Comic Con Experience 2017 | Então, valeu a pena?

Galera, faremos agora um breve (mas não tão breve assim) resumo e uma crítica do que foi a Comic Con Experience que ocorreu em São Paulo, dos dias 6 à 10/12 diretamente da São Paulo Expo. Eu e Beatriz visitamos a feira para conferir as atrações e os estandes. Dá só uma olhada, no que vimos por lá:

Comic Con Experience (São Paulo – 09/12/2017) – Por Luciano Vaz:

Pois é, galera! Terceiro dia de CCXP aqui em São Paulo, mas o primeiro para nós redatores aqui do O Mestre da HQ.  Eu e Beatriz acabamos de chegar no São Paulo Expo. Olho para fora da janela do carro e simplesmente vejo um mar de gente andando e correndo para chegar o mais rápido na feira. Muitos já estavam lá dentro, com seus colchonetes e mochilas embaixo do braço, dormindo na fila para conseguir o melhor lugar na plateia dos três auditórios espalhados pela CCXP para poderem ver seus ídolos nacionais e internacionais de mais perto e conferir as novidades exclusivas de cada painel exibido. Bem, não foi nosso caso… até o instante momento.

Chegando na São Paulo Expo, enfrentamos uma fila de aproximadamente 2 ou 3 mil pessoas! Sério, é isso mesmo o que estou falando! Mas tudo muito bem organizado e a galera super educada (não, não é deboche) esperando a sua vez de entrar.  Finalmente, conseguimos entrar nos pavilhões da São Paulo Expo e simplesmente fiquei emocionado de ver tudo aquilo lá dentro. Depois de alguns segundos retomo a consciência, e vejo minha namorada (vulgo, Beatriz) quase chorando de emoção em frente a um Sansão de quase dois metros de altura. Pra quem não sabe, o Sansão que me refiro, é aquele coelhinho azul da Mônica que o Cebolinha vive roubando. Pois bem, vamos tentar tirar uma foto com o Sansão? Vamos? Não, não vamos! Já tinha uma fila quilométrica e se ficássemos parados por lá esperando, estaríamos por lá, até agora e não teria saído essa crítica até hoje. Tentamos rodar a feira, para ver os estandes e conhecer um pouco mais daquilo tudo. E o que encontramos? Isso mesmo, FILAS! Paramos e pensamos bem: Temos dois dias para curtir e conhecer isso tudo. Enfrentar algumas filas não é nada, poxa!  E então vamos lá. Encontrei o estande da Universal Studios, tinha uma fila para tirar foto com as asas de Lúcifer, que tem o seriado com o mesmo nome no Universal. Nessa brincadeira “perdemos” quase uns 40 minutos. Mas nada que desanimasse a gente e assim foi por toda a feira! No estande da Ruffles, no estande da NETFLIX, no estande do Submarino e assim vai. Tinha até fila para ir ao banheiro! Mas é de praxe. Um evento enorme desses, com o número de gente que estava lá dentro, era de se esperar.

Mas enfim, depois de tanto elogiar, eu gostaria de fazer uma reclamação (pois é, nem tudo é perfeito). Depois de tanto rodar a feira e de andar pra lá e pra cá, tínhamos que descansar um pouco e o gordo aqui, obviamente, sente fome (mas não é constantemente, relaxe). Os preços das lanchonetes estão bem salgados, se assemelhando até mesmo ao uma lanchonete de aeroporto, onde um simples pão de queijo era R$ 1,00. O preço dos cardápios variam de R$ 25,00 até R$ 60,00. E isso, num simples combo de batata, refrigerante e hambúrguer. Acho que deveriam pensar mais um pouco mais na galera que não tem condições de pagar tudo isso e juntou seu suado dinheirinho pra comprar aquela tão sonhada action figure. Mas de resto, tudo ocorreu bem e foi simplesmente maravilhoso.

Por fim, aos 45 minutos do segundo tempo, conseguimos entrar no Auditório Cinemark, onde ficava as principais atrações do dia e conseguimos assistir ao painel da NETFLIX, com o elenco de Altered Carbon e logo em seguida com o pessoal de 3% (onde infelizmente, muita gente abandonou o painel). Logo em seguida como “castigo” para essa galera que saiu do painel e pra delírio dos que ficaram, foram exibidos cenas do último episódio e seu respectivo Making Of, para delírio de todos que permaneceram e para o choro daqueles que saíram…

Dá uma olhada agora na crítica aos olhos da Beatriz, do último dia de CCXP:

Comic Con Experience (São Paulo – 10/12/2017) – Por Beatriz Fonseca:

Último dia de CCXP! Todos que já participaram, dizem que sábado é o dia mais cheio, porém, ESTAVA LOTADO! Parecia o dobro de sábado, sinceramente. Foi um dia mais leve, onde se pode entrar em TODAS as milhares de filas para conseguir conhecer os estandes, ganhar os brindes, buscar preços, tirar fotos e coisas do tipo. O ruim de fazer tudo isso no último dia, é que os brindes acabam muito rápido, e você acaba ficando na fila à toa, como as crianças tentando voltar pra casa no Caverna do Dragão e nunca conseguem.

Sinceramente, eu esperava mais! É um festival, cheio de estandes e coisas pra ser ver, e isso é ótimo, mas, esperava mais. A atração do dia foram os painéis, como a da Netflix que teve o tio Will Smith. O que me lembra uma crítica, se você faz um evento para mais de 200 mil pessoas, por que faz uma sala para painel com menos de 10 mil lugares? NÃO FAZ SENTIDO! Ninguém precisa madrugar na fila para conseguir entrar, e sim, para conseguir bons lugares, isso é regra básica para uma prestação de serviço descente. Se você pagou, tem que ter direito a usurfruir do que é oferecido, pelo menos o mínimo de chance, pelo menos 10 % de lugares pelo número de ingressos vendidos, ou como disseram acontecer em outros anos, passar os conteúdos que não são exclusivos no telão gigante tem na entrada.

FILAS, FILAS, FILAS! Tudo que te falaram sobre as filas é verdade, porém, se você não conhecer o lugar primeiro, você nunca vai saber onde ir! Tem muita coisa boa que não tem filas imensas, e você consegue com mais facilidade. Exemplo: O estande de uma marca de café estava VAZIO, na frente da fila da loja do Harry Potter, que tinha uma espera estimada de 4 HORAS! Exatamente na frente, e só tinha 1 PESSOA NA FILA! E você não estava comprando, eles estavam distribuindo produtos. Isso mesmo, DE GRAÇA!

Concluindo, é um lugar libertador! Você se veste do que quiser, compra o que quiser, come o que quiser, ninguém te julga, ninguém briga por DC x MARVEL, ninguém critica seu gosto por Glee, e você conhece pessoas de muitos lugares que nunca ouviu falar, é incrível. Além de ter a oportunidade de ouvir coisas exclusivas nos grandes painéis, que você assiste no YOUTUBE depois da Comic Com San Diego que eu sei, e faz parte disso ao vivo, com os atores e produtores, é bem emocionante. Para terminar, fica aqui o meu apelo: LIBEREM MAIS ENTRADAS PARA A IMPRENSA! Tenho certeza que é impossível cobrir tudo sem muita imprensa envolvida.

Fiquem agora com uma galeria de fotos de tudo o que ocorreu nesses dois dias de CCXP, em que nós comparecemos. Um abraço!

Como queremos ver THANOS nos cinemas! | Review – A Ascensão de Thanos

Com o Marvel Cinematic Universe cada vez mais evoluído, nós nos caminhamos para Avengers: Infinity War, que trará a batalha dos heróis mais poderosos da terra contra o Titã Louco, Thanos. O personagem já apareceu em duas cenas pós-créditos, nos dois filmes dos Vingadores, e também teve uma participação em Guardiões da Galaxia, mas ainda não teve ainda uma participação nos cinemas que seja digna do maior vilão da Marvel Comics.

Como o grande vilão que é, Thanos merece uma origem, e o arco “A Ascensão de Thanos” de Jaason Aaron, Ive Svorcina, Simone Bianchi entre outros, na minha opinião, é o material perfeito pra isso. O arco conta a história de Thanos desde o seu nascimento na maior lua de Saturno, sua infância e adolescência como cientista prodígio e a sua loucura crescendo com o passar dos tempos até ele se tornar o ser poderoso – e maluco – que é. Esse arco seria uma origem perfeita para o primeiro ato de Avengers: Infinity War, visto que o filme retrará o encontro dos Vingadores com o temido vilão. Resumir a história contada nesse arco, seria uma ótima maneira de mostrar todas as camadas do interessantíssimo personagem que Thanos definitivamente é.

O arco não chega a ser um compilado de violência, mas realmente é uma história muito densa, que te pega pelo emocional, e te choca em algumas partes, então a Marvel teria que arriscar algo mais sombrio se caísse totalmente por esse lado. Thanos é retratado com um ser que nasceu diferente, com um aspecto bestial, em uma sociedade de seres “limpos e superiores”, e ele é prontamente negado pela sua própria mãe, no momento de seu nascimento. Os anos vão passando, Thanos vai crescendo como alguém que aprende mais rápido do que é ensinado, e se tornando uma das maiores mentes de sua geração, o que faz seu pai, um membro muito importante da sociedade de Titã, se orgulhar muito dos talentos de seu filho.

O Titã Louco era sempre o excluído, da turma, dos círculos sociais, e de sua sociedade como um todo, mas ele acabou se encontrando nas pesquisas científicas, onde achou sua verdadeira vocação. Se mostrou particularmente bom em anatomia, mas o problema começou quando ele começou a caçar suas “peças de estudo”. O que no começo era apenas um pequeno prazer em matar criaturas inferiores, pequenos seres vivos, foi evoluindo para um transtorno genocida, flertando com a loucura enquanto Thanos flertava com a morte em si. Ele saiu de Titã, tentou a vida em vários lugares, você sente até uma referência história ao conquistador mongol Gengis Khan, devido a grande quantidade de descendentes gerados por ambos, e como os dois foram implacáveis em suas conquistas, só que Thanos fez isso em uma escala universal.

Wikipédia sobre Gengis Khan: Estrategista brilhante, com hábeis arqueiros montados à sua disposição, venceu a grande muralha da China, conquistou aquele país e estendeu o seu império em direção ao oeste e ao sul. Gengis morreria antes de ver seu império alcançar sua extensão máxima, mas todos os líderes mongóis posteriores associariam sua própria glória às conquistas de Gengis Khan, “que foi um dos comandantes militares mais bem sucedidos da história da humanidade”.

A parte final do arco mostra justamente Thanos se entregando para as práticas genocidas, e para sua loucura interior, inclusive em seu relacionamento com a morte, que o leitor pode achar bem “confuso” pela maneira como ele é retratado na trama, talvez propositalmente. O arco “A Ascensão de Thanos” é bem cru, denso, violento. Bastante pesado, tanto em suas artes bem detalhadas e brutais, quanto em alguns momentos bem explícitos e polêmicos durante todo o desenrolar da história. É improvável que a Marvel adapte completamente essa história pras telonas, mas se existe uma personalidade do Thanos que eu queria ver no MCU é essa: Gênio, louco, conquistador e vilanesco.

[letsreviewunique title=”Thanos Rising” pros_title=”PONTOS FORTES” pros=”Ótimo desenvolvimento de personagem, Ambientação visual sensacional, Excelentes momentos de tensão” cons_title=”PONTOS FRACOS” cons=”A arte peca em alguns momentos ordinários da história, Construções confusas em algumas relações” criterias=”Roteiro,90,Desenhos,70,Ilustração,80,Desenvolvimento,90″ affiliate=”Veja em Marvel.com!,http://marvel.com/comics/series/17661/thanos_rising_2013_-_present” accent=”#edb203″ final_score=”82,5″ format=”3″ skin=”1″ animation=”1″ design=”1″][/letsreviewunique]

Liga da Justiça | O nascimento do novo Homem de Aço

Liga da Justiça finalmente estreou em solos brasileiros e vem ganhando rapidamente popularidade entre os que já viram. Um novo recomeço para a DC Comics nos cinemas, uma nova era. Era em que finalmente vemos a maior equipe de super-heróis dos quadrinhos, ganhando vida. E que vida! Mas em outro momento falaremos da Liga em si. Agora estamos aqui para falar do personagem que estava envolto de mistério – sobre sua morte e sua volta; o Homem do Amanhã, o Homem de Aço, o Superman.

Em uma recente entrevista, Henry Cavill disse que o herói, seria mais “confiante e esperançoso”, e foi exatamente o que vimos. Desde os minutos iniciais do filme. Apesar das opiniões polarizadas a respeito do Superman de Cavill, seu personagem foi o único que teve sua história completamente contada no DCEU. Vimos seus primeiros passos em O Homem de Aço, sua luta por aceitação em Batman vs Superman, e agora, chegamos ao Superman definitivo em Liga da Justiça. Zack Snyder soube trabalhar de maneira muito humana – e recebeu a ajuda, mais que bem-vinda, de Joss Whedon nesse filme -, para fazer do Superman um verdadeiro super-herói, nessa jornada de três filmes. Por mais que várias pessoas não concordassem com as visões do diretor, ele mostrou todos os caminhos difíceis que o herói teve que percorrer para ser quem ele é, e assim, poder sorrir mais.

A volta triunfante do Homem de Aço em Liga da Justiça, é, quase literalmente, um novo nascimento para o herói. Com um espírito renovado para ser a bússola moral do mundo. Isso reflete tanto na sua personalidade quanto em sua roupa, que traz um azul e vermelho muito mais vivos que nos filmes anteriores. Clark parece ter encontrado a paz. Encontrou o motivo para ser quem ele deveria ser: o maior super-herói de todos os tempos. E como eu – ou melhor, nós, estávamos ansiosos por isso! Henry Cavill conquistou de vez, o direito de ser chamado de Superman. Agora corra! Entre em um beco, desabotoe sua camisa e deixe o brasão da Casa de El voar.