CRÍTICA SEM SPOILERS ~ Vingadores: Guerra Infinita – O início do fim, de tudo.

Para você, o que faz de um filme inesquecível e importante? A ação ou o drama? O roteiro? A interação das personagens? ou até mesmo a relação protagonista/antagonista? Pois bem, se as respostas para todas essas perguntas forem ‘Sim’, Vingadores: Guerra Infinita é tudo isso e um pouco mais, uma façanha e tanto para um filme com mais de 120 minutos de duração, mas não é por menos, o evento que marca a culminação de tudo construído até então pelo “Marvel Studios” tira proveito de cada segundo e estabelece não só um novo nível, mas também um novo jeito de “fazer cinema com filmes de heróis”.

Confesso que até o momento que escrevo isso, mesmo assistindo ao longa por duas vezes (E com pelo menos mais duas sessões garantidas) ainda é inacreditável o efeito que o mesmo teve, não só em mim, como em todos os presentes, seja na sessão para a imprensa ou na pré-estréia com o público em geral, era como ver uma grande saga de quadrinhos levitar do papel e ganhar vida nas telonas, uma sensação inexplicável.

A Trama

Algo bem explícito desde os trailers, a meta do antagonista é bem simples e clara: Dizimar metade dos habitantes do universo e trazer o equilíbrio para o mesmo novamente. Para tal feito, se faz necessária a missão de unir uma a uma, as 6 jóias do Infinito, e a trama gira basicamente em cima disso, a jornada de Thanos, o Titã louco, na tentativa de unir as 6 singularidades em sua manopla.

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Trazendo consigo batalhas que transcendem a Terra e que estabelecem a grandiosidade dos eventos, elevando a ameaça para algo nunca visto antes, Thanos se mostra um vilão totalmente crível, ele consegue nos tocar e amedrontar profundamente desde o primeiro instante, seja com suas motivações, objetivos, crenças ou métodos. Como antagonista, o Titã puxa todos os holofotes para si, numa decisão acertada de roteiro que o estabelece como o centro da trama, e explicando de forma simples quem ele é, qual sua motivação e, acima de tudo, seu poder e dos chamados seus filhos, a ‘Ordem Negra’.

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Conclusão

‘Vingadores: Guerra Infinita’ marca o início do fim de tudo que conhecemos e aprendemos a gostar (e odiar) no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), prendendo sua atenção para a urgência e seriedade dos acontecimentos desde a famosa abertura com o logotipo “Marvel Studios” até a sua cena pós crédito. É de grande injustiça classificá-lo como apenas um “Vingadores 4: Parte um”, o longa é uma obra fechada (Por mais surpreendente que seja seu desfecho) e deixa seu telespectador totalmente despedaçado e desnorteado ao final, cujo único sentimento possível é de vazio e ansiedade para o desfecho dessa história que vem sendo construída há 10 anos e que se encerrará em 2019, com o atualmente sem título, “Vingadores 4”, mas a certeza que temos diante de tudo que o longa nos entrega é a de que nada será como antes, e que o ‘Marvel Studios’ ao longo destes 10 anos não só construiu uma fórmula de sucesso, mas também se tornou exemplo de planejamento e de aprendizado, seja com seus erros e acertos, a famigerada ‘Casa das idéias’ está mais viva do que nunca, e nos mostrou que tudo feito até agora no quesito ‘Filme de heróis’ era totalmente superficial.

Crítica Jogador N° 1 – Uma Ode à Cultura pop

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Na última terça-feira, dia 27 me aconteceu algo poderia ser normal para qualquer pessoa, Steven Spielberg me surpreendeu novamente. Ao começar a assistir Jogador N° 1 fui homenageado dentro de outra realidade; aquela da qual todo jovem nerd, que joga videogames, assiste a desenhos, e se entope de toda cultura pop disponível em sua volta vive. Jogador N° 1 não é um filme qualquer, não simples tampouco complexo, mas sim um grito de júbilo de toda uma geração de jogadores, leitores, e telespectadores da “Nerdosidade” existente no mundo.

Direção:

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Como agradecer a um diretor que é mundialmente conhecido e tem o mundo em suas mãos? Eu não sei exatamente como, mas o meu sentimento por esse filme é gratidão total. Steven Spielberg não só acertou a mão em um filme ele equilibrou a história toda na medida certa entre cenas de romance, de comédia, até mesmo de suspense e terror ( como assim? Só vendo). Mas diria que o ponto mais forte da direção do filme é que ele se explica sempre, não deixando ninguém perdido na trama, e o filme se sustenta mesmo sem as milhões de referências colocadas em cada take do filme; Além de estar sempre em perfeito equilíbrio entre mundo real e o Oasis ( o mundo virtual).

Roteiro:

Roteiristas tem o poder de fazer a história ter ótimos começos meios e fins, e nesse filme isso acontece perfeitamente. Eu posso não ter lido o livro da qual o roteiro foi adaptado, mas como filme a história se manteve instigante, e o tempo todo nos fazendo sentir dentro da história.

Atuação:

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Tye Sheridan (Wade Watts), Olivia Cooke (Samantha) e o grande Mark Rylance (James Halliday) são os destaques do filme em atuação. No entanto, não podemos deixar de lado o restante do elenco, que funciona perfeitamente, todos foram muito bem, dos personagens que dão toque emotivo até os alívios cômicos.

Trilha Sonora

Quando se trata de trilha sonora, tudo que John Williams bota a mão dá super certo. Em conjunto com Alan Silvestri, conseguem nos causar impacto mais do que satisfatório. Em momentos de tensão ela está lá, em momentos de aventura nos deixa animados, tudo isso sem perder a identidade. As músicas dos anos 80 utilizadas no longa nos dão a sensação de nostalgia mais completa dentro da história.

Efeitos especiais:

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Os efeitos especiais do filme são muito bem produzidos. A transição de mundo real pra virtual as vezes só é perceptível pelos personagens do mundo virtual. O filme conta com uma cena de batalha épica, onde milhares de personagens da cultura pop criados por CGI são colocados juntos de forma gloriosa. O mais impressionante nisso tudo, é que tudo isso foi feito com um baixíssimo orçamento, provando mais uma vez que se querem fazer algo direito basta querer.

Pontos fortes e fracos:

Relutei bastante para pensar em algum tipo de defeito que o filme pudesse ter, mas não achei nada que fosse alarmante, ou até mesmo mínimo. Posso dizer que nem seria um ponto fraco, mas talvez para uma pessoa que não curta esse “universo” pode ser que o filme se torne desinteressante.

Portanto vou deixar uma dica de ouro. Se quiser ver o filme assista antes:

  • Gundam
  • O Iluminado
  • De volta para o futuro
  • O gigante de ferro

Conclusão:

Jogador N° 1 não é só um filme, ta longe de ser só um filminho pra crianças, mas sim diria que ele é um marco. Gerações antigas poderão se deliciar com as mais diversas referências de video game à filmes como de volta para o futuro, de músicas de bandas como Beegees a Twisted Sister; e as novas por sua vez, ficarem loucas de verem jogos de Halo à Overwatch na tela do cinema. Finalizando, pode-se chamar de uma obra prima, uma poesia jubilosa, uma ode a cultura pop.

Nota: 5 / 5

[Crítica] Medo Profundo (2018)

No último dia 8 estreou nos cinemas, Medo Profundo.

Com um visual bonito, mas uma história pouquíssimo cativante, Medo profundo chega aos cinemas. O filme tenta contar um suspense de filmes de tubarão, e até segue isso bem, porém alguns dos elementos necessários pra isso ficaram de fora. Vamos aos quesitos que Julgamos no filme.

Direção:

Johannes Roberts, nos entregou um filme clássico de tubarões, porém simples demais, não sei se a ideia era fazer um filme mais “Realista”, mas temos que concordar que realismo em filmes de tubarão tornam as coisas muito monótonas. A fotografia do filme é boa só até a parte em que as Jovens ficam presas embaixo d’água (ok isso não é spoiler, tá nos trailers). Depois disso vemos um vasto nada do fundo do mar, é plausível, entretanto não impressiona ninguém.

Roteiro

Não sei se deveria dar os parabéns ou criticar por conseguirem preencher com conversas embaixo d’água com um monte de nada em volta durante 1 hora de filme, aproximadamente. Mas vamos do início, o enredo do filme é simples demais, a história é óbvia? Sim, poderiam deixar isso melhor, porém ao invés disso nos vemos presos com duas jovens com uma série de diálogos desnecessários no fundo do mar; e quando fazem isso e nada acontece durante 20 minutos, fica pior ainda. E a desculpa pelo qual acontece tudo é muito fraca, não vou dizer o motivo, mas é fraca mesmo. O final é até interessante, mas podiam tê-lo feito melhor e mais curto.

Atuação

Queria poder dizer que a atuação é um ponto forte; Mandy Moore até foi bem, fez uma menina medrosa e em choque pelo que passava, mas não passa disso; acredito que pela fraqueza de roteiro. Ela foi o destaque do filme, em todo o resto nada mais nada menos que atuações medianas.

Trilha Sonora

A trilha sonora pra um filme de tubarões deveria ser marcante, e nos ajudar a introduzir o espectador na trama. Fazê-los ter variadas sensações, é o que um filme de suspense deveria ser, Mas esse faz isso, aqui ou ali de formas muito isoladas, as vezes acertam as vezes erram. Poucas foram as vezes que tive um susto ou aflição, numa película como essa isso seria como um ponto fraco.

Efeitos especiais

Em efeitos especiais, em grande parte do filme se saíram muito bens os tubarões pareciam bem reais e davam medo, apenas no final que tivemos uma pequena queda de qualidade nesse quesito, em todo o resto foi muito bem.

 Conclusão:

Medo Profundo erra bastante por conta do seu raso roteiro, tem poucas cenas marcantes e bons efeitos em quase todo o filme. Nem tudo é ruim a ponto de ser um filme “não assistível”, ele pode te divertir em um dia sem muito o que pensar e só. No Entanto, essa é só a minha opinião, o melhor é que vocês vejam e tenham a própria opinião.