CBLoL, o pikachu do Ash?

O que falta para o cenário brasileiro mostrar sua cara nas competições internacionais?

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Recentemente a equipe brasileira INTZ e-sports, foi campeã do CBLoL vencendo o Flamengo em uma final eletrizante, na qual não eram favoritos e jogaram com garra levando o caneco. Essa vitória, os colocou em posição de disputar o MSI, o mundialito de League of Legends. A expectativa da torcida brasileira, era até então, ver o Flamengo que era o grande favorito para representar o Brasil no torneio internacional, mostrar todo jogo que foi aperfeiçoado e bem executado durante todo o primeiro split do CBLoL e como eles perderam na final, ficou uma interrogação na cabeça dos torcedores brasileiros de que aquela equipe estaria apta para representar o Brasil de forma competitiva. Infelizmente, a INTZ não conseguiu impor seu jogo e foi eliminada do MSI com 5 derrotas e apenas 1 vitória. Foi a pior campanha de um time brasileiro na competição.

Fica a dúvida: o Flamengo ou outra equipe brasileira se sairia melhor no torneio? Talvez sim, talvez não. Porém, a INTZ conquistou a vaga de maneira honrosa e mereceram estar na competição, mesmo que claramente não tinham o preparo ou até esperavam por isso. Recentemente o ex-jogador de League of Legends Gabriel “Kami” Bohm soltou uma frase em seu twitter enigmática: “Cenário BR pode ser considerado análogo ao Pikachu do Ash? Experiência infinita e nunca evolui. E realmente é uma frase a se pensar. Diferente de outras modalidades, o LoL brasileiro continua numa pegada de muita expectativa e pouco resultado. Separei dois pontos que acredito que sejam o problema dessa falta de resultado em competições internacionais.

O primeiro é a montagem de elenco pelas instituições. Olhando elenco puramente, nós só vemos o Flamengo com um grande time, de jogadores de renome, com experiência nacional (e até internacional). Essa montagem do elenco foi pensada e estruturada para disputar eventos internacionais, tanto que durante todo o CBLoL eles sobraram, tendo a incapacidade de vencer a INTZ na final, mérito dos intrépidos. Um reflexo disso é a evolução do popular Circuitão que no split passado contou com grandes nomes do LoL brasileiro como Takeshi, Revolta, Minerva e outros, enquanto as equipes do CBLoL apostavam em novos atletas e jogadores formados na base. Dá pra sair um bom jogador de peneiras? Óbvio que dá. Mas um jogador sem experiência nacional não vai chegar a um nível internacional satisfatório, é a lógica.

O segundo ponto é a dificuldade que os times brasileiros tem de pensar o jogo cada vez mais coletivamente, além do fator psicológico. Essa é a grande barreira entre os times internacionais e os nossos times brasileiros. Parece que as outras regiões já tem em mente que a estratégia, o “pensar o jogo”, separar seus objetivos e focar neles valem mais que a técnica. Óbvio que temos jogadores incríveis no cenário internacional, com uma velocidade de reação e o famoso “dedo” apurado, porém isso não é em toda equipe nem em toda partida. Além disso, o fator psicológico afeta muito as equipes brasileiras que já saem daqui com a pressão de evoluir o LoL brasileiro a outro patamar. Patamar este que outras modalidades como o CS:GO chegaram e são super valorizados.

Esperamos que no 2º split do CBLoL tenhamos equipes mais preparadas, com jogadores experientes retornando a equipes bem estruturadas e o psicológico dos atletas seja mais valorizado, para que o Brasil possa nos orgulhar no Mundial de League of Legends 2019.

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