Crítica | Homem-Formiga e a Vespa “diversão em primeiro lugar”

Homem-Formiga e a Vespa

Desde o dramático e pesado Vingadores: Guerra Infinita, os jovens admiradores da cultura pop em geral, estão esperando alguma novidade sobre o que aconteceu com o Homem-Formiga?  Onde ele está? Por que não apareceu? Bom, essa pergunta até foi respondida no próprio filme, ele estava em prisão domiciliar; Logo após ter feito um acordo com o governo, por causa dos eventos de Capitão América : Guerra Civil. Como deu pra entender, a Marvel pretendia contar uma história em dois ângulos diferentes, quase como um Spin Off, porém não tão “off” assim. Homem-Formiga e a Vespa conta uma história um tanto divertida, e funciona quase como uma leve sobremesa, depois de uma refeição oferecida pela Marvel.

Direção

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Tratando-se da direção do filme, não há muito o que dizer. O filme cumpre bem o que se esperava dele, o diretor Peyton Reed, fez uma boa “comédia romântica de heróis”, era mais ou menos o que já se esperava do filme. O que ficou regular para mim foi a montagem do filme. Uns cortes um tanto secos, para encaixe em outra cena, as vezes desconexa. No entanto, não é algo que prejudicou tanto o andamento, e o entendimento do filme.

Roteiro

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Poderia se dizer que, O Homem-Formiga e a Vespa possui uma história simples e objetiva. O filme mostra a que veio logo no início, contudo não é uma história que vai permanecer na mente dos fãs por muito tempo. É bom de assistir, você se diverte vendo, ele se explica, mas não é algo que não tenhamos visto antes.

Atuação

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O filme conquista as pessoas aqui. Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michael Peña entre outros, conseguem nos trazer para lado deles através do carisma. A facilidade de Rudd ao fazer comédia é notável, ele até improvisa dentro do roteiro,  em cenas junto com Michael Peña, fazem as pessoas na sala do cinema rirem com facilidade. A química com Evangeline é muito boa em vários momentos do filme, e nos fazem apostar no casal durante todo o filme. A Vilã do do filme interpretada por Hannah John-Kamen, tem uma motivação razoável, mas não é memorável. Se levarmos em consideração o fantasma dos quadrinhos, nem deveria ser mesmo. Como um filme de comédia, onde o humor deve estar sempre presente, os atores fizeram um ótimo trabalho.

Trilha Sonora

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Mantendo o trabalho e a trilha sonora do primeiro longa, com algumas  adições e alterações na medida, Christophe Beck faz com que Homem-Formiga e a Vespa mantenha uma boa trilha sonora, envolvente, porém nada de muito diferente.

Efeitos Especiais

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Se tratando de Homem-formiga, o efeito  especial  é sempre uma área bastante cobrada. O CGI do filme é bem feito, a não ser quando se trata da vilã em algumas cenas. Sobretudo, o filme no geral usa e abusa de CGI, e em muitos casos é utilizado para alívio cômico de uma cena, é claro que também em cenas de ação.

Conclusão

No Geral, Homem-Formiga e Vespa é um ótimo filme para se assistir com a família, para os fãs do Universo cinematográfico Marvel, ele trará novas possibilidades, com a exploração do universo quântico ( vou deixar para que você descubra no filme). Por fim, muitas das respostas que os fãs esperavam encontrar por conta de Vingadores: Guerra Infinita, poderão encontrar aqui, durante o filme e nas cenas pós-créditos. Portanto, vá ao cinema mais próximo e não deixe de  assistir.

 

Nota: 3,8 \ 5

 

 

[Crítica] Medo Profundo (2018)

No último dia 8 estreou nos cinemas, Medo Profundo.

Com um visual bonito, mas uma história pouquíssimo cativante, Medo profundo chega aos cinemas. O filme tenta contar um suspense de filmes de tubarão, e até segue isso bem, porém alguns dos elementos necessários pra isso ficaram de fora. Vamos aos quesitos que Julgamos no filme.

Direção:

Johannes Roberts, nos entregou um filme clássico de tubarões, porém simples demais, não sei se a ideia era fazer um filme mais “Realista”, mas temos que concordar que realismo em filmes de tubarão tornam as coisas muito monótonas. A fotografia do filme é boa só até a parte em que as Jovens ficam presas embaixo d’água (ok isso não é spoiler, tá nos trailers). Depois disso vemos um vasto nada do fundo do mar, é plausível, entretanto não impressiona ninguém.

Roteiro

Não sei se deveria dar os parabéns ou criticar por conseguirem preencher com conversas embaixo d’água com um monte de nada em volta durante 1 hora de filme, aproximadamente. Mas vamos do início, o enredo do filme é simples demais, a história é óbvia? Sim, poderiam deixar isso melhor, porém ao invés disso nos vemos presos com duas jovens com uma série de diálogos desnecessários no fundo do mar; e quando fazem isso e nada acontece durante 20 minutos, fica pior ainda. E a desculpa pelo qual acontece tudo é muito fraca, não vou dizer o motivo, mas é fraca mesmo. O final é até interessante, mas podiam tê-lo feito melhor e mais curto.

Atuação

Queria poder dizer que a atuação é um ponto forte; Mandy Moore até foi bem, fez uma menina medrosa e em choque pelo que passava, mas não passa disso; acredito que pela fraqueza de roteiro. Ela foi o destaque do filme, em todo o resto nada mais nada menos que atuações medianas.

Trilha Sonora

A trilha sonora pra um filme de tubarões deveria ser marcante, e nos ajudar a introduzir o espectador na trama. Fazê-los ter variadas sensações, é o que um filme de suspense deveria ser, Mas esse faz isso, aqui ou ali de formas muito isoladas, as vezes acertam as vezes erram. Poucas foram as vezes que tive um susto ou aflição, numa película como essa isso seria como um ponto fraco.

Efeitos especiais

Em efeitos especiais, em grande parte do filme se saíram muito bens os tubarões pareciam bem reais e davam medo, apenas no final que tivemos uma pequena queda de qualidade nesse quesito, em todo o resto foi muito bem.

 Conclusão:

Medo Profundo erra bastante por conta do seu raso roteiro, tem poucas cenas marcantes e bons efeitos em quase todo o filme. Nem tudo é ruim a ponto de ser um filme “não assistível”, ele pode te divertir em um dia sem muito o que pensar e só. No Entanto, essa é só a minha opinião, o melhor é que vocês vejam e tenham a própria opinião.

[Crítica] – The End of the F***ing World – Você tem que ver isso!

A Netflix estreou The End of the F***ing World e você tem que assistir! Confira a nossa crítica.

Diretamente dos canais britânicos de televisão, a Netflix trouxe para seu catálogo a série, baseada na série de quadrinhos de Charles S. ForsmanThe End of the F***ing World.  Hoje (05/01) foram liberados todos os episódios da 1ª temporada. Confira a nossa crítica logo abaixo.

O enredo principal conta a história de James (Alex Lawther) um jovem de 17 anos que tenta compreender mais a vida e busca novas experiências para serem vividas. Junto com ele, Alyssa (Jessica Barden), uma garota que está de saco cheio de sua vida e quer fugir para reencontrar seu pai.

A série é bem desenvolvida, a cada novo episódio há uma nova sensação de proximidade entre espectador e personagem. A evolução da trama é totalmente notável, os protagonistas mudam/amadurecem de forma inimaginável ao decorrer da cadeia de eventos. Focando bastante na imaturidade juvenil, o seriado consegue mostrar como a vida muda ao fazer certas escolhas.

Com uma trilha sonora marcante, os fatos ocorridos se tornam mais dinâmicos e consegue transmitir ao observador uma sensação de presença e envolvimento na trama. Surpreendendo expectativas, o prologo e o epilogo se conectam e não deixa fios soltos o que possivelmente faz com que não tenha uma margem para uma segunda temporada. Mas será mesmo que é necessário uma segunda temporada?

Bom, eu diria que não! Vimos o suficiente de James e sua companheira, o drama foi sensacionalmente passado para quem assistiu. A vida de dois jovens, em uma cidade pacata e que, do nada, tem suas rotinas viradas de cabeça para baixo. Digno de ser um blockbuster, abisma quando se é mencionado que a produção foi por conta da E4 (um canal de televisão da Inglaterra).

A escolha dos atores, dos cenários, das músicas, tudo influência para a série ser o que é. Tanto Alex quanto Jessica foram, assustadoramente, capazes de interpretar e traduzir as situações tramadas.

Bom, essa foi a minha crítica a série, eu super recomendo e com certeza irei vê-la novamente. Confira abaixo o trailer da série que foi lançado ontem e/ou clique aqui para ser redirecionada para a página da Netflix.

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Todos os episódios já estão disponíveis no serviço de streamming online.

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[Crítica] Bright – O novo filme da Netflix.

Bright é um filme da Netflix que estreou no dia 22 de dezembro, filme que foi fortemente divulgado por ser dirigido por David Ayer e estrelado por Will Smith. Os personagens que levam o nome do filme, são seres que podem comandar uma varinha mágica, e essa varinha pode fazer tudo, absolutamente tudo. O filme se passa e Los Angeles, em um mundo dividido por espécies, e essas espécies carregam preconceitos entre si, e seus territórios são divididos.

É o mundo de hoje com outros olhos, existem orcs, humanos, fadas, elfos…

O filme fica focado em dois policiais que dividem o mesmo carro, porque o Ward (Will Smith) não quer o Jakoby (Joel Edgerton) como parceiro por ser um Orc, o primeiro Orc da história a ser policial. Aparentemente, houve uma guerra com o Senhor das Trevas, onde ele foi derrotado e sociedade foi dividida como está, mas em todo o decorrer do filme, existem mensagens falando sobre ele e sobre a sua possível volta.

A ideia do filme em si é muito boa, porque no meio disso existe o povo do mal que quer a volta do tal Senhor das Trevas e os sensatos que entendem que um ser com esse nome deve ficar aonde está, mas é tudo muito raso. Sabe quando você fala uma frase para alguém complementar? Quando você joga uma referência e alguém completa? Parece que o filme precisa de um complemento, que ele foi feito como uma introdução para algo.

O filme leva o nome de um tipo de personagem que não foi explorado adequadamente, levanta questões e histórias que não foram devidamente contatas, só mencionadas, dá aquela sensação de ‘’termina aqui, que tá confuso.’’ Antes da estreia, já foi confirmada a sua continuação. O filme é um sucesso, teve cerca de 11 milhões de espectadores dos primeiros 3 dias de sua estreia nos EUA.

Eu achei bom, mas podia ser melhor se focasse mais nessa questão da guerra e das cenas de ação, do que os diálogos gigantescos que não trouxeram muito conteúdo obrigatório para o entendimento do filme. Se tudo fosse desenvolvido com mais calma, nem precisaria de um outro filme, só esse seria suficiente. Tempo teve, mas são escolhas da direção do filme, então, pra mim é bom, e só.

[Crítica: Sem Spoilers] Star Wars Episódio VIII: Os Últimos Jedi “Inovação define”

Saudações amigos, e seguidores da força. Hoje foi dia de sermos agraciados com o convite da Disney para assistir ao Star Wars Os Últimos Jedi, e não poderíamos estar mais felizes.

O Filme e direção

Diferentemente do filme antecessor (O Despertar da Força), vemos que os diretores e roteiristas resolveram tomar um caminho diferente. Se levarmos em conta que as críticas mais pesadas ao filme anterior foram referentes a semelhança com o episódio 4, nesse filme podemos estar totalmente despreocupados. O filme é ótimo, muito bem montado, e mais uma vez temos “aquele tipo de trailer”, não vou falar muito disso pra não sair Spoilers aqui.

Roteiro e Trama

O roteiro é inspirador em certos diálogos nos fazem emocionar, no uso da força com o aprendiz, você facilmente percebe conflitos de interesse em todos os personagens da franquia, na jovem que procura entender, no jovem que procura esquecer, no homem que se culpa e em vários outros personagens. Acima de tudo o roteiro traz a mensagem de acreditar na luz da esperança, nem que ela seja uma fagulha.

Falar de Star Wars é sempre uma tarefa difícil e prazerosa, porque falamos sobre algo que amamos e não podemos dar todos os detalhes (risos), entretanto, nesse filme temos uma junção do “de tudo um pouco”, aquele clima de luta rebelde que encontramos em Rogue One está lá, em várias batalhas, “guerras nas estrelas”, não ficando pra trás temos o conflito Jedi, entre Luke e Rey se desenvolver e por incrível que pareça, não acontece conforme esperávamos.

É um filme que junta tudo aquilo que é bom dentro de um universo trazendo conflito, esperança, e acredite humor. O filme tem várias sacadas que te fazem rir, umas com simplicidade, e outras com teor mais épico que te fazem aplaudir. Contudo se posso apontar defeitos no filme, diria que o segundo ato dele foi um tanto “arrastado” com algumas repetições que dão a impressão de que “não saímos do lugar ainda?” mas não estraga o filme, só poderia ter sido feito mais rápido. A última cena do filme é linda, e nos mostra o caminho para um novo começo.

Personagens

Os personagens estão muito bons, muito bem desenvolvidos, temos um amplo vislumbre do líder supremo Snoke nesse filme, e acredite, sua participação vai te deixar impressionado. Temos o trio de personagens novos da aliança rebelde que evoluem bastante, Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Poe(Oscar Isaac) são os personagens que conduzem a trama mais uma vez, Destaque a Rey e Poe que mandaram muito bem. Nossa linda princesa/general Leia Organa( Carrie Fisher) está como sempre esteve, quanto todos acham que acabou ela é a que mantém a esperança viva. Kylo Ren(Adam Driver), também tem uma certa evolução, parte da história dele é revelada, mas ele continua sendo o que sempre foi, uma criança com problemas. E como último destaque temos Luke Skywalker(Mark Hamill), que mostra todo o seu potencial em atuação adquirido nesses anos, e em evolução como personagem.

Trilha e efeitos

A trilha sonora é bem arranjada como toda trilha de Star Wars, e os efeitos especiais estão sensacionais, ainda vendo que trouxeram elementos dos filmes antigos respeitando a estética e melhorando a fluidez.

Conclusão

Star Wars Episódio 8 – Os Últimos Jedi, para mim pode ser considerado como um marco para o universo de Star Wars, com várias coisas novas incluídas sempre respeitando as antigas, o longa finaliza muito bem e funciona como um caminho promissor para o próximo filme da franquia, prepare-se para se emocionar, e se sentir dentro do conflito rebeldes vs primeira ordem, pois seu coração pode não aguentar.

 

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Crítica [ Liga da Justiça ]

 

Depois de muita espera e ansiedade( e muita preocupação), finalmente podemos conferir o tão esperado lançamento da DC Comics, Liga da Justiça, mas será que essa espera para vermos a maior equipe de super heróis valeu a pena? Confira :

A Trama

 

Liga da Justiça continua com os eventos Batman V. Superman: A Origem da Justiça, mostrando como o mundo está lidando com a perda do Superman (Henry Cavill) e como os heróis também estão lidando com a perda do maior sinal de esperança da Terra.

Liga da Justiça conta uma história boa, nada tão epico(infelizmente) mas que consegue entrar os seus fundamentos e objetivos.
Um dos maiores problemas do filme é sua história apressada, como o filme foi mudado para uma duração de 2h1m, é visível que alguns pontos da trama foram tirados do corte final, deixando uma trama com alguns “gatos” ao meio dela fazendo com que a história não seja tão bem contada assim e confundindo a audiência em certos momentos.

Os Atores

 

Um dos pontos mais fortes da Liga são os heróis que a compõem, todos eles funcionam muito bem e cativam a cadê cena que aparecem.

BATMAN

O Batman(Ben Affleck) não é mais aquele amargurado e ranzinza que vimos em BvS, é notável que o personagem passou por uma transformação moral, acreditando cada vez mais na humanidade e voltando a confiar em outras pessoas para se trabalhar em equipe.

MULHER-MARAVILHA

O destaque fica com a Mulher-Maravilha(Gal Gadot) que mais uma vez entrega a Amazona de maneira esplendida e maravilhosa, mostrando o quanto é badass e destacando as melhores cenas de ação do filme.

FLASH

O Flash(Ezra Miller) está incrível, ele serve como o perfeito alívio cômico do filme, mostrando o personagem inexperiente, mas que mesmo assim possui os trejeitos do velocista escarlate.

CIBORGUE

Ciborgue(Ray Fisher) Um dos personagens mais despertou a preocupação dos fãs, não pelo personagem em si, mas sim da maneira que seria construído no filme, muitos acharam pelos trailers que o CGI do personagem estaria bizarro e meio falso, mas não se preocupe, eles estão incríveis no filme.
O Ciborgue é um personagem muito interessante no filme, apesar de seu passado não ter sido muito bem explorado, é notável todos os traumas qual o personagem passou e Ray Fisher faz um excelente trabalho entregando um personagem com extremo peso emocional, mas que ao mesmo tempo consegue ser táticos e cativante.

AQUAMAN

Antes de ganhar o seu filme solo, o Aquaman( Jason Momoa) ganha a sua estreia em LJ, onde mostra um personagem que possui carisma, mas que da tanto peso para trama, se tornando mais um personagem secundário em meiona Liga.

SUPERMAN

A cereja do bolo. Depois de ter sido tão bem escondido  e recebido poucos materiais promocionais, o personagem finalmente é retratado de maneira explodida e esperançosa.
Algo que muitos querem ver é como o Superman volta a vida e como são suas cenas no filme. Acredite, todas as cenas com o personagem são incríveis é realmente entrega um Sups mais esperançoso, alegre e que fará muitos fãs do escoteiro ficarem boquiaberto.

A Vilã

Lobo da Estepe é o típico vilao de quadrinhos, ele possui um plano para acabar com a humanidade e governar a Terra a sua imagem, ponto. O vilão consegue passar a sensação de ameaça e se demonstra um oponente digno contra a Liga, onde funciona muito bem e realmente demonstra o desejo de conquistar o mundo.

 

Conclusão

No geral, Liga da Justiça entrega um bom filme com personagens carismáticos é bem apresentados, nos deixando muito interessados para o que o futuro reserva para eles. A trama do filme não é muito bem estruturada, é notável os cortes feitos no filme, mas nada tão absurdo assim.

 

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Crítica – Thor: Ragnarok – “O melhor da trilogia, mas não o melhor da Marvel”

Depois de muita espera (e ansiedade), finalmente podemos conferir o novo filme da Marvel Studios, Thor: Ragnarok. Mas será que toda essa espera vale a pena ?

De primeira, demonstrei muito receio na escolha do diretor para comandar o filme, não que Taika Waititi seja um péssimo diretor, mas que seus trabalhos são mais voltados para o lado da comédia, e Ragnarok não parece ser algo que daria muito certo puxado para esse gênero, já que se trata de uma adaptação do cultuado quadrinho do Deus do Trovão, Thor, que conta a história do fim do mundo asgardiano.

 

A Trama

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O filme continua a história de Thor após os eventos de Era de Ultron, mostrando as aventuras de Thor para manter os Sete Reinos seguros. A trama, acontece de maneira apressada, alguns pontos são explicados corretamente, outros são extremamente acelerados, sem estrutura nenhuma, são apenas jogados nos filmes. Confesso que fiquei confuso em certas cenas do filme, pois, ele não te dá tempo para o espectador digerir algunss acontecimentos, tudo acontece de maneira rápida, o que prejudica um pouco o entendimento da trama.

 

Os Atores

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Thor: Ragnarok é de longe a melhor apresentação do herói, depois de dois filmes medianos, finalmente temos um Thor interessante no filme, brincalhão e que mostra todo o seu poder e potencial ao longo do filme. Os coadjuvantes, como Loki, Valquíria e Hulk também são muito interessantes de ser ver, principalmente a Valquíria, personagem estreante do UCM.
Um dos mais interessantes de assistir é o Grão Mestre de Jeff Goldblum, ele é o tipo de personagem que você sempre vai se divertir enquanto eles está nas telas, gerando ainda mais interesse de ver mais do personagem.

A Vilã

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Desde o anúncio de Hela como a vilã principal do filme, muitos fãs ficaram animados em ver a Deusa da Morte enfrentar o Deus do Trovão, especialmente porque ela é interpretada pela talentosa Cate Blanchett, que entrega uma grande vilã, extremamente memorável e que faz jus ao seu papel de antagonista.

Conclusão

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Thor: Ragnarok é um filme divertido, mas que desperdiça todo o seu potencial, entrega personagens interessantes e mostra uma trama que às vezes se torna meio esquecível e boba.

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Descubra a Série The 100

A série The 100 é dita pela critica estrangeira e pelo publico norte americano como umas das melhores séries na categoria Ficção Cientifica, mas esse sucesso todo não veio ao nosso país, ela que é distribuída pela Warner Channel e já esta na sua quarta temporada e com a quinta já confirmada. aqui nós deixaremos um breve critica sobre a série e se recomendamos que você veja ou não.
Agora vai uma breve descrição da série : a humanidade se destruíu de forma nuclear e as mutações dentro do sistema terrestre veio a acontecer, a terra acabou ficando inabitável e os únicos sobreviventes tem vivido em uma estação espacial chamada “A Arca”.

Após ficarem um século no espaço, eles perceberam que os recursos estavam ficando precários e os lideres da Arca fizeram diversas punições, como se alguém ofendesse outra pessoa ela era expelida para fora da estação e morria agonizada e sufocada pelo vácuo. os mais novos eram preservados, os que desacatavam as regras eram trancafiados até os 18 anos que era a idade para eles serem jogados no espaço.

A serie tem inicio quando alguns jovens são mandados para a terra, pois a Arca esta morrendo e eles procuravam saber se é possível retornar para a Terra, dentro do novo ecossistema terrestre o grupo é posto a prova e entra em conflito por diversos outros grupos que agora vivem no planeta como os Grounders (Terrestres) e os Homens da Montanha que é um grupo de pessoas que conseguiram chegar a um bancker de sobrevivência que está localizado em um Lugar chamado Mount Weather antes das bombas caírem.

Para complementar, a Arca explode e leva todo os destroços para o solo terrestre, trazendo os adultos juntos, esses conflitos montam as duas primeiras temporadas. Os episódios são cheios de surpresas, traições e personagens com forte personalidade.

A consciência humana fica muito presente na historia, nos demosntrando que no universo de The 100 não a mocinhos, pois diversas opiniões serão dadas durante a historia. um povo vai querer proteger os seus ideais, enquanto outro iram proteger os deles.

O maior desafio do diretor (Jason Rothenberg) era dar um sentido a série, o cuidado de não viajar muito na ficção e por dentro da série termos científicos e concretos na série, dando a personagens escolhas certas para eles mesmo sendo a errada tanto para o publico quanto ao povo contrario. a série vem amadurecendo e é realmente umas das melhores séries de ficção cientifica já feitas, sendo capaz de fazer o publico ficar grudado na série e pedir “bis” para os roteiristas, diretor e para a Warner.

Análise: Prey – Estar à deriva no espaço pode ser muito bom!

Muitos foram os lançamentos desde que Prey 2 fora anunciado (isso aconteceu na E3 de 2012) e, de lá pra cá, também vimos uma boa quantidade de reboots e remasters, mas nunca chegamos a ver a verdadeira face da sequência do game de 2006, que teria sido cancelado em 2014. Mas isso, aparentemente, não impediu que a Bethesda desse a Prey uma segunda chance, numa espécie de reboot da franquia, completamente desprendida de sua primeira parte. E, meu amigo, não é que a espera valeu a pena? Se liga nos pontos a seguir, pra você ver o que achamos do Prey de 2017:

OBS: A análise a seguir evita ao máximo os spoilers, mas elementos que podem ser considerados importantes do jogo são mencionados, o que pode atrapalhar a experiência para algumas pessoas. Se você é uma dessas pessoas, não leia. Caso queira continuar lendo e queira entender como nossas análises são feitas, dê uma olhada nesse link.

 

De cara, vê se que aquele trata-se de um jogo onde a Arkane Studios colocou suas mãos: os personagens ligeiramente cartunizados, a presença de vários itens pelo cenário (coletáveis ou não) e – não tão boa assim – a presença de modelos e texturas que não são algo que revolucione o mercado de placas gráficas. O jogo é bonito, não me entenda mal. Só faltou aquele empurrãozinho final pra que a experiência gráfica ficasse digna de um jogo da geração atual.  Dito isso, não espere os mais detalhados dos modelos e as mais nítidas texturas. Esteja preparado para encarar elementos bons o suficiente para um jogo desse porte, mas ainda não chegando àquele “que” a mais que jogos mais visualmente aclamados tenham conseguido. Isso, porém, não diminui tanto a grandeza gráfica de Prey, que apresenta vários materiais realistas, ambientes bem iluminados (ou intencionalmente mal-iluminados) e uma imersão muito mais do que coerente com seus gráficos e escopo. Todos os itens, do mais básico aos mais essenciais, têm um modelo, todos bem distinguíveis. Os efeitos de luz, partícula e física são adequados e em momento nenhum parecem te remover da experiência de estar dentro de uma estação espacial em ruínas. O que mais conta aqui, quando se trata de Prey como um todo, é que o estilo gráfico peca bem pouco, mas esse pouco jamais deixa a desejar na integração à história e ambientação. As animações são muito boas, mas não excelentes, tendo notáveis atrasos em sincronia com o que personagem está dizendo, por vezes, mas nada que atrapalhe. A ambientação (uma estação espacial no meio do nada) é bem executada e, por mais que existam pessoas vivas espalhadas aqui e alí, o conjunto gráfico te passa com sucesso aquele sentimento de solidão e abandono, repleto de cantos populados por vigas de metal e cacos de vidro, posicionados sempre de maneira a contar uma história visual: várias foram as vezes que pensei “algo aconteceu aqui e alguém se ferrou muito por isso”, e isso é a cereja do bolo, tratando-se do conjunto gráfico. O desempenho também não deixa a desejar, mesmo em máquinas menos parrudas (não deixe as recomendações gráficas te assustar), mas é sempre bom garantir que os drivers de vídeo estejam atualizados corretamente.

A trilha sonora é do excelente Mick Gordon, que já trabalhou em Doom, de 2016 e traz uma batida sóbria que mais ajuda do que atrapalha, em termos de ambientação. Com excessão da música tocada na cena do helicóptero, – em algum ponto da abertura do game – todo o resto parece se entrosar bem com o momento correto: esteja numa perseguição com um Phantom e ouça uma música mais acelerada, que praticamente te instiga a correr e procurar abrigo. Já em momentos de exploração, o ambiente desolado da Talos I é muito bem acompanhado por uma trilha mais misteriosa, porém não alarmante. O timing das trilhas é quase perfeito, mas às vezes ainda se perde entre as milhares de linhas de código e, em algumas vezes, podem te dar a entender que um inimigo te persegue, quando, na verdade, nada mais além de você e umas xícaras quebradas encontram-se na sala. A sonoplastia, por outro lado, é de agradar os mais exigentes, com muita atenção dada aos detalhes que cercam Morgan, seja numa corrente de energia danificada ou na navegação dos menus. Toda a parte sonora do jogo é pensada meticulosamente para adicionar ao clima pesado e desesperador da sua busca por respostas que Prey oferece, e nem mesmo os pequenos deslizes no timing vão te fazer pensar o oposto.

O voice acting original (em inglês) é convincente o suficiente, e conta com nomes de peso, como Benedict Wong, que fez (pasmem) Wong, no filme de Doutor Estranho. Já a dublagem para o português ainda tem uma pegada que deixa um gostinho meio amargo no fundo da garganta, com momentos notáveis misturados a momentos dispensáveis, que deixavam a atuação dos dubladores um pouco aquém do esperado. Isso já não acontece na localização do jogo: os menus e legendas são traduzidos de maneira correta, só tendo que brigar com placas e letreiros não traduzidos nos cenários.

Talvez o fator de maior peso em Prey, e o grande motivo de seu destaque, pelo menos aqui, para mim. O game comete uma grave falha no começo ao não indicar a posição, mesmo que aproximada, de seu próximo objetivo, falha que mais pra frente, ao se acessar o Lobby pela primeira vez, é sanada com a adição de um mapa e uma aba de objetivos ao seu TranScribe (ferramenta usada pelos tripulantes da Talos I e que serve como uma espécie de interface para o jogador), mas isso não impediu que me perdesse completamente na hora inicial do jogo e tivesse que, inclusive, interromper uma sessão de stream ao vivo por conta disso: meu instinto exploratório fez com que apertasse botões demais e escondesse uma passagem essencial que me levaria à segunda parte do jogo, mas nada que não pudesse ter sido resolvido com um bom golpe de chave inglesa em um painel de vidro. Pena que só pude descobrir meu erro após iniciar o game uma segunda vez.

Não fosse esse pequeno detalhe, talvez a jogabilidade de Prey fosse cinco estrelas, e o fato de que isso acontece de novo e de novo (mas de maneira não tão frustrante), durante o restante do playthrough, só agravou para que essa meia estrela fosse removida da pontuação total. Prey não é um jogo que segura sua mão e te ajuda a atravessar os confins da Talos I, muito pelo contrário: se não quer se perder, leia. Se não quer se sentir preso, dê seu jeito, mas saia daí. Tudo tem várias formas de aproximação, você só precisa pensar bem e prestar bastante atenção aos arredores. Pegar uma chave que abre uma porta, nesse jogo, não é só uma tarefa simples, mas sim uma tarefa de várias etapas, que te levam a vários lugares diferentes, antes mesmo de chegar ao objetivo final, tudo muito bem integrado, de forma a te fazer acreditar que as chamadas side quests são essenciais, até mesmo para o progresso da história principal. Onde os jogos convencionais te fazem sentir frustração imensa por ter que passar por outras cinco salas pelas quais você já passou, Prey te recompensa, pois o mundo é repleto de itens coletáveis que podem ser usados no simples e intuitivo sistema de reciclagem de materiais, itens que, talvez, você não tenha notado numa segunda ou terceira passagem pela mesma sala.

O sistema de crafting do jogo é introduzido de uma maneira um tanto “intimidadora”, mas quando passada a tela de tutorial, apresenta ser uma mecânica muito simples e prazerosa: o jogo te dá motivo para pegar todos os papéis e cascas de banana no chão para, quem sabe, poder gerar material orgânico o suficiente para poder construir um tão necessitado Medkit. É uma mecânica que poderia ser utilizada de forma muito errada, mas é tão simples quanto pegar coisas que ninguém quer mais e transformar em itens vitais para a sobrevivência de Morgan, e isso faz toda diferença num embate contra inimigos mais resistentes a certos ataques que você sabe que seria uma dor de cabeça, se não pudesse criar mais umas duas ou três granadas EMP.

O sistema de evolução de personagem se mostra um outro tiro certeiro, fazendo com que os jogadores coletem Neuromods para melhorar suas habilidades, que, inicialmente, estão distribuidas entre Ciência, Engenharia e Segurança, com outras áreas de habilidades sendo introduzidas em momentos específicos do jogo. Aqui, todos eles significam uma diferença gritante ao calcular seu sucesso em passar por uma área, e talvez gastar seis Neuromods numa habilidade específica valha mais a pena do que segurar e distribuir em habilidades que não irão te ajudar tão imediatamente. E como não bastasse a melhoria por Neuromods, o game também conta com melhorias específicas para armas, que podem ser aplicadas ao grande arsenal de armas letais e não-letais que o jogo tráz no pacote, com destaque para o Canhão GLOO, que imobiliza a maioria dos inimigos com uma espécie de espuma, dando aquela vantagem de alguns segundos e garantindo hits seguros.

A dificuldade do jogo é justa. Jogar tanto no Easy quanto no Nightmare vai provar ser uma experiência desafiadora, mas não quer dizer que os inimigos ficam apenas mais ou menos “esponjosos”, tratando-se de absorção de danos, mas sim que habilidade continua sendo crucial e vai ditar 90% do seu sucesso em prosseguir por todo o game, seja no modo mais fácil ou mais difícil, algo que jogos como Fallout 4 não parecem ter entendido muito bem, até hoje.

De forma geral, Prey é uma experiência de jogo extremamente agradável e recompensadora, comparando-se a jogos de peso, como seu primo Dishonored, BioShock e os jogos da franquia Deus Ex, mas ainda tendo aquele traço único que só Prey pôde trazer, mas que só a Arkane consegue tornar real.

Nessa parte, Prey deixa a desejar um pouco mais do que as outras, apresentando uma história genérica com pouco mais que algumas novidades que realmente prendem a atenção. A premissa básica é a de que o jogo se passa numa realidade alternativa, onde o 35º presidente dos EUA, John F. Kennedy, sobrevive à tentativa de assassinato que pôs fim em sua vida, em 1963, e, com isso, fica convencido em investir mais dinheiro em pesquisa espacial, fazendo-a florecer e acelerando a corrida espacial na época. Algumas parcerias com a Rússia e um ataque à raça humana por conta de uma entidade alienígena conhecida por Typhon depois, os elementos de caos da história são trazidos a tona, quando o jogador deve decidir se joga como a versão masculina ou feminina de Morgan Yu (mesmo nome usado em ambas situações), que entra em conflitos de ideais com seu irmão Alex Yu e deve decidir o destino da Talos I. Não darei muitos detalhes sobre a história, por questões óbvias de spoilers, mas essa é, de longe, a parte menos intrigante de Prey. Histórias que caminham pelo mesmo trajeto que Dead Space e System Shock 2 caminharam, vários audiologs que tanto ajudam como em nada interferem na trama principal e inúmeros emails para se ler, em inúmeros computadores espalhados pela estação. A boa sacada no storytelling de Prey, entretanto, vem com a descoberta de sidequests ao se ler os supracitados emails, as quais não podem ser obtidas de nenhuma outra maneira, tornando a leitura extra algo relativamente prazeroso e significante, diferente do que muitos jogos fazem hoje em dia ou já fizeram, em algum momento.

Outro ponto a favor do storytelling é que, quando você simplesmente se esquece de alguma coisa pertinente a algum objetivo, ocasionalmente seu TranScribe tocará e January (um personagem essencial na luta de Morgan dentro da estação) estará do outro lado, te dando dicas de como prosseguir ou onde procurar para que a história progrida. Em momentos não tão cruciais assim, porém, as ligações excessivas interrompendo o fluxo da jogatina chegam a perturbar um pouco, às vezes beirando o inadequado e ativando um evento desses enquanto você se preocupa com dois Phantoms querendo acabar com sua existência no plano real. A divisão moral, contudo, é bem executada, e as ações que você escolhe fazer realmente geram um impacto no desenrolar dos eventos, e isso pode ser sentido mais fortemente à medida que o jogador se aproxima dos eventos de conclusão do game. Mas nada que seja chocante a ponto de te botar numa crise reflexiva eterna sobre sua própria existência, apenas o suficiente para te levar do começo ao fim do playthrough sem se sentir vendo um filme chato e interminável.

Esse ponto de Prey foi um divisor de águas. Senti que o menu era simples o suficiente para que eu entendesse como funcionava, mas faltou um carinho a mais às fontes usadas e a identidade visual como um todo: a estação espacial mais parece uma versão futurista de Rapture, do primeiro BioShock. Ao contrário do que você deve estar pensando, isso não é ruim. É bom ver que os jogos mais novos reconhecem o sucesso de outros que vieram antes e que a equipe de desenvolvimento decidiu abraçar um estilo icônico, sem perder seus traços únicos que mostram que aquele é um jogo completamente novo (apesar do nome já ser conhecido), só acho que poderiam ter poupado um pouco as similaridades tão óbvias. A interface das armas é elegante e não-invasiva, com uma tela (supostamente) de LCD acoplada, dando as informações que o jogador precisa sobre a quantidade de munição, evitando carregar a HUD com informações numéricas a mil. Tudo se integra bem, entrega a mensagem que deve e faz um bom trabalho nisso, mas faltou sentir a presença daqueles minutos a mais de brainstorming sobre como a interface seria apresentada, talvez com uma preocupação maior em relação à própria identidade visual do game. Dito isso, Prey é clean, bonito, conciso e intuitivo, mas a maneira como menus saltam à tela em momentos não tão justificáveis assim faz os fãs pensarem que faltou um pouco mais de “pensar” do que “fazer”, mas não é algo que mereça duas estrelas a menos, e sim uma, pois a falta de harmonia entre partes visuais do menu e do restante do jogo em quase nada impactam a experiência definitiva.

Prey é uma experiência memorável, que conta com elementos sóbrios e que, em momento nenhum, vão te fazer se sentir como se estivesse jogando apenas mais um clone de System Shock 2, mas muito pelo contrário: vai te fazer se sentir que essa é a sequência que System Shock 2 merecia e que, talvez, nunca teremos. Quando visto como um jogo único, Prey é uma tremenda sacada da Bethesda Softworks em parceria com a Arkane Studios, que vai te fazer passar mais de 20 horas quebrando a cabeça com seu gameplay intrigante, ambientação memorável e sentimento contínuo de recompensa por estar tentando fazer de uma estação espacial perdida para o caos um lugar melhor. Entre pela história, fique pelas mecânicas e visuais do jogo, e, certamente, o game valerá seu dinheiro tão suado.

Não concorda com nossa análise? O que você achou do game? Conte para nós, nos comentários!

 

 

 

Como funciona nosso sistema de pontuação para jogos?

Todos os jogos que passam pelas mãos da OMDHQ DEVEM ser avaliados. Por isso, e para facilitar o entendimento de como é feita uma análise de determinado jogo, criamos uma tabela detalhando todos os aspectos que são observados em um jogo durante nosso playthrough de análise. Note que notas mais altas ou máximas em algum aspecto não garantem que o jogo seja excelente – o que garante que um jogo passe pelo nosso pente fino e seja aprovado, é a média de todos os pontos analisados, apenas.

Qualificação final

Um jogo recebe uma qualificação final após ter sido completamente analisado e os cálculos dos atributos feitos. Com essas informações em mãos, qualificamos o jogo dentro de uma das seguintes categorias:

(OBS: As descrições a seguir são apenas para referência e não são padrões definitivos para a qualificação final de um jogo.)

Excelente – O jogo é impecável, ou chega muito perto disso. Da cena de abertura à rolagem dos créditos, nós sentimos que estávamos jogando a obra prima de nossas vidas (ou pelo menos até a próxima surgir). Pouquíssimas ou não-existentes são as falhas técnicas nesse jogo e – quando existem – em nada atrapalham a experiência final. A parte audiovisual, então, nem se fala: é um espetáculo à parte.

Muito bom – Esse jogo tem de tudo para estar um degrau acima de sua atual qualificação, mas alguma coisa não clica direito. Talvez um pequeno bug que precisou de um day-one patch, talvez inconscistência na trama do jogo, mas que, comparadas aos aspectos bons, são pouca coisa. Talvez se aquela porta se abrisse de uma maneira mais enigmática, ou se aquela textura não fosse tão ruim comparada às outras, esse jogo poderia ter sido excelente. Mas, definitivamente, merece estar bem longe de ser considerado algo ruim, portanto, e esse é seu lugar.

Bom – Sentamos, instalamos/iniciamos e jogamos, do começo ao fim. Quase nada pareceu ser muito bem explicado, as mecânicas eram extremamente confusas, mas quando entendidas, ainda eram divertidas. A trilha sonora carece de uma batida mais apropriada ao game, mas acerta em alguns momentos aqui e alí. Os gráficos eram medíocres, mas suficientes. Definitivamente, essa não é uma experiência de se jogar fora, mas não sente à frente do PC ou console achando que irá jogar uma coisa única. Talvez com cerveja e uns amigos pra rir, fique até interessante.

Ruim – De cara, tivemos problemas com o menu – uma das coisas mais básicas de um game e uma espécie de primeiro contato com o jogador. O desempenho era de dar raiva em algumas partes, mas, pelo menos, não tivemos problemas que quebrassem o game. A iluminação é ruim, mas a ambientação é OK e a sonoplastia deixa a desejar. Por alguma razão, não foi possível completar um dos objetivos do jogo e, por isso, não pudemos ver algum ponto da história que, talvez, pudesse ter sido interessante. Esse jogo é ruim, mas não é a pior coisa do mundo…

Péssimo – O jogo não inicia de forma alguma, a história é arrastada, estranha e sem graça. Das animações, então, nem se fala! Um show de bonecos de meia tem mais expressão que os personagens desse jogo. Esse daqui é tão ruim, mas tão ruim, que travou o nosso PC e brickou nosso console. Sentimos nojo de, alguma vez, termos pelo menos pensado em deixar esse lixo chegar perto de nossas preciosas máquinas de entretenimento. Nosso drive de Blu-ray está soltando uma gosma escura, desde que cuspiu o disco dessa obra de tristeza. Fique EXTREMAMENTE longe disso!

Critérios

Para chegarmos na qualificação final, um jogo deve ter os detalhes mais minuciosos avaliados, e, para isso, criamos uma lista de critérios que consideramos partes essenciais de um jogo como uma obra de entretenimento digna de seu porte. A seguir, uma lista exemplificando cada uma delas:

Gráficos (1 a 5 estrelas) – Esse jogo, quando jogado no Ultra, nos faz sentir vergonha de viver no mundo real. Ele é de uma grandeza gráfica tão grande, que nós sentimos desgosto dos nossos próprios gráficos. E você aí, achando que sua pele era tão boa, que rodava em 8k. Tudo isso acompanhado de uma direção artística fenomenal e elementos visuais que casavam extremamente bem no mais exigente dos monitores.

Som (1 a 5 estrelas) – Mesmo jogando com um headset de 20 reais, que compramos no chinês, alí da esquina, nos sentimos – a todo momento – como se estivessemos dentro do jogo. A fidelidade sonora era tão grande, que nossos ouvidos precisaram ser atualizados para uma versão com um firmware mais parrudo. A trilha sonora era tão perfeita, que se encaixava naturalmente em momentos de nossas vidas, numa espécie de iTunes espiritual. Nunca nos esqueceremos daquele beat que acabou justamente com o último tiro, no último inimigo.

Jogabilidade (1 a 5 estrelas) – Os puzzles eram tão bem desenvolvidos, que um significante aumento em nossos QI ficaram notavelmente evidentes, nas últimas conversas de almoço. A maneira como o jogo nos tratava, do começo ao fim, foi a mesma de um pai preocupado, mas que ainda quer que o filho ande com os próprios pés. Morrer mais de cem vezes tentando pegar aquela relíquia, no final, valeu a pena e nos ajudou a apreciar ainda mais o game. Sentimos falta de jogar, e quando não jogamos, estamos conversando sobre essa obra.

História (1 a 5 estrelas) – O roteirista estava inspirado: pontos bem-amarrados na trama, aquela side-quest que nós nunca esqueceremos ou mesmo aquele companheiro que não era só mais um NPC fazendo seu papel de modelo 3d animado. Tudo, nesse jogo, tem uma razão pra existir, desde um pedaço de papel jogado no chão até o motivo que levou o mundo às ruinas, tudo aqui tem sentido. O que não faz sentido, na verdade, é como vamos viver o resto de nossas vidas sabendo que teremos que esperar muito tempo para uma sequência muito mais que merecida.

Apresentação (1 a 5 estrelas) – A obra como um todo. Abrimos o menu inicial e, dalí, já sentimos que estávamos numa estação espacial da lua, lutando contra aliens. Tudo é tão bem distribuido e explicado, que nos sentimos como se estivessemos vendo um filme, ao invés de estarmos nos preocupando com ler menus em um joguinho qualquer. A apresentação é tão boa, que sentimos que, sem ela, o jogo estaria “pela metade”.

 

 

Lembrete

Todas as avaliações são feitas no intuito de informar o potencial consumidor nos vários aspectos envolvendo determinado jogo. Em momento nenhum declaramos ser essa uma opinião que você deva levar 100% ao pé da letra, pois trata-se apenas da nossa opinião. Se o jogo é ou não divertido o suficiente para fazer você adorá-lo, não cabe a nós dizermos. Portanto, antes de ignorar um jogo completamente por causa da nossa (ou de qualquer uma, na verdade) avaliação, dê uma chance a ele você mesmo. Talvez o que não nos agradou, te agrade e vice-versa. Lembre-se: o importante é sempre se divertir fazendo aquilo que você gosta, sem se preocupar com opiniões alheias. Divirta-se!