Corrida para Incheon (parte 3): Invictus Gaming, o melhor time do oriente

Confesso que esperava uma série bem disputada, a julgar pelas atuações da G2 Esports contra a Royal Never Give Up nas quartas-de-final. Mas, o que vimos foi uma série totalmente unilateral para a Invictus Gaming. A equipe de Martin “Wunder” Hansen, Marcin “Jankos” Jankowski, Luka “Perkz” Perković, Petter “Hjarnan” Freyschuss e Kim “Wadid” Bae-in foi completamente neutralizada por Kang “TheShy” Seung-lok, Gao “Ning” Zhen-Ning, Song “Rookie” Eui-jin, Yu “JackeyLove” Wen-Bo e Wang “Baolan” Liu-Yi, encerrando a campanha dos europeus no torneio.


Jogo 1

Pela composição proposta pela Invictus Gaming, já era de se esperar que o jogo fosse totalmente dominado ainda no early game, e não deu outra.  A partir do First Blood do Rookie em uma jogada conjunta com o Ning para cima do Perkz. A G2 até que conseguia segurar em alguns momentos, mas totalmente em vão. Vitória tranquila abrindo o placar a favor dos chineses.

Destaque da partida: Rookie (4/1/7 – AMA 11.0)

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Jogo 2

Um jogo um pouco lento, mas que não saiu dos padrões do primeiro. Apesar do primeiro abate novamente nas mãos do Rookie em cima do Perkz, que quase ficou com o abate, a G2 conseguia ter um resquício de força. No entanto, o ponto chave nessa partida foi o crescimento do Jayce do TheShy pra cima do Aatrox do Wunder fez com que o combate dos europeus não servisse de nada. Novamente uma partida totalmente unilateral para os chineses. Momento complicado para a equipe do velho continente.

Destaque da partida: TheShy (6/2/6 – AMA 6.0)

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Jogo 3

Foi uma partida que eu quase acreditei em uma reação da G2 para cima da IG, mas não passou de ilusão. Apesar dos esforços durante o early game, que era o necessário para a composição dos europeus precisava, muitas ações do time complicaram o jogo e com isso, só aumentava ainda mais o gap dos chineses para ganharem o jogo. O desespero tomou conta da G2, e temos o forte candidato ao título e ele é chinês.

Destaque da partida: Baolan (1/1/18 – AMA 9.0)

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Infelizmente meu sonho de ter uma decisão ocidental não será possível, mas gostaria de parabenizar a G2 Esports, que em sua terceira participação no torneio conseguiu chegar em uma semifinal derrotando o time mais cotado a ser campeão de tudo na temporada, que era  RNG. Agora, é esperar para ver quem do outro lado da moeda enfrentará os chineses para concretizar se o título será do ocidente ou continuará pela Ásia, porém, na China.

Europa x América do Norte: uma rivalidade e o sonho do título

Após o fim da hegemonia coreana em 2018, teremos um embate que não acontecia desde o primeiro mundial de League of Legends. Na época, a TSM enfrentava a aAa para decidir quem enfrentaria a Fnatic pelo título de campeão do mundo em 2011, e não teve outra. A equipe europeia do ex-jogador YelloWStaR derrotou os norte-americanos nas semifinais por 2 a 1 e na repescagem por 2 a 0.

Em 2018, Cloud9 e Fnatic protagonizarão o confronto mais aguardado de todos na competição. Os times das regiões com maior rivalidade no ocidente brigarão para ver quem permanece sonhando com a conquista da Summoner’s Cup, em Incheon no dia 3 de Novembro. Os norte-americanos buscam continuar escrevendo história e conquistar o torneio para sua região. Já os europeus, querem repetir um feito que só a Samsung (2014 e 2017) e a SK Telecom T1 (2013, 2015, desconsiderando 2016) conseguiram até hoje, o bicampeonato no torneio e continuar sendo a única equipe ocidental a ter vencido o torneio.

Os norte-americanos chegam pela primeira vez em sua história na semifinal. Segunda na história da região.

A Cloud9 não teve uma de suas melhores temporadas, principalmente na segunda etapa da LCS NA. Chegou a ocupar a última colocação do torneio nas semanas 3 e 5 do torneio, e da semana seguinte a diante, a equipe decolou rumo aos play-offs da competição, terminando em segundo lugar e se classificando automaticamente para as semifinais. Na fase seguinte do torneio, derrotaram a Team SoloMid por 3 a 2, carimbando a vaga para a decisão do torneio, onde seria vice-campeão perdendo por 3 a 0 contra a Team Liquid. A vaga para o Mundial veio na terceira rodada da Regional Finals, derrotando a TSM novamente, mas por um placar de 3 a 0.

Na fase de entrada do torneio, enfrentaram a KaBuM e-Sports!, Detonation FocusMe na fase de pontos e a Gambit Esports na Md5 para chegar até a fase de grupos. Já na fase de entrada, precisaram superar as favoritas Royal Never Give UpGeneration.G e a equipe europeia Vitality para se classificar para as quartas-de-final novamente. Em busca de fazer história, eliminaram a Afreeca Freecs, dando fim a hegemonia coreana que durava 6 anos (de 2012 até 2017) no torneio. A equipe formada por Eric “Licorice” Ritchie, Robert “Blaber” Huang, Dennis “Svenskeren” Johnsen, Nicolaj “Jensen” Jensen, Zachary “Sneaky” Scuderi e Tristan “Zeyzal” Stidam buscam continuar escrevendo história novamente no torneio e conquistar a Summoner’s Cup de forma inédita, tanto para organização, quanto para a região.

Os europeus chegam a sua quarta semifinal da história. A última vez foi em 2015.

A Fnatic chega numa pegada totalmente oposta dos norte-americanos. Os europeus foram bastante dominantes em sua região. Terminaram a fase de pontos em primeiro lugar, indo direto para semifinal. Lá, enfrentaram a Misfifts Esports por 3 a 1, indo para a decisão contra o Schalke 04, derrotando-os por 3 a 0, conquistando seu sétimo título da franquia e mais uma participação no Mundial.

Na fase de grupos, como seed 1 da Europa, passou por times como 100 Thieves, G-RexInvictus Gaming, outra semifinalista e possível adversário na decisão do torneio, e se classificaram em primeiro em seu grupo. Nas quartas-de-final, derrotaram a Edward Gaming pela segunda vez na história dos confrontos (primeira vez foi em 2015, por 3 a 0), por 3 a 1 na série, carimbando sua quarta participação em semifinais de mundial. A equipe formada por Paul “sOAZ” Boyer, Gabriël “Bwipo” Rau, Mads “Broxah” Brock-Pedersen, Rasmus “Caps” Winther, Martin “Rekkles” Larsson e Zdravets “Hylissang” Iliev Galabov esperam repetir o mesmo feito de 7 anos atrás, quando a equipe formada por xPekeCyanideFIShusheiLamiaZealotMellisanwewillfailer conquistaram o mundo pela primeira vez.

Eu sei que o hype tá muito alto, a galera tá doida para que chegue o dia desse confronto, mas para quem vai a sua torcida? Fnatic ou Cloud9? Quem continuará sonhando com o título de melhor time do mundo?


Só para recapitular: O Worlds teve vários formatos ao longo dos anos. Sendo assim, farei um resumo de como eram disputadas as vagas e os formatos do evento.

  • Em 2011, o torneio era composto por 3 equipes europeias, 3 norte-americanas e 2 do Sudeste Asiático (Filipinas e Singapura), totalizando 8 equipes na disputa.
  • Em 2012, foi a primeira vez que tivemos a presença da China e da Coreia no torneio, com 2 vagas cada uma. O Sudeste Asiático naquele ano só teve uma vaga, enquanto a outra estava nas mãos do Taiwan (hoje conhecida como LMS). Ao todo, foram 12 equipes disputando naquele ano.
  • Em 2013, o formato mudou novamente, 4 times eram automaticamente classificados para as quartas-de-final e 10 precisavam jogar a fase de grupos. Na ocasião, a Coreia tinha 3 representantes, junto com o NA e a Europa. A China possuía 2 times, enquanto o Taiwan, Sudeste Asiático e a inédita vaga International Wildcard tinha 1 vaga cada uma, totalizando 14 equipes naquela edição.
  • De 2014 para 2016, o torneio contava com 16 equipes. A novidade no ano de 2014 é que tinham duas vagas a mais para o International Wildcard.
  • De 2017 até os dias de hoje, o torneio é disputado com 24 equipes, em 3 fases (Play-in, Main Event e Play-offs). Dessas 24 equipes, 12 equipes jogam a fase de entrada, podendo se classificar 4 para a fase de grupos, composta por 16 times. Caso queira entender como funciona esse formato atual, clique aqui e saiba mais.

A última esperança oriental: Invictus Gaming luta pela hegemonia asiática

De anos em anos, era costume falarmos que o oriente era franco-favorito aos títulos do Mid Season Invitational e Worlds, até porque as maiores regiões do velho continente, Coreia e China, são consideradas as ligas mais poderosas do League of Legends no mundo. Mas, quem imaginaria que essa hegemonia estaria a beira do ostracismo, justamente quando o torneio é disputado na Ásia? Tivemos a queda precoce da atual campeã Generation.G (antiga Samsung Galaxy) na fase de grupo ficando em último lugar, a queda da Afreeca Freecs e do campeão coreano KT Rolster nas quartas-de-final. E além disso, tivemos o atual campeão do MSI e, apontado por todos como o melhor time do mundo, a RNG caindo nos play-offs da competição, junto com a EDG. É iminente que o gap asiático está diminuindo e muito, sem contar que há uma crise de renovação visível. Agora, só resta uma equipe do oriente para fazer frente ao ocidente nesse mundial: a Invictus Gaming tem a oportunidade, não só de manter viva a hegemonia asiática no torneio, como se tornar o primeiro time da China a conquistar o mundial. A região já chegou a duas decisões, mas não chegou a conquistar uma vez sequer.

Invictus Gaming chega como a última esperança ocidental no torneio

A equipe formada por Lee “Duke” Ho-seong, Kang “TheShy” Seung-lok, Gao “Ning” Zhen-Ning, Song “Rookie” Eui-jin, Yu “JackeyLove” Wen-Bo e Wang “Baolan” Liu-Yi enfrentarão a G2 Esports, formado pelos jogadores Martin “Wunder” Hansen, Marcin “Jankos” Jankowski, Luka “Perkz” Perković, Petter “Hjarnan” Freyschuss e Kim “Wadid” Bae-in neste Sábado, dia 27 de Outubro às 5:00 para ver quem será o primeiro finalista do torneio. Essa é a primeira vez que as equipes se enfrentam no torneio e também a primeira vez que chegam a uma semifinal de Mundial. A melhor colocação dos chineses havia sido as quartas-de-final em 2015, enquanto os europeus ficaram com o terceiro lugar no Grupo B em 2017. Em caso de vitória da Invictus, teremos uma decisão Oriente x Ocidente pela primeira vez na história dos Mundiais, do contrário, poderemos ter uma final entre europeus ou Europa contra América do Norte, dependendo do resultado de Domingo.

Perkz tem sido peça fundamental para os ninjas cinzentos nesse mundial

Acredito que a Invictus, por ter um poderoso early game, vem com grandes chances de vencer os jogos das séries em menos de 30 minutos, no entanto, vale ressaltar que a G2, desde a fase de entrada até as quartas-de-final tem crescido absurdamente, derrotando uma das favoritas ao título numa série de 5 jogos. Tem tudo para ser uma série bacana de se assistir e coloco um pouco de favoritismo para os chineses, mas a G2 pode surpreender e até mesmo se classificar para a decisão em Incheon.

Gostaria de fazer algumas menções a dois jogadores deste confronto:

  • Jankos Duke estão em sua segunda semifinal de Mundial na carreira. Na época, o polonês jogou pela H2K contra a Samsung Galaxy, enquanto o sul-coreano jogou pela SKT contra a ROX Tigers, ambos em 2016.

Corrida para Incheon (parte 2): Respeita o ocidente

Sem dúvida, já é um dos mundiais mais marcantes da história do League of Legends.  Na minha opinião, esse mundial é o mais imprevisível, mais disputado, mais emocionante… estou sem palavras para escrever esse artigo. Mas, vamos lá pois tenho algumas coisas para tratar.

A maior esperança norte-americana ascende: Cloud9 x Afreeca Freecs

Afreeca Freecs, última coreana no torneio enfrentava a Cloud9 pelas semifinais

Após a eliminação da KT Rolster logo no primeiro dia das quartas-de-final, a Afreeca Freecs era a única que podia manter a dinastia coreana de pé no Mundial. No entanto, a pressão parece ter afetado no desempenho da equipe, e foi totalmente dominado pela Cloud9, perdendo a série por 3 a 0, garantindo pela primeira vez em sua história a classificação para as semifinais. Foi a segunda vez em que uma equipe norte-americana conseguiu tal feito.  Essa é a primeira vez em que o hype em cima de uma equipe da LCS NA deu certo. Me surpreenderam muito, mostraram uma evolução perfeita da fase de entrada até aqui e fazem por merecer a classificação. Confira os melhores momentos da série (em inglês):

Fnatic x Edward Gaming

Fnatic enfrentou a EDG para manter seu sonho do bicampeonato vivo

Se tem uma série pra matar alguém do coração, é essa. Fnatic e EDG protagonizaram uma série que, meus amigos, bastante disputada que me fez abandonar o sono para escrever esse artigo, mas vamos lá.

Esse match, não só para mim, mas foi um dos mais importantes para a história dos mundiais, pois consagraria um representante ocidental em uma final de Mundial. A EDG começou as partidas com um grande early game, vencendo o primeiro jogo muito rapidamente, sem dar chances para os fanáticos. No segundo jogo, um grande snow ball em cima de Caps e Broxah. No terceiro, domínio inicial dos chineses, mas o late game foi todo dominado pelos europeus. No quarto jogo, a Fnatic teve uma boa fase de rotas, apesar de muitos abates nas mãos da EDG, mas chegou Bwipo pra acabar com todo o impeto chinês e escrever história mais uma vez, levando o time para a semifinal do torneio pela quarta vez na história (2011, 2013, 2015 e agora 2018). O sonho do bicampeonato ainda continua vivo.

Essa é a segunda vez na história que não teremos um time coreano disputando o título, coisa que não acontecia desde 2011, quando a Fnatic venceu a Against all Authority e conquistando o primeiro título mundial. Não sei vocês, mas ainda tem muita história para ser escrita, e prevejo muitos jogos disputados durante o torneio.

História sendo escrita mais uma vez, considero esse o melhor mundial que já assisti em toda minha vida, ultrapassando até mesmo o de 2015, onde tivemos Fnatic e Origen representando a Europa contra SKT e KOO Tigers, representantes coreana.

Com o final das quartas-de-final, os confrontos das semifinais foram definidos. Todos os jogos serão as 5:00 da manhã do horário de Brasília.

  • Dia 27 – G2 Esports x Invictus Gaming
  • Dia 28 – Cloud9 x Fnatic

Corrida para Incheon (parte 1): A final antecipada e a ascensão dos ninjas

É impossível não apontar esse torneio como “O mais disputado e mais louco da história”. Quem podia imaginar que, no meio de um chaveamento complicado para a G2 Esports, eles despachariam aquele que é apontado como o melhor time do mundo atualmente? Falaremos um pouco sobre tudo o que aconteceu durante esse primeiro dia de quartas-de-final e os momentos mais marcantes durante as séries.

A final antecipada: KT Rolster x Invictus Gaming

KT Rolster e Invictus Gaming protagonizaram uma série para entrar para a história

 

Para muitos, era considerada facilmente como a final do Mundial deste ano. O campeão coreano contra o segundo melhor time da China se enfrentariam em uma partida que, com certeza entrou para a história do e-Sports. Quero dar ênfase em especial no Jogo 3 da série, em que a KT Rolster forçou um base rush contra o backdoor do TheShy, jogador da rota superior da Invictus Gaming. Assistam ao trecho abaixo:

Após uma série bastante unilateral, a Invictus conseguiu sua classificação após uma ótima atuação de Rookie, jogador da rota do meio e MVP chinês no quinto jogo.

A ascensão dos ninjas: Royal Never Give Up x G2 Esports

Royal Never Give Up e G2 Esports se enfrentaram por uma vaga nas semifinais

Outra série surpreendente que marca mais um capítulo na história dos mundiais. A RNG era franco-favorita, não só a vencer a G2, mas também ao título mundial esse ano. A série, foi bastante disputada e mostrava que o lado azul era mais unilateral para quem quer vencer a série, correto? ERRADO! A G2, não se intimidou contra o atual campeão do Mid Season Invitational e campeão chinês, e despachou a equipe de Uzi de volta para sua terra e o fantasma do mundial continua assombrando. Confira o momento em que a G2 vence a última partida da série. Destaque para Perkz, que no último jogo, destruiu a partida com a LeBlanc, com um surpreendente KDA de 11/0/4.

Hoje tem mais duas séries para definir o restante dos semifinalistas do torneio, e, pela primeira vez desde 2014, não teremos uma disputa entre coreanos na final do Mundial. Na ocasião, a decisão contava com SKT x KOO Tigers em 2015, SKT x Samsung Galaxy em 2016 e 2017. Também, poderemos ter um time do ocidente disputando o título pela segunda vez na história, coisa que só aconteceu no primeiro mundial em 2011, onde a Fnatic bateu a aAa.

Expectativas altas para esse segundo dia? Será que a Cloud9 fecha de vez o caixão da Coreia em casa? A Fnatic continua como favorita ao título pelo ocidente? Deixe seu comentário com sua opinião e é claro, qualquer crítica construtiva é bem vinda.

Pantera Negra: Um Manifesto à Negritude

AVISO: o texto contém pequenos spoilers

Negritude

substantivo feminino

  1. qualidade ou condição de ser negro.
  2. sentimento de orgulho racial e conscientização do valor e da riqueza cultural dos negros.
Elenco de Pantera Negra

Essa segunda definição decreta o valor (poderoso) que Pantera Negra tem no mercado cinematográfico – não só de super-heróis. Não é apenas um filme com elenco predominantemente negro, ele celebra a cultura ao colocá-la em um patamar diferente, um patamar de realeza.

Pantera Negra foi o primeiro super-herói negro – e africano – a ser protagonista nos quadrinhos. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, fez sua estreia em The Fantastic Four #52 em julho de 1966. Agora, foi a vez da Marvel Studios lançar o primeiro filme do Rei de Wakanda – já garantido como um grande sucesso. E mesmo sendo um tanto quanto politizado, ele consegue ser um ótimo filme de ação.

A nação utópica de Wakanda

Chegando em Wakanda, o filme explora o que tem de maravilhoso na cultura africana: das vestes aos penteados; da música à arquitetura. Temos de cara o ritual de coroação de T’Challa (Chadwick Boseman), uma belíssima cena, não só de ação, mas cultural. Sem medo de transitar entre as maravilhas da cultura negra em Wakanda e os problemas enfrentados pelos mesmos fora dela, o filme consegue se desenrolar de maneira fácil de entender.

Chadwick Boseman (T’Challa) e Michael B. Jordan (Killmonger)

O vilão, Erik Killmonger (Michael B. Jordan), tem a motivação mais palpável de todos os “caras maus” dos filmes do Universo Cinematográfico Marvel. “A mais perigosa criação no mundo, em qualquer sociedade, é um homem sem nada a perder.” A frase dita por Malcolm X – líder revolucionário pelo direito dos negros – exemplifica bem o personagem de Michael B. Jordan. O vilão, em sua conversa com seu pai assassinado, mostra de maneira direta os problemas vividos na periferia da sociedade americana: “Nenhuma lágrima por mim, filho?”. “Não. Todos morrem um dia… Aqui é assim”.

A atuação mais que convincente do ator, serve perfeitamente como antítese do personagem principal. Buscar a paz [de T’Challa] ou a vingança [de Killmonger]?

Pantera Negra incita a discussão de problemas vividos na sociedade e a celebração da cultura negra. Das diversas tribos de Wakanda ao hip-hop dos bairros negros. Embalado na trilha sonora africana e no rap de Kendrick Lamar, o filme consegue ser um excelente filme de super-herói, mas, além disso, inspira as crianças negras de todo o mundo a lutar por igualdade como T’Challa; dando esperanças e sonhos, uma vez que todos podem se sentir reis de Wakanda.

Num mundo completamente caótico em que vivemos, um filme como Pantera Negra vem para mostrar que as culturas são diferentes, mas nem por isso deixam de ser maravilhosas; vem para tratar de problemas que muitas vezes são ocultados na sociedade. Isso é bom, e quem sabe assim poderemos ter, num futuro, filmes representativos como Batwoman ou Apolo e Meia Noite. Uma coisa é certa, Pantera Negra será um marco na representatividade. Então aproveitem e curtam esse excelente filme da Marvel!

WAKANDA FOREVER!

Luke Skywalker está realmente diferente?

Star Wars: Os Últimos Jedi estreou recentemente nos cinemas brasileiros, e, apesar da grande aceitação da crítica especializada, teve opiniões bem polarizadas dos fãs da saga. Aqui não falaremos sobre todas as coisas do filme, pois temos assunto para dias e dias, mas sim, sobre um dos pontos mais discutidos do filme: Luke Skywalker – que rendeu polêmicas até com o ator Mark Hamill. Claramente, o texto contém SPOILERS do filme. Então continue lendo apenas se você assistiu – ou se não se importa com spoilers.

A história de Luke havia terminado em O Retorno de Jedi em 1983 e foi retomada na nova trilogia iniciada por O Despertar da Força em 2015. O sétimo episódio da saga girou em torno da nova protagonista, Rey, e a busca pela localização do último Jedi, que havia desaparecido após uma tentativa fracassada de criar uma nova Ordem Jedi. A jovem encontra um recluso e “mal-humorado” Luke em Os Últimos Jedi. A pergunta é: Luke Skywalker de Os Últimos Jedi está completamente diferente de Luke Skywalker da primeira trilogia de Star Wars?

Descobrimos que após a queda do Império, Luke levou alguns garotos para formar um novo Templo Jedi. Já que somente ele poderia dar continuidade à religião Jedi. Entre esses novos padawans, estava seu sobrinho, Ben Solo (Kylo Ren), filho de Leia Organa e Han Solo. Kylo Ren foi estabelecido como o vilão da nova trilogia, e agora descobrimos o porquê dele ter se aliado ao Supremo Líder Snoke e ido para o Lado Negro da Força. Após muita relutância, Luke decide treinar Rey, até descobrir nela, o poder que ele mesmo havia visto em Ben Solo – o que o assustou. E depois de um grande conflito com a garota, Luke decide contar-lhe a verdade sobre o seu passado.

Luke percebeu um grande poder surgindo em Ben Solo. E olhando mais de perto, Luke viu o quanto isso era forte e inclinado ao Lado Negro. Um medo incontrolável (de um novo Darth Vader) e uma irracionalidade momentânea, o fez pensar que o melhor caminho era a morte de seu jovem sobrinho. Contudo, quase no mesmo segundo, chocou-se com o que pensara e refutou seu pensamento. Mas era tarde demais. Ben já tinha sido acordado pelo clarão verde do sabre de luz de seu Mestre. E não havia mais volta. Só havia vergonha em Luke. O motivo de seu isolamento. É de se estranhar que, aquele jovem que um dia viu redenção em Darth Vader, faria uma coisa dessa?Na trilogia original de Star Wars, Luke sempre foi movido a emoções. Luke estava disposto a tudo para salvar seus amigos e viu esperança no Lord Sith mais temível da galáxia. O jovem conseguiu, nos momentos finais de vida de Darth Vader, trazê-lo para a Luz novamente e viu a redenção de Anakin. Mas nem sempre de boas emoções viveu o jovem Skywalker. O garoto foi tentado ao Lado Negro da Força muitas vezes, e quase sucumbiu em O Retorno de Jedi. A raiva crescente em Luke para deter o Imperador, o medo de perder os amigos e a tentação de matar Darth Vader. Com tudo isso, Luke facilmente poderia ter se juntado ao Imperador e se tornado um Sith (que era o plano do Imperador), mas ele conseguiu se manter íntegro e ser um Jedi como seu pai um dia havia sido.Então, seria mesmo de estranhar que por um momento de pura irracionalidade, Luke tenha pensado em matar seu sobrinho? Mas assim como em O Retorno de Jedi, Luke percebeu que aquilo estava errado. Porém, esse momentâneo desequilíbrio rendeu consequências graves na história do jovem Ben Solo. O Mestre Jedi, a lenda, Luke Skywalker, tentou matar seu próprio sobrinho! Ele não podia encarar Leia ou Han, depois do que fez. Ele teve um parcela de culpa pelo caminho de Ben. Isso foi seu maior fracasso. E assim como Obi-Wan Kenobi e Yoda, ele se isolou apenas para esperar à morte. Pois o fracasso o havia derrotado. Obi-Wan, – apesar de estar em Tatooine também para proteger Luke – estava no exílio esperando à morte, depois de fracassar com seu padawan. Yoda se exílou em Dagobah após o fracasso em deter o Imperador. O exílio Jedi foi algo estabelecido na trilogia original e na trilogia prequel. O isolamento de Luke, apenas foi mais um desses “exílios Jedi”, quando o mesmo acha que fracassou e espera pela morte. Jedi são falhos, não são perfeitos. E a grande aparição de Yoda em Os Últimos Jedi, é justamente para falar sobre isso.

Luke redescobriu a esperança em Rey. Luke mostrou em sua projeção astral através da Força, aquele quem ele deveria ser, o que ele deveria ter feito. Luke completou sua missão, e assim como Obi-Wan, Yoda e Anakin, pode juntar-se a Força no fim. Então, Luke Skywalker estava realmente tão diferente assim?Personagens evoluem, o Luke de 1983 passou por muita coisa (que já falamos acima) até chegar ao Luke de 2017. E experiências mudam as pessoas. Mas se olharmos bem, podemos ver que esse “velho” Luke Skywalker, é o mesmo garoto, com as mesmas falhas e defeitos da trilogia original. Ele só estava distante de quem ele era, por ter experimentado um fracasso tão grande. Mas no seu último ato, ele se mostrou esperançoso, como aquele jovem olhando para o “pôr-dos-sóis” de Tatooine – literalmente.

O grande final de Luke Skywalker nos traços do nosso querido Leonardo Lima

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM THE WALKING DEAD ?

Oi pessoinhas! Tudo certo? Comigo nem tanto, e antes que essa conversa fique desconfortável por você não saber lidar com a minha sinceridade, eu explico … O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM THE WALKING DEAD? E antes que comece o ‘’mimimi, calada sua hater’’.Eu sou muito fã, e é a única série que estou acompanhando certinho no momento, então, não é crítica vazia, é bem duro chegar a essa pergunta.

Hoje faz uma semana que a série entrou no hiatus com o episódio 8 da 8º temporada, e só depois desse tempo pude escrever exatamente o que está passando pela minha cabeça. Se você não viu o episódio, ou não foi acertado por spoiler nas redes sociais até esse momento, primeiramente, meus parabéns, guerreiro! Esse texto vai ter spoiler…

A audiência da série não é mais a mesma, tendo uma queda significativa nessa temporada, o que pode não significar nada, pois ainda é o show mais assistido, porém, é uma observação a ser feita. A 8° temporada está muito confusa, não tem como ter uma noção clara do tempo em que as coisas acontecem e de suas consequências exatas. Diálogos do 1º episódio que foram deixados no esquecimento retornam do nada, sem a menor necessidade.

A impressão que dá, é que como as coisas foram muito intensas na 7° temporada, a porradaria está presente, mas os diálogos e trechos lúdicos também estão, dando uma impressão de leveza que poderia ser melhor aproveitada se a linha temporal estivesse mais objetivada. Em suma, é uma boa temporada, que se tivesse a mesma pegada do arco do governador, mais fluído, seria muito melhor. (Saudades do Governador <3).

A 7º temporada teve uma reclamação dos fãs que também são fãs da HQ, a falta que sentiram das histórias do Carl (Chander Riggs) com o Negan (Jeffrey Dean Morgan), o que é bem significativo na história dos personagens, e afeta outros personagens no decorrer da história, surgindo teorias de que o Daryl (Norman Reedus) iria ter essa função, contar essa parte da trama e coisas do tipo, mas, ninguém esperada um desfecho como o da midseason finale, onde Carl é mordido por um Walker. Muita especulação é levantada sobre isso, como muitas teorias:

– Carl mordido por um dos sussurradores, um grupo dos quadrinhos que entra nesse arco.

– Carl sendo a cura (No estilo Guerra Mundial Z)

– A ferida não afetando a corrente sanguínea. (QUE?)

– Ser pegadinha tipo o Glenn (Steven Yeun) morrendo antes de morrer mesmo e sermos todos tapeados.

– Pedido de demissão do Ator.

O que temos de fato é uma entrevista onde o  próprio Chander informou que seu personagem morrerá mesmo.

‘’ Sim, Carl vai morrer. Não tem jeito dele sair dessa. Sua história definitivamente está chegando ao fim. Eu não esperava que o Carl sequer fosse morrer em algum momento. Mas resultará em um bom propósito para a história. Há ainda um pouco mais a ser contado da história de Carl – no episódio nove – e isso impacta Rick, Michonne e todo mundo. Apesar da história de Carl está chegando ao fim, ela ainda não acabou.  ‘’ Chander Riggs-  The Hollywood Reporter.

Além disso, ele cortou o cabelo…

Logo após o episódio acabar, o produtor já disse que seria definitivo…

”Aquela é uma mordida em um lado dele. Este é um momento muito solene, e eu estou tentando não soar… vai acontecer como as mordidas funcionam na série. Eu acho que a razão pela qual eu passo levemente por esse momento é que… vai funcionar exatamente como as mordidas funcionam” Scott M. Gimple – Talking Dead.

Não podemos chegar a nenhuma conclusão, pois eu sinceramente não quero aceitar a morte do menino Carl Poppa antes de ver isso claramente na tela, mas também não quero negar que isso pode acontecer, ou podemos ser feitos de palhaços. Independente do que acontecer, vai ser dolorido, pois o Andrew Lincoln (Rick Grimes) já disse que precisamos nos preparar.

“O começo da outra metade desta temporada é o episódio mais doloroso de que participei” – Andrew Lincoln – The Hollywood Reporter.

O que vocês estão achando da 8º temporada? Deixem aí nos comentários e compartilhem com seus amigos. Agora, só nos resta esperar.

Comic Con Experience 2017 | Então, valeu a pena?

Galera, faremos agora um breve (mas não tão breve assim) resumo e uma crítica do que foi a Comic Con Experience que ocorreu em São Paulo, dos dias 6 à 10/12 diretamente da São Paulo Expo. Eu e Beatriz visitamos a feira para conferir as atrações e os estandes. Dá só uma olhada, no que vimos por lá:

Comic Con Experience (São Paulo – 09/12/2017) – Por Luciano Vaz:

Pois é, galera! Terceiro dia de CCXP aqui em São Paulo, mas o primeiro para nós redatores aqui do O Mestre da HQ.  Eu e Beatriz acabamos de chegar no São Paulo Expo. Olho para fora da janela do carro e simplesmente vejo um mar de gente andando e correndo para chegar o mais rápido na feira. Muitos já estavam lá dentro, com seus colchonetes e mochilas embaixo do braço, dormindo na fila para conseguir o melhor lugar na plateia dos três auditórios espalhados pela CCXP para poderem ver seus ídolos nacionais e internacionais de mais perto e conferir as novidades exclusivas de cada painel exibido. Bem, não foi nosso caso… até o instante momento.

Chegando na São Paulo Expo, enfrentamos uma fila de aproximadamente 2 ou 3 mil pessoas! Sério, é isso mesmo o que estou falando! Mas tudo muito bem organizado e a galera super educada (não, não é deboche) esperando a sua vez de entrar.  Finalmente, conseguimos entrar nos pavilhões da São Paulo Expo e simplesmente fiquei emocionado de ver tudo aquilo lá dentro. Depois de alguns segundos retomo a consciência, e vejo minha namorada (vulgo, Beatriz) quase chorando de emoção em frente a um Sansão de quase dois metros de altura. Pra quem não sabe, o Sansão que me refiro, é aquele coelhinho azul da Mônica que o Cebolinha vive roubando. Pois bem, vamos tentar tirar uma foto com o Sansão? Vamos? Não, não vamos! Já tinha uma fila quilométrica e se ficássemos parados por lá esperando, estaríamos por lá, até agora e não teria saído essa crítica até hoje. Tentamos rodar a feira, para ver os estandes e conhecer um pouco mais daquilo tudo. E o que encontramos? Isso mesmo, FILAS! Paramos e pensamos bem: Temos dois dias para curtir e conhecer isso tudo. Enfrentar algumas filas não é nada, poxa!  E então vamos lá. Encontrei o estande da Universal Studios, tinha uma fila para tirar foto com as asas de Lúcifer, que tem o seriado com o mesmo nome no Universal. Nessa brincadeira “perdemos” quase uns 40 minutos. Mas nada que desanimasse a gente e assim foi por toda a feira! No estande da Ruffles, no estande da NETFLIX, no estande do Submarino e assim vai. Tinha até fila para ir ao banheiro! Mas é de praxe. Um evento enorme desses, com o número de gente que estava lá dentro, era de se esperar.

Mas enfim, depois de tanto elogiar, eu gostaria de fazer uma reclamação (pois é, nem tudo é perfeito). Depois de tanto rodar a feira e de andar pra lá e pra cá, tínhamos que descansar um pouco e o gordo aqui, obviamente, sente fome (mas não é constantemente, relaxe). Os preços das lanchonetes estão bem salgados, se assemelhando até mesmo ao uma lanchonete de aeroporto, onde um simples pão de queijo era R$ 1,00. O preço dos cardápios variam de R$ 25,00 até R$ 60,00. E isso, num simples combo de batata, refrigerante e hambúrguer. Acho que deveriam pensar mais um pouco mais na galera que não tem condições de pagar tudo isso e juntou seu suado dinheirinho pra comprar aquela tão sonhada action figure. Mas de resto, tudo ocorreu bem e foi simplesmente maravilhoso.

Por fim, aos 45 minutos do segundo tempo, conseguimos entrar no Auditório Cinemark, onde ficava as principais atrações do dia e conseguimos assistir ao painel da NETFLIX, com o elenco de Altered Carbon e logo em seguida com o pessoal de 3% (onde infelizmente, muita gente abandonou o painel). Logo em seguida como “castigo” para essa galera que saiu do painel e pra delírio dos que ficaram, foram exibidos cenas do último episódio e seu respectivo Making Of, para delírio de todos que permaneceram e para o choro daqueles que saíram…

Dá uma olhada agora na crítica aos olhos da Beatriz, do último dia de CCXP:

Comic Con Experience (São Paulo – 10/12/2017) – Por Beatriz Fonseca:

Último dia de CCXP! Todos que já participaram, dizem que sábado é o dia mais cheio, porém, ESTAVA LOTADO! Parecia o dobro de sábado, sinceramente. Foi um dia mais leve, onde se pode entrar em TODAS as milhares de filas para conseguir conhecer os estandes, ganhar os brindes, buscar preços, tirar fotos e coisas do tipo. O ruim de fazer tudo isso no último dia, é que os brindes acabam muito rápido, e você acaba ficando na fila à toa, como as crianças tentando voltar pra casa no Caverna do Dragão e nunca conseguem.

Sinceramente, eu esperava mais! É um festival, cheio de estandes e coisas pra ser ver, e isso é ótimo, mas, esperava mais. A atração do dia foram os painéis, como a da Netflix que teve o tio Will Smith. O que me lembra uma crítica, se você faz um evento para mais de 200 mil pessoas, por que faz uma sala para painel com menos de 10 mil lugares? NÃO FAZ SENTIDO! Ninguém precisa madrugar na fila para conseguir entrar, e sim, para conseguir bons lugares, isso é regra básica para uma prestação de serviço descente. Se você pagou, tem que ter direito a usurfruir do que é oferecido, pelo menos o mínimo de chance, pelo menos 10 % de lugares pelo número de ingressos vendidos, ou como disseram acontecer em outros anos, passar os conteúdos que não são exclusivos no telão gigante tem na entrada.

FILAS, FILAS, FILAS! Tudo que te falaram sobre as filas é verdade, porém, se você não conhecer o lugar primeiro, você nunca vai saber onde ir! Tem muita coisa boa que não tem filas imensas, e você consegue com mais facilidade. Exemplo: O estande de uma marca de café estava VAZIO, na frente da fila da loja do Harry Potter, que tinha uma espera estimada de 4 HORAS! Exatamente na frente, e só tinha 1 PESSOA NA FILA! E você não estava comprando, eles estavam distribuindo produtos. Isso mesmo, DE GRAÇA!

Concluindo, é um lugar libertador! Você se veste do que quiser, compra o que quiser, come o que quiser, ninguém te julga, ninguém briga por DC x MARVEL, ninguém critica seu gosto por Glee, e você conhece pessoas de muitos lugares que nunca ouviu falar, é incrível. Além de ter a oportunidade de ouvir coisas exclusivas nos grandes painéis, que você assiste no YOUTUBE depois da Comic Com San Diego que eu sei, e faz parte disso ao vivo, com os atores e produtores, é bem emocionante. Para terminar, fica aqui o meu apelo: LIBEREM MAIS ENTRADAS PARA A IMPRENSA! Tenho certeza que é impossível cobrir tudo sem muita imprensa envolvida.

Fiquem agora com uma galeria de fotos de tudo o que ocorreu nesses dois dias de CCXP, em que nós comparecemos. Um abraço!

Como queremos ver THANOS nos cinemas! | Review – A Ascensão de Thanos

Com o Marvel Cinematic Universe cada vez mais evoluído, nós nos caminhamos para Avengers: Infinity War, que trará a batalha dos heróis mais poderosos da terra contra o Titã Louco, Thanos. O personagem já apareceu em duas cenas pós-créditos, nos dois filmes dos Vingadores, e também teve uma participação em Guardiões da Galaxia, mas ainda não teve ainda uma participação nos cinemas que seja digna do maior vilão da Marvel Comics.

Como o grande vilão que é, Thanos merece uma origem, e o arco “A Ascensão de Thanos” de Jaason Aaron, Ive Svorcina, Simone Bianchi entre outros, na minha opinião, é o material perfeito pra isso. O arco conta a história de Thanos desde o seu nascimento na maior lua de Saturno, sua infância e adolescência como cientista prodígio e a sua loucura crescendo com o passar dos tempos até ele se tornar o ser poderoso – e maluco – que é. Esse arco seria uma origem perfeita para o primeiro ato de Avengers: Infinity War, visto que o filme retrará o encontro dos Vingadores com o temido vilão. Resumir a história contada nesse arco, seria uma ótima maneira de mostrar todas as camadas do interessantíssimo personagem que Thanos definitivamente é.

O arco não chega a ser um compilado de violência, mas realmente é uma história muito densa, que te pega pelo emocional, e te choca em algumas partes, então a Marvel teria que arriscar algo mais sombrio se caísse totalmente por esse lado. Thanos é retratado com um ser que nasceu diferente, com um aspecto bestial, em uma sociedade de seres “limpos e superiores”, e ele é prontamente negado pela sua própria mãe, no momento de seu nascimento. Os anos vão passando, Thanos vai crescendo como alguém que aprende mais rápido do que é ensinado, e se tornando uma das maiores mentes de sua geração, o que faz seu pai, um membro muito importante da sociedade de Titã, se orgulhar muito dos talentos de seu filho.

O Titã Louco era sempre o excluído, da turma, dos círculos sociais, e de sua sociedade como um todo, mas ele acabou se encontrando nas pesquisas científicas, onde achou sua verdadeira vocação. Se mostrou particularmente bom em anatomia, mas o problema começou quando ele começou a caçar suas “peças de estudo”. O que no começo era apenas um pequeno prazer em matar criaturas inferiores, pequenos seres vivos, foi evoluindo para um transtorno genocida, flertando com a loucura enquanto Thanos flertava com a morte em si. Ele saiu de Titã, tentou a vida em vários lugares, você sente até uma referência história ao conquistador mongol Gengis Khan, devido a grande quantidade de descendentes gerados por ambos, e como os dois foram implacáveis em suas conquistas, só que Thanos fez isso em uma escala universal.

Wikipédia sobre Gengis Khan: Estrategista brilhante, com hábeis arqueiros montados à sua disposição, venceu a grande muralha da China, conquistou aquele país e estendeu o seu império em direção ao oeste e ao sul. Gengis morreria antes de ver seu império alcançar sua extensão máxima, mas todos os líderes mongóis posteriores associariam sua própria glória às conquistas de Gengis Khan, “que foi um dos comandantes militares mais bem sucedidos da história da humanidade”.

A parte final do arco mostra justamente Thanos se entregando para as práticas genocidas, e para sua loucura interior, inclusive em seu relacionamento com a morte, que o leitor pode achar bem “confuso” pela maneira como ele é retratado na trama, talvez propositalmente. O arco “A Ascensão de Thanos” é bem cru, denso, violento. Bastante pesado, tanto em suas artes bem detalhadas e brutais, quanto em alguns momentos bem explícitos e polêmicos durante todo o desenrolar da história. É improvável que a Marvel adapte completamente essa história pras telonas, mas se existe uma personalidade do Thanos que eu queria ver no MCU é essa: Gênio, louco, conquistador e vilanesco.

[letsreviewunique title=”Thanos Rising” pros_title=”PONTOS FORTES” pros=”Ótimo desenvolvimento de personagem, Ambientação visual sensacional, Excelentes momentos de tensão” cons_title=”PONTOS FRACOS” cons=”A arte peca em alguns momentos ordinários da história, Construções confusas em algumas relações” criterias=”Roteiro,90,Desenhos,70,Ilustração,80,Desenvolvimento,90″ affiliate=”Veja em Marvel.com!,http://marvel.com/comics/series/17661/thanos_rising_2013_-_present” accent=”#edb203″ final_score=”82,5″ format=”3″ skin=”1″ animation=”1″ design=”1″][/letsreviewunique]