Pantera Negra: Um Manifesto à Negritude

AVISO: o texto contém pequenos spoilers

Negritude

substantivo feminino

  1. qualidade ou condição de ser negro.
  2. sentimento de orgulho racial e conscientização do valor e da riqueza cultural dos negros.
Elenco de Pantera Negra

Essa segunda definição decreta o valor (poderoso) que Pantera Negra tem no mercado cinematográfico – não só de super-heróis. Não é apenas um filme com elenco predominantemente negro, ele celebra a cultura ao colocá-la em um patamar diferente, um patamar de realeza.

Pantera Negra foi o primeiro super-herói negro – e africano – a ser protagonista nos quadrinhos. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, fez sua estreia em The Fantastic Four #52 em julho de 1966. Agora, foi a vez da Marvel Studios lançar o primeiro filme do Rei de Wakanda – já garantido como um grande sucesso. E mesmo sendo um tanto quanto politizado, ele consegue ser um ótimo filme de ação.

A nação utópica de Wakanda

Chegando em Wakanda, o filme explora o que tem de maravilhoso na cultura africana: das vestes aos penteados; da música à arquitetura. Temos de cara o ritual de coroação de T’Challa (Chadwick Boseman), uma belíssima cena, não só de ação, mas cultural. Sem medo de transitar entre as maravilhas da cultura negra em Wakanda e os problemas enfrentados pelos mesmos fora dela, o filme consegue se desenrolar de maneira fácil de entender.

Chadwick Boseman (T’Challa) e Michael B. Jordan (Killmonger)

O vilão, Erik Killmonger (Michael B. Jordan), tem a motivação mais palpável de todos os “caras maus” dos filmes do Universo Cinematográfico Marvel. “A mais perigosa criação no mundo, em qualquer sociedade, é um homem sem nada a perder.” A frase dita por Malcolm X – líder revolucionário pelo direito dos negros – exemplifica bem o personagem de Michael B. Jordan. O vilão, em sua conversa com seu pai assassinado, mostra de maneira direta os problemas vividos na periferia da sociedade americana: “Filho, você não vai derramar uma lágrima por mim?”. “Não, pai. Aqui morre-se muito todos os dias.”

A atuação mais que convincente do ator, serve perfeitamente como antítese do personagem principal. Buscar a paz [de T’Challa] ou a vingança [de Killmonger]?

Pantera Negra incita a discussão de problemas vividos na sociedade e a celebração da cultura negra. Das diversas tribos de Wakanda ao hip-hop dos bairros negros. Embalado na trilha sonora africana e no rap de Kendrick Lamar, o filme consegue ser um excelente filme de super-herói, mas, além disso, inspira as crianças negras de todo o mundo a lutar por igualdade como T’Challa; dando esperanças e sonhos, uma vez que todos podem se sentir reis de Wakanda.

Num mundo completamente caótico em que vivemos, um filme como Pantera Negra vem para mostrar que as culturas são diferentes, mas nem por isso deixam de ser maravilhosas; vem para tratar de problemas que muitas vezes são ocultados na sociedade. Isso é bom, e quem sabe assim poderemos ter, num futuro, filmes representativos como Batwoman ou Apolo e Meia Noite. Uma coisa é certa, Pantera Negra será um marco na representatividade. Então aproveitem e curtam esse excelente filme da Marvel!

WAKANDA FOREVER!

Luke Skywalker está realmente diferente?

Star Wars: Os Últimos Jedi estreou recentemente nos cinemas brasileiros, e, apesar da grande aceitação da crítica especializada, teve opiniões bem polarizadas dos fãs da saga. Aqui não falaremos sobre todas as coisas do filme, pois temos assunto para dias e dias, mas sim, sobre um dos pontos mais discutidos do filme: Luke Skywalker – que rendeu polêmicas até com o ator Mark Hamill. Claramente, o texto contém SPOILERS do filme. Então continue lendo apenas se você assistiu – ou se não se importa com spoilers.

A história de Luke havia terminado em O Retorno de Jedi em 1983 e foi retomada na nova trilogia iniciada por O Despertar da Força em 2015. O sétimo episódio da saga girou em torno da nova protagonista, Rey, e a busca pela localização do último Jedi, que havia desaparecido após uma tentativa fracassada de criar uma nova Ordem Jedi. A jovem encontra um recluso e “mal-humorado” Luke em Os Últimos Jedi. A pergunta é: Luke Skywalker de Os Últimos Jedi está completamente diferente de Luke Skywalker da primeira trilogia de Star Wars?

Descobrimos que após a queda do Império, Luke levou alguns garotos para formar um novo Templo Jedi. Já que somente ele poderia dar continuidade à religião Jedi. Entre esses novos padawans, estava seu sobrinho, Ben Solo (Kylo Ren), filho de Leia Organa e Han Solo. Kylo Ren foi estabelecido como o vilão da nova trilogia, e agora descobrimos o porquê dele ter se aliado ao Supremo Líder Snoke e ido para o Lado Negro da Força. Após muita relutância, Luke decide treinar Rey, até descobrir nela, o poder que ele mesmo havia visto em Ben Solo – o que o assustou. E depois de um grande conflito com a garota, Luke decide contar-lhe a verdade sobre o seu passado.

Luke percebeu um grande poder surgindo em Ben Solo. E olhando mais de perto, Luke viu o quanto isso era forte e inclinado ao Lado Negro. Um medo incontrolável (de um novo Darth Vader) e uma irracionalidade momentânea, o fez pensar que o melhor caminho era a morte de seu jovem sobrinho. Contudo, quase no mesmo segundo, chocou-se com o que pensara e refutou seu pensamento. Mas era tarde demais. Ben já tinha sido acordado pelo clarão verde do sabre de luz de seu Mestre. E não havia mais volta. Só havia vergonha em Luke. O motivo de seu isolamento. É de se estranhar que, aquele jovem que um dia viu redenção em Darth Vader, faria uma coisa dessa?Na trilogia original de Star Wars, Luke sempre foi movido a emoções. Luke estava disposto a tudo para salvar seus amigos e viu esperança no Lord Sith mais temível da galáxia. O jovem conseguiu, nos momentos finais de vida de Darth Vader, trazê-lo para a Luz novamente e viu a redenção de Anakin. Mas nem sempre de boas emoções viveu o jovem Skywalker. O garoto foi tentado ao Lado Negro da Força muitas vezes, e quase sucumbiu em O Retorno de Jedi. A raiva crescente em Luke para deter o Imperador, o medo de perder os amigos e a tentação de matar Darth Vader. Com tudo isso, Luke facilmente poderia ter se juntado ao Imperador e se tornado um Sith (que era o plano do Imperador), mas ele conseguiu se manter íntegro e ser um Jedi como seu pai um dia havia sido.Então, seria mesmo de estranhar que por um momento de pura irracionalidade, Luke tenha pensado em matar seu sobrinho? Mas assim como em O Retorno de Jedi, Luke percebeu que aquilo estava errado. Porém, esse momentâneo desequilíbrio rendeu consequências graves na história do jovem Ben Solo. O Mestre Jedi, a lenda, Luke Skywalker, tentou matar seu próprio sobrinho! Ele não podia encarar Leia ou Han, depois do que fez. Ele teve um parcela de culpa pelo caminho de Ben. Isso foi seu maior fracasso. E assim como Obi-Wan Kenobi e Yoda, ele se isolou apenas para esperar à morte. Pois o fracasso o havia derrotado. Obi-Wan, – apesar de estar em Tatooine também para proteger Luke – estava no exílio esperando à morte, depois de fracassar com seu padawan. Yoda se exílou em Dagobah após o fracasso em deter o Imperador. O exílio Jedi foi algo estabelecido na trilogia original e na trilogia prequel. O isolamento de Luke, apenas foi mais um desses “exílios Jedi”, quando o mesmo acha que fracassou e espera pela morte. Jedi são falhos, não são perfeitos. E a grande aparição de Yoda em Os Últimos Jedi, é justamente para falar sobre isso.

Luke redescobriu a esperança em Rey. Luke mostrou em sua projeção astral através da Força, aquele quem ele deveria ser, o que ele deveria ter feito. Luke completou sua missão, e assim como Obi-Wan, Yoda e Anakin, pode juntar-se a Força no fim. Então, Luke Skywalker estava realmente tão diferente assim?Personagens evoluem, o Luke de 1983 passou por muita coisa (que já falamos acima) até chegar ao Luke de 2017. E experiências mudam as pessoas. Mas se olharmos bem, podemos ver que esse “velho” Luke Skywalker, é o mesmo garoto, com as mesmas falhas e defeitos da trilogia original. Ele só estava distante de quem ele era, por ter experimentado um fracasso tão grande. Mas no seu último ato, ele se mostrou esperançoso, como aquele jovem olhando para o “pôr-dos-sóis” de Tatooine – literalmente.

O grande final de Luke Skywalker nos traços do nosso querido Leonardo Lima

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM THE WALKING DEAD ?

Oi pessoinhas! Tudo certo? Comigo nem tanto, e antes que essa conversa fique desconfortável por você não saber lidar com a minha sinceridade, eu explico … O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM THE WALKING DEAD? E antes que comece o ‘’mimimi, calada sua hater’’.Eu sou muito fã, e é a única série que estou acompanhando certinho no momento, então, não é crítica vazia, é bem duro chegar a essa pergunta.

Hoje faz uma semana que a série entrou no hiatus com o episódio 8 da 8º temporada, e só depois desse tempo pude escrever exatamente o que está passando pela minha cabeça. Se você não viu o episódio, ou não foi acertado por spoiler nas redes sociais até esse momento, primeiramente, meus parabéns, guerreiro! Esse texto vai ter spoiler…

A audiência da série não é mais a mesma, tendo uma queda significativa nessa temporada, o que pode não significar nada, pois ainda é o show mais assistido, porém, é uma observação a ser feita. A 8° temporada está muito confusa, não tem como ter uma noção clara do tempo em que as coisas acontecem e de suas consequências exatas. Diálogos do 1º episódio que foram deixados no esquecimento retornam do nada, sem a menor necessidade.

A impressão que dá, é que como as coisas foram muito intensas na 7° temporada, a porradaria está presente, mas os diálogos e trechos lúdicos também estão, dando uma impressão de leveza que poderia ser melhor aproveitada se a linha temporal estivesse mais objetivada. Em suma, é uma boa temporada, que se tivesse a mesma pegada do arco do governador, mais fluído, seria muito melhor. (Saudades do Governador <3).

A 7º temporada teve uma reclamação dos fãs que também são fãs da HQ, a falta que sentiram das histórias do Carl (Chander Riggs) com o Negan (Jeffrey Dean Morgan), o que é bem significativo na história dos personagens, e afeta outros personagens no decorrer da história, surgindo teorias de que o Daryl (Norman Reedus) iria ter essa função, contar essa parte da trama e coisas do tipo, mas, ninguém esperada um desfecho como o da midseason finale, onde Carl é mordido por um Walker. Muita especulação é levantada sobre isso, como muitas teorias:

– Carl mordido por um dos sussurradores, um grupo dos quadrinhos que entra nesse arco.

– Carl sendo a cura (No estilo Guerra Mundial Z)

– A ferida não afetando a corrente sanguínea. (QUE?)

– Ser pegadinha tipo o Glenn (Steven Yeun) morrendo antes de morrer mesmo e sermos todos tapeados.

– Pedido de demissão do Ator.

O que temos de fato é uma entrevista onde o  próprio Chander informou que seu personagem morrerá mesmo.

‘’ Sim, Carl vai morrer. Não tem jeito dele sair dessa. Sua história definitivamente está chegando ao fim. Eu não esperava que o Carl sequer fosse morrer em algum momento. Mas resultará em um bom propósito para a história. Há ainda um pouco mais a ser contado da história de Carl – no episódio nove – e isso impacta Rick, Michonne e todo mundo. Apesar da história de Carl está chegando ao fim, ela ainda não acabou.  ‘’ Chander Riggs-  The Hollywood Reporter.

Além disso, ele cortou o cabelo…

Logo após o episódio acabar, o produtor já disse que seria definitivo…

”Aquela é uma mordida em um lado dele. Este é um momento muito solene, e eu estou tentando não soar… vai acontecer como as mordidas funcionam na série. Eu acho que a razão pela qual eu passo levemente por esse momento é que… vai funcionar exatamente como as mordidas funcionam” Scott M. Gimple – Talking Dead.

Não podemos chegar a nenhuma conclusão, pois eu sinceramente não quero aceitar a morte do menino Carl Poppa antes de ver isso claramente na tela, mas também não quero negar que isso pode acontecer, ou podemos ser feitos de palhaços. Independente do que acontecer, vai ser dolorido, pois o Andrew Lincoln (Rick Grimes) já disse que precisamos nos preparar.

“O começo da outra metade desta temporada é o episódio mais doloroso de que participei” – Andrew Lincoln – The Hollywood Reporter.

O que vocês estão achando da 8º temporada? Deixem aí nos comentários e compartilhem com seus amigos. Agora, só nos resta esperar.

Comic Con Experience 2017 | Então, valeu a pena?

Galera, faremos agora um breve (mas não tão breve assim) resumo e uma crítica do que foi a Comic Con Experience que ocorreu em São Paulo, dos dias 6 à 10/12 diretamente da São Paulo Expo. Eu e Beatriz visitamos a feira para conferir as atrações e os estandes. Dá só uma olhada, no que vimos por lá:

Comic Con Experience (São Paulo – 09/12/2017) – Por Luciano Vaz:

Pois é, galera! Terceiro dia de CCXP aqui em São Paulo, mas o primeiro para nós redatores aqui do O Mestre da HQ.  Eu e Beatriz acabamos de chegar no São Paulo Expo. Olho para fora da janela do carro e simplesmente vejo um mar de gente andando e correndo para chegar o mais rápido na feira. Muitos já estavam lá dentro, com seus colchonetes e mochilas embaixo do braço, dormindo na fila para conseguir o melhor lugar na plateia dos três auditórios espalhados pela CCXP para poderem ver seus ídolos nacionais e internacionais de mais perto e conferir as novidades exclusivas de cada painel exibido. Bem, não foi nosso caso… até o instante momento.

Chegando na São Paulo Expo, enfrentamos uma fila de aproximadamente 2 ou 3 mil pessoas! Sério, é isso mesmo o que estou falando! Mas tudo muito bem organizado e a galera super educada (não, não é deboche) esperando a sua vez de entrar.  Finalmente, conseguimos entrar nos pavilhões da São Paulo Expo e simplesmente fiquei emocionado de ver tudo aquilo lá dentro. Depois de alguns segundos retomo a consciência, e vejo minha namorada (vulgo, Beatriz) quase chorando de emoção em frente a um Sansão de quase dois metros de altura. Pra quem não sabe, o Sansão que me refiro, é aquele coelhinho azul da Mônica que o Cebolinha vive roubando. Pois bem, vamos tentar tirar uma foto com o Sansão? Vamos? Não, não vamos! Já tinha uma fila quilométrica e se ficássemos parados por lá esperando, estaríamos por lá, até agora e não teria saído essa crítica até hoje. Tentamos rodar a feira, para ver os estandes e conhecer um pouco mais daquilo tudo. E o que encontramos? Isso mesmo, FILAS! Paramos e pensamos bem: Temos dois dias para curtir e conhecer isso tudo. Enfrentar algumas filas não é nada, poxa!  E então vamos lá. Encontrei o estande da Universal Studios, tinha uma fila para tirar foto com as asas de Lúcifer, que tem o seriado com o mesmo nome no Universal. Nessa brincadeira “perdemos” quase uns 40 minutos. Mas nada que desanimasse a gente e assim foi por toda a feira! No estande da Ruffles, no estande da NETFLIX, no estande do Submarino e assim vai. Tinha até fila para ir ao banheiro! Mas é de praxe. Um evento enorme desses, com o número de gente que estava lá dentro, era de se esperar.

Mas enfim, depois de tanto elogiar, eu gostaria de fazer uma reclamação (pois é, nem tudo é perfeito). Depois de tanto rodar a feira e de andar pra lá e pra cá, tínhamos que descansar um pouco e o gordo aqui, obviamente, sente fome (mas não é constantemente, relaxe). Os preços das lanchonetes estão bem salgados, se assemelhando até mesmo ao uma lanchonete de aeroporto, onde um simples pão de queijo era R$ 1,00. O preço dos cardápios variam de R$ 25,00 até R$ 60,00. E isso, num simples combo de batata, refrigerante e hambúrguer. Acho que deveriam pensar mais um pouco mais na galera que não tem condições de pagar tudo isso e juntou seu suado dinheirinho pra comprar aquela tão sonhada action figure. Mas de resto, tudo ocorreu bem e foi simplesmente maravilhoso.

Por fim, aos 45 minutos do segundo tempo, conseguimos entrar no Auditório Cinemark, onde ficava as principais atrações do dia e conseguimos assistir ao painel da NETFLIX, com o elenco de Altered Carbon e logo em seguida com o pessoal de 3% (onde infelizmente, muita gente abandonou o painel). Logo em seguida como “castigo” para essa galera que saiu do painel e pra delírio dos que ficaram, foram exibidos cenas do último episódio e seu respectivo Making Of, para delírio de todos que permaneceram e para o choro daqueles que saíram…

Dá uma olhada agora na crítica aos olhos da Beatriz, do último dia de CCXP:

Comic Con Experience (São Paulo – 10/12/2017) – Por Beatriz Fonseca:

Último dia de CCXP! Todos que já participaram, dizem que sábado é o dia mais cheio, porém, ESTAVA LOTADO! Parecia o dobro de sábado, sinceramente. Foi um dia mais leve, onde se pode entrar em TODAS as milhares de filas para conseguir conhecer os estandes, ganhar os brindes, buscar preços, tirar fotos e coisas do tipo. O ruim de fazer tudo isso no último dia, é que os brindes acabam muito rápido, e você acaba ficando na fila à toa, como as crianças tentando voltar pra casa no Caverna do Dragão e nunca conseguem.

Sinceramente, eu esperava mais! É um festival, cheio de estandes e coisas pra ser ver, e isso é ótimo, mas, esperava mais. A atração do dia foram os painéis, como a da Netflix que teve o tio Will Smith. O que me lembra uma crítica, se você faz um evento para mais de 200 mil pessoas, por que faz uma sala para painel com menos de 10 mil lugares? NÃO FAZ SENTIDO! Ninguém precisa madrugar na fila para conseguir entrar, e sim, para conseguir bons lugares, isso é regra básica para uma prestação de serviço descente. Se você pagou, tem que ter direito a usurfruir do que é oferecido, pelo menos o mínimo de chance, pelo menos 10 % de lugares pelo número de ingressos vendidos, ou como disseram acontecer em outros anos, passar os conteúdos que não são exclusivos no telão gigante tem na entrada.

FILAS, FILAS, FILAS! Tudo que te falaram sobre as filas é verdade, porém, se você não conhecer o lugar primeiro, você nunca vai saber onde ir! Tem muita coisa boa que não tem filas imensas, e você consegue com mais facilidade. Exemplo: O estande de uma marca de café estava VAZIO, na frente da fila da loja do Harry Potter, que tinha uma espera estimada de 4 HORAS! Exatamente na frente, e só tinha 1 PESSOA NA FILA! E você não estava comprando, eles estavam distribuindo produtos. Isso mesmo, DE GRAÇA!

Concluindo, é um lugar libertador! Você se veste do que quiser, compra o que quiser, come o que quiser, ninguém te julga, ninguém briga por DC x MARVEL, ninguém critica seu gosto por Glee, e você conhece pessoas de muitos lugares que nunca ouviu falar, é incrível. Além de ter a oportunidade de ouvir coisas exclusivas nos grandes painéis, que você assiste no YOUTUBE depois da Comic Com San Diego que eu sei, e faz parte disso ao vivo, com os atores e produtores, é bem emocionante. Para terminar, fica aqui o meu apelo: LIBEREM MAIS ENTRADAS PARA A IMPRENSA! Tenho certeza que é impossível cobrir tudo sem muita imprensa envolvida.

Fiquem agora com uma galeria de fotos de tudo o que ocorreu nesses dois dias de CCXP, em que nós comparecemos. Um abraço!

Como queremos ver THANOS nos cinemas! | Review – A Ascensão de Thanos

Com o Marvel Cinematic Universe cada vez mais evoluído, nós nos caminhamos para Avengers: Infinity War, que trará a batalha dos heróis mais poderosos da terra contra o Titã Louco, Thanos. O personagem já apareceu em duas cenas pós-créditos, nos dois filmes dos Vingadores, e também teve uma participação em Guardiões da Galaxia, mas ainda não teve ainda uma participação nos cinemas que seja digna do maior vilão da Marvel Comics.

Como o grande vilão que é, Thanos merece uma origem, e o arco “A Ascensão de Thanos” de Jaason Aaron, Ive Svorcina, Simone Bianchi entre outros, na minha opinião, é o material perfeito pra isso. O arco conta a história de Thanos desde o seu nascimento na maior lua de Saturno, sua infância e adolescência como cientista prodígio e a sua loucura crescendo com o passar dos tempos até ele se tornar o ser poderoso – e maluco – que é. Esse arco seria uma origem perfeita para o primeiro ato de Avengers: Infinity War, visto que o filme retrará o encontro dos Vingadores com o temido vilão. Resumir a história contada nesse arco, seria uma ótima maneira de mostrar todas as camadas do interessantíssimo personagem que Thanos definitivamente é.

O arco não chega a ser um compilado de violência, mas realmente é uma história muito densa, que te pega pelo emocional, e te choca em algumas partes, então a Marvel teria que arriscar algo mais sombrio se caísse totalmente por esse lado. Thanos é retratado com um ser que nasceu diferente, com um aspecto bestial, em uma sociedade de seres “limpos e superiores”, e ele é prontamente negado pela sua própria mãe, no momento de seu nascimento. Os anos vão passando, Thanos vai crescendo como alguém que aprende mais rápido do que é ensinado, e se tornando uma das maiores mentes de sua geração, o que faz seu pai, um membro muito importante da sociedade de Titã, se orgulhar muito dos talentos de seu filho.

O Titã Louco era sempre o excluído, da turma, dos círculos sociais, e de sua sociedade como um todo, mas ele acabou se encontrando nas pesquisas científicas, onde achou sua verdadeira vocação. Se mostrou particularmente bom em anatomia, mas o problema começou quando ele começou a caçar suas “peças de estudo”. O que no começo era apenas um pequeno prazer em matar criaturas inferiores, pequenos seres vivos, foi evoluindo para um transtorno genocida, flertando com a loucura enquanto Thanos flertava com a morte em si. Ele saiu de Titã, tentou a vida em vários lugares, você sente até uma referência história ao conquistador mongol Gengis Khan, devido a grande quantidade de descendentes gerados por ambos, e como os dois foram implacáveis em suas conquistas, só que Thanos fez isso em uma escala universal.

Wikipédia sobre Gengis Khan: Estrategista brilhante, com hábeis arqueiros montados à sua disposição, venceu a grande muralha da China, conquistou aquele país e estendeu o seu império em direção ao oeste e ao sul. Gengis morreria antes de ver seu império alcançar sua extensão máxima, mas todos os líderes mongóis posteriores associariam sua própria glória às conquistas de Gengis Khan, “que foi um dos comandantes militares mais bem sucedidos da história da humanidade”.

A parte final do arco mostra justamente Thanos se entregando para as práticas genocidas, e para sua loucura interior, inclusive em seu relacionamento com a morte, que o leitor pode achar bem “confuso” pela maneira como ele é retratado na trama, talvez propositalmente. O arco “A Ascensão de Thanos” é bem cru, denso, violento. Bastante pesado, tanto em suas artes bem detalhadas e brutais, quanto em alguns momentos bem explícitos e polêmicos durante todo o desenrolar da história. É improvável que a Marvel adapte completamente essa história pras telonas, mas se existe uma personalidade do Thanos que eu queria ver no MCU é essa: Gênio, louco, conquistador e vilanesco.

[letsreviewunique title=”Thanos Rising” pros_title=”PONTOS FORTES” pros=”Ótimo desenvolvimento de personagem, Ambientação visual sensacional, Excelentes momentos de tensão” cons_title=”PONTOS FRACOS” cons=”A arte peca em alguns momentos ordinários da história, Construções confusas em algumas relações” criterias=”Roteiro,90,Desenhos,70,Ilustração,80,Desenvolvimento,90″ affiliate=”Veja em Marvel.com!,http://marvel.com/comics/series/17661/thanos_rising_2013_-_present” accent=”#edb203″ final_score=”82,5″ format=”3″ skin=”1″ animation=”1″ design=”1″][/letsreviewunique]

Liga da Justiça | O nascimento do novo Homem de Aço

Liga da Justiça finalmente estreou em solos brasileiros e vem ganhando rapidamente popularidade entre os que já viram. Um novo recomeço para a DC Comics nos cinemas, uma nova era. Era em que finalmente vemos a maior equipe de super-heróis dos quadrinhos, ganhando vida. E que vida! Mas em outro momento falaremos da Liga em si. Agora estamos aqui para falar do personagem que estava envolto de mistério – sobre sua morte e sua volta; o Homem do Amanhã, o Homem de Aço, o Superman.

Em uma recente entrevista, Henry Cavill disse que o herói, seria mais “confiante e esperançoso”, e foi exatamente o que vimos. Desde os minutos iniciais do filme. Apesar das opiniões polarizadas a respeito do Superman de Cavill, seu personagem foi o único que teve sua história completamente contada no DCEU. Vimos seus primeiros passos em O Homem de Aço, sua luta por aceitação em Batman vs Superman, e agora, chegamos ao Superman definitivo em Liga da Justiça. Zack Snyder soube trabalhar de maneira muito humana – e recebeu a ajuda, mais que bem-vinda, de Joss Whedon nesse filme -, para fazer do Superman um verdadeiro super-herói, nessa jornada de três filmes. Por mais que várias pessoas não concordassem com as visões do diretor, ele mostrou todos os caminhos difíceis que o herói teve que percorrer para ser quem ele é, e assim, poder sorrir mais.

A volta triunfante do Homem de Aço em Liga da Justiça, é, quase literalmente, um novo nascimento para o herói. Com um espírito renovado para ser a bússola moral do mundo. Isso reflete tanto na sua personalidade quanto em sua roupa, que traz um azul e vermelho muito mais vivos que nos filmes anteriores. Clark parece ter encontrado a paz. Encontrou o motivo para ser quem ele deveria ser: o maior super-herói de todos os tempos. E como eu – ou melhor, nós, estávamos ansiosos por isso! Henry Cavill conquistou de vez, o direito de ser chamado de Superman. Agora corra! Entre em um beco, desabotoe sua camisa e deixe o brasão da Casa de El voar.

Christopher Reeve 65 Anos | O homem que podia voar

Inicialmente, o clássico comandado por Richard Donner, procurava um ator conhecido para o papel de Clark Kent – tendo atraído o interesse de Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger – teve a recusa de outros como James Brolin e Burt Reynolds. A partir dessa dificuldade em achar um ator “A” para o Superman, foram atrás de atores desconhecidos, e o nome Christopher Reeve foi mencionado pela primeira vez. Porém foi recusado, por ser magro e jovem. Mas com a insistência de Lynn Stalmaster (diretor de elenco), Donner acabou aceitando que o jovem, de 1,93m, fizesse um teste. E ele só precisava de uma oportunidade para mostrar que seria o Último Filho de Krypton.

Carismático, com um olhar alegre e tímido, Christopher Reeve fez o que o material de divulgação do filme de 1978 prometia:

Você vai acreditar que um homem pode voar.

Sim! Ele fez todos acreditarem que o homem podia chegar as estrelas. Juntamente com os efeitos visuais revolucionários, para a época, do filme (premiado com um Oscar especial de efeitos visuais e mais 3 indicações), Reeve foi do anonimato ao estrelato do dia para a noite. Fazendo com que Superman: o Filme tenha rendido 300 milhões de dólares, sendo um sucesso de críticas.

Um sucesso que o transformou no rosto do super-herói criado por Jerry Siegel e Joe Shuster. Reeve interpretou Clark Kent e Superman com tanta maestria e naturalidade, nas opostas personalidades, que realmente nos faziam (e ainda fazem) duvidar que eram a mesma pessoa. A mudança na fala, na postura e no comportamento, ligados ao grande carisma de ambas contra-partes do herói, que Reeve proporcionou, fizeram do Superman um ícone ainda maior, se isso era possível. E claro, seu grandioso heroísmo, marcado pela maravilhosa cena de resgatar Lois Lane de uma queda e segurar um helicóptero com a outra mão, enquanto a clássica trilha de John Williams tocava ao fundo.

O Superman estava ali. Não o fictício, mas o real. Christopher Reeve se transformou no Homem de Aço. Não havia mais a separação. Feche os olhos. Imagine o Superman. A possibilidade dele se parecer com Reeve, é muito grande. E também ao fato que o Superman “pós-Reeve”, passou a ser ilustrado nos quadrinhos com base no ator. Christopher Reeve foi o primeiro ator a se consagrar no papel de um super-herói e com certeza Superman: O Filme foi um dos pioneiros do gênero nos cinemas. Considerados por muitos ainda, o melhor filme do herói.

Infelizmente, em 1995, Reeve sofreu um grave acidente (caindo de um cavalo) que o tornou tetraplégico. Em 1996, um ano após o trágico acidente, foi aclamado de pé na cerimônia do Oscar por vários longos minutos, demonstrando todo o carinho daqueles que o viram voar pela primeira vez em 1978. E isso só reforçou o quanto Reeve era verdadeiramente um super-herói. Mostrou superação, criou a Christopher Reeve Paralysis Foundation, lutando por pesquisas com células-tronco e melhoria de vida para pessoas como ele. Ainda foi homenageado no seriado Smallville em 2003, interpretando o Dr. Virgil Swann. Pouco tempo depois, Reeve veio a falecer, (10 de Outubro de 2004) devido a um infarto causado por uma infecção.

Hoje, dia 25 de Setembro de 2017, Christopher Reeve completaria 65 anos de idade; e nós, fãs de quadrinhos, dos filmes e do Superman, sentimos a falta desse Super-Homem que nos ensinou que voar, ter uma capa e um símbolo, não é nada, perto da diferença que podemos fazer com a nossa esperança e nossos sonhos. Parabéns, Reeve! 

 

[arve url=”https://www.youtube.com/watch?v=ffSy3-PJ5QI” title=”Christopher Reeve sendo aplaudido de pé” /]

Len Wein, do Pântano ao Carcaju

“Abençoado por ter conhecido Len Wein. Eu o encontrei pela primeira vez em 2008. Eu disse para ele – do seu coração, sua mente e de suas mãos nasceu o maior personagem da história dos quadrinhos”. Publicou Hugh Jackman no Twitter, prestando uma última homenagem ao quadrinista, que faleceu no dia 10, e foi co-criador de seu mais famoso personagem no cinema; e um dos mutantes mais queridos e brutais das HQs: Wolverine.

E não faltou homenagens de diversos nomes do ramo dos quadrinhos prestando a sua homenagem a um dos “melhores escritores, editores e pessoas da indústria”, como publicou o co-criador de Deadpool, Fabian Nicieza. Brian Michael Bendis (criador de Alias) foi quem anunciou o falecimento de Wein nas redes sociais, e mais tarde falou sobre o quanto o escritor devia ser honrado: “o Wolverine é tão famoso quanto Harry Potter ao redor do mundo e Len deveria ser honrado da mesma maneira que JK seria.”

Len Wein, nascido em 1948, fez seu primeiro trabalho na história “Eye of the Beholder”, para a DC Comics, na revista Teen Titans #18 (Dezembro de 1968), em co-autoria com Marv Wolfman. E fez outros trabalhos com mistério, terror e faroeste nos anos seguintes. Passando pelo Marvel Comics, Wein teve seu primeiro trabalho com Demolidor, em Daredevil #71 (Dezembro de 1970). Após seu tempo em Demolidor, passou a escrever para a DC em Adventure Comics (com Supergirl e Zatanna), The Flash e Superman. Wein e Bernie Wrightson criaram um de seus personagens mais famosos, na revista de horror The House of Secrets #92 (Julho de 1971), o MONSTRO DO PÂNTANO, que logo ganhou popularidade; e a famosa mini-série Saga of the Swamp Thing (1980) – um dos primeiros trabalhos do renomado Alan Moore, com edição de Wein.

Começou a trabalhar regularmente na Marvel, sendo editor-chefe e escrevendo diversos títulos, como Marvel Team-Up, Thor, Fantastic Four, The Amazing Spider-Man e The Incredible Hulk. Em 1975 juntou-se ao artista Dave Cockrum e reviveu a criação de Lee e Kirby, os X-Men, que não possuiam revista há 5 anos. A equipe foi reformulada e a dupla lançou mutantes icônicos, como Tempestade, Noturno e Colossus. Len Wein aproveitou de um personagem seu, criado junto com John Romita, para acrescentar a equipe de mutantes. A sua maior criação, o WOLVERINE. Que foi criado como um vilão do Hulk, em The Incredible Hulk #180 (Outubro de 1974). E se tornou popular rapidamente.

Retornando a DC, ajudou a reformular vários personagens, como o Besouro Azul e Mulher-Maravilha de George Pérez. Escreveu personagens como Batman e Lanterna Verde, e criou o executivo da Fundação Wayne, Lucius Fox (Batman #307). Trabalhou como editor-chefe da Disney Comics nos anos 90 e depois escreveu diversos episódios de séries animadas de Batman, X-Men, Homem-Aranha e outros.

Len Wein foi premiado e adorado no meio da indústria de quadrinhos. Sendo o influenciador de diversos quadrinistas, entre eles Alan Moore e Neil Gaiman – que escreveu em sua rede social uma mensagem: “Ele mostrou para um garoto de 12 anos que quadrinhos podiam ser literatura”. Wein se tornou uma lenda para aqueles que o seguiam e continuará assim para todos os amantes da nona arte. Segundo Joss Whedon (diretor de Os Vingadores), Len Wein foi “co-iniciador da era moderna dos quadrinhos com sua maior metáfora. E muito mais”. Jim Lee, co-editor da DC, também homenageou o artista: “O que estamos fazendo hoje nos quadrinhos é baseado no trabalho pioneiro de pessoas como Len. Todos temos uma grande dívida de gratidão com ele”. E nas palavras de Diane Nelson, presidente da DC Entertainment, eu, a empresa e a indústria como um todo, vamos sentir sua falta.

Ben Affleck | O Batman que não escolhemos, mas aquele que queríamos.

Eu quero que você se lembre, Clark, em todos os anos por vir, em seus momentos mais íntimos. Eu quero que você se lembre da minha mão na sua garganta, eu quero que você se lembre do único homem que te derrotou.” Foi com essa clássica frase da famosa Graphic Novel de Frank Miller, O Cavaleiro das Trevas, que Harry Lennix (Calvin Swanwick de O Homem de Aço e Batman vs Superman), anunciou, na San Diego Comic-Con 2013, que Batman enfrentaria o Homem de Aço nos cinemas. Restava saber quem seria o novo Homem-Morcego.

Quase 4 anos atrás, Ben Affleck era escolhido para ser o novo Batman; mais velho, mais experiente, mais “Frank Miller”. “Ben será um contraste interessante ao Superman de Henry Cavill. Ele tem as habilidades necessárias de atuação para dar uma interpretação cheia de nuances a um homem que é mais velho e sábio que Clark Kent e traz as cicatrizes de um veterano combatente do crime e ao mesmo tempo mostrar o charme do bilionário Bruce Wayne. Mal posso esperar para trabalhar com ele”, comentou o diretor Zack Snyder.

Contudo, a escolha foi extremamente criticada pelos fãs do Morcego, que fizeram abaixo-assinados para tirar o ator e ameaçaram boicotar o filme. Mas quando saiu a primeira foto de Affleck com o uniforme do herói, as opiniões começaram a se dividir. O uniforme não era uma armadura, o tecido reforçado era cinza – como os fãs vinham pedindo a anos – a máscara fazia jus ao apelido Cruzado Encapuzado e Affleck estava com o físico – e o queixo – digno do Batman de Miller.

As opiniões melhoraram ainda mais com o lançamento do filme, Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Entre muitas polêmicas sobre o filme – que não entraremos no mérito aqui – o Batman de Ben Affleck foi extremamente elogiado, e chamado de o melhor Batman dos cinemas por diversas pessoas. E é inegável de que o “Batfleck” foi um Batman diferente dos demais,  mais fiel aos quadrinhos. A começar pelo uniforme, extremamente fiel, com suas variações – como a armadura para enfrentar o Superman – e muito prático. Os gadgets foram usados com sabedoria, mostrando todo o preparo do cinto de utilidades. As cenas de ação talvez tenham sido a principal mudança em relações as representações anteriores. Um Batman que usa de todos os seus recursos e mostra todos os seus anos de treinamento em diversas artes marciais, fizeram com que todo fã do Cavaleiro das Trevas se empolgasse com a cena de luta no armazém. E muito além do ótimo Batman, Affleck conseguiu demonstrar todo o peso que Bruce Wayne carregava consigo, depois de anos na batalha contra o crime em Gotham City – e até mesmo já tendo perdido um de seus Garotos Prodígio. Ben Affleck se consolidou, em apenas um filme, como o Batman preferido de muitos. O ator vinha de um momento crescente na carreira (ganhando Oscar por Argo) e mostrando seu talento como roteirista e diretor. Tanto que foi confirmado como roteirista e diretor do próximo filme solo do Batman. Contudo, vários problemas ameaçaram sua carreira. Affleck abandonou o posto de diretor de The Batman e outros diversos projetos, para se cuidar. Nesse meio tempo Matt Reeves assumiu a direção de The Batman e anunciou há alguns dias que descartaria o roteiro feito por Affleck e Geoff Johns. Foi ai que os rumores que ele seria trocado pela Warner e deixaria o posto de Batman surgiram.

Felizmente, para nós fãs, a San Diego Comic-Con 2017, chegou no último final de semana, e com ela o próprio ator desmentiu os rumores de que deixaria o papel. “Deixe-me ser muito claro: eu sou o cara mais sortudo do mundo”, disse Affleck. “Batman é a parte mais legal em qualquer universo. Estou emocionado de interpretá-lo (…) É íncrivel ser o Batman, eu estou nas nuvens e muito animado”, acrescentou. E ainda resolveu elogiar o grande trabalho de Matt Reeves em Planeta dos Macacos: A Guerra, dizendo que seria um macaco no chão por ele.

Se depender de Ben Affleck, teremos ele como Batman por muito tempo e não faltou empolgação por parte do ator. Sendo assim, dia 22 de Julho de 2017, foi o “Dia do Fico” de Ben Affleck e ficamos animados por isso, e com certeza histórias boas virão. 

E enquanto seu filme solo não chega, podemos ver Ben Affleck como Batman, no filme da Liga da Justiça, que estreia dia 16 de novembro de 2017.

Já ouviu falar em… Remothered: Tormented Fathers?

 “Já ouviu falar em…” é a nova coluna original da OMDHQ, que traz, uma vez por semana, textos informativos e breves (ou não tão breves assim) sobre títulos de games que nossos leitores podem não conhecer, sejam eles sobre novidades ou jogos já consagrados, porém pouco conhecidos pelos gamers brasileiros.

O horror finalmente volta às suas origens.

Jogos de horror modernos, em sua maioria, não passam de momentos repletos de jump scares batidos e muitas vezes previsíveis. Felizmente, para a alegria dos nossos discípulos aficcionados pelo gênero, esse não é o caso de Remothered: Tormented Fathers, o novo jogo de horror psicológico em terceira pessoa, escrito e dirigido por Chris Darril (Darril Arts) e desenvolvido em parceria com o estúdio independente italiano Stormind Games

Trazendo um foco maior em histórias com tramas bem desenvolvidas e que visam arrepiar até os cabelos da nuca, o estúdio preza pelo medo como parte de um roteiro bem amarrado e situações de risco que prometem deixar os jogadores na ponta dos pés, ao contrário de muitos títulos já consagrados e conhecidos da indústria. O projeto foi, inicialmente, idealizado em 2007 como uma homenagem a Clock Tower – um clássico point-and-click de horror do renomado diretor Hifumi Kono –, mas as inspirações não param por aí: fãs da série Silent Hill certamente notarão uma forte influência da franquia nesse novo game, principalmente pela forma como certos eventos são retratados no jogo, nos elementos de gameplay e na ambientação totalmente arrepiante.

Remothered: Tormented Fathers é o primeiro capítulo de uma série inicialmente planejada como trilogia, mas que só foi aprovado pela Steam Greenlight em 25 de abril de 2017, com seu desenvolvimento entrando em beta fechado no dia 22 de junho, também desse ano. O game é desenvolvido na poderosa Unreal Engine 4 e estará disponível via Steam (PC) e PlayStation 4, no momento sem uma data específica, mas com lançamento previsto ainda para esse ano.

Sinopse:

Rosemary Reed, uma mulher fascinante de 35 anos, chega à casa de um notário aposentado, Dr. Felton, que sofre de uma misteriosa doença. A mulher é recebida pela senhorita Glória, a enfermeira que cuida do velho. Quando Rosemary revela quem realmente é e suas reais intenções, o terror se inicia. As investigações de Rosemary a farão acreditar que o desaparecimento da filha de Dr. Felton, Celeste, esconde um terrível massacre. Dr. Felton e sua esposa, Arianna, podem ser os únicos a saberem a verdade, incluindo o segredo por trás da verdadeira identidade de Celeste e um culto de freiras fanáticas vestidas de vermelho.

Se interessou? Quer passar medinho? Então pegue a bíblia mais próxima, bote uma fralda e acompanhe as novidades de desenvolvimento do game pelas páginas de Remothered no Facebook, YouTube, pelo site oficial e, claro, fique ligado nos posts da OMDHQ, lá no nosso Facebook.

Confira o trailer de anúncio e a galeria de imagens do jogo: