[Crítica] Medo Profundo (2018)

No último dia 8 estreou nos cinemas, Medo Profundo.

Com um visual bonito, mas uma história pouquíssimo cativante, Medo profundo chega aos cinemas. O filme tenta contar um suspense de filmes de tubarão, e até segue isso bem, porém alguns dos elementos necessários pra isso ficaram de fora. Vamos aos quesitos que Julgamos no filme.

Direção:

Johannes Roberts, nos entregou um filme clássico de tubarões, porém simples demais, não sei se a ideia era fazer um filme mais “Realista”, mas temos que concordar que realismo em filmes de tubarão tornam as coisas muito monótonas. A fotografia do filme é boa só até a parte em que as Jovens ficam presas embaixo d’água (ok isso não é spoiler, tá nos trailers). Depois disso vemos um vasto nada do fundo do mar, é plausível, entretanto não impressiona ninguém.

Roteiro

Não sei se deveria dar os parabéns ou criticar por conseguirem preencher com conversas embaixo d’água com um monte de nada em volta durante 1 hora de filme, aproximadamente. Mas vamos do início, o enredo do filme é simples demais, a história é óbvia? Sim, poderiam deixar isso melhor, porém ao invés disso nos vemos presos com duas jovens com uma série de diálogos desnecessários no fundo do mar; e quando fazem isso e nada acontece durante 20 minutos, fica pior ainda. E a desculpa pelo qual acontece tudo é muito fraca, não vou dizer o motivo, mas é fraca mesmo. O final é até interessante, mas podiam tê-lo feito melhor e mais curto.

Atuação

Queria poder dizer que a atuação é um ponto forte; Mandy Moore até foi bem, fez uma menina medrosa e em choque pelo que passava, mas não passa disso; acredito que pela fraqueza de roteiro. Ela foi o destaque do filme, em todo o resto nada mais nada menos que atuações medianas.

Trilha Sonora

A trilha sonora pra um filme de tubarões deveria ser marcante, e nos ajudar a introduzir o espectador na trama. Fazê-los ter variadas sensações, é o que um filme de suspense deveria ser, Mas esse faz isso, aqui ou ali de formas muito isoladas, as vezes acertam as vezes erram. Poucas foram as vezes que tive um susto ou aflição, numa película como essa isso seria como um ponto fraco.

Efeitos especiais

Em efeitos especiais, em grande parte do filme se saíram muito bens os tubarões pareciam bem reais e davam medo, apenas no final que tivemos uma pequena queda de qualidade nesse quesito, em todo o resto foi muito bem.

 Conclusão:

Medo Profundo erra bastante por conta do seu raso roteiro, tem poucas cenas marcantes e bons efeitos em quase todo o filme. Nem tudo é ruim a ponto de ser um filme “não assistível”, ele pode te divertir em um dia sem muito o que pensar e só. No Entanto, essa é só a minha opinião, o melhor é que vocês vejam e tenham a própria opinião.

[Crítica] – The End of the F***ing World – Você tem que ver isso!

A Netflix estreou The End of the F***ing World e você tem que assistir! Confira a nossa crítica.

Diretamente dos canais britânicos de televisão, a Netflix trouxe para seu catálogo a série, baseada na série de quadrinhos de Charles S. ForsmanThe End of the F***ing World.  Hoje (05/01) foram liberados todos os episódios da 1ª temporada. Confira a nossa crítica logo abaixo.

O enredo principal conta a história de James (Alex Lawther) um jovem de 17 anos que tenta compreender mais a vida e busca novas experiências para serem vividas. Junto com ele, Alyssa (Jessica Barden), uma garota que está de saco cheio de sua vida e quer fugir para reencontrar seu pai.

A série é bem desenvolvida, a cada novo episódio há uma nova sensação de proximidade entre espectador e personagem. A evolução da trama é totalmente notável, os protagonistas mudam/amadurecem de forma inimaginável ao decorrer da cadeia de eventos. Focando bastante na imaturidade juvenil, o seriado consegue mostrar como a vida muda ao fazer certas escolhas.

Com uma trilha sonora marcante, os fatos ocorridos se tornam mais dinâmicos e consegue transmitir ao observador uma sensação de presença e envolvimento na trama. Surpreendendo expectativas, o prologo e o epilogo se conectam e não deixa fios soltos o que possivelmente faz com que não tenha uma margem para uma segunda temporada. Mas será mesmo que é necessário uma segunda temporada?

Bom, eu diria que não! Vimos o suficiente de James e sua companheira, o drama foi sensacionalmente passado para quem assistiu. A vida de dois jovens, em uma cidade pacata e que, do nada, tem suas rotinas viradas de cabeça para baixo. Digno de ser um blockbuster, abisma quando se é mencionado que a produção foi por conta da E4 (um canal de televisão da Inglaterra).

A escolha dos atores, dos cenários, das músicas, tudo influência para a série ser o que é. Tanto Alex quanto Jessica foram, assustadoramente, capazes de interpretar e traduzir as situações tramadas.

Bom, essa foi a minha crítica a série, eu super recomendo e com certeza irei vê-la novamente. Confira abaixo o trailer da série que foi lançado ontem e/ou clique aqui para ser redirecionada para a página da Netflix.

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Todos os episódios já estão disponíveis no serviço de streamming online.

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[Crítica] Bright – O novo filme da Netflix.

Bright é um filme da Netflix que estreou no dia 22 de dezembro, filme que foi fortemente divulgado por ser dirigido por David Ayer e estrelado por Will Smith. Os personagens que levam o nome do filme, são seres que podem comandar uma varinha mágica, e essa varinha pode fazer tudo, absolutamente tudo. O filme se passa e Los Angeles, em um mundo dividido por espécies, e essas espécies carregam preconceitos entre si, e seus territórios são divididos.

É o mundo de hoje com outros olhos, existem orcs, humanos, fadas, elfos…

O filme fica focado em dois policiais que dividem o mesmo carro, porque o Ward (Will Smith) não quer o Jakoby (Joel Edgerton) como parceiro por ser um Orc, o primeiro Orc da história a ser policial. Aparentemente, houve uma guerra com o Senhor das Trevas, onde ele foi derrotado e sociedade foi dividida como está, mas em todo o decorrer do filme, existem mensagens falando sobre ele e sobre a sua possível volta.

A ideia do filme em si é muito boa, porque no meio disso existe o povo do mal que quer a volta do tal Senhor das Trevas e os sensatos que entendem que um ser com esse nome deve ficar aonde está, mas é tudo muito raso. Sabe quando você fala uma frase para alguém complementar? Quando você joga uma referência e alguém completa? Parece que o filme precisa de um complemento, que ele foi feito como uma introdução para algo.

O filme leva o nome de um tipo de personagem que não foi explorado adequadamente, levanta questões e histórias que não foram devidamente contatas, só mencionadas, dá aquela sensação de ‘’termina aqui, que tá confuso.’’ Antes da estreia, já foi confirmada a sua continuação. O filme é um sucesso, teve cerca de 11 milhões de espectadores dos primeiros 3 dias de sua estreia nos EUA.

Eu achei bom, mas podia ser melhor se focasse mais nessa questão da guerra e das cenas de ação, do que os diálogos gigantescos que não trouxeram muito conteúdo obrigatório para o entendimento do filme. Se tudo fosse desenvolvido com mais calma, nem precisaria de um outro filme, só esse seria suficiente. Tempo teve, mas são escolhas da direção do filme, então, pra mim é bom, e só.