dinheiro em pesquisa espacial, fazendo-a florecer e acelerando a corrida espacial na época. Algumas parcerias com a Rússia e um ataque à raça humana por conta de uma entidade alienígena conhecida por Typhon depois, os elementos de caos da história são trazidos a tona, quando o jogador deve decidir se joga como a versão masculina ou feminina de Morgan Yu (mesmo nome usado em ambas situações), que entra em conflitos de ideais com seu irmão Alex Yu e deve decidir o destino da Talos I. Não darei muitos detalhes sobre a história, por questões óbvias de spoilers, mas essa é, de longe, a parte menos intrigante de Prey. Histórias que caminham pelo mesmo trajeto que Dead Space e System Shock 2 caminharam, vários audiologs que tanto ajudam como em nada interferem na trama principal e inúmeros emails para se ler, em inúmeros computadores espalhados pela estação. A boa sacada no storytelling de Prey, entretanto, vem com a descoberta de sidequests ao se ler os supracitados emails, as quais não podem ser obtidas de nenhuma outra maneira, tornando a leitura extra algo relativamente prazeroso e significante, diferente do que muitos jogos fazem hoje em dia ou já fizeram, em algum momento.

Outro ponto a favor do storytelling é que, quando você simplesmente se esquece de alguma coisa pertinente a algum objetivo, ocasionalmente seu TranScribe tocará e January (um personagem essencial na luta de Morgan dentro da estação) estará do outro lado, te dando dicas de como prosseguir ou onde procurar para que a história progrida. Em momentos não tão cruciais assim, porém, as ligações excessivas interrompendo o fluxo da jogatina chegam a perturbar um pouco, às vezes beirando o inadequado e ativando um evento desses enquanto você se preocupa com dois Phantoms querendo acabar com sua existência no plano real. A divisão moral, contudo, é bem executada, e as ações que você escolhe fazer realmente geram um impacto no desenrolar dos eventos, e isso pode ser sentido mais fortemente à medida que o jogador se aproxima dos eventos de conclusão do game. Mas nada que seja chocante a ponto de te botar numa crise reflexiva eterna sobre sua própria existência, apenas o suficiente para te levar do começo ao fim do playthrough sem se sentir vendo um filme chato e interminável.

Esse ponto de Prey foi um divisor de águas. Senti que o menu era simples o suficiente para que eu entendesse como funcionava, mas faltou um carinho a mais às fontes usadas e a identidade visual como um todo: a estação espacial mais parece uma versão futurista de Rapture, do primeiro BioShock. Ao contrário do que você deve estar pensando, isso não é ruim. É bom ver que os jogos mais novos reconhecem o sucesso de outros que vieram antes e que a equipe de desenvolvimento decidiu abraçar um estilo icônico, sem perder seus traços únicos que mostram que aquele é um jogo completamente novo (apesar do nome já ser conhecido), só acho que poderiam ter poupado um pouco as similaridades tão óbvias. A interface das armas é elegante e não-invasiva, com uma tela (supostamente) de LCD acoplada, dando as informações que o jogador precisa sobre a quantidade de munição, evitando carregar a HUD com informações numéricas a mil. Tudo se integra bem, entrega a mensagem que deve e faz um bom trabalho nisso, mas faltou sentir a presença daqueles minutos a mais de brainstorming sobre como a interface seria apresentada, talvez com uma preocupação maior em relação à própria identidade visual do game. Dito isso, Prey é clean, bonito, conciso e intuitivo, mas a maneira como menus saltam à tela em momentos não tão justificáveis assim faz os fãs pensarem que faltou um pouco mais de “pensar” do que “fazer”, mas não é algo que mereça duas estrelas a menos, e sim uma, pois a falta de harmonia entre partes visuais do menu e do restante do jogo em quase nada impactam a experiência definitiva.

Prey é uma experiência memorável, que conta com elementos sóbrios e que, em momento nenhum, vão te fazer se sentir como se estivesse jogando apenas mais um clone de System Shock 2, mas muito pelo contrário: vai te fazer se sentir que essa é a sequência que System Shock 2 merecia e que, talvez, nunca teremos. Quando visto como um jogo único, Prey é uma tremenda sacada da Bethesda Softworks em parceria com a Arkane Studios, que vai te fazer passar mais de 20 horas quebrando a cabeça com seu gameplay intrigante, ambientação memorável e sentimento contínuo de recompensa por estar tentando fazer de uma estação espacial perdida para o caos um lugar melhor. Entre pela história, fique pelas mecânicas e visuais do jogo, e, certamente, o game valerá seu dinheiro tão suado.

Não concorda com nossa análise? O que você achou do game? Conte para nós, nos comentários!

 

 

 

Prey é lançado hoje mundialmente para Xbox One, PS4 e PC

Chega de esperar: o mais novo e aguardado jogo da Bethesda Softworks e Arkane Studios, Prey, foi lançado hoje mundialmente e já está disponível para Xbox One, PC (Steam) e PS4.

Para os mais desinformados, Prey se trata de um FPS com elementos de RPG e temática sci-fi, que dá liberdade para que os jogadores criem seus próprios estilos de jogo, baseados em suas escolhas e união de poderes alienígenas e habilidades únicas. Apesar de dividir o mesmo nome com o sleeper hit de 2006 – desenvolvido pela Human Head Studios e publicado pela 2K Games – a presença de alienígenas é, aparentemente, a única coisa que o Prey de 2017 divide com seu xará, já que a Bethesda – que passou a ser a nova detentora dos direitos sobre a franquia – decidiu fazer uma versão reimaginada do primeiro game, deixando o desenvolvimento nas mãos da veterana Arkane Studios, que nos agraciou com os excelentes Dishonored e Dishonored 2. A desenvolvedora decidiu trazer a Prey seu estilo tradicional e já consagrado na franquia Dishonored: um mundo aberto, liberdade completa ao jogador, escolhas que importam e uma história complexa, que são assinaturas do estúdio. Com tamanha equipe e experiência, é de se esperar que o novo game ambientado completamente no espaço seja algo memorável ou, no mínimo, uma aproximação completamente renovada à experiência proporcionada pelo primeiro game.

A história do novo game

Quando despertar a bordo da estação espacial Talos I, você descobrirá que era um elemento fundamental de uma experiencia que deveria alterar a humanidade para sempre – mas as coisas acabaram dando muito errado. A Talos I foi infestada por alienígenas que agora estão caçando os últimos sobreviventes da tripulação, incluindo você. Como a última esperança da raça humana, lute contra a invasão alienígena, armado com as ferramentas que você encontra na estação, com sua inteligência e com habilidades que vão explodir sua mente. Você deverá impedir que a ameaça Typhon destrua a humanidade – se estas criaturas chegarem à Terra, a vida como conhecemos irá acabar. Cabe a você descobrir os mistérios da Talos I e salvar o mundo desta ameaça.

Prey está disponível agora para Xbox One, PlayStation 4 e PC, via Steam, todos com o preço sugerido de R$229,90

Trilha sonora de Prey já está disponível via streaming ou download

O lançamento de Prey não acontece até essa sexta-feira (dia 5 de maio), mas para a alegria daqueles que não aguentam mais esperar, a Bethesda Softworks já disponibilizou a trilha sonora original completa para quem quiser sentir um gostinho da tensão que a Talos I reserva.

A trilha sonora é da autoria de Mick Gordon, premiado músico que já trabalhou em diversas parcerias com a Bethesda – incluindo o Doom de 2016 – e quando se trata de composições com pegadas espaciais, Mick já é velho de guerra, mas dessa vez optou por uma aproximação mais diversificada, com fortes presenças de guitarras ambientes e batidas pesadas com sintetizadores. Para aqueles que conseguiram jogar a demonstração de Prey, que foi lançada apenas para PS4 e Xbox One, algumas músicas da trilha sonora já são familiares, porém, para os menos afortunados que não jogaram a demo, todo álbum pode ser ouvido agora pelo Spotify ou Apple Music. Já para quem prefere ter toda a trilha baixada para ouvir onde quiser e quando quiser, existem as opções de compra pelo iTunes, Amazon Music e Google Play.

A lista completa de músicas da Prey: Original Game Soundtrack inclui:

  • “The Experiment” by Mick Gordon
  • “Everything Is Going to Be Okay” by Mick Gordon
  • “Typhon Voices” by Mick Gordon
  • “The Phantoms” by Mick Gordon
  • “Into the Tunnels” by Matt Piersall
  • “Human Elements” by Mick Gordon
  • “The Truth Will Set You Free” by Mick Gordon
  • “No Gravity” by Mick Gordon
  • “Alex Theme” by Mick Gordon
  • “December and January” by Mick Gordon
  • “Neuromods” by Mick Gordon
  • “Stranded” by Ben Crossbones
  • “Semi Sacred Geometry” by Raphael Colantonio and Matt Piersall
  • “Mind Game” by Raphael Colantonio, Production and Electronics by Matt Piersall

Prey é o aguardado jogo de ação de ficção científica em primeira pessoa da Arkane Studios, com lançamento mundial em 5 de maio, sexta-feira, para Xbox One, Playstation 4 e PC.