Outlast 2 já está disponível na Steam, PSN e Xbox Live

 

O que te dá mais medo: assistir a um filme de terror sozinho, à noite e com as luzes apagadas ou jogar um jogo onde sua única defesa é o quão rápido você pode se esconder? Se sua resposta for a segunda situação, está na hora de sentir aquele famoso cagaço novamente.

Sequência de Outlast, aclamado jogo de horror em primeira pessoa, Outlast 2 foi lançado ontem para PS4, Xbox One e PC (Steam) e já vem chamando atenção entre os fãs mais assíduos de jogos de horror com sua violência grotesca, temas polêmicos, gráficos de cair o queixo e mais daquele bom e velho esconde-esconde, jornalismo investigativo e muito horror bizarro, presentes desde o primeiro jogo da série. E é exatamente aí onde as semelhanças acabam.

Gráficos

Com tanto doido querendo te matar no jogo, o tempo de parar e apreciar a vista é, obviamente, extremamente curto, mas isso não impediu a equipe da Red Barrels de entregar um jogo ainda mais visualmente atraente que seu irmão mais velho, com gráficos totalmente renovados, sombras e luzes mais realistas e arrepiantes e efeitos e modelos ainda mais convincentes. A interface simplificada continua lá, dessa vez com algumas novidades, como a forma de interação do jogador com o inventário e câmera, por exemplo. Apesar de rumores apontarem que Outlast 2 seria desenvolvido no poderoso Unreal Engine 4, o game é, na verdade, desenvolvido na Unreal Engine 3, mesma engine gráfica usada em Outlast, mas que aparentemente não deixa a desejar em nada nos visuais e performance do game.

História

Você é Blake Langermann, um jornalista investigativo e cameraman que, na companhia de sua esposa, Lynn, sofre um acidente aéreo em seu helicóptero, a caminho de uma investigação no Deserto de Sonora (nos EUA) afim de desvendar o misterioso assassinato de uma jovem grávida, conhecida apenas como Jane Doe (“Maria Ninguém” em tradução livre). Após a queda do helicóptero, Blake deve desbravar (à noite, obviamente) um pequeno vilarejo aterrorizante no meio do deserto e encontrar sua esposa, que está desaparecida desde o ocorrido. Assim como no primeiro jogo, é possível encontrar documentos que acrescentam à história do game e tratam de assuntos extremamente sensíveis e controversos, como fanatismo religioso, tortura, aborto e até mesmo estupro.

Gameplay

Muito da mecânica de Outlast se repete na sequência: o protagonista não pode lutar contra os inimigos, apenas correr, pular, se esconder e se rastejar. O cenário, agora mais amplo, oferece muito mais pontos de esconderijo ao jogador, que podem servir como uma zona segura até que o inimigo esteja a uma distância maior e que a barra esteja limpa o suficiente para tentar correr por sua vida até o próximo objetivo. Similar ao primeiro game, também, o jogo conta com alguns eventos rápidos onde a vida ou a morte do protagonista dependem da agilidade do jogador ao apertar sequências de botões (os famosos quick time events). A câmera utilizada no jogo traz algumas melhorias que refletem na mecânica, como a adição de um sistema de armazenamento de arquivos, que grava pequenos clipes de eventos específicos capturados em vídeo e que podem ser assistidos a qualquer momento durante o jogo. E como se a vida de correr de pessoas querendo arrancar suas tripas já não fosse difícil o suficiente, o jogador ainda deverá se preocupar com os óculos de Blake, que podem cair após um golpe do inimigo e atrapalhar bastante a visão, até que se possa encontrá-los novamente.

Preço

O game chega com um precinho bacana, custando R$56 na Steam (PC), R$59 no Xbox One… e quase o DOBRO desses preços no PS4, saindo por inexplicáveis R$107,50, ainda assim, bem mais barato que a maioria dos jogos AAA presentes na PSN ou Xbox Live.

E aí, já passou aquele cagaço hoje? Conta pra gente o que você achou do game, aí nos comentários.

 

Cobertura GGRF 2017 – Conheça Holo Drive

Desenvolvedores

O BitCake Studio começou como uma experiência de um dos desenvolvedores mais proeminentes do Brasil na época. O Critical Studio, no meio do desenvolvimento do Dungeonland para Paradox Interactive, decidiu criar oportunidades para outras pessoas desenvolverem jogos no Brasil. Eles chamaram 6 jovens desenvolvedores do Rio de Janeiro, jogaram-nos na cozinha do estúdio e disseram-lhes para desenvolverem qualquer jogo que quisessem lá, sem pedir nada em troca. Após o fechamento eventual de Critical, BitCake passou a se tornar seu próprio estúdio e continuar o desenvolvimento de seu jogo: Holodrive.

Holodrive

Holodrive começou sua vida como um protótipo rápido feito em 1 dia para um 2D Multiplayer Shooter. A equipe, influenciada pela Metodologia Lean e jogos bem sucedidos como Minecraft que teve lançamentos pré-alfa, decidiu abrir desenvolvimento desde o primeiro mês. Lançado com o nome do espaço reservado de Project Tilt o jogo evoluiu ao lado de sua comunidade, atingindo mais de 950k contas criadas. Com Team Fortress 2, Quake e até mesmo Mario Kart como influências, Project Tilt começou a ter uma vida própria e tem sido constantemente expandida com mais recursos e construções semi-semanais. O jogo, agora renomeado Holodrive, está planejado para ser lançado no Steam como um título de acesso antecipado, enquanto os desenvolvedores continuam a aprimorá-lo adicionando recursos mais robustos e polonês para sua versão final.

 

Confira a entrevista!

Depois de 20 anos, o nostálgico Tamagotchi ganha uma nova versão

 

Àqueles que nasceram ou foram crianças por meados da década de 90, uma ótima notícia por parte da empresa de brinquedos japonesa Bandai: o Tamagotchi, famoso “bichinho virtual” que fez sucesso no Brasil há mais de 20 anos, está de volta.

Quem, hoje, está na casa dos 25 a 30 anos de idade (ou até mesmo menos), vai se lembrar muito bem da época em que um pequeno aparelho que cabia na palma da mão fez a cabeça da garotada e virou febre entre crianças de todas as idades, lá por volta de 1996, razão pela qual muitos perdiam horas com a cara enfiada num aparelhinho simples, cuidando de uma espécie de “vida” digital. Para os que não conhecem, o Tamagotchi tratava-se de um aparelho de bolso, pouco menor que uma GoPro, com apenas três botões, por onde era possível chocar um ovo que daria vida a uma de seis criaturas aleatórias, as quais teriam de ser cuidadas desde o nascimento à inevitável morte, dando banhos, limpando a sujeira, alimentando e até cuidando da saúde dos bichinhos, que ficavam constantemente doentes, caso houvesse uma certa negligência por parte dos “pais”.

A geração do pet virtual é nova, mas todas as funções – e até mesmo similaridades de design – estão lá, assim como eram na época da infância, com a diferença de que o gadget teve seu tamanho ligeiramente reduzido, porém mantendo o visual pixelado e retrô, exibido pela pequena tela simples de LCD. Se você beira os 30 anos e já teve um desses – que, na época, custavam uma pequena fortuna, ou uma mesada inteira -, já deve estar todo animado com a notícia.

Entretanto, pode tirar o cavalinho da chuva: o aparelho, no momento, teve seu relançamento apenas no Japão, mas seu sucesso no país já é tão grande, que uma promissora possibilidade de o brinquedo desembarcar em terras tupiniquins é bastante animadora. O Tamagotchi, no japão, sai por 2.000 ienes, algo em torno de R$ 58 (sem contar impostos), e pode ser encontrado no site da Amazon do Japão. Já para nós, réles BRs, resta apenas o gostinho doce de memórias do passado e o saudosismo de ver aquele ovinho chocar e virar uma pequena vida virtual, que cabia na palma da mão e, geralmente, não passava da primeira semana de vida.

A equipe da OMDHQ entrou em contato com a Bandai em busca de respostas sobre o possível lançamento do brinquedo no país, mas, até agora, não obteve respostas.