Wolverine | Marvel anuncia nova HQ sobre o retorno do personagem

O Wolverine havia morrido em outubro de 2014, com o evento A Morte de Wolverine tendo um grande impacto no universo Marvel. Recentemente, o personagem voltou a vida nos quadrinhos e está em posse de uma joia do infinito. Recentemente, ele está aparecendo em várias revistas de heróis, em “cenas pós-créditos”.

Agora a Marvel anunciou a saga A Caça por Wolverine para o final de abril. A história mostrará como o herói voltou dos mortos, além de trazer quatro histórias diferentes, escritas por Charles Soule e com arte de David Marques.

Segundo Soule, “A Caça por Wolverine é apenas o capítulo de abertura de um mistério que vai alcançar todos os tipos de cantos escondidos legais do Universo Marvel e espero que traga uma história que fará com que nós vejamos o Logan de uma maneira inteiramente diferente”.

Capa da primeira edição de A Caça Por Wolverine

Fonte: Legião dos Heróis

Marvel | Nova HQ solo da Dominó é anunciada!

Marvel anuncia nova HQ de Dominó!

Após o anúncio da personagem Dominó fazer uma participação no filme Deadpool 2, a Marvel anunciou que Gail Simone, roteirista, irá escrever uma nova revista. A roteirista tem uma boa reputação em suas costas, consagrou seu nome, principalmente, em um quadrinho solo da Batgirl e em Aves de Rapina.

Gail deu uma declaração sobre o seu novo projeto em conjunto com a empresa de quadrinhos.

Meus personagens favoritos sempre são os imprevisíveis e, com a Domino, você literalmente nunca sabe como o dado vai rolar. Eu amo ela e mal posso esperar para mostrar o melhor lado ruim dela!

Feita por Greg Land a capa da primeira já está disponível, confira abaixo.

Dominó - Capa

A sinopse da primeira edição também já foi revelada, confira.

Quando Dominó se encontra no lado errado da comunidade mercenária, a famme fatale preferida dos fãs tem que lutar e, de alguma forma, permanecer viva. Caçada por seus inimigos, um perigo para seus amigos, e perseguida pelo homem que a odeia mais do que qualquer coisa, Domino vai precisar de muita sorte, mas isso nunca foi um problema pra ela.

Deadpool 2 tem sua estreia prevista para o dia 1 de junho de 2017.

Fonte: Legião dos Heróis

Doutor Estranho se torna Deus da Magia nos quadrinhos!

Stephen Strange acabou de receber uma grande atualização mágica!

O novo arco de Doutor Estranho , escrito por Donny Cates , trouxe muitas mudanças ao mundo do ex-Mago Supremo. Há pouco tempo ele perdeu seu título, se tornou um veterinário e até Trouxe O sentinela de volta a ação . No entanto, o final do número 383 trouxe a Strange a mudança mais drástica que ele passou por algum tempo.

Após uma visita a Yggdrasil , uma arvora mágica universal localizada em Asgard, Stephen Strange possui mais magia do que nunca. O Doutor Estranho tornou-se um Deus da Magia.

No início da questão, Strange foi a Asgard para pedir ajuda para impedir que Loki, o novo Mago Supremo, acabasse com toda a magia. Infelizmente, seu encontro com Cul não saiu como planejado,  Sentinela ficou pra trás para lutar contra o exército Asgardiano enquanto Stephen escapava para encontrar Yggdrasill.

Ao tocar a árvore sábia, Stephen estava cheio de um tipo de força mágica, abrindo seu terceiro olho e ajudando-o a ver que precisava fazer um sacrifício. Stephen colocou o corpo de seu cão morto / melhor amigo Bats, que morreu nas mãos de Loki, ao pé da árvore. Yggdrasill agarrou Stephen com suas raízes, disse-lhe que era digno e destrancou um poder dentro dele que ele não sabia que existia.

Doutor, magia estranha
(Foto: Marvel Comics)

“Algo muda”, Strange disse em seu monólogo interno. “è algo que eu nunca senti antes. Mais mágica do que eu já conheci. Mais do que eu acho que posso conter dentro deste … corpo. Eu posso ver tudo. EU SOU tudo. Muito mais do que um feiticeiro. Eu acredito não ser mais mortal . Não. Eu … sou um Deus da Magia. ”

Strange terminou a questão cercada de relâmpagos, declarando que ele iria buscar o manto de Loki.

médico incrivel 383 raio
(Foto: Marvel Comics)

Stephen Strange simplesmente era um mero mortal nos seus últimos problemas, ele certamente é mais do que isso agora. Se ele apenas recuperou as habilidades da magia, ou se está se transformando em algo muito, muito pior, saberemos mais a frente, mas é claro que o ex-Mago Supremo nunca mais será o mesmo.

Doctor Strange # 383, escrito por Donny Cates e ilustrado por Gabrial Hernandez Walta.

Fonte: ComicBook

Conheça “Santo”, Personagem chega para fazer companhia ao carro-chefe da Guará, O Doutrinador.

A hq Santo traz um médium que usa seus poderes paranormais contra falsos profetas.

Santo, criado por Luciano cunha e Gabriel Wainer, Arte de Mikhael RS e cores de Alzir Alves.

Na esteira do sucesso viral de O Doutrinador, A Guará Entretenimento lança nesta segunda-feira (18/12), seu mais novo produto, a hq SANTO. A trama mostra as aventuras de Salvador Sales, um homem que rejeita sua forte mediunidade desde menino, mas que ao presenciar um ataque a um centro de umbanda, perpetrado por uma sociedade secreta ocultista, decide usar seus poderes paranormais para investigar e combater os agressores racistas. Agindo sozinho, ele desmascara poderosos inimigos e abraça um ideal de luta contra falsos profetas e mercadores da fé.

A Guará, um misto de editora, núcleo criativo e produtora, nasceu durante o processo de adaptação do personagem carro-chefe da empresa, O Doutrinador, fenômeno que ganhará longa metragem e série live action em 2018.

Assim como O Doutrinador, um vigilante que caça corruptos, SANTO também traz muitos elementos bem brasileiros. “A missão da Guará é fazer uma imersão na alma brasileira, mostrar que somos excelentes contadores de histórias, como já dizia o mestre Flávio Colin. Temos talentos de sobra no país para tal.” contam Luciano Cunha e Gabriel Wainer, criadores dos personagens. “Vamos desbravar nossos mitos, nossas cidades, nosso povo e provar que, sim, podemos ter nossos heróis.”

Para produzir a hq, a Guará recrutou dois craques nacionais: o desenhista Alisson Borges, que assinará como Mikhael RS, e Alzir Alves, que vai colorir a obra. SANTO será disponibilizada para leitura gratuitamente na página da Guará no Facebook. Para aquele se interessar pode acessar a página aqui.

Marvel Legacy | Doutor Estranho agora é veterinário

Em Doctor Strange #381, primeira história do Mago Supremo no Marvel Legacy, veremos uma bela reviravolta na carreira de Stephen Strange.

Depois de tantos anos com as mãos danificadas, Stephen conseguiu recuperar sua precisão cirúrgica, mas deixará de tratar seres humanos e se dedicará aos animais, tornando-se um veterinário, que inclusive pode se comunicar com os animais.

A revelação foi feita ao final da edição, e também vimos o novo Mago Supremo, Loki. Stephen passou o manto para Loki que está lutando para dar conta do trabalho.

A decisão de Stephen não irá agradar seus companheiros, como é o caso da Feiticeira Escarlate, que tenta a todo custo fazer com que ele reconsidere, mas sem sucesso.

 

Fonte: Legião dos Heróis

Len Wein, do Pântano ao Carcaju

“Abençoado por ter conhecido Len Wein. Eu o encontrei pela primeira vez em 2008. Eu disse para ele – do seu coração, sua mente e de suas mãos nasceu o maior personagem da história dos quadrinhos”. Publicou Hugh Jackman no Twitter, prestando uma última homenagem ao quadrinista, que faleceu no dia 10, e foi co-criador de seu mais famoso personagem no cinema; e um dos mutantes mais queridos e brutais das HQs: Wolverine.

E não faltou homenagens de diversos nomes do ramo dos quadrinhos prestando a sua homenagem a um dos “melhores escritores, editores e pessoas da indústria”, como publicou o co-criador de Deadpool, Fabian Nicieza. Brian Michael Bendis (criador de Alias) foi quem anunciou o falecimento de Wein nas redes sociais, e mais tarde falou sobre o quanto o escritor devia ser honrado: “o Wolverine é tão famoso quanto Harry Potter ao redor do mundo e Len deveria ser honrado da mesma maneira que JK seria.”

Len Wein, nascido em 1948, fez seu primeiro trabalho na história “Eye of the Beholder”, para a DC Comics, na revista Teen Titans #18 (Dezembro de 1968), em co-autoria com Marv Wolfman. E fez outros trabalhos com mistério, terror e faroeste nos anos seguintes. Passando pelo Marvel Comics, Wein teve seu primeiro trabalho com Demolidor, em Daredevil #71 (Dezembro de 1970). Após seu tempo em Demolidor, passou a escrever para a DC em Adventure Comics (com Supergirl e Zatanna), The Flash e Superman. Wein e Bernie Wrightson criaram um de seus personagens mais famosos, na revista de horror The House of Secrets #92 (Julho de 1971), o MONSTRO DO PÂNTANO, que logo ganhou popularidade; e a famosa mini-série Saga of the Swamp Thing (1980) – um dos primeiros trabalhos do renomado Alan Moore, com edição de Wein.

Começou a trabalhar regularmente na Marvel, sendo editor-chefe e escrevendo diversos títulos, como Marvel Team-Up, Thor, Fantastic Four, The Amazing Spider-Man e The Incredible Hulk. Em 1975 juntou-se ao artista Dave Cockrum e reviveu a criação de Lee e Kirby, os X-Men, que não possuiam revista há 5 anos. A equipe foi reformulada e a dupla lançou mutantes icônicos, como Tempestade, Noturno e Colossus. Len Wein aproveitou de um personagem seu, criado junto com John Romita, para acrescentar a equipe de mutantes. A sua maior criação, o WOLVERINE. Que foi criado como um vilão do Hulk, em The Incredible Hulk #180 (Outubro de 1974). E se tornou popular rapidamente.

Retornando a DC, ajudou a reformular vários personagens, como o Besouro Azul e Mulher-Maravilha de George Pérez. Escreveu personagens como Batman e Lanterna Verde, e criou o executivo da Fundação Wayne, Lucius Fox (Batman #307). Trabalhou como editor-chefe da Disney Comics nos anos 90 e depois escreveu diversos episódios de séries animadas de Batman, X-Men, Homem-Aranha e outros.

Len Wein foi premiado e adorado no meio da indústria de quadrinhos. Sendo o influenciador de diversos quadrinistas, entre eles Alan Moore e Neil Gaiman – que escreveu em sua rede social uma mensagem: “Ele mostrou para um garoto de 12 anos que quadrinhos podiam ser literatura”. Wein se tornou uma lenda para aqueles que o seguiam e continuará assim para todos os amantes da nona arte. Segundo Joss Whedon (diretor de Os Vingadores), Len Wein foi “co-iniciador da era moderna dos quadrinhos com sua maior metáfora. E muito mais”. Jim Lee, co-editor da DC, também homenageou o artista: “O que estamos fazendo hoje nos quadrinhos é baseado no trabalho pioneiro de pessoas como Len. Todos temos uma grande dívida de gratidão com ele”. E nas palavras de Diane Nelson, presidente da DC Entertainment, eu, a empresa e a indústria como um todo, vamos sentir sua falta.

O retorno da parceria entre Arqueiro Verde e Lanterna Verde nos quadrinhos

No início dos anos 70, Neal Adams e Dennis O’Neil foram encarregados de revitalizar a revista do Lanterna Verde, e isso resultou em uma das mais clássicas parcerias nas HQs: Hal Jordan e Oliver Queen. Lanterna Verde e Arqueiro Verde.  Unindo os dois heróis completamente diferentes, em uma aventura pelos EUA, abordando vários temas urbanos e questões sociais, como racismo e drogas. E tendo como a história mais famosa dessa fase, a dependência e luta contra as drogas de Roy Harper, o Ricardito (Speedy, no original). Essas duas duplas marcaram os quadrinhos, trazendo uma abordagem mais adulta para a nona arte.

E agora, anos mais tarde, a dupla Arqueiro Verde e Lanterna Verde, retornaram aos quadrinhos, na fase Renascimento da DC Comics, em Arqueiro Verde #30, com roteiro de Benjamin Percy e arte de Otto Schmidt. A HQ chegou no dia 6 de Setembro nos EUA e deve ser lançada no Brasil em alguns meses.

“O dia que Oliver Queen temia chegou; Arqueiro Verde, o herói mais obstinado da DC, precisa se unir a pessoa que menos imaginava: Hal Jordan, que dará ao Arqueiro Esmeralda uma escada para as estrelas, nessa reunião que acontece no Renascimento.”

Jack Kirby | 100 Anos

O Rei dos Quadrinhos. Assim foi denominado um dos maiores – para alguns o maior – quadrinistas de todos os tempos, pelo grande parceiro (e desafeto mais tarde), Stan Lee. Nascido Jacob Kurtzber (28 de Agosto de 1917), Jack Kirby adotou o nome conhecido anos depois. Conhecido por seu estilo colorido e seus traços inconfundíveis, Kirby logo ganhou seu lugar na indústria de quadrinhos. Tendo parcerias que renderam bons frutos, e trabalhos solos, tanto para a Marvel Comics quanto para a DC Comics.

No início dos anos 40, Kirby fazia trabalhos freelance e foi aí que conheceu seu primeiro parceiro, Joe Simon. Os dois se juntaram e começaram a fazer ilustrações para Martin Goodman, fundador da Timely Comics (que se tornaria a famosa Marvel Comics). E foi em 1941 que Kirby e Simon criaram um dos mais populares super-heróis: o Capitão América. Em dezembro do mesmo ano era lançado Captain America Comics #1, que apresentava na capa o Cap. Steve Rogers como o Primeiro Vingador, socando o rosto de Hitler (e se tornando uma das mais icônicas capas posteriormente). O sucesso das histórias do herói foi imediato, fazendo com que o Capitão América se tornasse ícone dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Porém depois de 10 edições, Kirby e Simon se mudaram para outra editora, a DC Comics.

Na DC Comics, Kirby e Simon assumiram o personagem Sandman na revista Adventure Comics. Mas com o final da Segunda Guerra Mundial, os quadrinhos de super-heróis perderam a popularidade, obrigando a dupla a escrever outros gêneros de histórias. Em 1954 a parceria acabou, e Kirby permaneceu na DC para escrever histórias do Arqueiro Verde. Cujo fruto foi uma parceria com Bill Finger (co-criador do Batman), na revista Adventure Comics #250, de 1958, em “Os Arqueiros Verdes do Mundo”.

Depois de alguns desentendimentos, Kirby voltou a Marvel e escreveu diversos títulos de ficção científica e monstros. Tendo criado ao lado de Stan Lee a – agora famosa – árvore humanoide, Groot (Tales to Astonish #13, novembro de 1960). Mas a pedido de Goodman e Lee, Kirby voltou a desenhar quadrinhos de super-heróis em 1961. Foi aí que se deu o início do Universo Marvel. Em um ato que marcou os quadrinhos, em novembro de 1961 era lançado a primeira família de super-heróis, o Quarteto Fantástico, em The Fantastic Four #1. Assim, a parceria Kirby-Lee rendeu ótimos frutos para a Casa das Ideias: Os Vingadores, X-Men, Thor, Hulk, Homem de Ferro, Surfista Prateado, Pantera Negra (e a nação Wakanda) e diversos outros personagens. Durante quase uma década, o “jeito Jack Kirby”, conduziu o Universo Marvel ao sucesso. Contudo em 1970, a briga com Stan Lee e Martin Goodman fez com que Kirby abandonasse a editora e voltasse para a rival DC Comics.

Na Editora das Lendas, Kirby pôde trabalhar em HQs autorais, sob o selo Jack Kirby’s Fourth World. Lançando: Novos Deuses (Apokolips e Darkseid), Sr. Milagre, Povo da Eternidade e o Demônio, Etrigan. E vários personagens desse Quarto Mundo, se tornaram regulares no Universo DC. Depois de mais uma volta a Marvel, Kirby abandonou o mundo dos quadrinhos para trabalhar com cinema e animação. Fez o storyboard de uma série animada do Quarteto Fantástico e depois fez os concepts de um filme baseado no livro de Roger Zelazny, Lord of Light, que nunca foi lançado. Contudo, curiosamente, as artes conceituais feitas por Kirby, foram usadas no falso filme chamado Argo, para uma operação da CIA no Irã, cuja história deu origem ao premiado filme Argo (2012) de Ben Affleck.

Jack Kirby faleceu aos 76 anos em 6 de Fevereiro de 1994. Sendo muito injustiçado pelo parceiro e editor Stan Lee – que reconheceu o erro mais tarde, pedindo desculpas a Kirby – e pela própria Marvel Comics. Felizmente o talento e a genialidade de Jack Kirby não passaram despercebido ao longo dos anos por quadrinistas e fãs. Suas artes são as mais influentes do gênero e sua produção, durante a carreira, apontam mais de 25.000 páginas desenhadas. Sem dúvidas, os 100 anos desse Rei dos Quadrinhos, é uma data a ser comemorada nos quatro cantos do mundo, por todos aqueles que amam quadrinhos, seja Marvel ou DC. O centenário de Jack Kirby merece todas as homenagens. Parabéns, Jack!

Divulgadas novas capas de “Doomsday Clock” a união do universo DC e Watchmen

Doomsday Clock (  O relógio do Juízo final ou do apocalipse) foi anunciado no início do ano como a história que  finalmente reurirá os universos da DC Comics e Watchmen, algo esperado desde o início da linha Renascimento da editora. Geoff Johns, que havia feito o anúncio, veio a público divulgar as primeiras duas capas da série que vai reunir Superman e Doutor Manhattan em um embate ideológico.

Superman Doomsday clock

Doomsay Clock

a revista deve ser lançada  agora em setembro!

 

Fonte: Oracullo

Daytripper: poesia em forma de quadrinho

Brás de Oliva Domingos tem só mais um dia de vida. Pode ser o dia em que ele conhece seu grande amor. Pode ser durante sua grande viagem da adolescência. Pode ser o dia em que ele começou a entender a família. Pode ser quando ele decidiu ajudar seu melhor amigo. Pode ser na velhice. Os grandes momentos da vida, a família de onde você vem e a família que você constrói, ser filho e ser pai, ter amor e ser amado.

Lançada em 2010 pela Vertigo, é o trabalho de maior sucesso dos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá. Toda uma existência é contada em dez capítulos, os dez dias, perante a inevitável presença da morte.

A excelente minissérie ganhou prêmios Eisner e Eagle e foi também indicada ao Harvey e ao Shel Dorf Awards, tendo ficado duas semanas na lista de coletâneas de quadrinhos mais vendidas do The New York Times. Considerada até o momento a HQ brasileira de maior sucesso que já se viu no exterior.

A HQ, de fato, é maravilhosamente escrita e desenhada por Fábio Moon e Gabriel Bá. É fácil apaixonar-se pelo enredo e seus personagens em seus 10 volumes e suas 24/ 25 páginas. Merecidamente foi premiada. Uma rápida lida e não se quer mais parar de acompanhar as descobertas e infortúnios de Brás.

Qualquer informação a mais sobre a trama poderá ser tida como spoiler, por isso, é recomendável a quem tiver interesse e sensibilidade artística que procure o material para deleitar-se em suas páginas. Posso garantir que se identificará com o tema universal e pessoal dela abordado: escolhas, sonhos, vida e morte. Tudo escrito com um lirismo impressionante.

Daytripper nos faz chorar, pensar, refletir, sentir, e principalmente questionar o valor de nossa finita existência.

As obras nacionais mostram seu potencial e valor como esta pura  arte quadrinizada. Todos os sentimentos como amor, amizade, insegurança, medo, esperança, determinação e fé estão magistralmente sintetizados na ilustração de cores vivas e fortes e no texto.

Agradeço a Brás, Jorge, Ana e todos os personagens dessa bela obra por me encantarem com esta belíssima história que transcendeu as páginas da nona arte.