Crítica | Uma Aventura Lego 2 que acerta mesmo exagerando

Com a intenção certa, muitas vezes com poucos recursos visuais e táteis é possível incentivar a inventividade — sobretudo nas crianças. Já que um dia as mesmas se desenvolverão, é importante que tal estímulo venha desde bastante cedo. E a verdade é que os brinquedinhos Lego, cujos tijolos se encaixam em outros, exercem papel protagonista na vida de muitas crianças. E um filme que usa Lego como ferramenta sempre terá compromissos no mínimo semelhantes.

A nova animação da Warner, dirigida por Mike Mitchell (de Shrek Para Sempre, de 2010, e Trolls, de 2016) e produzida pela dupla dinâmica Phil Lord e Chris Miller (a mesma que dirigiu Tá Chovendo Hambúrguer, de 2009), impressiona pela densidade de material referenciado. Mas também impressiona a falta de habilidade, no entanto, dos cineastas envolvidos em procurar dar a Uma Aventura Lego 2 a mesma capacidade de ser efetivo no humor que o brinquedo no qual se baseia a animação entrega há tanto tempo.

Nomes enormes

O título conta com diversos grandes nomes envolvidos. Chris Pratt (o Peter Quill de Guardiões da Galáxia) é novamente o protagonista Emmet, enquanto Elizabeth Banks (a Trinket de Jogos Vorazes) fez Lucy, Will Arnett (o Gob de Arrested Development) é o Batman e Channing Tatum (Ela Dança, Eu Danço) é o Superman, entre inúmeras outras estrelas (como Gal Gadot e Margot Robbie reprisando seus papéis de Mulher-Maravilha e Arlequina, respectivamente). A interpretação em quase todos os casos é insana, de modo que é absolutamente possível enxergar os personagens claramente quando eles existem (caso dos personagens da DC, mesmo numa comédia infantil), e verificar a identidade/originalidade quando são criados para o filme (como Emmet, Lucy e a rainha de nome divertido que é quem quer ser).

A evolução a partir do primeiro filme, em termos gerais, é boa. A história é interessante e tem momentos de ápice claríssimos, tanto em referências a filmes e notáveis da cultura pop quanto em intenções de reviravolta mais próximas do final. Apesar da inocência de certas cenas, o roteiro sabe encaixar momentos de oportunidade imersiva e de paródia muito poderosos.

E é essa mescla de desbaratamento com piração que dão a tônica do filme. E realmente não há nada perdido; é um filme que se aproveita muito bem sem se levar a sério em momento algum. E quando enxerga uma oportunidade de rir, faz rir sem medo — e talvez apenas aqui caiba uma crítica. O nível de humor entregue pelo filme é asfixiante, a ponto de quase tudo ser feito — sobretudo na versão dublada — com quase intensidade demais. O filme apela para o riso, e é sempre bom dar risadas desde que sejam honestas. E o filme mergulha fundo demais no quesito.

Fica para o público decidir se gosta e se deseja dessa forma, porque falta da trilha sonora original praticamente anulada ele não sentirá.

Promessa cumprida com exageros

A verdade é que Lego 2 é um filme muito bem-intencionado e muito honesto, e por isso já merece ser visto por todos nós. A qualidade gráfica entregue continua sensacional (a Animal Logic continua fazendo um trabalho espetacular após ser premiada por Lego 1 e Happy Feet: O Pinguim), o clima de liberdade é soberbo e a interpretação é — como sempre — um alicerce muito confiável e duradouro para qualquer filme. O filme absolutamente cumpre tudo aquilo que promete.

O que é discutível é o quanto a imersão no tipo de humor tão específico do filme, essa a irreverência transtornada e beirando a desorientação, ajuda ou atrapalha a entender e efetivamente manter o espectador dentro da trama. Mas ainda assim, com essa raríssima exceção, o longa merece todo tipo de elogios. É ver para crer a força com que a Warner consegue dar cabo de um filme assustadoramente independente do resto que costuma lançar, no sentido literal, em praticamente todos os sentidos. E ainda assim, fazer o fã reconhecer vínculos.

E exageros à parte, atrelados totalmente ao gosto de quem vê, consegue mesmo.

LEGO BATMAN | Crítica Sem Spoilers

No filme, Batman é um egocêntrico que não dá o braço a torcer. Quando chega das ruas de Gotham, ele tem uma Bat-Caverna inteira para ele, onde todos os dias ele faz as mesmas coisas: desfruta de seu jantar, assiste os mesmos filmes e canta. Isso mesmo, além de ser um super herói, temos um Batman musical — apesar de tudo isso ele se sente só, mesmo tendo logo ao lado o seu fiel mordomo, Alfred.

O longa conta com uma pequena participação de outros membros da Liga da Justiça e consegue explorar de maneira inteligente os vilões do Morcego, inclusive Coringa, que tem uma participação mais marcante.

O ano começou bem no cenário de filmes baseados em heróis. Lego Batman, apesar de ter um tom mais infantil e cômico, tem uma ótima história, capaz de agradar crianças e adultos. Além de tudo isso, o filme nos presenteia com inúmeras referências ao universo do personagem.

Confira o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=mfcdDDFuRsQ

A GRANDE MURALHA | CRÍTICA SEM SPOILER

Em A Grande Muralha dois amigos viajantes Willian Garin e Pero Tovar (Matt Damon e Pedro Pascal) chegam à Muralha inicialmente com a intenção de roubarem um famoso Pó Negro, mas chegando lá se deparam com várias situações contrarias que os levam para uma grande aventura: Ajudar os chineses na guerra contra monstros inteligentes.

Temos mais um blockbuster, dessa vez dirigido pelo visionário Yimou Zhang, um cineasta chinês.
O filme é bem colorido e simples, não usa grandes artifícios para surpreender, tem um tom cômico e algumas piadas em momentos errados.
Menção honrosa para a atriz Jing Tian, que interpreta a destemida comandante do exército chinês, ela está ótima em seu papel, e sua personagem é um mistura de fofura e bravura.

A Grande Muralha não é um filme ruim, é apenas mais um. Uma boa pedida para chamar os amigos em um fim de semana e fazer um cine pipoca sem se preocupar com histórias mirabolantes.

FILMES | Nove longas desconhecidos, baseados em histórias da DC – Parte 1

A DC Comics é popularmente conhecida pelos seus super heróis, liga da justiça, Batman, Superman, Mulher Maravilha etc… E por aí vai. Muitos desses personagens já ganharam adaptações para os cinemas, séries e animações, porém, o que nem todo mundo sabe, é que a DC possui outras linhas editoriais com excelentes obras que igualmente foram adaptadas para outras mídias.

Grande parte dessas adaptações são de obras publicadas pelo selo Vertigo(Selo adulto da DC), outras, por selos menos conhecidos da DC como a Wildstorm. Nessa pequena lista separamos 9 adaptações cinematográficas baseadas nesse lado pouco explorado da DC Comics.

 

1-Estrada para Perdição.

Título Original: Road to Perdition

Ano: 2002

09 filmes baseados em histórias da DC que você talvez não conheça – Parte 1

Baseado na obra original de Max Allan Collins e publicada pela DC Comics, o filme acompanha a vida do assassino profissional Michael Sullivan, Durante a Depressão econômica dos Estados Unidos, mais exatamente no inverno de 1931.

Michael Sullivan (Tom Hanks) é um zeloso pai de família, que ama muito sua esposa, Annie Sullivan (Jennifer Jason Leigh), e seus filhos, Michael Sullivan Jr. (Tyler Hoechlin) e Peter Sullivan (Liam Aiken). Porém, ele vive moralmente em conflito, pois trabalha como assassino profissional para um irlandês, John Rooney (Paul Newman), um idoso chefe de quadrilha que criou Sullivan como se fosse seu filho. Michael Jr., o filho mais velho, fica curioso sobre a profissão misteriosa do seu pai, então se esconde no automóvel dele e acaba testemunhando a execução de Finn McGovern (Ciarán Hinds), que foi morto por Connor Rooney (Daniel Craig), o filho biológico de John. Michael vê seu pai e outros capangas ajudarem a terminar o “serviço”, ficando tão apavorado que tenta fugir. Rapidamente seu pai entende que o filho viu tudo, mas Sullivan tentou acalmar Connor, dizendo que seu filho não diria nada. Aparentemente ele teve sucesso, mas Connor é na verdade bem paranóico e instável. Connor acredita que só terá segurança quando Sullivan e toda a sua família estiver morta, logo ele mesmo mata a mulher de Sullivan e Peter, o caçula.

O filme foi indicado a 6 Óscars, tendo ganhado 01 na categoria de melhor fotografia.

2- A Liga Extraórdinária

Título Original: The League of Extraordinary Gentlemen.

Ano: 2003

Outra adaptação baseada em uma  obra de Alan Moore e Kevin O’Neill. No meio da era industrial, o mundo é ameaçado de destruição por um louco mascarado, conhecido como “O Fantasma”, e seu exército. Para salvar o mundo, o governo britânico encarrega o aventureiro Allan Quatermain para juntar e liderar uma equipe de pessoas habilidosas a fim de formar uma Liga Extraordinária. Eis então que surge a liga extraordinária que é formado pelo: O homem invisível; Um agente do serviço secreto americano Sawyer; Capitão Nemo; a Vampira Mina Harker; o imortal Dorian Gray; Dr. Jekyll e Hyde (O médico e o monstro) e M, um dos responsáveis pelo recrutamento da equipe.

 

 

3 – Marcas da Violência

Título original: A History of Violence

Ano: 2005

Tom Stall (Viggo Mortensen Aragorn) vive calmamente com a mulher advogada (Maria Bello) e os dois filhos numa pequena e pacata cidade no Indiana. Mas, uma noite, a sua idílica existência é perturbada quando impede um roubo na sua cafetaria e salva os seus clientes e amigos matando os dois criminosos. O acontecimento atrai de imediato todos os meios de comunicação social e Tom é considerado um herói, mas todo este circo mediático deixa-o desconfortável. Ele e a família tentam a todo o custo voltar à normalidade. Mas é então que um misterioso e ameaçador estranho chega à cidade.

O filme é uma adaptação direta da graphic novel de John Wagner e Vince Locke e concorreu a duas categorias do Óscar, como melhor ator Coadjuvante e melhor roteiro adaptado.

 

4 – Constantine

Título original: Constantine (dã)

Ano: 2005

Adaptação não tão fiel do clássico Hellblazer de Alan Moore, mostra John Constantine (Keanu Reeves) como um experiente ocultista e exorcista, que literalmente chegou ao inferno. Juntamente com Angela Dodson (Rachel Weisz), uma policial cética, ele investiga o misterioso assassinato da irmã gêmea dela, Isabel. As investigações levam a dupla a um mundo sombrio, em que precisam lidar com demônios e anjos controversos.

Então galera, curtiram? Quem já assistiu os filmes, o que acharam das adaptações? Já conhecia alguma dessas obras antes de serem adaptadas? Deixe sua opinião, que vai ter a parte 2!

BATMAN V SUPERMAN – 30 minutos fazem a diferença?

Antes mesmo de ser lançado, Batman v Superman já era quase na mesma medida, polêmico e aguardado. Talvez, umas das maiores dúvidas prévias do filme tenha sido seu diretor, Zack Snyder.

O filme foi lançado e, ao contrário do que se espera, as polêmicas não pararam de surgir, e mais do que nunca o nome de Snyder estava no pário. Muitos apontavam defeitos no filme, sua montagem, seus exageros, sua falta de delicadeza e até a falta de profundidade dos personagens.

O longa possuía sim seus defeitos, mas ele também possui muitos acertos. Devido à essa dubiedade de pensamentos, o filme não deixou de ser comentado mesmo depois de meses do seu lançamento e de sua retirada dos cinemas. Vi poucos filmes dividirem tanto opiniões, as discussões acalentavam tanto a obra que mesmo com outros grandes filmes do mesmo gênero sendo lançados posteriormente (Guerra Civil), a divergência sobre a luta entre os maiores heróis de todos os tempos não se acalmou.

Hoje, na verdade ontem, tivemos a oportunidade de ver a versão do diretor, ou Ultimete Edition (como está sendo chamada). O título desse texto faz a pergunta que me fiz antes de ver o corte original de Batman v Superman: 30 minutos fazem a diferença?

Eu gostei da versão que foi para o cinema do longa, porém não acho que o filme é uma obra de arte, e que seu diretor é um deus, como se diz em muito lugares pela internet.

BvS é bom, mas tem muitos defeitos. A montagem do filme é sim muito confusa, me senti perdido em muitos momentos durante a narrativa do filme. Vemos defeitos no S de BvS. O Superman não é desenvolvido no corte reduzido do filme.

Pouco tempo atrás escrevi um artigo mostrando que Clark tinha apenas 43 linhas de diálogo em todo o primeiro corte do filme, e esse era um IMENSO erro do longa. Falando de Clark, fiquei muito triste em ver que a maioria das cenas extras do filme tem a ver com o alter Ego de azulão.

Esses 30 minutos fizeram toda a diferença para estabelecer as motivações do personagem. Conseguimos enxergar muito melhor o antagonismo que se cria entre Clark e Bruce, em cenas que vemos o repórter investigando as marcas que o morcego coloca nos criminosos.

O primeiro corte do filme foca muito em Batman, e esquece de Superman.

Outra situação que enxergamos muito melhor na versão Ultimate é o atentado ocorrido na África. Vemos o quanto aquilo é importante para a trama de Lex e do filme. Vemos que pessoas foram cremadas, que a mulher africana na verdade era uma contratada de Luthor que, pasmem, conta todo o plano de Lex para Senadora. Isso muda completamente a trama.

Quando vi pela primeira vez a cena do julgamento do Superman, não entendi porque a senadora Finch estava com tanta dúvida em julgar Kal-El como culpado. Durante todo o filme ela pareceu estar do lado dos que falavam falso deus.

Agora porém, depois de ver realmente todo o filme, consegui entender a cena. A mulher africana se arrepende de seus atos e conta todo o plano de Luthor para a senadora, isso muda toda a opinião que a governante possuía sobre Superman.

E, à propósito, a cadeira de rodas estava revestida de chumbo, depois de todo o atentado, vemos Clark SALVANDO pessoas. Isso fortalece o arco do primeiro herói de todos os tempos, que com esses fatos se mostra muito mais altruísta.

Todo o plano de Luthor é muito mais bem definido nesse novo corte. Mesmo vendo o filme anteriormente me senti surpreendido junto com os personagens como Lois, quando toda a verdade é revelada.

O que pareceu foi que, a versão que vimos no cinema estava muito mais preocupada em pautar um universo futuro da Dc Comics do que em contar uma história. Já a versão extendida do filme se preocupa muito mais com o filme do que com o universo que está por vir.

Todos os pontos que foram deixados em dúvida no filme são esclarecidos nessa nova versão. Você sente muita mais a dor, a raiva e os pensamentos de cada personagem.

No final, me pergunto, será que faria muita diferença se o filme que foi para o cinema possuísse mais 30 minutos?

As pessoas realmente deixariam de comprar o filme se ele fosse mais longo? Muitos não compraram pois a crítica falou muito mal do filme. Talvez, com um filme mais longo e criticamente aceito, o público apoiaria com mais vigor o filme.

Vimos muito mais cinema na versão que não foi feita para o cinema de Bataman v Superman. O que foi acrescentado não muda a trama, mas estabelece muito mais o Plot do filme.

No final, esses 30 minutos fazem toda a diferença.

Todo o quadrinho deve ser GRANDE? – Action Comics 957.

Hoje, 8 de junho de 2016, fomos REapresentados ao novo/antigo quadrinho do Superman. Com o Rebirth a Dc decidiu voltar com a antiga numeração pré Flashpoint.

A Hq começa com um roubo de banco, e então, quando os ladroes não esperam, surge um S brilhando na escuridão. Porem, o ser que esta atrás desse S não é Kal-El, muito pelo contrario, é o Humano Lex Luthor “fardado” com o S mais icônico dos quadrinhos.

Vemos então Clark e sua família, núcleo que foi muito bem desenvolvido no arco “Lois e Clark”, entrando na sua nova casa. No meio da mudança a família é atingida pela notícia do novo Superman, Kent não deixa isso barato, no mesmo instante ele pega sua clássica roupa e vai de encontro com o herói/vilão.

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Quando os dois se encontram há um bom diálogo, confesso que lendo fiquei bem animado pensando que esse seria o Plot principal da nova HQ. Mas, não é isso que acontece. Nas ultimas paginas fui AGREDIDO com um turbilhão de informações e Plot Twist desnecessários.

Essa decepção me fez pensar, toda o quadrinho deve ser grande? Essa questão vem me afligindo à um bom tempo. Vemos atualmente, nas HQS mensais, uma ânsia por ser a melhor história já feita. Com esse desejo, tanto a editora quanto os escritores acabam confundindo qualidade com reviravoltas.

As vezes me sinto vendo séries mal feitas de televisão. Quando um episódio não é capaz de ser solido o suficiente para manter a audiência então, ele apela para “GRANDES” reviravoltas que são apresentadas nos últimos minutos do episódio. O pior é que a o Plot Twist é tão desnecessário que não dura mais de um ou dois episódios ou, no caso, edições.

Antes do Rebirth, a Dc nos apresentou a HQ já sitada chamada Lois e Clark. Eu gostei muito desse quadrinho, e o principal motivo para ter gostado é que a história não possui grandes reviravoltas em todos os finais de suas edições.

Eu não quero ler o melhor quadrinho de 30 paginas já feito toda a vez que compro umaHQ mensal, quero ler um bom arco de histórias, com edições consistentes, que desenvolvam um narrativa que se conclua bem e, depois de varias edições, posso sim ser apresentado a uma reviravolta.

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Porque não desenvolver? Por que não deixar a grande reviravolta para o final do arco da historia?

Action Comics se perde justamente porque não responde essas duas perguntas. É impressionante como as 3 ultimas paginas de um quadrinho podem manchar muito uma boa edição.

Fiquemos no guarde para ver todos esses “mistérios” serem resolvidos nas próximas edições. E oremos para que mais miatérios não sejam apresentados, pelo menos por um bom tempo.

Abra seu coração para Preacher

A DC tem expandido seu universo de séries para todos os níveis, o que antes ficava restrito a seriados de heróis(Vide The Flash, Arrow, Supergirl, Smallville entre outros), passou a arriscar em um linha não tão conhecida, o Universo Vertigo.
Sim, eu sei, a DC/Vertigo possui nomes famosos como Hellblazer (Constantine) e Sandman, porém outros nomes do mesmo selo não haviam sido explorados em outras mídias até o presente momento.
Começamos com a vindoura série Izombie, que hoje é uma das principais audiências do canal americano The CW, que mistura humor com violência e sangue. Na mesma linha tivemos a série Lucifer, inspirado em um personagem que outrora fora criado para o universo de Sandman (Que devido ao seu sucesso ganhou uma revista própria logo depois). Embora tenha seguido uma abordagem distinta do material original, Lucifer conseguiu conquistar diversos fãs, pelo seu tom de humor misturado a sua abordagem filosófica e um tanto quanto crítica de fatos da sociedade humana.

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Dominic Cooper interpreta o Pastor Jesse Custer em Preacher

E essa semana tivemos a grande estreia de Preacher! Inspirado na HQ de mesmo nome e produzido pelo canal AMC(Mesma produtora de sucessos como: Breaking Bad, MadMan e The Walking Dead), a série veio para completar o leque de tonalidades das atuais séries da DC. Como assim? Pegando uma declaração que Geoff Jhonns(Supervisor do Universo extendido DC), a DC hoje, pelo menos nos cinemas, vai buscar diversificar a sua fórmula em filmes, isto é, haverão filmes mais sombrios, outros com tonalidade mais humorística, política, mística e alguns que poderão fazer uma mescla desses tons. E pelo que foi mostrado até agora, as séries irão seguir algo semelhante.
Ao contrário de outras séries da DC, Preacher chegou com um episódio piloto eletrizante. Embora tenha se distanciado um pouco da HQ na qual foi inspirada, a sua essência permanece, com certa atualização para os dias atuais. (PS: Os próximos parágrafos poderão conter spoilers da HQ, se você não conhece, leia por sua conta em risco).

Na HQ, a entidade Gênese, fruto de uma relação proibida de um anjo com demônio, escapa dos céus e vem a terra possuindo o Pastor Jesse Custer durante um culto. A energia gerada pela possessão de Jesse gera uma explosão que destrói toda a igreja, matando todos que ali se encontravam(O que mais tardiamente traz a atenção das autoridades americanas e consequentemente, problemas para Jesse).
O piloto segue uma linha diferente, fazendo uma apresentação breve de Gênese chegando a terra possuindo um pastor Africano. Pelo que ficou subentendido, Gênese passou a possuir diversos líderes religiosos ao redor do mundo (Até mesmo Tom Cruise, eita), porém todos eles morriam pouco depois com os seus corpos explodindo, literalmente. Talvez fosse apenas um teste da Gênese, a fim de chegar naquele que seria o “escolhido”.
Vimos também uma entrada magnífica de dois grandes personagens, Tulip e Cassidy. Tulip mais mortal do que nunca, fazendo jus a sua versão badass das HQs (Embora não tenha seguido o mesmo visual) e Cassidy, com seu humor ácido e sede por sangue, que juntos, prometem ser grandes aliados de Jesse na sua jornada que está apenas começando.
E claro, conhecemos o AssFace(Ou cara de Cu), filho do xerife Root, que terá grande importância no decorrer da série.
O primeiro episódio serviu mais para apresentar os personagens para o grande público, aquele que não conhece a história pelas HQs e fez isso de forma incrível. Vimos Jesse com um dilema sobre ser ou não aquilo que o povo precisa, chegando a questionar se Deus realmente ouvia as preces de seus filhos. Tal dilema leva o pastor a programar um culto na qual iria anunciar a sua desistência da vida religiosa, porém, um dia antes, na igreja, durante a noite, após questionar Deus em uma oração e literalmente mandar o mesmo se foder, Jesse é possuído por Gênese.

Jessie possuido
Diferente da série, na HQ a entidade Gênese causa uma grande destruição no momento em que possui Jesse

Embora não tenha sido tão destrutivo quanto a versão das HQs, tal evento faz com que Jesse repense sobre a decisão de abandonar a vida de pastor. Conforme na história original, Gênese concede um poder especial ao seu hospedeiro, a capacidade de fazer qualquer pessoa fazer o que você quiser apenas dando uma ordem. Isso fica claro quando Jesse pede para um de seus fiéis contar a verdade para a mãe e abrir o coração para ela, o que acaba acontecendo de forma literal no episódio. Aliás, existem diversos momentos na HQ, onde as ordens de Jesse são levados na forma literal (MiniSpoiler a frente), o Xerife Root por exemplo, vai experimentar isso da pior maneira possível.

Xerife Root
Xerife Root, que na série é interpretado pelo ator W. Earl Brown

Ao final temos um Jesse mais ligado à vida religiosa, prometendo ser um exemplo para o povo e a chegada do Agente Secreto do Governo Fiore informando que o que estão procurando está lá. Isso pode dar uma pista de quem será um dos primeiros vilões que a trindade de Preacher(Jesse, Cassidy e Tulip) irão enfrentar.

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O Santo dos Assassinos, um dos maiores vilões de Preacher poderá aparecer apenas na segunda temporada da série

O que esperar da série?

Então, segundo informações dos produtores, a primeira temporada promete terminar onde a HQ começa. Como assim?
A primeira temporada possivelmente vai se focar mais na construção dos personagens, a forma como Jesse vai lidar com seu novo “dom”, uma possível perseguição dos anjos atrás de Gênese, muito sangue e violência( Ohh Yeahh) e pode terminar com a primeira página da HQ, mostrando Jesse, Tulip e Cassidy reunidos em uma lanchonete planejando a sua jornada em busca de Deus. E claro, é provável que o Santo dos Assassinos só dê as caras na próxima temporada.

Jessie Cassidy e Tulip
Resumindo, vale muito apena acompanhar a série, ainda mais para você que é fã do Universo Vertigo, e claro, da HQ em questão. Se você não é tão fã de super-heróis e busca por algo mais pesado, abra seu coração para Preacher.

Cada segundo é importante – Dc Rebirth

Hoje, 25 de maio de 2016, a editora Dc Comics vez algo inesperado!

Estamos vivendo a era dos Novos 52. Com essa nova fase, relações foram desfeitas, histórias foram perdidas, o brilho que o universo Dc tinha foi se apagando durante todos os 6 anos que os Novos 52 existiram.

Porem, uma nova fase está chegando. E como o título desse texto diz; Cada segundo é importante!

Geoff Johns teve a missão de liderar um novo universo para os quadrinhos. O Rebirth veio com tudo, dias antes da sua estréia, ele nos apresentou o novo logo da editora, algo mais clássico. Remetendo a toda a história que a Dc possui.

Johns é um apaixonado por quadrinhos. Em uma entrevista, ele comentou que chegou até a ficar de castigo, quando criança, por gastar muito dinheiro com suas HQs.

Está estampado em Rebirth #1 esse amor. Antes de ler a edição eu me indaguei; Por que eu gosto da Dc?. Tenho certeza que antes de Johns escrever essa edição, ele também se perguntou isso.

A resposta para a minha pergunta está em Rebirth #1! O roteirista entrega tudo que um fã da época Dourada da Editora pede. Ainda estamos muito no começo. Não vemos os grandes heróis que estávamos acostumados a ver nos anos 90, mas o futuro é brilhante!

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Não vou entrar em detalhes da trama aqui, não quero estragar a ótima experiência que tive lendo esse quadrinho. Porem não posso deixar de comentar algumas coisas.

“I love this world. But there’s something missing”

“Eu amo esse mundo, mas algo está faltando”

Logo nas primeiras páginas da HQ vemos Wally perdido na “Speed Force”. Essa é a frase que ele fala tentando definir o mundo  dos 52.

O sentimento que tinha lendo os Novos 52 era de duvida. Eu gostava da atual fase da editora, mas sempre achei que algo estava faltando. A Dc sempre foi brilhante. Suas histórias sempre foram contos de amizade, esperança e de ídolos com GRANDE poder.

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Então, brilhantemente, Geoff me colocou na mesma situação que Wally se encontra. O Herói sente falta da antiga Dc, e é isso que tanto ele (quanto a editora e o autor) estão correndo atrás para resgatar.

Desde o lançamento de Batman o Cavaleiro das Trevas e Watchmen vemos uma depressão nas historias em quadrinhos. Essas duas obras mostraram que os heróis podem ser mais sombrios, sérios e até mais “adultos”.

Eu gosto do tom dessas obras, elas foram e sempre irão ser revolucionarias. Porem amadurecer não significa perder amizades, amor e esperança. Mas, por muito tempo, a Dc entendeu errado o significado dessa palavra.

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Durante todo os Novos 52 vimos símbolos de esperança perder a esperança, amizades nem sequer existindo. O amor, que antes era peça fundamental nas histórias da Dc, estava cada vez mais esquecido.

Porem, Wally West está chegando, e ele é muito rápido. Johns trouxe um dos velocistas mais queridos da editora de volta! E junto com Wally, vemos a esperança brilhar como um raio dourado nas letras da editora.

O Homem de Aço é o Superman?

Essa semana li uma notícia que me fez refletir sobre a pergunta que, também é o título desse texto: O Homem de Aço é o Superman?

A notícia que me indignou foi a seguinte: “Superman tem apenas 43 linhas de diálogo em  todo o  filme, Batman VS Superman!”

Isso é pouco? Sim! O Spiderman com sua pequena participação no filme, Guerra Civil teve 47 linhas de diálogo, 4 à mais que Superman, que aparece em quase todos os 151 minutos do filme!

Eu sempre defendi que Kal-El é um dos personagens mais difíceis para se desenvolver. Sua realidade e seus conflitos são muito diferentes dos nossos, ele é um deus que vive em um mundo de homens.

Porém, 43 LINHAS? Está mais que evidente que temos um descaso para com o personagem. O título do filme tem seu nome, e o roteiro o trata como um mero elenco de apoio para os outros personagens.

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Se você acha que não tem como ficar pior, veja o resto da notícia: “Apenas 6 desses 43 diálogos são mais de DUAS PALAVRAS”.

Zack Synder não é fã do Superman, está claro que ele quer mudar o caráter herói. Eu não estou aqui martirizando as adaptações que são feitas quando se tira o personagem de uma mídia e o coloca em outra, estou aqui relatando a falta de prazer de um diretor em lidar com o maior herói de todos.

Na crítica que fiz à HQ Superman “American Alien” comentei que quando Clark é colocado apenas como um brigão sem propósito, ele perde todo o brilho. E é exatamente o que vemos Snyder fazer no filme.

Ele resume todo o propósito construído por mais de 75 anos de quadrinhos, comparando o personagem com Jesus Cristo em algumas cenas. O diretor acha que colocar um significado no S estampado no peito de Henry Cavil já é o suficiente para definir o personagem.

Todo o material promocional do filme prometia um argumento muito bom para o desenvolvimento da história e do personagem, no entanto,  não vimos isso no filme. Batman V Superman é muito mais Batman do que Superman, mesmo se tratando de uma “sequência” do filme ” O Homem de Aço”. A DC vem construindo um universo cada vez mais escuro, indicando que o clarão de luz que é o kryptoniano vai cada vez se apagar mais.

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No filme, temos a participação da Mulher Maravilha, que com muito menos tempo de tela e com muito menos linhas de diálogo, foi MUITO melhor desenvolvida que o Superman, que teve mais de um filme para tentar se desenvolver.

Você que gostou do personagem no filme, pode argumentar que “as atitudes do personagem mostram muito mais que qualquer linha de diálogo”. Vamos refletir juntos, quais são essas atitudes? Além de salvar a Lois Lane, o que o Herói fez? Os atos realmente relevantes do personagem se resumem à três ou quatro takes que se passam em um noticiário!

O filme não mata apenas Kal-El, ele também mata Clark! Nos quadrinhos Kent sempre foi um ótimo jornalista, no filme ele é apenas um tapa buraco. Até no EXCELENTE filme de Christopher Reeve o alter ego do Superman tem um papel crucial para formar a complexa Psique do personagem. O desenvolvimento de um também é o desenvolvimento do outro.

Há dois momentos no filme que poderiam ter sido de desenvolvimento. O primeiro é quando o Superman é colocado de frente para o tribunal. A juíza tem todo o seu discurso, e quando o Herói vai abrir a boca para começar a falar seus propósitos…BOOOOM! O discurso é EXPLODIDO pelas loucuras do roteiro.

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Na segunda oportunidade, vemos Superman no alto de uma montanha, sozinho. E em vez de refletir sobre seus atos, e seu dever, somos surpreendidos com um discurso de seu pai que nem vivo está. A cena é coroada com apenas um “ Sinto sua falta, pai”.

Minha crítica não é para o Henry Cavil, realmente acho o ator tem potencial para ser o Superman, minha crítica é ao o Diretor que limita o herói mais antigo dos quadrinhos à apenas 43 linhas de diálogo.