Testamos a Beta do PES 2018

A Beta do PES2018 saiu na noite desta quarta-feira (19/07/2017), trazendo o modo 3v3 onde você poderá jogar uma partida online com seus amigos contra outros players ou contra o computador, a beta tem fins de testar os servidores do game, e nos da O Mestre da HQ testamos o  modo.

Visual.

Como já era de se esperar os gráficos na beta já estão sendo bem avaliados pela realista face de alguns jogadores e um movimento de estilo próprio do jogador na vida real, o campo e a iluminação estão mais próximos da realidade, com o campo demonstrando desgaste ao decorrer da partida.

Uma outra boa característica se da pelo suor na face dos jogadores e as expressões faciais dentro de uma dividida, um gol e até uma confusão dentro de campo.

Modo 3v3

A mais nova novidade do jogo da Konami é o modo 3 contra 3, onde você poderá jogar com amigos online ou off-line, o modo será uma partida normal, com 11 jogadores para cada lado, substituições feitas pelo capitão da equipe.

Cada equipe ira possuir 3 jogadores, onde eles poderão controlar todos os jogadores, um de cada vez, na beta temos as seleções da França e a do Brasil, o modo tem níveis, onde os XP’s serão recebidos como notas e ações na partida.

Jogabilidade/ Inteligencia Artificial

A sempre contestada jogabilidade dos jogos da Konami, onde para muitos teve seu ápice na edição de 2012 (PES2013), parece ter dado um grande salto, os jogadores ficaram mais leves, com mais presença de área, alguns dribles automáticos, e boas defesas dos goleiros.

A movimentação dos jogadores pode ser considerado algo revolucionário para dentro dos jogos da empresa japonesa, as robotização dos avatares não esta mais presente levando a muitos fãs ao deliro e alivio.

A beta ficara disponível para as plataformas Xbox e Playstation até o dia 31 desse mês, e a demo é esperada para o final de agosto, e o lançamento do jogo será dia 12 de Setembro.

Descubra a Série The 100

A série The 100 é dita pela critica estrangeira e pelo publico norte americano como umas das melhores séries na categoria Ficção Cientifica, mas esse sucesso todo não veio ao nosso país, ela que é distribuída pela Warner Channel e já esta na sua quarta temporada e com a quinta já confirmada. aqui nós deixaremos um breve critica sobre a série e se recomendamos que você veja ou não.
Agora vai uma breve descrição da série : a humanidade se destruíu de forma nuclear e as mutações dentro do sistema terrestre veio a acontecer, a terra acabou ficando inabitável e os únicos sobreviventes tem vivido em uma estação espacial chamada “A Arca”.

Após ficarem um século no espaço, eles perceberam que os recursos estavam ficando precários e os lideres da Arca fizeram diversas punições, como se alguém ofendesse outra pessoa ela era expelida para fora da estação e morria agonizada e sufocada pelo vácuo. os mais novos eram preservados, os que desacatavam as regras eram trancafiados até os 18 anos que era a idade para eles serem jogados no espaço.

A serie tem inicio quando alguns jovens são mandados para a terra, pois a Arca esta morrendo e eles procuravam saber se é possível retornar para a Terra, dentro do novo ecossistema terrestre o grupo é posto a prova e entra em conflito por diversos outros grupos que agora vivem no planeta como os Grounders (Terrestres) e os Homens da Montanha que é um grupo de pessoas que conseguiram chegar a um bancker de sobrevivência que está localizado em um Lugar chamado Mount Weather antes das bombas caírem.

Para complementar, a Arca explode e leva todo os destroços para o solo terrestre, trazendo os adultos juntos, esses conflitos montam as duas primeiras temporadas. Os episódios são cheios de surpresas, traições e personagens com forte personalidade.

A consciência humana fica muito presente na historia, nos demosntrando que no universo de The 100 não a mocinhos, pois diversas opiniões serão dadas durante a historia. um povo vai querer proteger os seus ideais, enquanto outro iram proteger os deles.

O maior desafio do diretor (Jason Rothenberg) era dar um sentido a série, o cuidado de não viajar muito na ficção e por dentro da série termos científicos e concretos na série, dando a personagens escolhas certas para eles mesmo sendo a errada tanto para o publico quanto ao povo contrario. a série vem amadurecendo e é realmente umas das melhores séries de ficção cientifica já feitas, sendo capaz de fazer o publico ficar grudado na série e pedir “bis” para os roteiristas, diretor e para a Warner.

Anima Mundi 2017 | Verdadeiras obras de arte visual

Esse ano o maior festival de animação do país completa 25 anos!

O Anima Mundi acompanhou o crescimento dos curtas de animação de todos os gêneros no Brasil, sendo reconhecido internacionalmente e trazendo as novidades do cenário mundial pra quem não teria acesso a eles.

Esse ano, o festival acontecerá nos seguintes lugares e datas:

– Rio de Janeiro – 14 a 23 de Julho / São Paulo – 26 a 30 de Julho.

O festival contará com produções de 45 países, 470 títulos, contando com os especiais comemorativos dos 25 anos da sua existência. Acontecerá no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio e em São Paulo, mas tem uma liste imensa de lugares que você pode acompanhar no site.

Deixaremos o link no fim.

Além dos curtas, o festival conta com atrações presenciais para as crianças e adultos que ficam encantados com a mágica acontecendo na sua frente! Desde desenhar, conhecer estandes, profissionais da animação, até produzir sua própria animação, é bem divertido.

Há alguns anos, levamos meu irmão no seu aniversário, e ele ficou realmente encantado com as animações que ele criou com massinhas de modelar que foram fotografadas e animadas no computador em questão de minutos.

No dia 07/07 aconteceu a cabine de imprensa do Anima Mundi, onde pudemos dar exclusivamente uma espiada em algumas das animações que serão apresentadas no evento, abaixo tem minha primeira impressão feat um pseudo spoiler de algumas:

As categorias competitivas:

-Curtas:

Sob o Véu da Vida Oceânica: Foi a animação mais engraçada de todas! Completamente BR, onde um animal marinho que tem 6 minutos de vida conta sobre toda essa imensidão de tempo que ele tem pra viver. Na verdade, é uma crítica por andarmos sempre tão apressados, com a morte está sempre nos ameaçando e as vezes não nos damos conta de que precisamos viver, que 6 min ou 100 anos, a vida tem que valer a pena.

Sub-Humanos: Tipo The Walking Dead animado misturado com o programa do Datena! Um repórter vai obter informações no meio um apocalipse zumbi!! Tem uma pitada de Bruxa de Blair porque tem um câmera filmando, e acompanhamos tudo da visão dele, é sensacional.

Espaço Negativo: Um homem conta sua relação com seu pai, como ela foi construída e como isso afeta seu dia. É bem sensível e tocante.

Sobre uma Mãe: O mais emocionante de todos, e também o mais simples, na minha humilde opinião, pois era em preto e branco, sem falas e sem grandes gráficos. Era a história da figura da mãe, da grande necessidade dela e dos sacrifícios diários que ela faz por seus filhos.

Macaco Albino – Pimenta: Sabe quando você vai comer e sente falta de alguma coisa, tipo: Sal, gosto, PIMENTA? Então, tudo tem que ser com moderação, pra não causar desastes, se é que vocês me entendem. Sem falas e super inteligente.

Curta infantil:

Caçadores de Estrelas: Um jovem vai com seu telescópio ver as estrelas em uma floresta, onde tem um caçador que quer outras coisas, e um monte de animais…

O passarinho e a lagarta: Um passarinho cuida das folhinhas da sua árvore e do nada uma lagarta come uma de suas folhas, daí, e um corre corre pra lagarta não comer as outras. É bem bonito.

– Convidados:

Pai e Filha: O mais simples e com maior catarse, quase chorei! Parecem rabiscos no papel e é tão cheio de movimento e significado. É uma relação de pai e filha cheia de ausência e fidelidade.

Gorillaz: é o clip da banda, feito pra realidade virtual! Olha aí um pedaço.
Link do video : https://www.youtube.com/watch?v=5qJp6xlKEug

Sessão Petrobras:

Como lidar com a morte: A morte vem buscar uma senhora que mais parecia mãe do Jackie Chan e sabe muito bem lidar com ela.

São verdadeiras obras de arte visual!

Se estiver no Rio e em São Paulo, não perca!

Site Oficial:

http://www.animamundi.com.br/pt/anima-mundi-brasil/

Facebook:

https://www.facebook.com/festivalanimamundi/

Twitter:

https://twitter.com/Anima_Mundi

Beijos na testa psicológicos.

Crítica – Homem-Aranha: De volta ao lar – “O real valor de Peter Parker”

Junte referências aos quadrinhos, um bom roteiro, elementos de filmes clássicos e Voilà, chegamos a Homem-Aranha: De volta ao lar. E que volta senhoras e senhores, o carisma do jovem Tom Holland, combinado ao brilhantismo do diretor Jon Watts e seu time de roteiristas entregam uma experiência aguardada há muito tempo por nós: A real essência do Peter Parker/ Homem-Aranha dos quadrinhos e todos os fatores que fazem dele um herói icônico no qual nos identificamos e amamos tanto.

O blockbuster surge como fruto da parceria entre Sony Marvel e realiza por completo um sonho que nasceu em 2012 após o lançamento de The Avengers e se concretizou em partes em Capitão América – Guerra Civil: O aranha como parte do Universo Cinematográfico Marvel.

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A Trama

Logo de cara vemos que o filme possui o propósito de trazer respostas para perguntas como: O que aconteceu após a Batalha de Nova York? e Para onde foram os destroços dela? (Os vingadores, 2012). A ambientação do filme nos leva à uma das experiências mais imersivas do que é ser um herói adolescente, do funcionamento de sua mente e acima de tudo nos faz sentir na pele que quão maiores os poderes que possuímos, maior a responsabilidade que cai sobre nossos ombros. A  trama tem como um de seus principais desafios apresentar o Aranha como parte do Universo Cinematográfico Marvel, algo consolidado e que vem sendo construído desde 2008 com o lançamento do primeiro longa do Homem de Ferro.

O longa acerta em cheio ao fugir dos esteriótipos e apresenta uma visão atual do que é ser um Nerd, Mas calma, apesar de fugir do clichê, ela carrega toda a essência dos desafios, mudanças e dificuldades que ocorrem com qualquer adolescente. Peter Parker (Homem-Aranha/Tom Holland) é um jovem de 15 anos, alguém aprendendo a lidar com seus poderes ao mesmo tempo que tenta se “encaixar” nos padrões de alguém normal sem perder seus princípios do que é o certo a se fazer, e de como não devemos utilizar as vantagens que possuímos sobre os demais (No caso dele, seus poderes) como forma de nos darmos bem ou sermos populares. Vemos também alguém entusiasmado em fazer parte dos Vingadores ao mesmo tempo que deseja ser útil à eles, conquistando seu espaço em meio a seres tão fantásticos, afinal, quem nunca sonhou em um dia estar ao lado de seus ídolos? 

“Homem-Aranha: De volta ao lar não é um “Iron Man 4

Tony Stark (Homem de Ferro/Robert Downey Jr) é apresentado na medida certa como um mentor que está lá para guiar a construção do caráter de Peter, algo que é bem aparente em cenas como as do trailer, onde diz que se ele (Peter) não é ninguém sem seu uniforme, ele não merece o direito vesti-lo. Isso carrega a lição de que ser herói é muito mais os valores que carregamos do que um uniforme maneiro cheio de recursos ou os poderes que possuímos e também entrega o que é com toda a certeza a melhor coisa do filme: O Aranha com o uniforme caseiro.

O Abutre de Michael Keaton

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Vingança a Tony Stark! Só que não, Michael Keaton nos entrega um vilão decente, algo reforçado pelo talento impecável do ator e também pela caracterização do mesmo, onde em minha opinião, apresenta uma das melhores adaptações de trajes dos últimos tempos. Sua postura como antagonista é algo que imploramos muito nas tramas recentes de heróis e que só havia sido trazido de forma aceitável por Loki (Tom Hiddleston) até o momento pela Marvel. O fato é que o que temos aqui não é alguém que deseja destruir desenfreadamente o mundo sem motivo algum, mas sim, alguém ganancioso disposto a apenas se livrar de qualquer um que entre no seu caminho com intenção de atrapalha-lo. Vemos também alguém preocupado com sua família, e também disposto a fazer de tudo para protegê-la. No geral, um típico vilão de quadrinhos.

Conclusão

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O maior pecado do filme é o peso incumbido por muitos na mesma (O famoso Hype), a responsabilidade de com ele termos o Homem-Aranha definitivo e não é nada disso. De volta ao lar, não é um “Iron Man 4”, nem muito menos um filme cheio de batalhas grandiosas e faíscas para todos os lados como nas tramas de seus antecessores (Tobey Maguire e Andrew Garfield), na realidade, o que é entregue se assemelha mais a um filme sobre amizade, família, humor adolescente e acima de tudo: O real valor de Peter Parker. Acho que se cada pessoa que possui a pretensão de assisti-lo ir de mente vazia com certeza dará muitas risadas, se impressionará com o sentimento que Tom Holland consegue transmitir na pele do herói, entenderá muitas referências (O capitão entraria em overdose) tanto de seus antecessores nas telinhas quanto dos quadrinhos e de sátiras a personagens como o Batman (Onde temos uma das cenas mais engraçadas do filme) e o Flash.

Análise: Prey – Estar à deriva no espaço pode ser muito bom!

Muitos foram os lançamentos desde que Prey 2 fora anunciado (isso aconteceu na E3 de 2012) e, de lá pra cá, também vimos uma boa quantidade de reboots e remasters, mas nunca chegamos a ver a verdadeira face da sequência do game de 2006, que teria sido cancelado em 2014. Mas isso, aparentemente, não impediu que a Bethesda desse a Prey uma segunda chance, numa espécie de reboot da franquia, completamente desprendida de sua primeira parte. E, meu amigo, não é que a espera valeu a pena? Se liga nos pontos a seguir, pra você ver o que achamos do Prey de 2017:

OBS: A análise a seguir evita ao máximo os spoilers, mas elementos que podem ser considerados importantes do jogo são mencionados, o que pode atrapalhar a experiência para algumas pessoas. Se você é uma dessas pessoas, não leia. Caso queira continuar lendo e queira entender como nossas análises são feitas, dê uma olhada nesse link.

 

De cara, vê se que aquele trata-se de um jogo onde a Arkane Studios colocou suas mãos: os personagens ligeiramente cartunizados, a presença de vários itens pelo cenário (coletáveis ou não) e – não tão boa assim – a presença de modelos e texturas que não são algo que revolucione o mercado de placas gráficas. O jogo é bonito, não me entenda mal. Só faltou aquele empurrãozinho final pra que a experiência gráfica ficasse digna de um jogo da geração atual.  Dito isso, não espere os mais detalhados dos modelos e as mais nítidas texturas. Esteja preparado para encarar elementos bons o suficiente para um jogo desse porte, mas ainda não chegando àquele “que” a mais que jogos mais visualmente aclamados tenham conseguido. Isso, porém, não diminui tanto a grandeza gráfica de Prey, que apresenta vários materiais realistas, ambientes bem iluminados (ou intencionalmente mal-iluminados) e uma imersão muito mais do que coerente com seus gráficos e escopo. Todos os itens, do mais básico aos mais essenciais, têm um modelo, todos bem distinguíveis. Os efeitos de luz, partícula e física são adequados e em momento nenhum parecem te remover da experiência de estar dentro de uma estação espacial em ruínas. O que mais conta aqui, quando se trata de Prey como um todo, é que o estilo gráfico peca bem pouco, mas esse pouco jamais deixa a desejar na integração à história e ambientação. As animações são muito boas, mas não excelentes, tendo notáveis atrasos em sincronia com o que personagem está dizendo, por vezes, mas nada que atrapalhe. A ambientação (uma estação espacial no meio do nada) é bem executada e, por mais que existam pessoas vivas espalhadas aqui e alí, o conjunto gráfico te passa com sucesso aquele sentimento de solidão e abandono, repleto de cantos populados por vigas de metal e cacos de vidro, posicionados sempre de maneira a contar uma história visual: várias foram as vezes que pensei “algo aconteceu aqui e alguém se ferrou muito por isso”, e isso é a cereja do bolo, tratando-se do conjunto gráfico. O desempenho também não deixa a desejar, mesmo em máquinas menos parrudas (não deixe as recomendações gráficas te assustar), mas é sempre bom garantir que os drivers de vídeo estejam atualizados corretamente.

A trilha sonora é do excelente Mick Gordon, que já trabalhou em Doom, de 2016 e traz uma batida sóbria que mais ajuda do que atrapalha, em termos de ambientação. Com excessão da música tocada na cena do helicóptero, – em algum ponto da abertura do game – todo o resto parece se entrosar bem com o momento correto: esteja numa perseguição com um Phantom e ouça uma música mais acelerada, que praticamente te instiga a correr e procurar abrigo. Já em momentos de exploração, o ambiente desolado da Talos I é muito bem acompanhado por uma trilha mais misteriosa, porém não alarmante. O timing das trilhas é quase perfeito, mas às vezes ainda se perde entre as milhares de linhas de código e, em algumas vezes, podem te dar a entender que um inimigo te persegue, quando, na verdade, nada mais além de você e umas xícaras quebradas encontram-se na sala. A sonoplastia, por outro lado, é de agradar os mais exigentes, com muita atenção dada aos detalhes que cercam Morgan, seja numa corrente de energia danificada ou na navegação dos menus. Toda a parte sonora do jogo é pensada meticulosamente para adicionar ao clima pesado e desesperador da sua busca por respostas que Prey oferece, e nem mesmo os pequenos deslizes no timing vão te fazer pensar o oposto.

O voice acting original (em inglês) é convincente o suficiente, e conta com nomes de peso, como Benedict Wong, que fez (pasmem) Wong, no filme de Doutor Estranho. Já a dublagem para o português ainda tem uma pegada que deixa um gostinho meio amargo no fundo da garganta, com momentos notáveis misturados a momentos dispensáveis, que deixavam a atuação dos dubladores um pouco aquém do esperado. Isso já não acontece na localização do jogo: os menus e legendas são traduzidos de maneira correta, só tendo que brigar com placas e letreiros não traduzidos nos cenários.

Talvez o fator de maior peso em Prey, e o grande motivo de seu destaque, pelo menos aqui, para mim. O game comete uma grave falha no começo ao não indicar a posição, mesmo que aproximada, de seu próximo objetivo, falha que mais pra frente, ao se acessar o Lobby pela primeira vez, é sanada com a adição de um mapa e uma aba de objetivos ao seu TranScribe (ferramenta usada pelos tripulantes da Talos I e que serve como uma espécie de interface para o jogador), mas isso não impediu que me perdesse completamente na hora inicial do jogo e tivesse que, inclusive, interromper uma sessão de stream ao vivo por conta disso: meu instinto exploratório fez com que apertasse botões demais e escondesse uma passagem essencial que me levaria à segunda parte do jogo, mas nada que não pudesse ter sido resolvido com um bom golpe de chave inglesa em um painel de vidro. Pena que só pude descobrir meu erro após iniciar o game uma segunda vez.

Não fosse esse pequeno detalhe, talvez a jogabilidade de Prey fosse cinco estrelas, e o fato de que isso acontece de novo e de novo (mas de maneira não tão frustrante), durante o restante do playthrough, só agravou para que essa meia estrela fosse removida da pontuação total. Prey não é um jogo que segura sua mão e te ajuda a atravessar os confins da Talos I, muito pelo contrário: se não quer se perder, leia. Se não quer se sentir preso, dê seu jeito, mas saia daí. Tudo tem várias formas de aproximação, você só precisa pensar bem e prestar bastante atenção aos arredores. Pegar uma chave que abre uma porta, nesse jogo, não é só uma tarefa simples, mas sim uma tarefa de várias etapas, que te levam a vários lugares diferentes, antes mesmo de chegar ao objetivo final, tudo muito bem integrado, de forma a te fazer acreditar que as chamadas side quests são essenciais, até mesmo para o progresso da história principal. Onde os jogos convencionais te fazem sentir frustração imensa por ter que passar por outras cinco salas pelas quais você já passou, Prey te recompensa, pois o mundo é repleto de itens coletáveis que podem ser usados no simples e intuitivo sistema de reciclagem de materiais, itens que, talvez, você não tenha notado numa segunda ou terceira passagem pela mesma sala.

O sistema de crafting do jogo é introduzido de uma maneira um tanto “intimidadora”, mas quando passada a tela de tutorial, apresenta ser uma mecânica muito simples e prazerosa: o jogo te dá motivo para pegar todos os papéis e cascas de banana no chão para, quem sabe, poder gerar material orgânico o suficiente para poder construir um tão necessitado Medkit. É uma mecânica que poderia ser utilizada de forma muito errada, mas é tão simples quanto pegar coisas que ninguém quer mais e transformar em itens vitais para a sobrevivência de Morgan, e isso faz toda diferença num embate contra inimigos mais resistentes a certos ataques que você sabe que seria uma dor de cabeça, se não pudesse criar mais umas duas ou três granadas EMP.

O sistema de evolução de personagem se mostra um outro tiro certeiro, fazendo com que os jogadores coletem Neuromods para melhorar suas habilidades, que, inicialmente, estão distribuidas entre Ciência, Engenharia e Segurança, com outras áreas de habilidades sendo introduzidas em momentos específicos do jogo. Aqui, todos eles significam uma diferença gritante ao calcular seu sucesso em passar por uma área, e talvez gastar seis Neuromods numa habilidade específica valha mais a pena do que segurar e distribuir em habilidades que não irão te ajudar tão imediatamente. E como não bastasse a melhoria por Neuromods, o game também conta com melhorias específicas para armas, que podem ser aplicadas ao grande arsenal de armas letais e não-letais que o jogo tráz no pacote, com destaque para o Canhão GLOO, que imobiliza a maioria dos inimigos com uma espécie de espuma, dando aquela vantagem de alguns segundos e garantindo hits seguros.

A dificuldade do jogo é justa. Jogar tanto no Easy quanto no Nightmare vai provar ser uma experiência desafiadora, mas não quer dizer que os inimigos ficam apenas mais ou menos “esponjosos”, tratando-se de absorção de danos, mas sim que habilidade continua sendo crucial e vai ditar 90% do seu sucesso em prosseguir por todo o game, seja no modo mais fácil ou mais difícil, algo que jogos como Fallout 4 não parecem ter entendido muito bem, até hoje.

De forma geral, Prey é uma experiência de jogo extremamente agradável e recompensadora, comparando-se a jogos de peso, como seu primo Dishonored, BioShock e os jogos da franquia Deus Ex, mas ainda tendo aquele traço único que só Prey pôde trazer, mas que só a Arkane consegue tornar real.

Nessa parte, Prey deixa a desejar um pouco mais do que as outras, apresentando uma história genérica com pouco mais que algumas novidades que realmente prendem a atenção. A premissa básica é a de que o jogo se passa numa realidade alternativa, onde o 35º presidente dos EUA, John F. Kennedy, sobrevive à tentativa de assassinato que pôs fim em sua vida, em 1963, e, com isso, fica convencido em investir mais dinheiro em pesquisa espacial, fazendo-a florecer e acelerando a corrida espacial na época. Algumas parcerias com a Rússia e um ataque à raça humana por conta de uma entidade alienígena conhecida por Typhon depois, os elementos de caos da história são trazidos a tona, quando o jogador deve decidir se joga como a versão masculina ou feminina de Morgan Yu (mesmo nome usado em ambas situações), que entra em conflitos de ideais com seu irmão Alex Yu e deve decidir o destino da Talos I. Não darei muitos detalhes sobre a história, por questões óbvias de spoilers, mas essa é, de longe, a parte menos intrigante de Prey. Histórias que caminham pelo mesmo trajeto que Dead Space e System Shock 2 caminharam, vários audiologs que tanto ajudam como em nada interferem na trama principal e inúmeros emails para se ler, em inúmeros computadores espalhados pela estação. A boa sacada no storytelling de Prey, entretanto, vem com a descoberta de sidequests ao se ler os supracitados emails, as quais não podem ser obtidas de nenhuma outra maneira, tornando a leitura extra algo relativamente prazeroso e significante, diferente do que muitos jogos fazem hoje em dia ou já fizeram, em algum momento.

Outro ponto a favor do storytelling é que, quando você simplesmente se esquece de alguma coisa pertinente a algum objetivo, ocasionalmente seu TranScribe tocará e January (um personagem essencial na luta de Morgan dentro da estação) estará do outro lado, te dando dicas de como prosseguir ou onde procurar para que a história progrida. Em momentos não tão cruciais assim, porém, as ligações excessivas interrompendo o fluxo da jogatina chegam a perturbar um pouco, às vezes beirando o inadequado e ativando um evento desses enquanto você se preocupa com dois Phantoms querendo acabar com sua existência no plano real. A divisão moral, contudo, é bem executada, e as ações que você escolhe fazer realmente geram um impacto no desenrolar dos eventos, e isso pode ser sentido mais fortemente à medida que o jogador se aproxima dos eventos de conclusão do game. Mas nada que seja chocante a ponto de te botar numa crise reflexiva eterna sobre sua própria existência, apenas o suficiente para te levar do começo ao fim do playthrough sem se sentir vendo um filme chato e interminável.

Esse ponto de Prey foi um divisor de águas. Senti que o menu era simples o suficiente para que eu entendesse como funcionava, mas faltou um carinho a mais às fontes usadas e a identidade visual como um todo: a estação espacial mais parece uma versão futurista de Rapture, do primeiro BioShock. Ao contrário do que você deve estar pensando, isso não é ruim. É bom ver que os jogos mais novos reconhecem o sucesso de outros que vieram antes e que a equipe de desenvolvimento decidiu abraçar um estilo icônico, sem perder seus traços únicos que mostram que aquele é um jogo completamente novo (apesar do nome já ser conhecido), só acho que poderiam ter poupado um pouco as similaridades tão óbvias. A interface das armas é elegante e não-invasiva, com uma tela (supostamente) de LCD acoplada, dando as informações que o jogador precisa sobre a quantidade de munição, evitando carregar a HUD com informações numéricas a mil. Tudo se integra bem, entrega a mensagem que deve e faz um bom trabalho nisso, mas faltou sentir a presença daqueles minutos a mais de brainstorming sobre como a interface seria apresentada, talvez com uma preocupação maior em relação à própria identidade visual do game. Dito isso, Prey é clean, bonito, conciso e intuitivo, mas a maneira como menus saltam à tela em momentos não tão justificáveis assim faz os fãs pensarem que faltou um pouco mais de “pensar” do que “fazer”, mas não é algo que mereça duas estrelas a menos, e sim uma, pois a falta de harmonia entre partes visuais do menu e do restante do jogo em quase nada impactam a experiência definitiva.

Prey é uma experiência memorável, que conta com elementos sóbrios e que, em momento nenhum, vão te fazer se sentir como se estivesse jogando apenas mais um clone de System Shock 2, mas muito pelo contrário: vai te fazer se sentir que essa é a sequência que System Shock 2 merecia e que, talvez, nunca teremos. Quando visto como um jogo único, Prey é uma tremenda sacada da Bethesda Softworks em parceria com a Arkane Studios, que vai te fazer passar mais de 20 horas quebrando a cabeça com seu gameplay intrigante, ambientação memorável e sentimento contínuo de recompensa por estar tentando fazer de uma estação espacial perdida para o caos um lugar melhor. Entre pela história, fique pelas mecânicas e visuais do jogo, e, certamente, o game valerá seu dinheiro tão suado.

Não concorda com nossa análise? O que você achou do game? Conte para nós, nos comentários!

 

 

 

Como funciona nosso sistema de pontuação para jogos?

Todos os jogos que passam pelas mãos da OMDHQ DEVEM ser avaliados. Por isso, e para facilitar o entendimento de como é feita uma análise de determinado jogo, criamos uma tabela detalhando todos os aspectos que são observados em um jogo durante nosso playthrough de análise. Note que notas mais altas ou máximas em algum aspecto não garantem que o jogo seja excelente – o que garante que um jogo passe pelo nosso pente fino e seja aprovado, é a média de todos os pontos analisados, apenas.

Qualificação final

Um jogo recebe uma qualificação final após ter sido completamente analisado e os cálculos dos atributos feitos. Com essas informações em mãos, qualificamos o jogo dentro de uma das seguintes categorias:

(OBS: As descrições a seguir são apenas para referência e não são padrões definitivos para a qualificação final de um jogo.)

Excelente – O jogo é impecável, ou chega muito perto disso. Da cena de abertura à rolagem dos créditos, nós sentimos que estávamos jogando a obra prima de nossas vidas (ou pelo menos até a próxima surgir). Pouquíssimas ou não-existentes são as falhas técnicas nesse jogo e – quando existem – em nada atrapalham a experiência final. A parte audiovisual, então, nem se fala: é um espetáculo à parte.

Muito bom – Esse jogo tem de tudo para estar um degrau acima de sua atual qualificação, mas alguma coisa não clica direito. Talvez um pequeno bug que precisou de um day-one patch, talvez inconscistência na trama do jogo, mas que, comparadas aos aspectos bons, são pouca coisa. Talvez se aquela porta se abrisse de uma maneira mais enigmática, ou se aquela textura não fosse tão ruim comparada às outras, esse jogo poderia ter sido excelente. Mas, definitivamente, merece estar bem longe de ser considerado algo ruim, portanto, e esse é seu lugar.

Bom – Sentamos, instalamos/iniciamos e jogamos, do começo ao fim. Quase nada pareceu ser muito bem explicado, as mecânicas eram extremamente confusas, mas quando entendidas, ainda eram divertidas. A trilha sonora carece de uma batida mais apropriada ao game, mas acerta em alguns momentos aqui e alí. Os gráficos eram medíocres, mas suficientes. Definitivamente, essa não é uma experiência de se jogar fora, mas não sente à frente do PC ou console achando que irá jogar uma coisa única. Talvez com cerveja e uns amigos pra rir, fique até interessante.

Ruim – De cara, tivemos problemas com o menu – uma das coisas mais básicas de um game e uma espécie de primeiro contato com o jogador. O desempenho era de dar raiva em algumas partes, mas, pelo menos, não tivemos problemas que quebrassem o game. A iluminação é ruim, mas a ambientação é OK e a sonoplastia deixa a desejar. Por alguma razão, não foi possível completar um dos objetivos do jogo e, por isso, não pudemos ver algum ponto da história que, talvez, pudesse ter sido interessante. Esse jogo é ruim, mas não é a pior coisa do mundo…

Péssimo – O jogo não inicia de forma alguma, a história é arrastada, estranha e sem graça. Das animações, então, nem se fala! Um show de bonecos de meia tem mais expressão que os personagens desse jogo. Esse daqui é tão ruim, mas tão ruim, que travou o nosso PC e brickou nosso console. Sentimos nojo de, alguma vez, termos pelo menos pensado em deixar esse lixo chegar perto de nossas preciosas máquinas de entretenimento. Nosso drive de Blu-ray está soltando uma gosma escura, desde que cuspiu o disco dessa obra de tristeza. Fique EXTREMAMENTE longe disso!

Critérios

Para chegarmos na qualificação final, um jogo deve ter os detalhes mais minuciosos avaliados, e, para isso, criamos uma lista de critérios que consideramos partes essenciais de um jogo como uma obra de entretenimento digna de seu porte. A seguir, uma lista exemplificando cada uma delas:

Gráficos (1 a 5 estrelas) – Esse jogo, quando jogado no Ultra, nos faz sentir vergonha de viver no mundo real. Ele é de uma grandeza gráfica tão grande, que nós sentimos desgosto dos nossos próprios gráficos. E você aí, achando que sua pele era tão boa, que rodava em 8k. Tudo isso acompanhado de uma direção artística fenomenal e elementos visuais que casavam extremamente bem no mais exigente dos monitores.

Som (1 a 5 estrelas) – Mesmo jogando com um headset de 20 reais, que compramos no chinês, alí da esquina, nos sentimos – a todo momento – como se estivessemos dentro do jogo. A fidelidade sonora era tão grande, que nossos ouvidos precisaram ser atualizados para uma versão com um firmware mais parrudo. A trilha sonora era tão perfeita, que se encaixava naturalmente em momentos de nossas vidas, numa espécie de iTunes espiritual. Nunca nos esqueceremos daquele beat que acabou justamente com o último tiro, no último inimigo.

Jogabilidade (1 a 5 estrelas) – Os puzzles eram tão bem desenvolvidos, que um significante aumento em nossos QI ficaram notavelmente evidentes, nas últimas conversas de almoço. A maneira como o jogo nos tratava, do começo ao fim, foi a mesma de um pai preocupado, mas que ainda quer que o filho ande com os próprios pés. Morrer mais de cem vezes tentando pegar aquela relíquia, no final, valeu a pena e nos ajudou a apreciar ainda mais o game. Sentimos falta de jogar, e quando não jogamos, estamos conversando sobre essa obra.

História (1 a 5 estrelas) – O roteirista estava inspirado: pontos bem-amarrados na trama, aquela side-quest que nós nunca esqueceremos ou mesmo aquele companheiro que não era só mais um NPC fazendo seu papel de modelo 3d animado. Tudo, nesse jogo, tem uma razão pra existir, desde um pedaço de papel jogado no chão até o motivo que levou o mundo às ruinas, tudo aqui tem sentido. O que não faz sentido, na verdade, é como vamos viver o resto de nossas vidas sabendo que teremos que esperar muito tempo para uma sequência muito mais que merecida.

Apresentação (1 a 5 estrelas) – A obra como um todo. Abrimos o menu inicial e, dalí, já sentimos que estávamos numa estação espacial da lua, lutando contra aliens. Tudo é tão bem distribuido e explicado, que nos sentimos como se estivessemos vendo um filme, ao invés de estarmos nos preocupando com ler menus em um joguinho qualquer. A apresentação é tão boa, que sentimos que, sem ela, o jogo estaria “pela metade”.

 

 

Lembrete

Todas as avaliações são feitas no intuito de informar o potencial consumidor nos vários aspectos envolvendo determinado jogo. Em momento nenhum declaramos ser essa uma opinião que você deva levar 100% ao pé da letra, pois trata-se apenas da nossa opinião. Se o jogo é ou não divertido o suficiente para fazer você adorá-lo, não cabe a nós dizermos. Portanto, antes de ignorar um jogo completamente por causa da nossa (ou de qualquer uma, na verdade) avaliação, dê uma chance a ele você mesmo. Talvez o que não nos agradou, te agrade e vice-versa. Lembre-se: o importante é sempre se divertir fazendo aquilo que você gosta, sem se preocupar com opiniões alheias. Divirta-se!

[Crítica] Alien Covenant “Prometheus que cumpriu melhor o seu papel”

 

Fomos convidados pela FOX para assistir Alien Covenant, na cabine de imprensa, no dia 05/05/2017, e Felipe da Silva
colaborador do Canal Yuna Box , deixou a sua opinião sobre o filme. Confira abaixo

[Sinopse]

  1. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado, desviando-os então de seu destino original. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram o plano inicial: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e o sobrevivente da amaldiçoada nave Prometheus David (Michael Fassbender).

O filme no geral é bem construído, trabalha bem o seu universo como um todo,  e com toda certeza é melhor que Prometheus, porém, para desespero dos fãs que a muito tempo querem de volta a essência dos primeiros filmes, ele não chega a alcançar o terror dos filmes antigos, mas passa perto.

O grande destaque do filme foi David (Michael Fassbender) e Daniels (Katherine Waterston), o destaque é por conta de serem realmente bons no que fazem. Michael Fassbender como andróide funciona, suas expressões são poucas em mínimos detalhes, interpretando bem até mesmo trejeitos de androide. Já a atriz Katherine Waterston fez jus às protagonistas anteriores, mostrando toda a sua força e perseverança perante a ameaça real.

Diferente de Prometheus, esse cumpriu melhor o seu papel no universo Alien, apesar do pouco foco no terror em si e a atenção virada à trama, para quem viu Prometheus e terminou o filme com perguntas, esse filme vai ser um prato cheio, o filme cria todo um ar de mistério na trama, assim ligando as pontas soltas para emendar com o 8º passageiro.
Nota: 5,5 /10

 

[Crítica] Guardiões da Galáxia 2: “Grandiosidade em dobro”

Os Guardiões da Galáxia
Os Guardiões da Galáxia, formação estabelecida no primeiro filme.

É inegável, ninguém esperava (ou dava tanta importância), mas em julho de 2014 a Marvel deixou o mundo e os críticos de boca aberta com algo novo e totalmente sensacional.

Eu falo da franquia Guardiões da Galáxia que nesta semana estréia seu segundo filme, no qual é o penúltimo na contagem regressiva para Vingadores: Guerra Infinita. 
A verdade é que Marvel, num ato de inteligência (e marketing) fantástico, remou contra a correnteza e liberou apenas dois trailers do blockbuster, que por sua vez não revelam nada da linha cronológica o mesmo.

Como já especulado, a trama gira em torno dos conflitos familiares, tanto de Peter Quill (Senhor das Estrelas/Chris Pratt) quanto dos próprios Guardiões, que assim como no primeiro filme, possuem fatores internos que quebram o paradigma clichê de equipe perfeita em harmonia.
O filme inteiro é uma tremenda galhofa mesclada com momentos de ação e drama, algo muito clichê e criticado no universo Marvel dos cinemas (#FórmulaMarvel), não fosse pelo fator música, algo muito bem trabalhado no primeiro filme e evoluído à um novo patamar emocional. Também pela genialidade de James Gunn e dos roteiristas, o conjunto da obra nos apresenta uma forma diferente de fazer filmes de heróis.

“..As vezes o que procuramos a vida toda, sempre esteve do nosso lado..” -Peter Quill

Guardiões da Galáxia 2 é daqueles filmes que valem cada centavo, para se levar a família toda, ou aquele(a) garoto(a) que você gosta. Uma playlist fantástica que consegue transmitir a emoção do longa por si só, e um filme que carrega a leveza de uma criança inocente que ri de si mesma ao mesmo tempo que nos abala fortemente.


Guardiões da Galáxia 2 estréia dia 27 de abril de 2017 e ganha um conteúdo totalmente especial na #OMDHQ essa semana, fique ligado.

E você, qual a sua espectativa para o filme? Comente abaixo

[Crítica] Power Rangers – um misto de nostalgia e atualidade

Power Rangers é uma franquia que já faz sucesso mundialmente há mais de 20 anos. Criada por Haim Saban em 1993, a série adapta os Super Sentai japoneses para o ocidente, o que acabou por tornar o gênero de show muito popular por aqui.
E depois de 24 anos a franquia ganha um novo filme. Dirigido por Dan Israelite (Projeto Almanaque), Power Rangers adapta os heróis numa nova visão contemporânea que vai agradar os antigos fãs e atrair novos. Nesta visão, Israelite constrói uma nova equipe com os personagens da primeira temporada clássica jogando-os num universo mais sério e pé no chão no maior estilo “e se Power Rangers fosse feito como os filmes de super-heróis atuais?”
A coisa toda começa quando os problemáticos Jason, Kimberly e Billy acabam descobrindo as moedas do poder junto a Zack e a misteriosa Trini em uma pedreira próxima a Alameda dos Anjos. Daí em frente encontram seu propósito na vida: impedir Rita Repulsa de encontrar o cristal Zeo, que pode dar e tirar toda a vida de um planeta. E o filme segue todo esse objetivo de forma interessante, seja na redenção dos personagens que valem um ponto positivo no longa pois são carismáticos cada um a sua maneira (com grande destaque para o Billy de RJ Cyler). Israelite apresenta um foco grande na personalidade dos heróis, construindo com o público uma reação que começa apática trilhando um caminho em que todos acabam adorados.

Os efeitos visuais trazem sensações mistas mas em geral são competentes atingindo um nível bom podendo ser comparados a alguns filmes de heróis atuais neste quesito, valendo o mesmo para a trilha sonora que não é muito complexa mas no geral agrada acrescentando uma releitura do tema clássico da série. O roteiro contribui para isso e mesmo que esperemos um bom tempo para que se tornem mesmo os Power Rangers, o longa não nos deixa cair na monotonia não tornando a jornada de duas horas nem um pouco cansativa.
O longa é repleto de referências a cultura pop e a série original, criando uma homenagem muito bacana para os fãs e deixando aquele gosto de quero mais, porém também deixando um gosto de que poderia ter sido mais. É uma experiência divertida e bem humorada e que com certeza vale seu ingresso.