Planeta dos Macacos: A Guerra | O Épico Final

 

 

Eu espero… Que, dessa ocasião solene, um mundo melhor surja. Nascido do sangue e da carnificina do passado. Um mundo baseado em fé e compreensão. Um mundo dedicado ao sonho de liberdade, à tolerância e à justiça.

Com a magia da captura de movimentos, a Fox liberou um vídeo da transformação de Andy Serkis, no líder símio, César, no qual ele diz essas palavras. Palavras que narram o capítulo final do aclamado reboot/prelúdio de Planeta dos Macacos – iniciado em 2011 com Planeta dos Macacos: A Origem.

Há uma semana, estreou (03/08) nos cinemas brasileiros o último filme da saga Planeta dos Macacos – A Guerra – Prontamente, o filme (lançado em Julho nos EUA) está se tornando um sucesso estrondoso de críticas. Planeta dos Macacos: A Guerra é um épico psicológico, humanizado e chega a ser bíblico, o final perfeito para essa nova trilogia sobre o mundo dos símios.

Primeiramente, o filme consegue trazer uma harmonia perfeita entre tecnologia, atuação, visual e trilha sonora. (Sem falar das referências aos clássicos filmes). A tecnologia presente na captura de movimentos, traz uma experiência poucas vezes vista nos cinemas. Andy Serkis – o “mestre” nessa forma de atuação – no papel de César, consegue passar todas as emoções por trás de camadas e camadas de efeitos visuais. Um César já mais desenvolvido que nos filmes anteriores, com uma excelente dicção e com um andar ereto. Ele apresenta o máximo, até aquele momento, da evolução dos macacos, desde o teste de ALZ-112 em sua mãe (em Planeta dos Macacos: A Origem). E a excelente atuação não fica só por conta de Andy Serkis. O filme conta com um elenco de apoio muito bem trabalhado, que vai desde o sábio orangotango conselheiro, Maurice (Karin Konival) – que possui belas cenas com Nova (Amiah Miller) – ao Coronel de Woody Harrelson, com uma atuação espetacular, no melhor estilo Marlon Brando em Apocalypse Now. O novo personagem “Bad Ape” (ou “macaco mau”), interpretado por Steve Zahn, traz consigo um alivio cômico extremamente certeiro para o filme – e ao mesmo tempo com uma pequena dose de drama. Tudo isso vem embalado por um visual deslumbrante de um planeta desolado e com a trilha magnífica de Michael Giacchino.

Planeta dos Macacos: A Guerra, possui um toque de vários gêneros do cinema. Ele caminha desde um western de sobrevivência e vingança, a um filme apocalíptico de guerra. A abordagem filosófica, que vem desde o primeiro filme, tratando de assuntos como evolução e destruição, faz com que essa seja uma das franquias mais inteligentes atualmente. Faz os espectadores pensarem até onde o ser humano pode chegar. Porém, é contra a nossa própria espécie que torcemos. Do início ao fim da franquia, nos conectamos muito mais com os macacos (e talvez seja essa a sua intenção) do que com os homens. E em meio a uma luta por sobrevivência, macacos x homens, nós percebemos, que a guerra, não é travada dessa forma. Nesse filme percebemos que a guerra sempre foi entre os homens; e os macacos – com exceção de Koba e seus seguidores – apenas queriam garantir a sua sobrevivência.

Assim podemos dizer que somos muito gratos por vermos A ORIGEM, O CONFRONTO, A GUERRA e a paz. E no fim é possível sentir uma sensação de felicidade, quando vê que agora realmente é, o planeta dos macacos.

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