[Crítica] Uma Quase Dupla ”Comédia policial com crimes de motivação cômica”

Hoje 19/07/2018 estréia o filme ”Uma Quase Dupla” , uma comédia policial com Tatá Werneck e Cauã Reymond.
Resumo: A calma Joinlândia é surpreendida por um crime que sua força policial não está preparada para resolver, então, o delegado solicita o auxílio da investigadora Keyla (Tatá Werneck) que trás a experiência da cidade grande para investigar o crime com Cláudio (Cauã Reymond) subdelegado sem experiência em crimes desta magnitude. A dificuldade de comunicação e sincronia dos dois atrapalha as investigações.
Direção :  O filme dirigido por Marcus Baldini segue o molde da dupla de policiais em que um se acha genial e outro é apresentado como desajeitado e despreparado para solucionar crimes. É uma comédia policial clássica e não faz questão de fugir disso, o que é sincero e cativante. Lembra muito ‘ As bem armadas’ e ‘ A espiã que sabia de menos’ .

Roteiro : Dois dos atores colaboraram com o roteiro, o que ficou bem claro em todo o decorrer do filme, dava pra perceber as características da Tatá Werneck vista no Lady Night e a acidez do Daniel Furlan do Choque de Cultura, o que na minha opinião é um super bônus, pois as características do filme ficam cada vez mais sarcásticas e o torna mais engraçado.

Atuação: Os atores são ótimos, não teria como a atuação deixar a desejar. Alejandro Claveaux merece uma nota extra porque foi brilhante! Tatá Werneck é Tatá Werneck, colaborou no roteiro e isso ficou claro por deixar registrada marcas de sua atuação cômica, além de ser uma atriz versátil e dar conta da cota de drama solicitada. Cauã Reymond fugiu da pose de galã que o acompanha sem muito esforço por sua aparência abençoada pelo criador, e mostrou um personagem comicamente desajeitado.

Conclusão : É um bom filme! Não é um roteiro completamente original, mas é legitimamente brasileiro, é o tipo de filme que vemos outros países produzirem e gostamos muito. É um filme leve e divertido, em que você consegue entender e embarcar sem muito esforço. Os crimes são inusitados, o que o deixa ainda mais divertido.
Nota: 3,5/5.

[CRÍTICA] Os Incríveis 2 | O mundo sempre volta a ficar em perigo

A Família Pêra voltou mais incrível do que nunca!

Brad Bird, diretor e roteirista dos dois filmes d’Os Incríveis, falou recentemente sobre o filme não ter sido feito para as crianças. E de fato, sim, o filme não é para as crianças. Obviamente o filme trará um nova legião de jovens fãs, mas esse filme foi feito para toda uma geração que esperou 14 anos pela continuação. E valeu a pena a espera!

O primeiro filme, além de um grandioso sucesso, foi revolucionário para os efeitos gráficos das animações. O segundo, com toda certeza, também será. O filme, que demorou tantos anos para ser lançado, possui um cuidado visual como poucos. A textura dos objetos e das roupas, o gestual e as expressões dos personagens foram triplicados do primeiro filme. Por outro lado, o roteiro é praticamente uma releitura do primeiro filme, mudando apenas os elementos da narrativa. Com isso, ele se torna o elemento mais fraco do filme, talvez o único.

Os Incríveis 2 tinha a grande missão de fazer jus ao mundo lançado em 2004. E conseguiu! Logo nos primeiros minutos você já se vê mergulhado na história – e nem percebe-se que passaram 14 anos. O filme se inicia minutos após o final do primeiro e temos a tão esperada luta contra o Escavador. Depois daí o filme entra nos conflitos dos super-heróis. Por mais que eles tenham se divertido lutando lado a lado, a família Incrível ainda é proibida de agir, como todos os heróis. Beto Pêra, o Sr. Incrível, como no primeiro filme, tem enorme dificuldade em aceitar esse fato. Já Helena parecia ter aceitado a vida normal, criando os 3 filhos do casal… Parecia.

Desta vez, Helena Pêra, a Mulher-Elástica, se tornou o centro das atenções no filme. E cumpriu um papel excelente. Em uma oportunidade dada pelos irmãos Wilson e Evelyn Deavor, apoiadores da volta dos super-heróis, ela se vê de volta à ação. E aí percebemos o quanto ela sentia falta da parte heroica em sua vida. Facilmente sendo a melhor personagem do filme. Enquanto isso, Beto tem que lidar com os deveres mundanos de ser pai. Cuidando de Zezé (já já falaremos mais), ensinando matemática a Flecha e tentando entender a vida “complicada” da adolescência de Violeta.

Helena possui uma grande força no filme, não só representando os super-heróis, mas representando as mulheres. O discurso feminista fica claro em várias cenas, e é bem encaixado por Brad Bird. Ele faz com que tudo flua com suavidade e leveza, sem parecer forçado. Um grande ponto a favor da direção e do roteiro.

Se Helena era o centro das cenas de ação, Zezé era o centro do humor. O bebê, que descobrimos no primeiro filme ter poderes, está muito mais fofo e poderoso. Ele rouba a cena em todas as suas aparições. Desde a luta contra um guaxinim até uma noite com a “tia” Edna. Ficamos curiosos para sabermos mais sobre todos os poderes de Zezé, que geram cenas engraçadíssimas. Edna Moda volta novamente para dar aquele ar excêntrico e sarcástico que todos nós amamos no primeiro filme. E está ainda melhor.

A direção de Brad Bird continua certeira e seu talento para cenas de ação se mantém impecável. Adicionado a isso, temos um Michael Giacchino fazendo um dos melhores trabalhos de sua vida. Se ele demorou a aceitar compôr a trilha sonora desse filme, por medo de não conseguir igualar a do primeiro, esse medo se esvaiu no momento que ele pôs os pés no estúdio. A trilha sonora está ainda mais grandiosa que antes. Giacchino vai da leveza das cenas humoradas de Beto e Zezé até a tensão nas missões da Mulher-Elástica de uma maneira encantadora. A trilha nas cenas de ação passam todo o peso e tensão de uma eminente ameaça do vilão do filme, o Hipnotizador – talvez, um vilão pouco aproveitado por conta do roteiro. E com direito até música temas para Sr. Incrível, Mulher-Elástica e Gelado.

Os Incríveis 2 não deve em nada para o primeiro filme, apesar do roteiro mais fraco. Ele ainda possui todo um cuidado narrativo, e os efeitos gráficos são de impressionar qualquer um. Ainda temos uma participação, sempre boa, do Gelado. E os novos super-heróis? Eles não são muito explorados, mas fazem um papel muito bom no filme, com destaque para a Void.

Se você ainda não assistiu, vá sem medo! Você vai voltar a se encantar com o mundo criado por Brad Bird 14 anos atrás. Leve as crianças, para que uma nova legião de fãs da família Pêra cresça. E torcemos para que não demore uma década para o próximo.

Nota: 5/5

Logo mais teremos uma lista com várias curiosidades e referências do filme!

Crítica | Homem-Formiga e a Vespa “diversão em primeiro lugar”

Homem-Formiga e a Vespa

Desde o dramático e pesado Vingadores: Guerra Infinita, os jovens admiradores da cultura pop em geral, estão esperando alguma novidade sobre o que aconteceu com o Homem-Formiga?  Onde ele está? Por que não apareceu? Bom, essa pergunta até foi respondida no próprio filme, ele estava em prisão domiciliar; Logo após ter feito um acordo com o governo, por causa dos eventos de Capitão América : Guerra Civil. Como deu pra entender, a Marvel pretendia contar uma história em dois ângulos diferentes, quase como um Spin Off, porém não tão “off” assim. Homem-Formiga e a Vespa conta uma história um tanto divertida, e funciona quase como uma leve sobremesa, depois de uma refeição oferecida pela Marvel.

Direção

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Tratando-se da direção do filme, não há muito o que dizer. O filme cumpre bem o que se esperava dele, o diretor Peyton Reed, fez uma boa “comédia romântica de heróis”, era mais ou menos o que já se esperava do filme. O que ficou regular para mim foi a montagem do filme. Uns cortes um tanto secos, para encaixe em outra cena, as vezes desconexa. No entanto, não é algo que prejudicou tanto o andamento, e o entendimento do filme.

Roteiro

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Poderia se dizer que, O Homem-Formiga e a Vespa possui uma história simples e objetiva. O filme mostra a que veio logo no início, contudo não é uma história que vai permanecer na mente dos fãs por muito tempo. É bom de assistir, você se diverte vendo, ele se explica, mas não é algo que não tenhamos visto antes.

Atuação

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O filme conquista as pessoas aqui. Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michael Peña entre outros, conseguem nos trazer para lado deles através do carisma. A facilidade de Rudd ao fazer comédia é notável, ele até improvisa dentro do roteiro,  em cenas junto com Michael Peña, fazem as pessoas na sala do cinema rirem com facilidade. A química com Evangeline é muito boa em vários momentos do filme, e nos fazem apostar no casal durante todo o filme. A Vilã do do filme interpretada por Hannah John-Kamen, tem uma motivação razoável, mas não é memorável. Se levarmos em consideração o fantasma dos quadrinhos, nem deveria ser mesmo. Como um filme de comédia, onde o humor deve estar sempre presente, os atores fizeram um ótimo trabalho.

Trilha Sonora

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Mantendo o trabalho e a trilha sonora do primeiro longa, com algumas  adições e alterações na medida, Christophe Beck faz com que Homem-Formiga e a Vespa mantenha uma boa trilha sonora, envolvente, porém nada de muito diferente.

Efeitos Especiais

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Se tratando de Homem-formiga, o efeito  especial  é sempre uma área bastante cobrada. O CGI do filme é bem feito, a não ser quando se trata da vilã em algumas cenas. Sobretudo, o filme no geral usa e abusa de CGI, e em muitos casos é utilizado para alívio cômico de uma cena, é claro que também em cenas de ação.

Conclusão

No Geral, Homem-Formiga e Vespa é um ótimo filme para se assistir com a família, para os fãs do Universo cinematográfico Marvel, ele trará novas possibilidades, com a exploração do universo quântico ( vou deixar para que você descubra no filme). Por fim, muitas das respostas que os fãs esperavam encontrar por conta de Vingadores: Guerra Infinita, poderão encontrar aqui, durante o filme e nas cenas pós-créditos. Portanto, vá ao cinema mais próximo e não deixe de  assistir.

 

Nota: 3,8 \ 5

 

 

Crítica Jogador N° 1 – Uma Ode à Cultura pop

Jogador N° 1 img 1

Na última terça-feira, dia 27 me aconteceu algo poderia ser normal para qualquer pessoa, Steven Spielberg me surpreendeu novamente. Ao começar a assistir Jogador N° 1 fui homenageado dentro de outra realidade; aquela da qual todo jovem nerd, que joga videogames, assiste a desenhos, e se entope de toda cultura pop disponível em sua volta vive. Jogador N° 1 não é um filme qualquer, não simples tampouco complexo, mas sim um grito de júbilo de toda uma geração de jogadores, leitores, e telespectadores da “Nerdosidade” existente no mundo.

Direção:

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Como agradecer a um diretor que é mundialmente conhecido e tem o mundo em suas mãos? Eu não sei exatamente como, mas o meu sentimento por esse filme é gratidão total. Steven Spielberg não só acertou a mão em um filme ele equilibrou a história toda na medida certa entre cenas de romance, de comédia, até mesmo de suspense e terror ( como assim? Só vendo). Mas diria que o ponto mais forte da direção do filme é que ele se explica sempre, não deixando ninguém perdido na trama, e o filme se sustenta mesmo sem as milhões de referências colocadas em cada take do filme; Além de estar sempre em perfeito equilíbrio entre mundo real e o Oasis ( o mundo virtual).

Roteiro:

Roteiristas tem o poder de fazer a história ter ótimos começos meios e fins, e nesse filme isso acontece perfeitamente. Eu posso não ter lido o livro da qual o roteiro foi adaptado, mas como filme a história se manteve instigante, e o tempo todo nos fazendo sentir dentro da história.

Atuação:

Jogador N° 1 img

Tye Sheridan (Wade Watts), Olivia Cooke (Samantha) e o grande Mark Rylance (James Halliday) são os destaques do filme em atuação. No entanto, não podemos deixar de lado o restante do elenco, que funciona perfeitamente, todos foram muito bem, dos personagens que dão toque emotivo até os alívios cômicos.

Trilha Sonora

Quando se trata de trilha sonora, tudo que John Williams bota a mão dá super certo. Em conjunto com Alan Silvestri, conseguem nos causar impacto mais do que satisfatório. Em momentos de tensão ela está lá, em momentos de aventura nos deixa animados, tudo isso sem perder a identidade. As músicas dos anos 80 utilizadas no longa nos dão a sensação de nostalgia mais completa dentro da história.

Efeitos especiais:

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Os efeitos especiais do filme são muito bem produzidos. A transição de mundo real pra virtual as vezes só é perceptível pelos personagens do mundo virtual. O filme conta com uma cena de batalha épica, onde milhares de personagens da cultura pop criados por CGI são colocados juntos de forma gloriosa. O mais impressionante nisso tudo, é que tudo isso foi feito com um baixíssimo orçamento, provando mais uma vez que se querem fazer algo direito basta querer.

Pontos fortes e fracos:

Relutei bastante para pensar em algum tipo de defeito que o filme pudesse ter, mas não achei nada que fosse alarmante, ou até mesmo mínimo. Posso dizer que nem seria um ponto fraco, mas talvez para uma pessoa que não curta esse “universo” pode ser que o filme se torne desinteressante.

Portanto vou deixar uma dica de ouro. Se quiser ver o filme assista antes:

  • Gundam
  • O Iluminado
  • De volta para o futuro
  • O gigante de ferro

Conclusão:

Jogador N° 1 não é só um filme, ta longe de ser só um filminho pra crianças, mas sim diria que ele é um marco. Gerações antigas poderão se deliciar com as mais diversas referências de video game à filmes como de volta para o futuro, de músicas de bandas como Beegees a Twisted Sister; e as novas por sua vez, ficarem loucas de verem jogos de Halo à Overwatch na tela do cinema. Finalizando, pode-se chamar de uma obra prima, uma poesia jubilosa, uma ode a cultura pop.

Nota: 5 / 5

[Crítica] Medo Profundo (2018)

No último dia 8 estreou nos cinemas, Medo Profundo.

Com um visual bonito, mas uma história pouquíssimo cativante, Medo profundo chega aos cinemas. O filme tenta contar um suspense de filmes de tubarão, e até segue isso bem, porém alguns dos elementos necessários pra isso ficaram de fora. Vamos aos quesitos que Julgamos no filme.

Direção:

Johannes Roberts, nos entregou um filme clássico de tubarões, porém simples demais, não sei se a ideia era fazer um filme mais “Realista”, mas temos que concordar que realismo em filmes de tubarão tornam as coisas muito monótonas. A fotografia do filme é boa só até a parte em que as Jovens ficam presas embaixo d’água (ok isso não é spoiler, tá nos trailers). Depois disso vemos um vasto nada do fundo do mar, é plausível, entretanto não impressiona ninguém.

Roteiro

Não sei se deveria dar os parabéns ou criticar por conseguirem preencher com conversas embaixo d’água com um monte de nada em volta durante 1 hora de filme, aproximadamente. Mas vamos do início, o enredo do filme é simples demais, a história é óbvia? Sim, poderiam deixar isso melhor, porém ao invés disso nos vemos presos com duas jovens com uma série de diálogos desnecessários no fundo do mar; e quando fazem isso e nada acontece durante 20 minutos, fica pior ainda. E a desculpa pelo qual acontece tudo é muito fraca, não vou dizer o motivo, mas é fraca mesmo. O final é até interessante, mas podiam tê-lo feito melhor e mais curto.

Atuação

Queria poder dizer que a atuação é um ponto forte; Mandy Moore até foi bem, fez uma menina medrosa e em choque pelo que passava, mas não passa disso; acredito que pela fraqueza de roteiro. Ela foi o destaque do filme, em todo o resto nada mais nada menos que atuações medianas.

Trilha Sonora

A trilha sonora pra um filme de tubarões deveria ser marcante, e nos ajudar a introduzir o espectador na trama. Fazê-los ter variadas sensações, é o que um filme de suspense deveria ser, Mas esse faz isso, aqui ou ali de formas muito isoladas, as vezes acertam as vezes erram. Poucas foram as vezes que tive um susto ou aflição, numa película como essa isso seria como um ponto fraco.

Efeitos especiais

Em efeitos especiais, em grande parte do filme se saíram muito bens os tubarões pareciam bem reais e davam medo, apenas no final que tivemos uma pequena queda de qualidade nesse quesito, em todo o resto foi muito bem.

 Conclusão:

Medo Profundo erra bastante por conta do seu raso roteiro, tem poucas cenas marcantes e bons efeitos em quase todo o filme. Nem tudo é ruim a ponto de ser um filme “não assistível”, ele pode te divertir em um dia sem muito o que pensar e só. No Entanto, essa é só a minha opinião, o melhor é que vocês vejam e tenham a própria opinião.

[Crítica] – Altered Carbon – A série cyberpunk da Netflix!

Altered Carbon, conheça a série cyberpunk da Netflix!

Netflix não para de nos presentear com suas super produções de séries e filmes, dessa vez a empresa veio com a nova série Altered Carbon. Baseada no cyberpunk noir de Richard K. Morgan, mostra uma realidade avançada 300 anos no futuro aonde a consciência de uma pessoa pode ser armazenada em um cartucho na base do cérebro e baixada para um novo corpo quando o atual parar de funcionar e a única forma de morte é destruindo este cartucho.

Conta a história de Takeshi Kovacs (Joel Kinnaman), um soldado que acorda na Terra, após 250 anos de sua morte, em um novo corpo. Kovacs é contratado por Laurens Bancroft (James Purefoy), um homem muito rico, que o dá a oportunidade de ter sua vida de volta; em troca Takeshi terá que achar o autor do assassinato de Bancroft. Com a ajuda de Kristin Ortega (Martha Higareda), uma policial, eles embarcam em uma investigação que a cada episódio se torna mais obscura e complexa.

A série é puxada para um público mais adulto, contendo inúmeras cenas de violência, sexo, uso de drogas ilícitas. Mas isso não faz com que a série tenha um lado negativo, muito pelo contrário, o uso dessas composições só torna a sequência de episódios mais imersiva ao telespectador. O diretor (Miguel Sapochinick) foi genial ao transparecer esse conteúdo, uma vez que quando não há mais uma importância para o corpo aonde se habita tudo se torna lícito.

A premissa básica lembra o filme Substitutos (2009), a dispensabilidade do corpo humano torna a trama totalmente mudável – já que um personagem pode ser feito e visto por vários atores diferentes e até mesmo com diferentes sexos. Usando esse recurso, podemos ver algumas vezes na produção o mesmo ator interpretando diferentes personagens – o que torna algumas situações engraçadas – e outras vezes o mesmo personagem na mão de vários atores.

Usando elementos futuristas – mas sempre mostrando que a natureza humana não muda – é perceptível que a ganância, o desejo carnal e alguns instintos primitivos ainda dominam parte da humanidade. Os efeitos visuais são ótimos, igualmente quando falamos da maquiagem usada em diversas cenas.

Temos o começo da série voltada para os acontecimentos atuais da trama e ao decorrer dos episódios é gerado cada vez mais perguntados que são respondidas com o tempo. O roteiro foi muito bem escrito, não deixa fios soltos e deu uma deixa para novas temporadas. A trilha sonora condiz bastante com os ambientes mostrados, tornando muitos momentos marcantes e transpassando o sentimento vivido.

A todo momento é visto o quão banal se tornou a morte, desde o simbolo que representa a série – uma representação de Ouroboros, um simbolo grego que significa a eternidade – até a venda de corpos feitos por encomenda, sem mencionar o próprio nome Altered Carbon que significa – em tradução literal – Carbono Alterado, que faz referência ao elemento que classifica algo como orgânico – o carbono – nesse caso o que está sendo classificado é o ser vivo.

Para finalizar a obra prima, a escolha dos atores encaixou perfeitamente tanto para os personagens principais quanto para os mais secundários; com o histórico de Joel Kinnaman não era preciso esperar outra coisa além do melhor, Martha Higareda, interpretando sua parceira na série, não fica para trás e também faz um trabalho esplendido.

Com toda a certeza o sucesso será inevitável, tendo o potencial de até mesmo ultrapassar as séries que estão em alta no momento. Eu apostaria minhas fichas em dizer que ela será o próximo Game of Thrones, em quesito de popularidade. Você pode acompanhar o trailer da produção logo abaixo.

[arve url=”https://www.youtube.com/watch?v=BgzUtkWAdvA” /]

A Netflix irá disponibilizar todos os episódios de Altered Carbon no dia 02 de fevereiro. Não deixe de conferir essa incrível série, tenho certeza que você não vai se decepcionar!

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O Touro Ferdinando| “Tamanho e força não são documentos”

Numa época em que conflitos são tão ovacionados, O Touro Ferdinando vai por outra curva.

No dia 11 de janeiro chegou ao cinema a mais nova animação da Blue Sky Studios em parceria com a Davis Entertainment e a Twentieth Century Fox Animation, O Touro Ferdinando.

O Filme: Ambientação e Roteiro

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O roteiro do filme é simples, já que estamos tratando de um filme infantil isso era esperado, entretanto, nos entrega uma mensagem forte, que é: “nem tudo deve ser resolvido na base da força bruta”. Sim em um filme infantil isso é uma ótima forma de ensinar nossas crianças o valor do diálogo. A animação é a adaptação de um livro infantil de 1936, e este mesmo livro ganhou um curta metragem que ganhou um oscar em 1938.

Dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, conhecido pelos sucessos A Era do Gelo e Rio. O diretor consegue nos colocar dentro do mundo dos animais, e nos faz ter empatia por Ferdinando. Como dito a história do filme é muito boa nos faz refletir e é claro morrer de rir. Temos bastante humor aqui, com certeza é um filme para toda a família

Animação: Aspectos e Estilos

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O filme que é bastante colorido, nos mostra uma animação em 3d que respeita que respeita o cartoon de 1938. As formas arredondadas e a fluidez nos fazem ter vontade de ter muita vontade de ver até o fim. As texturas são muito bem renderizadas, particularmente é um filme que assisti com gosto.

Personagens: Do Cômico ao Melancólico

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Você deve pensar que em um desenho infantil não teríamos problemas de persona né? Pensou errado então, os personagens de O Touro Ferdinando são ricos em profundidade e bem caricatos. Ali vemos o brutamontes que esconde angústia, O louco que é deixado pra trás, O medroso que se faz de bravo, o triste que se faz de corajoso entre outros. E com o maior destaque é claro que é o Ferdinando o “Monstro” Manso. A mensagem que vemos além dá que nem sempre a força bruta resolve, é que juntos somos mais fortes. Como podemos perceber temos um filme vai além de um filme infantil.

Conclusão:

A animação com certeza estará entre as melhores do ano pra mim, e tem um lugar guardado no meu coração. Pode ir sem medo leve seus filhos, sobrinhos, garanto que todos iram se divertir da mesma forma. ( principalmente na cena dos cavalos )

OBS: Tem cena pós créditos ( maldita marvel :v )

 

[Crítica] – La Casa de Papel – ” O maior assalto da história da Netflix! ”

La Casa de Papel é uma série ‘’Original da Netflix ‘’ que na verdade é ou era da Antena 3, um canal espanhol. Chegou na Netflix no fim de dezembro de 2017 e é sobre  a organização de um assalto a casa da moeda da Espanha! O que acontece na casa da moeda? Se faz dinheiro, então é o plano mais louco e bem organizado que eu já vi em uma série.

Quando Li, achei que fosse um ‘’Assalto ao banco central’’ da Europa, mas é muito mais planejado que isso, o que te condiciona a sempre achar que está tudo seguindo perfeitamente, e é aí que te prende, você não sabe que está programado, você se desespera desde o 1° episódio e fica nesse looping eterno, sem ter certeza do que está calculado ou não, é viciante.

Toda a história é narrada sob o ponto de vista de uma personagem, Tóquio, mas todos os personagens têm um pedaço muito importante a ser explorado, fazendo um grupo gigantesco de personagens principais, o que é maravilhoso. Os episódios contam tudo ao mesmo tempo, não é um episódio para cada personagem, o que faz a levada dos mesmos ser muito boa, respondendo e fazendo novas indagações o tempo todo. Os atores são muito bons, o que pode fazer você torcer para que os assaltantes consigam tudo, como você que viu Narcos e queria que o Patrão sobrevivesse mesmo sabendo que ele morreu a mil anos atrás.

A série tem 15 episódios e foi dividida em 2 temporadas, do 1° ao 9° episódio e do 10° ao 15° episódio. Na Netflix a 1° temporada foi estendida para 13 episódios, acredito que para igualar o tempo desses 9 episódios. Na Espanha o último episódio passou em novembro de 2017. Conclusão: A Espanha sabe o final e o resto do mundo não.

VEJA! Vale muito a pena! Você ainda pode ter esperança de o intervalo entre as temporadas acontecer como na Espanha (quase 4 meses), assim você não espera tanto para ver o final, e eu tô nessa vibe.

DICA: No YouTube tem muita coisa da 2° temporada, se você não gosta de spoiler, não vai lá.

Lembre- se: A internet e obscura e cheia de spoilers.

[Crítica] – The End of the F***ing World – Você tem que ver isso!

A Netflix estreou The End of the F***ing World e você tem que assistir! Confira a nossa crítica.

Diretamente dos canais britânicos de televisão, a Netflix trouxe para seu catálogo a série, baseada na série de quadrinhos de Charles S. ForsmanThe End of the F***ing World.  Hoje (05/01) foram liberados todos os episódios da 1ª temporada. Confira a nossa crítica logo abaixo.

O enredo principal conta a história de James (Alex Lawther) um jovem de 17 anos que tenta compreender mais a vida e busca novas experiências para serem vividas. Junto com ele, Alyssa (Jessica Barden), uma garota que está de saco cheio de sua vida e quer fugir para reencontrar seu pai.

A série é bem desenvolvida, a cada novo episódio há uma nova sensação de proximidade entre espectador e personagem. A evolução da trama é totalmente notável, os protagonistas mudam/amadurecem de forma inimaginável ao decorrer da cadeia de eventos. Focando bastante na imaturidade juvenil, o seriado consegue mostrar como a vida muda ao fazer certas escolhas.

Com uma trilha sonora marcante, os fatos ocorridos se tornam mais dinâmicos e consegue transmitir ao observador uma sensação de presença e envolvimento na trama. Surpreendendo expectativas, o prologo e o epilogo se conectam e não deixa fios soltos o que possivelmente faz com que não tenha uma margem para uma segunda temporada. Mas será mesmo que é necessário uma segunda temporada?

Bom, eu diria que não! Vimos o suficiente de James e sua companheira, o drama foi sensacionalmente passado para quem assistiu. A vida de dois jovens, em uma cidade pacata e que, do nada, tem suas rotinas viradas de cabeça para baixo. Digno de ser um blockbuster, abisma quando se é mencionado que a produção foi por conta da E4 (um canal de televisão da Inglaterra).

A escolha dos atores, dos cenários, das músicas, tudo influência para a série ser o que é. Tanto Alex quanto Jessica foram, assustadoramente, capazes de interpretar e traduzir as situações tramadas.

Bom, essa foi a minha crítica a série, eu super recomendo e com certeza irei vê-la novamente. Confira abaixo o trailer da série que foi lançado ontem e/ou clique aqui para ser redirecionada para a página da Netflix.

[arve url=”https://www.youtube.com/watch?v=ALiYLgpYfeg” /]

Todos os episódios já estão disponíveis no serviço de streamming online.

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[Crítica] Bright – O novo filme da Netflix.

Bright é um filme da Netflix que estreou no dia 22 de dezembro, filme que foi fortemente divulgado por ser dirigido por David Ayer e estrelado por Will Smith. Os personagens que levam o nome do filme, são seres que podem comandar uma varinha mágica, e essa varinha pode fazer tudo, absolutamente tudo. O filme se passa e Los Angeles, em um mundo dividido por espécies, e essas espécies carregam preconceitos entre si, e seus territórios são divididos.

É o mundo de hoje com outros olhos, existem orcs, humanos, fadas, elfos…

O filme fica focado em dois policiais que dividem o mesmo carro, porque o Ward (Will Smith) não quer o Jakoby (Joel Edgerton) como parceiro por ser um Orc, o primeiro Orc da história a ser policial. Aparentemente, houve uma guerra com o Senhor das Trevas, onde ele foi derrotado e sociedade foi dividida como está, mas em todo o decorrer do filme, existem mensagens falando sobre ele e sobre a sua possível volta.

A ideia do filme em si é muito boa, porque no meio disso existe o povo do mal que quer a volta do tal Senhor das Trevas e os sensatos que entendem que um ser com esse nome deve ficar aonde está, mas é tudo muito raso. Sabe quando você fala uma frase para alguém complementar? Quando você joga uma referência e alguém completa? Parece que o filme precisa de um complemento, que ele foi feito como uma introdução para algo.

O filme leva o nome de um tipo de personagem que não foi explorado adequadamente, levanta questões e histórias que não foram devidamente contatas, só mencionadas, dá aquela sensação de ‘’termina aqui, que tá confuso.’’ Antes da estreia, já foi confirmada a sua continuação. O filme é um sucesso, teve cerca de 11 milhões de espectadores dos primeiros 3 dias de sua estreia nos EUA.

Eu achei bom, mas podia ser melhor se focasse mais nessa questão da guerra e das cenas de ação, do que os diálogos gigantescos que não trouxeram muito conteúdo obrigatório para o entendimento do filme. Se tudo fosse desenvolvido com mais calma, nem precisaria de um outro filme, só esse seria suficiente. Tempo teve, mas são escolhas da direção do filme, então, pra mim é bom, e só.