Crítica | Doutor Estranho 2: Nas loucuras dos passados

As múltiplas realidades se chocam!

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Doutor Estranho no Multiverso da Loucura é mais um filme que continua a fase quatro do incrível Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). Direção de Sam Raimi, roteiro de Michael Waldron e baseado nos quadrinhos de Stan Lee e Steve Ditko. Estrelando Benedict Cumberbatch como Stephen Strange, Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff, Benedict Wong como Wong e Rachel McAdams como Christine Palmer. Além disso, temos também a volta de Chiwetel Ejiofor como Mordo e Michael Stuhlbarg como Nicodemus West, que tiveram suas aparições no primeiro filme do Doutor Estranho, bem como a estreia de Xochitl Gomez como America Chavez. 

Nos primeiros minutos do filme já somos entregues a uma das suas principais propostas, viagens pelos infinitos universos existentes. Isso já prende a atenção de boa parte do público, entretanto com o decorrer da história vemos que as viagens estão ali como uma ferramenta para as motivações de cada um dos personagens. 

Cada um que acaba envolvido no Multiverso, tem suas particularidades para estar ali no meio dessa bagunça. Alguns tiveram o azar de se deparar com o poder de atravessar múltiplas realidades e outros buscaram esse poder para conseguir completar seus desejos. A ligação que o filme faz com o MCU é bem explícita, necessitando que o espectador tenha não só visto o primeiro filme do herói, mas também boa parte das séries. Pois, sem elas, pode acabar deixando uma sensação de que nada está sendo bem explicado, os conceitos que estruturam o filme são um pouco jogados para que a história possa continuar sem muita interrupção.

O filme entrega uma aventura muito bem humorada, como ótimas piadas que mesmo que não lhe façam gargalhar, você com toda certeza dará um sorriso. Os personagens tem suas motivações muito bem estabelecidas e desenvolvidas ao longo da história, mesmo que em alguns pontos seja bem previsível, mas sem estragar o clima das cenas.

As atuações num geral estão ótimas, mas nada muito fora do padrão que já visto nos outros filmes da Marvel. As cenas de lutas são bem produzidas e muitas vezes surpreendentes nos resultados, te deixando chocado com o que você acaba de ver. Entretanto algumas coreografias podem deixar a desejar, porém, são em cenas rápidas que estão apenas nos preparando para o próximo momento que virá em seguida.

A história é bem feita e fechada, com começo, meio e fim, sem muita enrolação e com diversas referências aos quadrinhos do herói. As participações especiais completamente inusitadas de deixar qualquer um com queixo no chão. E uma resolução final muito bem estabelecida e coerente com o que é apresentado durante às mais de duas horas de filme. 

A direção do Raimi continua em sua excelência, com referências a seus outros filmes como The Evil Dead. Há bom uso da câmera lenta, com foco em uma cena de perseguição no meio para o final do filme. A trilha sonora de Danny Elfman está ótima, trazendo tensão, alegria, surpresa, bem como tudo aquilo que cada cena pede. Assim como os efeitos sonoros que são de arrepiar em certas cenas. Os efeitos especiais em geral estão bons, mas em alguns momentos ficam medianos, parecendo perder a qualidade para que outras partes do filme tenham uma melhor produção.

As participações especiais estão ótimas, com um bom tempo de tela para cada personagens, não ficando forçado para simplesmente agradar ao público com um fanservice desnecessário, eles conversam com o filme e a proposta dada para o momento. Além disso, o papel da Wanda é importante para que a história caminhe corretamente. É um filme que vai explorar o passado de alguns personagens e mostrar como eles devem lidar com o que já ocorreu ou com a tristeza e consequências que uma tragédia traz. Também é importante realçar como agora há diversas possibilidades para os próximos filmes do MCU. 

Portanto, vemos que Doutor Estranho no Multiverso da Loucura corresponde às expectativas do público e para alguns podem até mesmo superá-las. É entregue uma ótima aventura, engraçada, surpreendente com uma boa dose fanservice. Como uma mensagem sobre sofrimento e saber como lidar com o passado e qual o custo para ter o que queremos. Uma trilha sonora envolvente bem como uma ótima direção. Por mais que alguns fiquem preocupados com a duração do filme, ele entrega tudo no seu tempo, sem ficar corrido ou enrolado. O filme estreia no dia 5 de maio de 2022 nos cinemas, então não perca essa chance de viajar nessa psicodélica história de infinitas realidades.

Versão "Rise" 5.0.1 beta - Crafted with ❤ by @mattzbarbosa
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