Crítica – Assassinato no Expresso do Oriente | Um carinho nos fãs de Agatha Christie

Quando você evoca o um clássico como “Assassinato no Expresso do Oriente”, e resolve adaptá-lo para os cinemas, você tem automaticamente uma série de obrigações e diretrizes nas suas costas, mesmo se tratando de um trabalho criativo. Afinal, é com o trabalho da lendária escritora Agatha Christie que você está mexendo, e é em cima de uma história clássica que você está trabalhando. Me arrisco a dizer que, se você não tem nada para somar a mitologia dessa obra, é melhor você nem fazer um filme baseado nela. E, levando isso em consideração, o diretor Kenneth Branagh, o elenco, e toda a equipe estão de parabéns, já que esta última adaptação lançada para as telonas se trata de um excelente filme, que respeita bastante a história original, adiciona suas particularidades, e certamente soma muito ao legado da obra.

O filme começa com uma mini-versão dele por completo, de certa forma, apresentando toda a metodologia de Hercule Poirot, e estabelecendo o mesmo na trama como o lendário detetive que ele é. A atuação de Branagh, que também é o diretor do filme casou completamente com a aura do metódico personagem, trazendo ele pras telas de uma maneira muito bem encaixada. No desenrolar das situações, somos apresentados aos demais personagens do filme, e tudo que leva cada um deles ao Expresso do Oriente. Uma das melhores cenas do filme, e que mostra o talento de Kenneth como diretor, é quando Poirot está entrando no trem, e somos apresentados sutilmente a todos os personagens – e futuros envolvidos no crime – de uma única vez.

O caso se desenrola, e óbvio que eu não vou ser o estraga prazeres de te entregar mais detalhes da trama daqui pra frente. Se você já leu o livro, vai sentir o respeito com a história original, mesmo que com algumas leves mudanças em alguns momentos, todas elas positivas para a adaptação cinematográfica. Além do já citado Kenneth Branagh, as atuações de Tom Bateman, como o depravado e charmoso Bouc, de Michelle Pfeiffer como a senhorita Hubbard, e de Leslie Odom Jr como Arburthnot são magníficas e consistentes. Pfeiffer em particular rouba a cena, com uma atuação forte e surpreendente.

Johnny Depp também entrega bem seu personagem, mesmo sem roubar a cena para si. Daisy Ridley é maravilhosa nos momentos chave do filme, mas tem alguns diálogos com atuações fracas, mas nada que estrague seu trabalho como um todo. Josh Gad também apresenta uma atuação bem sólida, crescente nos momentos necessários. O elenco estelar, de uma maneira geral, incluindo Judi Dench, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Sergei Pollunin, e todos os outros atores, foi essencial para o filme ser tão bem executado. É um daqueles raros filmes em que ninguém no elenco decepciona.

Assassinato no Expresso do Oriente é um gabarito a ser seguido em questões de adaptação. Com uma forte trilha sonora, um excelente roteiro, e com cenas que te botam na ponta da cadeira, mesmo sem ser um blockbuster de ação, o filme é uma pedida excelente pra quem deseja se iniciar no trabalho de Agatha Christie, e um material obrigatório pra quem é fã da escritora. Ah, e pro segundo grupo, o filme faz uma referência perfeita ao livro “Morte no Nilo”, que já foi confirmado pela Fox que será adaptado para os cinemas como sequência deste filme. O momento em que essa referência acontece é de acalentar o coração. Resumindo em uma frase: vale o ingresso.

[letsreviewunique title=”Assassinato no Expresso do Oriente” pros_title=”PONTOS FORTES” pros=”Atuações acertadas nos momentos chave,Bom desenvolvimento do caso,História cativante e memoravél” cons_title=”PONTOS FRACOS” cons=”Alguns diálogos fracos em momentos isolados” criterias=”Direção,80,Adaptação,100,Roteiro,90,Atuação,85,Trilha Sonora,90″ affiliate=”Assista ao Trailer!,https://www.youtube.com/watch?v=1LqXLJEq4sw” accent=”#edb203″ final_score=”90″ format=”3″ skin=”1″ animation=”1″ design=”1″][/letsreviewunique]