[Crítica: Sem Spoilers] Star Wars Episódio VIII: Os Últimos Jedi “Inovação define”

Saudações amigos, e seguidores da força. Hoje foi dia de sermos agraciados com o convite da Disney para assistir ao Star Wars Os Últimos Jedi, e não poderíamos estar mais felizes.

O Filme e direção

Diferentemente do filme antecessor (O Despertar da Força), vemos que os diretores e roteiristas resolveram tomar um caminho diferente. Se levarmos em conta que as críticas mais pesadas ao filme anterior foram referentes a semelhança com o episódio 4, nesse filme podemos estar totalmente despreocupados. O filme é ótimo, muito bem montado, e mais uma vez temos “aquele tipo de trailer”, não vou falar muito disso pra não sair Spoilers aqui.

Roteiro e Trama

O roteiro é inspirador em certos diálogos nos fazem emocionar, no uso da força com o aprendiz, você facilmente percebe conflitos de interesse em todos os personagens da franquia, na jovem que procura entender, no jovem que procura esquecer, no homem que se culpa e em vários outros personagens. Acima de tudo o roteiro traz a mensagem de acreditar na luz da esperança, nem que ela seja uma fagulha.

Falar de Star Wars é sempre uma tarefa difícil e prazerosa, porque falamos sobre algo que amamos e não podemos dar todos os detalhes (risos), entretanto, nesse filme temos uma junção do “de tudo um pouco”, aquele clima de luta rebelde que encontramos em Rogue One está lá, em várias batalhas, “guerras nas estrelas”, não ficando pra trás temos o conflito Jedi, entre Luke e Rey se desenvolver e por incrível que pareça, não acontece conforme esperávamos.

É um filme que junta tudo aquilo que é bom dentro de um universo trazendo conflito, esperança, e acredite humor. O filme tem várias sacadas que te fazem rir, umas com simplicidade, e outras com teor mais épico que te fazem aplaudir. Contudo se posso apontar defeitos no filme, diria que o segundo ato dele foi um tanto “arrastado” com algumas repetições que dão a impressão de que “não saímos do lugar ainda?” mas não estraga o filme, só poderia ter sido feito mais rápido. A última cena do filme é linda, e nos mostra o caminho para um novo começo.

Personagens

Os personagens estão muito bons, muito bem desenvolvidos, temos um amplo vislumbre do líder supremo Snoke nesse filme, e acredite, sua participação vai te deixar impressionado. Temos o trio de personagens novos da aliança rebelde que evoluem bastante, Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Poe(Oscar Isaac) são os personagens que conduzem a trama mais uma vez, Destaque a Rey e Poe que mandaram muito bem. Nossa linda princesa/general Leia Organa( Carrie Fisher) está como sempre esteve, quanto todos acham que acabou ela é a que mantém a esperança viva. Kylo Ren(Adam Driver), também tem uma certa evolução, parte da história dele é revelada, mas ele continua sendo o que sempre foi, uma criança com problemas. E como último destaque temos Luke Skywalker(Mark Hamill), que mostra todo o seu potencial em atuação adquirido nesses anos, e em evolução como personagem.

Trilha e efeitos

A trilha sonora é bem arranjada como toda trilha de Star Wars, e os efeitos especiais estão sensacionais, ainda vendo que trouxeram elementos dos filmes antigos respeitando a estética e melhorando a fluidez.

Conclusão

Star Wars Episódio 8 – Os Últimos Jedi, para mim pode ser considerado como um marco para o universo de Star Wars, com várias coisas novas incluídas sempre respeitando as antigas, o longa finaliza muito bem e funciona como um caminho promissor para o próximo filme da franquia, prepare-se para se emocionar, e se sentir dentro do conflito rebeldes vs primeira ordem, pois seu coração pode não aguentar.

 

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Como queremos ver THANOS nos cinemas! | Review – A Ascensão de Thanos

Com o Marvel Cinematic Universe cada vez mais evoluído, nós nos caminhamos para Avengers: Infinity War, que trará a batalha dos heróis mais poderosos da terra contra o Titã Louco, Thanos. O personagem já apareceu em duas cenas pós-créditos, nos dois filmes dos Vingadores, e também teve uma participação em Guardiões da Galaxia, mas ainda não teve ainda uma participação nos cinemas que seja digna do maior vilão da Marvel Comics.

Como o grande vilão que é, Thanos merece uma origem, e o arco “A Ascensão de Thanos” de Jaason Aaron, Ive Svorcina, Simone Bianchi entre outros, na minha opinião, é o material perfeito pra isso. O arco conta a história de Thanos desde o seu nascimento na maior lua de Saturno, sua infância e adolescência como cientista prodígio e a sua loucura crescendo com o passar dos tempos até ele se tornar o ser poderoso – e maluco – que é. Esse arco seria uma origem perfeita para o primeiro ato de Avengers: Infinity War, visto que o filme retrará o encontro dos Vingadores com o temido vilão. Resumir a história contada nesse arco, seria uma ótima maneira de mostrar todas as camadas do interessantíssimo personagem que Thanos definitivamente é.

O arco não chega a ser um compilado de violência, mas realmente é uma história muito densa, que te pega pelo emocional, e te choca em algumas partes, então a Marvel teria que arriscar algo mais sombrio se caísse totalmente por esse lado. Thanos é retratado com um ser que nasceu diferente, com um aspecto bestial, em uma sociedade de seres “limpos e superiores”, e ele é prontamente negado pela sua própria mãe, no momento de seu nascimento. Os anos vão passando, Thanos vai crescendo como alguém que aprende mais rápido do que é ensinado, e se tornando uma das maiores mentes de sua geração, o que faz seu pai, um membro muito importante da sociedade de Titã, se orgulhar muito dos talentos de seu filho.

O Titã Louco era sempre o excluído, da turma, dos círculos sociais, e de sua sociedade como um todo, mas ele acabou se encontrando nas pesquisas científicas, onde achou sua verdadeira vocação. Se mostrou particularmente bom em anatomia, mas o problema começou quando ele começou a caçar suas “peças de estudo”. O que no começo era apenas um pequeno prazer em matar criaturas inferiores, pequenos seres vivos, foi evoluindo para um transtorno genocida, flertando com a loucura enquanto Thanos flertava com a morte em si. Ele saiu de Titã, tentou a vida em vários lugares, você sente até uma referência história ao conquistador mongol Gengis Khan, devido a grande quantidade de descendentes gerados por ambos, e como os dois foram implacáveis em suas conquistas, só que Thanos fez isso em uma escala universal.

Wikipédia sobre Gengis Khan: Estrategista brilhante, com hábeis arqueiros montados à sua disposição, venceu a grande muralha da China, conquistou aquele país e estendeu o seu império em direção ao oeste e ao sul. Gengis morreria antes de ver seu império alcançar sua extensão máxima, mas todos os líderes mongóis posteriores associariam sua própria glória às conquistas de Gengis Khan, “que foi um dos comandantes militares mais bem sucedidos da história da humanidade”.

A parte final do arco mostra justamente Thanos se entregando para as práticas genocidas, e para sua loucura interior, inclusive em seu relacionamento com a morte, que o leitor pode achar bem “confuso” pela maneira como ele é retratado na trama, talvez propositalmente. O arco “A Ascensão de Thanos” é bem cru, denso, violento. Bastante pesado, tanto em suas artes bem detalhadas e brutais, quanto em alguns momentos bem explícitos e polêmicos durante todo o desenrolar da história. É improvável que a Marvel adapte completamente essa história pras telonas, mas se existe uma personalidade do Thanos que eu queria ver no MCU é essa: Gênio, louco, conquistador e vilanesco.

[letsreviewunique title=”Thanos Rising” pros_title=”PONTOS FORTES” pros=”Ótimo desenvolvimento de personagem, Ambientação visual sensacional, Excelentes momentos de tensão” cons_title=”PONTOS FRACOS” cons=”A arte peca em alguns momentos ordinários da história, Construções confusas em algumas relações” criterias=”Roteiro,90,Desenhos,70,Ilustração,80,Desenvolvimento,90″ affiliate=”Veja em Marvel.com!,http://marvel.com/comics/series/17661/thanos_rising_2013_-_present” accent=”#edb203″ final_score=”82,5″ format=”3″ skin=”1″ animation=”1″ design=”1″][/letsreviewunique]

Crítica – Atlanta S01 | Inteligência, subversão e comédia ácida: Pare tudo e assista Atlanta!

A série “Atlanta”, criada e protagonizada por Donald Glover e exibida originalmente na FX, ficou disponível recentemente na Netflix, e, se você tem o costume de assistir suas séries pelo serviço de streaming, não desperdice a chance de assistir essa que é uma das melhores séries lançadas nos últimos anos. Apresentando a história de dois primos, o rapper Paper Boi (Brian Tyree Henry) e seu empresário Earn (Donald Glover) tentando crescer no cenário musical de Atlanta, para melhorar as suas vidas e as vidas de suas famílias. A série conta com críticas sobre a cena do rap, sobre racismo, violência policial, e sobre a sociedade como um todo. É importante dizer que essa crítica conterá alguns spoilers da série, então leia por sua conta em risco.

Earn é um universitário que parou com os estudos em Princetown para cuidar da carreira do primo Paper Boi, que está começando a fazer um certo sucesso na cena musical local. O rapper, que ainda está inserido no mundo do crime, junto com seu amigo Darius, aceita relutantemente a ajuda de Earn, que além de já ser pai, tem uma relação enrolada com Vanessa Keefer, mãe de sua pequena filha. A série foi, como descrita pelo próprio Donald Glover, criada para “fazer as pessoas sentirem como é ser negro”, é abusa de críticas, subversão, um humor ácido, e de mexer profundamente com seus sentimentos, te causando até um incomodo em vários momentos, pra poder alcançar esse objetivo. E se você não teve a exata sensação, bom, talvez seja isso mesmo que a série quer. Não vamos ser Craig’s, por favor. Atlanta te impressiona em alguns momentos. Em muitos momentos, pra ser honesto.

A série bota uma risada no seu semblante e tira essa risada com a mesma facilidade, e impressiona de ir de cenas aparentemente bobas para críticas sociais extremamente pesadas. Paper Boi participa de um tiroteio, logo no começo da série, e isso é sempre referenciado, mas nunca é bem explicado, passando perfeitamente a sensação de que aquilo é só mais uma coisa do dia-a-dia.

Em um episódio, Earn está esperando para ser liberado de uma delegacia, quando todos que estão na sala de espera começam a caçoar de um cara que, aparentemente, está lá todas semanas e apresenta algum distúrbio, que o faz fazer coisas absurdas, entre elas, beber água do vaso. O que parecia ser apenas uma cena com um humor controverso, visto que todos estão rindo enquanto Earn está desconfortável, acaba se tornando um momento extremamente pesado, já que o homem cospe a água que bebeu do vaso em um policial que o confronta, e acaba sendo violentamente reprimido e agredido, deixando a cena instantaneamente desconfortável, tanto para os personagens em cena, quanto para os espectadores.

A série parece ter sido preparada totalmente para causar essas sensações de incomodo e de subversão. No episódio “Juneteenth”, conhecemos o personagem Craig, um homem branco de classe alta, fascinado pela cultura negra, que se apresenta como uma pessoa extremamente simpática. Mas o nível de apropriação cultural que o personagem pratica, acaba sendo exatamente o que impede ele de ter de fato algum conhecimento prático sobre a vida do próximo. Craig pratica uma poesia falada de qualidade contestável, pinta quadros inspirados em cultura negra, bebe Henessy, já foi até pra África, e cobra Earn para fazer a mesma viagem. Nós entendemos totalmente os problemas desse jeito de Craig no fim do episódio, quando Earn afirma que ele não conhece nada da situação do negro na prática, e que “ele não viaja pra África pois está quebrado”. Craig, um homem branco, podia ler, estudar, viajar, mas a sua falta de empatia, e o fato de ele mesmo não sentir na pele o que Earn sente, não deixam ele ter a vivência que ele acha que tem. E nunca vai ter.

Vários outros episódios da série apresentam críticas marcantes, e além do já citado “Juneteenth”, podemos citar o episódio “Nobody Beats the Biebs”, onde somos apresentados ao Justin Bieber do universo de Atlanta, que é um jovem negro. A série não faz a minima questão de explicar o porquê disso, inicialmente, mas o jeito que isso se desenvolve é genial. Outro episódio marcante, “B.A.N.”, que se passa integralmente na publicação da “Black America Network”, um canal de televisão fictício, baseado em um canal existente. A programação, incluindo as propagandas, é recheada de sarcasmo, satirismo e críticas, e o episódio gira em torno de um programa de debates, com um apresentador, uma escritora que fez um livro sobre pessoas trans, e o rapper Paper Boi. Eles comentam uma reportagem sobre um adolescente negro que se identifica como um homem branco de 35 anos, e o fim desse episódio é um dos momentos de ouro da série, um momento digno de palmas.

Outro bom exemplo de como a série surpreende e subverte, é o último episódio da primeira temporada, que começa com uma premissa extremamente simples: Earn acorda após uma noite de festa, e não encontra sua jaqueta, e ele precisa muito de algo que está naquela jaqueta. Parece uma coisa até simples e boba para o episódio fianl da série, mas, naquela altura do campeonato, você já sabe que vem algo por aí. E realmente vem! E foge muito dos clichês de final de temporada, sendo algo extremamente simples e intimista, mesmo sendo tão surpreendente. A série, tão pesada em alguns momentos, termina completamente leve, se relacionando de maneira muito próxima com o espectador. Esse final fica ainda melhor após uma maratona, e como a série tem 10 episódios de cerca de 25 minutos cada, fica aqui a minha dica.

Atlanta tem uma direção impressionante, com cenas impressionantemente bem compostas e bem montadas, um roteiro excepcionalmente bem construídos, atuações muito bem feitas, com destaque para o monstruoso Donald Glover e para Keith Stanfield. A trilha sonora é muito acertada, mesmo que, tirando o hit de Paper Boi, nenhuma música fique na sua cabeça após o término dos episódios. Esperamos ansiosos pela já confirmada segunda temporada da série, e resta saber se ela continuará o incrível padrão estabelecido até agora.

[letsreviewunique title=”Atlanta: Primeira Temporada” pros_title=”PONTOS FORTES” pros=”Excelente roteiro,Tempo de comédia excelente,Atuações muito acertadas, Críticas concisas e inteligentes” cons_title=”PONTOS FRACOS” cons=”Acaba” criterias=”Direção,95,Roteiro,100,Atuação,95,Trilha Sonora,90″ affiliate=”Assista ao Trailer!,https://www.youtube.com/watch?v=MpEdJ-mmTlY” accent=”#edb203″ final_score=”95″ format=”3″ skin=”1″ animation=”1″ design=”1″][/letsreviewunique]

Crítica – Assassinato no Expresso do Oriente | Um carinho nos fãs de Agatha Christie

Quando você evoca o um clássico como “Assassinato no Expresso do Oriente”, e resolve adaptá-lo para os cinemas, você tem automaticamente uma série de obrigações e diretrizes nas suas costas, mesmo se tratando de um trabalho criativo. Afinal, é com o trabalho da lendária escritora Agatha Christie que você está mexendo, e é em cima de uma história clássica que você está trabalhando. Me arrisco a dizer que, se você não tem nada para somar a mitologia dessa obra, é melhor você nem fazer um filme baseado nela. E, levando isso em consideração, o diretor Kenneth Branagh, o elenco, e toda a equipe estão de parabéns, já que esta última adaptação lançada para as telonas se trata de um excelente filme, que respeita bastante a história original, adiciona suas particularidades, e certamente soma muito ao legado da obra.

O filme começa com uma mini-versão dele por completo, de certa forma, apresentando toda a metodologia de Hercule Poirot, e estabelecendo o mesmo na trama como o lendário detetive que ele é. A atuação de Branagh, que também é o diretor do filme casou completamente com a aura do metódico personagem, trazendo ele pras telas de uma maneira muito bem encaixada. No desenrolar das situações, somos apresentados aos demais personagens do filme, e tudo que leva cada um deles ao Expresso do Oriente. Uma das melhores cenas do filme, e que mostra o talento de Kenneth como diretor, é quando Poirot está entrando no trem, e somos apresentados sutilmente a todos os personagens – e futuros envolvidos no crime – de uma única vez.

O caso se desenrola, e óbvio que eu não vou ser o estraga prazeres de te entregar mais detalhes da trama daqui pra frente. Se você já leu o livro, vai sentir o respeito com a história original, mesmo que com algumas leves mudanças em alguns momentos, todas elas positivas para a adaptação cinematográfica. Além do já citado Kenneth Branagh, as atuações de Tom Bateman, como o depravado e charmoso Bouc, de Michelle Pfeiffer como a senhorita Hubbard, e de Leslie Odom Jr como Arburthnot são magníficas e consistentes. Pfeiffer em particular rouba a cena, com uma atuação forte e surpreendente.

Johnny Depp também entrega bem seu personagem, mesmo sem roubar a cena para si. Daisy Ridley é maravilhosa nos momentos chave do filme, mas tem alguns diálogos com atuações fracas, mas nada que estrague seu trabalho como um todo. Josh Gad também apresenta uma atuação bem sólida, crescente nos momentos necessários. O elenco estelar, de uma maneira geral, incluindo Judi Dench, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Sergei Pollunin, e todos os outros atores, foi essencial para o filme ser tão bem executado. É um daqueles raros filmes em que ninguém no elenco decepciona.

Assassinato no Expresso do Oriente é um gabarito a ser seguido em questões de adaptação. Com uma forte trilha sonora, um excelente roteiro, e com cenas que te botam na ponta da cadeira, mesmo sem ser um blockbuster de ação, o filme é uma pedida excelente pra quem deseja se iniciar no trabalho de Agatha Christie, e um material obrigatório pra quem é fã da escritora. Ah, e pro segundo grupo, o filme faz uma referência perfeita ao livro “Morte no Nilo”, que já foi confirmado pela Fox que será adaptado para os cinemas como sequência deste filme. O momento em que essa referência acontece é de acalentar o coração. Resumindo em uma frase: vale o ingresso.

[letsreviewunique title=”Assassinato no Expresso do Oriente” pros_title=”PONTOS FORTES” pros=”Atuações acertadas nos momentos chave,Bom desenvolvimento do caso,História cativante e memoravél” cons_title=”PONTOS FRACOS” cons=”Alguns diálogos fracos em momentos isolados” criterias=”Direção,80,Adaptação,100,Roteiro,90,Atuação,85,Trilha Sonora,90″ affiliate=”Assista ao Trailer!,https://www.youtube.com/watch?v=1LqXLJEq4sw” accent=”#edb203″ final_score=”90″ format=”3″ skin=”1″ animation=”1″ design=”1″][/letsreviewunique]

Crítica [ Liga da Justiça ]

 

Depois de muita espera e ansiedade( e muita preocupação), finalmente podemos conferir o tão esperado lançamento da DC Comics, Liga da Justiça, mas será que essa espera para vermos a maior equipe de super heróis valeu a pena? Confira :

A Trama

 

Liga da Justiça continua com os eventos Batman V. Superman: A Origem da Justiça, mostrando como o mundo está lidando com a perda do Superman (Henry Cavill) e como os heróis também estão lidando com a perda do maior sinal de esperança da Terra.

Liga da Justiça conta uma história boa, nada tão epico(infelizmente) mas que consegue entrar os seus fundamentos e objetivos.
Um dos maiores problemas do filme é sua história apressada, como o filme foi mudado para uma duração de 2h1m, é visível que alguns pontos da trama foram tirados do corte final, deixando uma trama com alguns “gatos” ao meio dela fazendo com que a história não seja tão bem contada assim e confundindo a audiência em certos momentos.

Os Atores

 

Um dos pontos mais fortes da Liga são os heróis que a compõem, todos eles funcionam muito bem e cativam a cadê cena que aparecem.

BATMAN

O Batman(Ben Affleck) não é mais aquele amargurado e ranzinza que vimos em BvS, é notável que o personagem passou por uma transformação moral, acreditando cada vez mais na humanidade e voltando a confiar em outras pessoas para se trabalhar em equipe.

MULHER-MARAVILHA

O destaque fica com a Mulher-Maravilha(Gal Gadot) que mais uma vez entrega a Amazona de maneira esplendida e maravilhosa, mostrando o quanto é badass e destacando as melhores cenas de ação do filme.

FLASH

O Flash(Ezra Miller) está incrível, ele serve como o perfeito alívio cômico do filme, mostrando o personagem inexperiente, mas que mesmo assim possui os trejeitos do velocista escarlate.

CIBORGUE

Ciborgue(Ray Fisher) Um dos personagens mais despertou a preocupação dos fãs, não pelo personagem em si, mas sim da maneira que seria construído no filme, muitos acharam pelos trailers que o CGI do personagem estaria bizarro e meio falso, mas não se preocupe, eles estão incríveis no filme.
O Ciborgue é um personagem muito interessante no filme, apesar de seu passado não ter sido muito bem explorado, é notável todos os traumas qual o personagem passou e Ray Fisher faz um excelente trabalho entregando um personagem com extremo peso emocional, mas que ao mesmo tempo consegue ser táticos e cativante.

AQUAMAN

Antes de ganhar o seu filme solo, o Aquaman( Jason Momoa) ganha a sua estreia em LJ, onde mostra um personagem que possui carisma, mas que da tanto peso para trama, se tornando mais um personagem secundário em meiona Liga.

SUPERMAN

A cereja do bolo. Depois de ter sido tão bem escondido  e recebido poucos materiais promocionais, o personagem finalmente é retratado de maneira explodida e esperançosa.
Algo que muitos querem ver é como o Superman volta a vida e como são suas cenas no filme. Acredite, todas as cenas com o personagem são incríveis é realmente entrega um Sups mais esperançoso, alegre e que fará muitos fãs do escoteiro ficarem boquiaberto.

A Vilã

Lobo da Estepe é o típico vilao de quadrinhos, ele possui um plano para acabar com a humanidade e governar a Terra a sua imagem, ponto. O vilão consegue passar a sensação de ameaça e se demonstra um oponente digno contra a Liga, onde funciona muito bem e realmente demonstra o desejo de conquistar o mundo.

 

Conclusão

No geral, Liga da Justiça entrega um bom filme com personagens carismáticos é bem apresentados, nos deixando muito interessados para o que o futuro reserva para eles. A trama do filme não é muito bem estruturada, é notável os cortes feitos no filme, mas nada tão absurdo assim.

 

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Crítica – Thor: Ragnarok – “O melhor da trilogia, mas não o melhor da Marvel”

Depois de muita espera (e ansiedade), finalmente podemos conferir o novo filme da Marvel Studios, Thor: Ragnarok. Mas será que toda essa espera vale a pena ?

De primeira, demonstrei muito receio na escolha do diretor para comandar o filme, não que Taika Waititi seja um péssimo diretor, mas que seus trabalhos são mais voltados para o lado da comédia, e Ragnarok não parece ser algo que daria muito certo puxado para esse gênero, já que se trata de uma adaptação do cultuado quadrinho do Deus do Trovão, Thor, que conta a história do fim do mundo asgardiano.

 

A Trama

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O filme continua a história de Thor após os eventos de Era de Ultron, mostrando as aventuras de Thor para manter os Sete Reinos seguros. A trama, acontece de maneira apressada, alguns pontos são explicados corretamente, outros são extremamente acelerados, sem estrutura nenhuma, são apenas jogados nos filmes. Confesso que fiquei confuso em certas cenas do filme, pois, ele não te dá tempo para o espectador digerir algunss acontecimentos, tudo acontece de maneira rápida, o que prejudica um pouco o entendimento da trama.

 

Os Atores

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Thor: Ragnarok é de longe a melhor apresentação do herói, depois de dois filmes medianos, finalmente temos um Thor interessante no filme, brincalhão e que mostra todo o seu poder e potencial ao longo do filme. Os coadjuvantes, como Loki, Valquíria e Hulk também são muito interessantes de ser ver, principalmente a Valquíria, personagem estreante do UCM.
Um dos mais interessantes de assistir é o Grão Mestre de Jeff Goldblum, ele é o tipo de personagem que você sempre vai se divertir enquanto eles está nas telas, gerando ainda mais interesse de ver mais do personagem.

A Vilã

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Desde o anúncio de Hela como a vilã principal do filme, muitos fãs ficaram animados em ver a Deusa da Morte enfrentar o Deus do Trovão, especialmente porque ela é interpretada pela talentosa Cate Blanchett, que entrega uma grande vilã, extremamente memorável e que faz jus ao seu papel de antagonista.

Conclusão

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Thor: Ragnarok é um filme divertido, mas que desperdiça todo o seu potencial, entrega personagens interessantes e mostra uma trama que às vezes se torna meio esquecível e boba.

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Brasil Game Show | O segundo dia foi satisfatório

A BGS#10 ( Brasil Game Show Nº10), que está sendo realizada em São Paulo, nesta semana dos dias 11 à 15, vem com muito à oferecer. E ontem, como o segundo dia do evento , não poderíamos estar mais satisfeitos.

Algumas mudanças foram feitas da BGS do ano anterior, como por exemplo o Local do Evento, o Local em si, é um pouco menor, porém reduziram também o espaço dos estandes, sendo assim não ficamos apertados la dentro, e o a climatização estava ótima. Esse detalhe também permitiu que muitas das celebridades convidadas, incluindo de ídolos da garotada na internet, até os de conteúdo mais maduro, o que permitia, que eles pudessem ser encontrados facilmente.

O número de cosplayers desse segundo dia de evento estava ótimo, mas acreditamos que isso irá melhorar no decorrer dos dias de evento. Muitos Jogos diferentes em cada estande, em alguns deles podíamos ver uma experiencia mais dinâmica, em outros o mais clássico de jogador único. O Local não parecia estar lotado, como disse anteriormente, pode-se andar de forma livre dentro do evento. Estaremos trazendo mais  tarde informações sobre o público total.

O destaque do dia, e acredito que do evento foi a ilustre presença de Hideo Kojima, porém houveram contratempos por parte da organização do seu painel, onde muitas pessoas ainda estavam do lado de fora quando a palestra começou.

esse foi um pequeno resumo do segundo dia da BGS, e mais tarde traremos novidades sobre o dia de Hoje, se está com vontade de ir, corra, você ainda pode garantir o seu ingresso!

Clube da Luta 2, a HQ sequencial da grande obra

Todos conhecem (ou já ouviram falar sobre) o fenômeno Clube da Luta de Chuck Palaniuhk que originou a febre cult. Filme dirigido por David Fincher e atuado por Edward NortonBrad Pitt e Helena Boham Carter. Filme de 1999, que na época foi considerado um fracasso pelos críticos e depois com a venda dos Dvds foi um sucesso.
Temos depois, o autor do livro Clube da Luta (1996) resolveu fazer uma continuação da trama em 2016 e inspirado nas 8 famosas regras citarei minha opinião em 8 motivos de porque é válido ler, mas desde que não espere algo tão grandioso quanto a obra de origem.

 

 

1.  A primeira regra do Clube da luta é você não faz continuação do Clube da luta.

2 . A segunda regra do Clube da luta é você não faz continuação em quadrinhos do Clube da luta porque não há necessidade.

A história termina bem e não se precisava existir uma continuação.
3. Quando alguém disser que a continuação é melhor que a obra-prima original não acredite. Essa pessoa provavelmente deve ser algum membro do projeto Destruição ordenada por Tyler Durden a dizer isso. Não é de forma alguma tão boa quanto.
Bem inferior aos maravilhosos livros e filmes.
Não é ruim, mas está longe de ser excelente e memorável como o clássico, é apenas mediano e uma boa leitura. Ainda mais por ser desnecessária esta continuação. Talvez devido a admiração pelo autor, pela expectativa pela obra que me inspira e muito. Chuck não decepciona a ponto de criar algo deplorável, mas também não arrebata como no original, a história parece uma paródia ou uma fanfic de si mesma.
4. Apenas leia se tiver lido o livro ou assistido ao filme. Porque é uma continuação do livro que tem um final diferente (o final do filme é melhor).
5. Apenas leia se tiver mente aberta porque Chuck Palahniuk muda muita coisa e acrescenta coisas que fazem a cabeça explodir (no bom e mal sentido, dependendo do como você encarará o que será feito).
Diferente do primeiro livro que a narrativa é em primeira pessoa, na HQ é em terceira o que perde-se a imersão com o protagonista que agora tem nome, Sebastian (gostava mais quando não tinha nome).
A história só funciona se você tiver suspensão de descrença porque o que era crível do primeiro ganhar ares metafísicos e subjetivos. Tem muita coragem no roteiro, Chuck continua a provocar com seu humor escatológico, ácido, ironia e sarcasmo característicos, mas há também muita viagem (no sentido de exagero do roteiro), muita coisa que incomodará a quem é fã devido a descaracterização de ideias e personagens.
O fato de ser em HQ foi algo maneiro e bem escolhido porque a arte de Cameron Stewart é ótima. Desenhista talentoso.
As cores vivas e fortes dão um ar bem bonito junto com as ilustrações bem feitas do artista. E por ser em HQ dá dinamismo a obra com os quadros e páginas que são pequenas obras de arte se observá-las detalhe por detalhe.
6. Os personagens tomam rumos diferentes e tem uma grande participação da Marla, tanto quanto do Tyler que está mais atuante do que nunca. Além de novos personagens, elementos e referências ao filme e ao livro, a Bíblia e uma porrada de coisas. A cada página tem citações, desenhos, easter eggs que revivem a obra original inclusive nas famosas e icônicas frases.
7. A leitura de Clube da Luta 2 deve ser feita sem expectativas, porque a decepção pode te atingir como socos ou como Napalm.
8. Se você nunca leu ou assistiu Clube da Luta,  recomendo que leia esta obra-prima literária e cinematográfica cult que inspirou nada mais, nada menos que Mr. Robot.
Clube da luta, independente de sua sequência deixar a desejar em alguns pontos, é um clássico de contra cultura indispensável a quem gosta de histórias ágeis, bem escritas e sem medo de ficar na zona de conforto.

Death Note Netflix – Crítica

O filme conta a história de um jovem estudante chamado Light Turner, filho de um policial, um jovem inteligente e amargurado que perdeu a mãe recentemente, e que encontra um caderno que caiu do céu e aparentemente lhe confere a capacidade de matar qualquer pessoa, em qualquer lugar, como ele quiser, um presente de um deus da morte. Light se junta com Mia, uma líder de torcida que também não vê mais as “cores” do mundo e se junta com o protagonista em uma jornada para fazer do mundo “um lugar melhor”, na visão deles.

Na trama original, um brilhante estudante japonês, Light Yagami, encontra um caderno chamado Death Note, que tem o poder matar qualquer pessoa que tenha seu nome escrito nele. Munido de tal arma, Light decide se tornar o deus do novo mundo, punindo os bandidos e transformando o mundo num lugar melhor. Entretanto, Light não contava com a intervenção de L, um excêntrico detetive, que está determinado a encontrar Kira e o levar a justiça.

O grande problema do longa, contudo é o desvirtuamento de pontos chaves da trama, um dos diferenciais da obra é justamente o embate intelectual entre Light e L, que no filme é totalmente esquecido. A relação originalmente meramente funcional de Light e Mia é transformada no tema central do filme, o que fez Mia parecer com outra pessoa, obcecada por poder e pela posse do Death Note ao invés da sua admiração e obsessão amorosa e psicótica por Light. O filme não traz conceitos como pena de morte e a linha que divide o que e certo e o que errado, como o original, tem uma boa fotografia, mas não há nada de extraordinário no conceito adaptado da obra, nem tão pouco nas atuações, sem contar a trilha sonora que se altera entre pop clássico e rock melódico, o que muitas vezes tira o clima de tensão da cena.

Mesmo para quem não conhece o original e não traça os paralelos descritos acima, os personagens são rasos e suas motivações não são o suficiente para sustentar suas ações de forma verossímil; Ryuk se torna ainda mais dispensável, ao invés de sombrio e sádico; L fica mais desinteressante, é mais parece um detetive temperamental e Light/Kira passa a impressão de ser muito mais mimado. O transformando em uma mera vítima da sociedade ao invés de um sociopata frio e calculista, que estava apenas entediado com o mundo ao seu redor.

Antes de assistir e aconselhável que seja feito o desprendimento dos personagens e da história original do mangá. Pois diferenças gritantes irão acontecer ao longo da história.
O filme e o anime original estão disponível no portal Netflix.

          

Fora o filme americano da Netflix, há também as adaptações japonesas Death Note (adaptação direta do mangá),  intituladas de Death Note: The Last Name ( 2006) , Death Note: L – Change The World (2008) e o último, Death Note:  Light Up The New World (2016).

Planeta dos Macacos: A Guerra | O Épico Final

 

 

Eu espero… Que, dessa ocasião solene, um mundo melhor surja. Nascido do sangue e da carnificina do passado. Um mundo baseado em fé e compreensão. Um mundo dedicado ao sonho de liberdade, à tolerância e à justiça.

Com a magia da captura de movimentos, a Fox liberou um vídeo da transformação de Andy Serkis, no líder símio, César, no qual ele diz essas palavras. Palavras que narram o capítulo final do aclamado reboot/prelúdio de Planeta dos Macacos – iniciado em 2011 com Planeta dos Macacos: A Origem.

Há uma semana, estreou (03/08) nos cinemas brasileiros o último filme da saga Planeta dos Macacos – A Guerra – Prontamente, o filme (lançado em Julho nos EUA) está se tornando um sucesso estrondoso de críticas. Planeta dos Macacos: A Guerra é um épico psicológico, humanizado e chega a ser bíblico, o final perfeito para essa nova trilogia sobre o mundo dos símios.

Primeiramente, o filme consegue trazer uma harmonia perfeita entre tecnologia, atuação, visual e trilha sonora. (Sem falar das referências aos clássicos filmes). A tecnologia presente na captura de movimentos, traz uma experiência poucas vezes vista nos cinemas. Andy Serkis – o “mestre” nessa forma de atuação – no papel de César, consegue passar todas as emoções por trás de camadas e camadas de efeitos visuais. Um César já mais desenvolvido que nos filmes anteriores, com uma excelente dicção e com um andar ereto. Ele apresenta o máximo, até aquele momento, da evolução dos macacos, desde o teste de ALZ-112 em sua mãe (em Planeta dos Macacos: A Origem). E a excelente atuação não fica só por conta de Andy Serkis. O filme conta com um elenco de apoio muito bem trabalhado, que vai desde o sábio orangotango conselheiro, Maurice (Karin Konival) – que possui belas cenas com Nova (Amiah Miller) – ao Coronel de Woody Harrelson, com uma atuação espetacular, no melhor estilo Marlon Brando em Apocalypse Now. O novo personagem “Bad Ape” (ou “macaco mau”), interpretado por Steve Zahn, traz consigo um alivio cômico extremamente certeiro para o filme – e ao mesmo tempo com uma pequena dose de drama. Tudo isso vem embalado por um visual deslumbrante de um planeta desolado e com a trilha magnífica de Michael Giacchino.

Planeta dos Macacos: A Guerra, possui um toque de vários gêneros do cinema. Ele caminha desde um western de sobrevivência e vingança, a um filme apocalíptico de guerra. A abordagem filosófica, que vem desde o primeiro filme, tratando de assuntos como evolução e destruição, faz com que essa seja uma das franquias mais inteligentes atualmente. Faz os espectadores pensarem até onde o ser humano pode chegar. Porém, é contra a nossa própria espécie que torcemos. Do início ao fim da franquia, nos conectamos muito mais com os macacos (e talvez seja essa a sua intenção) do que com os homens. E em meio a uma luta por sobrevivência, macacos x homens, nós percebemos, que a guerra, não é travada dessa forma. Nesse filme percebemos que a guerra sempre foi entre os homens; e os macacos – com exceção de Koba e seus seguidores – apenas queriam garantir a sua sobrevivência.

Assim podemos dizer que somos muito gratos por vermos A ORIGEM, O CONFRONTO, A GUERRA e a paz. E no fim é possível sentir uma sensação de felicidade, quando vê que agora realmente é, o planeta dos macacos.