Confira a entrevista com Melissa O'Malley, do PayPal e sua visão para o e-Sports

Com o crescimento do cenário de e-sports no Brasil, o PayPal tem planos de investimento direto neste ramo?
É um setor da economia que cresce exponencialmente ano após ano, com certeza – e reúne, a cada temporada, um número maior de fãs e jogadores. É claro que empresas como o PayPal precisam manter todas as opções em seus radares e, assim que tivermos anúncios para compartilhar, nós o informaremos. Estamos muito entusiasmados por termos acabado de anunciar esta parceria com a Tom Clancy's Rainbow Six Pro League e Majors, da Ubisoft.
O que a empresa visa com o patrocínio em jogos eletrônicos? Acredita que esse mercado crescente possa atrair um lucro maior com o passar dos anos?
No PayPal, somos parte da solução para comerciantes e consumidores no mundo dos jogos. Em 2017, os jogos representaram mais de US$ 12 bilhões em nosso volume total global de pagamentos – o que representou um aumento de mais de 23% em relação ao ano anterior. O PayPal conta com mais de 50 milhões de gamers que já utilizam sua plataforma em mais de 200 países, então, é um segmento importante para nós. Esta parceria com a Ubisoft, portanto, faz muito sentido. O mercado de games é muito promissor e vem crescendo de forma sustentável. Para o PayPal, um relacionamento ainda mais próximo com esse público é muito saudável sob todos os pontos de vista.
Como vocês veem o cenário brasileiro pelos próximos anose se pretendem, por ventura, estender a parceria com a Ubisoft?
Por enquanto, a parceria com a Ubisoft se estenderá de novembro de 2018 a novembro de 2019 nas regiões da América do Norte, Europa, Oriente Médio, África, Ásia-Pacífico e América Latina. Dependendo dos resultados, veremos os próximos passos. Quanto ao mercado de games no Brasil, ele ainda tem muito a crescer. Em 2017, segundo dados divulgados pela Newzoo, os negócios nessa área movimentaram em torno de US$ 1,3 bilhão e reuniram cerca de 66,3 milhões de gamers. Hoje, o Brasil é o 13º no ranking global e o número #1 entre os latino-americanos. Para 2018, também de acordo com a pesquisa Newzoo, serão 75,7 milhões de gamers no Brasil, que devem gerar US$ 1,5 bilhão em negócios.
A empresa tem planos de fazer investimentos mais pesados, em relação a outros eventos de grande porte?
Neste momento, estamos empolgados em colaborar com a equipe da Ubisoft para fornecer à sua comunidade de jogos as melhores experiências, incluindo eventos exclusivos para a comunidade e ofertas na Ubisoft Store no decorrer do próximo ano. Estamos ansiosos para compartilhar mais detalhes em breve.
Como surgiu a ideia de fazer parceria com um grande evento que é a Pro League?
plataforma preferencial para compra
Há algum tempo atrás, a Mastercard anunciou que será o parceiro oficial dos torneios globais da Riot Games. Em sua opinião, você considera que esse é o momento de as grandes empresas entrarem fundo no mercado de e-sports?
Daqui a alguns anos, o e-sports vai dominar tudo e vai ultrapassar a popularidade dos esportes tradicionais?
Quanto mais a tecnologia avança, mais interessante fica a dinâmica dos games e mais baratos eles se tornam. Eis um modus operandi que permeia todos os principais setores da economia. Teremos, com certeza, uma presença dos jogos eletrônicos cada vez maior no dia a dia das pessoas – e em seu tempo livre. Mas sempre teremos espaço para ambos, esportes tradicionais e e-sports, pois muito do que vemos nos jogos online deriva da realidade dos esportes. Veja o caso dos games dedicados a futebol ou à NFL, ou ao hóquei, à NBA. Eles partem do sucesso de seus mitos dentro dos campos e das quadras para reunir fãs no mundo inteiro. Um não existe sem o outro.



