El Camino | Um belo desfecho

Pinkman, finalmente protagonista!

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Breaking Bad (2008 – 2013) foi uma série de TV que marcou sua época. Fosse por dividir as pessoas entre quem a amava e quem não conseguiu assistir; fosse por ter atores de extrema qualidade. Passados seis anos de seu fim, chega agora o filme El Camino (El Camino: a Breaking Bad Movie, no original), que dá continuidade à saga do amado personagem Jesse Pinkman (Aaron Paul), agora sem Walter White (Bryan Cranston). A história é iniciada do ponto onde a sua antecessora terminou. Jesse está finalmente liberto, mas tem que lidar com as consequências de tudo que fez enquanto trabalhava com Walter.

Fôlego por pouco tempo

Já de cara, a película ganha fôlego mostrando o presente e Flashbacks de como foi o cativeiro de Pinkman. O início é bem feito. Em outras palavras, ele começa a prender o espectador no intuito de descobrir o que será dali para a frente, porém perde o fôlego já no final do primeiro ato. Isso é curioso, visto que a série sempre teve muita história e poucas barrigas ao longo de suas cinco temporadas. A trilha sonora e a fotografia não sofreram muitas mudanças, apesar da diferença em alguns cenários. Aliás, as cenas são inclusive capturadas de ângulos bem similares aos usados no seriado. Um dos pontos positivos desse trecho é a interação de Jesse com alguns de seus amigos. E nesse sentido, pena que dura tão pouco. A lentidão do roteiro nesse ato acaba não sustentando o ritmo, já que falta um encadeamento melhor dos acontecimentos.

Interações

Quem assistiu a série original de Breaking Bad, sabe que o ponto alto da história residia nas interações entre os personagens. Walter White e Skyler White; Walter e Saul e, por fim, White e Pinkman. De longe, esta última é a melhor de todas. Há uma cena muito específica envolvendo ambos, porém há mais uma característica de Fan Service do que algo que faça a história ou o personagem evoluírem.

O arco em que Jesse interage com Todd (Jesse Plemons), além de importante, explica algumas das situações vividas por ele enquanto cativo. Sua relação com seu sequestrador é um ponto muito bem desenvolvido do filme. O talento de ambos os atores é evidente. E além disso, também há uma clara demonstração de que pode haver cordialidade em uma relação tensa e tóxica entre duas pessoas.

Último ato

No último ato do filme – mais especificamente na última meia hora – ele volta a respirar normalmente, se desenvolvendo para o encerramento da história. É triste – e curioso – perceber que um seriado de tanta qualidade e com cenas e falas tão marcantes quanto foi Breaking Bad, tenha se originado um filme com quase nada que realmente marcasse o telespectador. Vince Gilligan, aqui, não conseguiu manter seu ritmo de outrora, tornando o enredo enfadonho e com poucos diálogos notáveis.

Provavelmente, a escolha de fazer um filme de duas horas foi uma estratégia errônea. Um episódio especial de uma hora, bem construído, teria surtido o efeito buscado – encerrar de forma definitiva a história de Jesse e fazer a homenagem aos fãs.

Apesar disso…

A cena final – que obviamente não será colocada aqui, pois é uma crítica sem spoilers – é a redenção final do personagem. O fim e o começo. As quase duas horas com pouco ritmo, apesar de tudo, levam a esse lindo diálogo e a esse belo desfecho. Aqui, inclusive, vai uma menção honrosa à atuação de Aaron Paul: mais uma vez ele deu um show. O ator é um possível candidato nas próximas temporadas de premiações da TV — porém, agora como protagonista.

Com todos os defeitos que o filme possa ter, um personagem tão amado pelo público pode finalmente seguir em frente, rumo ao seu passado.
Terá sido um final feliz?

Versão "Rise" 5.0.1 beta - Crafted with ❤ by @mattzbarbosa
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