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Pantera Negra: Um Manifesto à Negritude

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AVISO: o texto contém pequenos spoilers

Negritude

substantivo feminino

  1. qualidade ou condição de ser negro.
  2. sentimento de orgulho racial e conscientização do valor e da riqueza cultural dos negros.
Elenco de Pantera Negra

Essa segunda definição decreta o valor (poderoso) que Pantera Negra tem no mercado cinematográfico – não só de super-heróis. Não é apenas um filme com elenco predominantemente negro, ele celebra a cultura ao colocá-la em um patamar diferente, um patamar de realeza.

Pantera Negra foi o primeiro super-herói negro – e africano – a ser protagonista nos quadrinhos. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, fez sua estreia em The Fantastic Four #52 em julho de 1966. Agora, foi a vez da Marvel Studios lançar o primeiro filme do Rei de Wakanda – já garantido como um grande sucesso. E mesmo sendo um tanto quanto politizado, ele consegue ser um ótimo filme de ação.

A nação utópica de Wakanda

Chegando em Wakanda, o filme explora o que tem de maravilhoso na cultura africana: das vestes aos penteados; da música à arquitetura. Temos de cara o ritual de coroação de T’Challa (Chadwick Boseman), uma belíssima cena, não só de ação, mas cultural. Sem medo de transitar entre as maravilhas da cultura negra em Wakanda e os problemas enfrentados pelos mesmos fora dela, o filme consegue se desenrolar de maneira fácil de entender.

Chadwick Boseman (T’Challa) e Michael B. Jordan (Killmonger)

O vilão, Erik Killmonger (Michael B. Jordan), tem a motivação mais palpável de todos os “caras maus” dos filmes do Universo Cinematográfico Marvel. “A mais perigosa criação no mundo, em qualquer sociedade, é um homem sem nada a perder.” A frase dita por Malcolm X – líder revolucionário pelo direito dos negros – exemplifica bem o personagem de Michael B. Jordan. O vilão, em sua conversa com seu pai assassinado, mostra de maneira direta os problemas vividos na periferia da sociedade americana: “Filho, você não vai derramar uma lágrima por mim?”. “Não, pai. Aqui morre-se muito todos os dias.”

A atuação mais que convincente do ator, serve perfeitamente como antítese do personagem principal. Buscar a paz [de T’Challa] ou a vingança [de Killmonger]?

Pantera Negra incita a discussão de problemas vividos na sociedade e a celebração da cultura negra. Das diversas tribos de Wakanda ao hip-hop dos bairros negros. Embalado na trilha sonora africana e no rap de Kendrick Lamar, o filme consegue ser um excelente filme de super-herói, mas, além disso, inspira as crianças negras de todo o mundo a lutar por igualdade como T’Challa; dando esperanças e sonhos, uma vez que todos podem se sentir reis de Wakanda.

Num mundo completamente caótico em que vivemos, um filme como Pantera Negra vem para mostrar que as culturas são diferentes, mas nem por isso deixam de ser maravilhosas; vem para tratar de problemas que muitas vezes são ocultados na sociedade. Isso é bom, e quem sabe assim poderemos ter, num futuro, filmes representativos como Batwoman ou Apolo e Meia Noite. Uma coisa é certa, Pantera Negra será um marco na representatividade. Então aproveitem e curtam esse excelente filme da Marvel!

WAKANDA FOREVER!

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