Aquaman chega como a virada da DC no cinema

É comum que o público em geral pense em filmes de super-heróis como somente filmes de entretenimento. No entanto, isso não é a realidade. A mensagem está ali − é só prestarmos um pouco mais de atenção. Com Aquaman (2018) não poderia ser mais real.

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Crítica feita por: Isabelle Holanda

É muito fácil enfraquecer e destruir. Os heróis são os que pacificam e constroem. ” (Nelson Mandela)

É comum que o público em geral pense em filmes de super-heróis como somente filmes de entretenimento. No entanto, isso não é a realidade. A mensagem está ali − é só prestarmos um pouco mais de atenção. Com Aquaman (2018) não poderia ser mais real.

Arthur Curry, que recebe a alcunha de Aquaman, é um dos mais importantes personagens da DC Comics, sendo membro da Liga da Justiça. Foi um personagem que passou por um processo de ridicularização ao longo de alguns anos, mas aparece nas telonas ocupando seu lugar de direito em um dos maiores filmes de heróis da história recente.

O filme usa como referência uma das histórias em quadrinhos mais conhecidas pelos fãs: “O Trono de Atlântida”. Aqui, ele é interpretado por Jason Momoa (Game of Thrones, Frontier), que reprisa seu papel após Liga da Justiça (2017), só que desta vez como o protagonista de sua própria história. Tomando por base a origem clássica do personagem, ele é filho da Rainha Atlanna (Nicole Kidman, que dispensa apresentações) e do guardião do farol Tom Curry (Temuera Morrison, que interpretou Jango Fett na franquia Star Wars). Sendo filho tanto da terra quanto do mar, Arthur torna-se presumidamente destinado a ser rei, porém os acontecimentos que se seguem acabam por desviá-lo deste caminho principalmente por iniciativa de seu irmão, Orm (Patrick Wilson, franquia Invocação do Mal, em mais uma parceria com James Wan).

Além de Momoa temos a Princesa Mera (interpretada pela lindíssima Amber Heard, A garota Dinamarquesa). Aqui a atriz faz seu debut como protagonista em um Blockbuster e não decepciona. Heard entrega muito mais do que uma simples princesa, mas uma guerreira e diplomata, que se mostra muito mais confortável no papel de dona de sua própria vida e história.

Além do irmão de Arthur, temos também o vilão Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II, Baywatch); ambos trazem mais que meros antagonistas, mas imprimem uma grande profundidade a eles. Vulko (Willem Dafoe, Homem-Aranha) é o conselheiro real extremamente fiel à Atlântida que treina Arthur em sua juventude.

O diretor James Wan (das franquias Invocação do Mal, Jogos Mortais, Sobrenatural e tantos outros filmes de sucesso) nos mostra um espetáculo visual no fundo do mar (dica: assistam em IMAX, é sério!). Os efeitos são inacreditavelmente bem executados e o espectador se sente à vontade com os personagens conversando na água, pois soa muito natural. Um destaque especial vai para, além do cuidado com a parte visual do filme, a trilha sonora. Os temas dos personagens são maravilhosos, com menção honrosa para o tema de Mera, que parece o canto de uma sereia. Fantástico!

O roteiro não é fora do normal em seu brilhantismo, mas segue uma linha mais tradicional, com a percepção dos três atos do filme que são bem demarcados. Existe uma ou outra volta ao passado, contudo, todas contextualizadas dentro de cada cena, o que ajuda a não confundir o espectador e manter a linearidade da história.

Talvez o ponto fraco do filme seja a relação entre Arthur e Mera, que não convence, ao menos não como romance. Momoa e Heard possuem bom entrosamento nas cenas de ação – que aliás, são espetaculares – mas acabam não passando química enquanto casal. Obviamente que não atrapalha o andamento do filme e nem a evolução dos personagens, mas para quem gosta de ver um casal nas telas, talvez seja um fator importante a se destacar.

Aquaman é, sem sombra de dúvida, aquilo que os fãs da DC tanto ansiavam por ver em um filme: tem ação na medida certa, visual incrível, roteiro honesto, personagens cativantes e direção primorosa. É a virada que todos esperaram; só conseguimos aplaudir e admirar. E é claro, querer assistir novamente!

 

P.S.: Tem uma cena pós-créditos. Portanto, não saiam correndo do cinema.

Versão "Rise" 5.0.1 beta - Crafted with ❤ by @mattzbarbosa
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