GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 | Trilha sonora do filme é indicada ao Grammy

A trilha sonora do filme Guardiões da Galáxia Vol. 2, da Marvel Studios, foi indicada para concorrer nos Grammy Awards.

O álbum, que inclui músicas clássicas da Electric Light Orchestra, Fleetwood Mac, George Harrison e outros mais inclui uma única música original — “Guardians Inferno”, com David Hasselhoff.
Enquanto o álbum como um todo obteve uma indicação, a música solo “Guardians Inferno” perdeu na categoria de melhor título original.

Guardiões da Galáxia Vol 2. vai disputar o prêmio de Melhor Compilação de Trilha Sonora para Mídia Visual com as trilhas de Em Ritmo de Fuga, Estrelas Além do Tempo, La La Land, e Moana.

A trilha do primeiro filme dos Guardiões chegou a disputar um Grammy, mas perdeu para a trilha de Frozen.

FonteComicBook

LIGA DA JUSTIÇA – Zack Snyder não saiu do filme por vontade própria, diz site

A recepção mediana da Liga da Justiça nos cinemas levantou uma série de questões sobre, planejamento, interferências externas, custos etc. É notório que o filme sofreu com diversos problemas como a fusão corporativa iminente entre a Time Warner e AT¨&T, uma tragédia familiar, um choque interno entre ter uma abordagem mais leve ou sombria. Mas o seu maior inimigo era o tempo.. O The Wrap publicou um extenso artigo baseado em fontes anônimas sobre quase tudo que rolou por trás da produção de Liga da Justiça.

Segundo o site, o estúdio já planejava remover Zack Snyder da direção após a recepção negativa de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”.

Na época comandada por Greg Silverman, substituído por Toby Emmerich no fim do ano passado, a divisão cinematográfica da Warner acreditou que a saída do Snyder logo após Batman vs Superman daria um indício muito grande de problemas na produção.

O site também reporta que Silverman ”aprovou” o roteiro de Batman vs Superman sem sequer lê-lo, tamanha confiança que tinha no sucesso.

”A preparação para Liga da Justiça já estava praticamente completa, e custaria milhões remove-lo naquela altura.”

Declarou uma fonte do site.

Também foi confirmado que Snyder não se afastou do projeto por livre e espontânea vontade. O diretor considerava que seu trabalho era importante em uma fase difícil da vida, mas o grande debate interno sobre o tom do filme e a chegada de Joss Whedon para escrever cenas adicionais fizeram com que Snyder se sentisse pressionado o suficiente para seguir outro caminho.

Um dos detalhes mais polêmicos do texto envolve a discussão de um possível adiamento da data de estreia de Liga da Justiça. Oficialmente, a ideia foi ”descartada” pelo próprio Snyder quando Whedon assumiu a produção, mas o artigo garante que a decisão de manter em 17 de novembro foi exclusivamente de Emmerich e Kevin Tsujihara.

O site diz que os dois executivos não tinham interesse em um possível adiamento pelo fato de seus ganhos extras também serem adiados caso essa decisão fosse tomada. Vale lembrar que a Time Warner está sendo adquirida pela AT&T, fazendo com que ambos tenham futuro incerto.

”Se o filme fosse adiado, os ganhos extras dos dois também seriam adiados para o fim de 2018/início de 2019, período em que ambos poderiam não estar mais trabalhando no estúdio.”

Fonte: The Wrap

RUMOR – Nova lista de filmes da DC vaza na Internet

O reddit tem se tornado uma grande fonte de informações anônimas que por diversas vezes se mostraram verdadeiras. Recentemente um usuário da DCU Leaks publicou o que pode ser um novo cronograma de filmes do universo DC/Warner, mostrando que diversos filmes previstos saíram do planejamento original. Confira:

Aquaman – 21 de Dezembro de 2018
Shazam – 5 de Abril de 2019
Asa Noturna – 14 de Junho de 2019
Esquadrão Suicida 2 – 16 de Agosto de 2019
Mulher Maravilha 2 – 1 de Novembro de 2019
Batgirl- 14 de Fevereiro de 2020
Flashpoint- 5 de Junho de 2020
Exterminador – 4 de Setembro de 2020
The Batman- 4 de Dezembro de 2020
Sereias de Gotham – 14 de Fevereiro de 2021
Superman – 4 de Junho de 2021
Adão Negro – 6 de Agosto de 2021
Liga da Justiça 2- 12 de Novembro de 2021
Green Lantern Corps- 25 de Março de 2022
Untitled DC Film- 17 de Junho de 2022
Untitled DC Film- 9 de Setembro de 2022
Untitled DC Film- 9 de Dezembro de 2022
Untitled DC Film- 7 de Abril de 2023
Untitled DC Film- 9 de Junho de 2023
Untitled DC Film- 8 de Setembro de 2023
Liga da Justiça 3- 17 de Novembro de 2023

Vale lembrar que até o pronunciamento da Warner tudo não passa de rumor.

Fonte: Reddit

AS TELEFONISTAS | Netflix divulga trailer inédito da segunda temporada

A Netflix divulgou hoje o trailer da segunda temporada de As Telefonistas (Las Chicas Del Cable). Lídia, Ángeles, Marga e Carlota retornam para uma nova temporada em dezembro. Novos personagens, novas histórias, novos finais e novos inícios. E especialmente novos inícios. Na temporada 2, elas serão forçadas a manter um segredo que irá provocá-las, testá-las e incomodá-las, mas que acabará tornando a amizade delas mais forte do que nunca.

Blanca Suárez, Nadia de Santiago, Ana Fernández e Maggie Civantos estrelam a segunda temporada juntamente com Ana Polvorosa, Martiño Rivas, Yon González, Borja Luna, Nico Romero e Sergio Mur. O novo elenco inclui Ernesto Alterio e Andrea Caballo, entre outros. Dirigida por Carlos Sedes, Antonio Hernández, Roger Gual e David Pinillos e com produção executiva de Ramón Campos e Teresa Fernández Valdés, a segunda temporada de As Telefonistas estará disponível globalmente em dezembro de 2017.

Em 1929, quatro mulheres vêm de diferentes partes da Espanha para trabalhar como “garotas do cabo” (operadoras de telefonia) em uma empresa em Madri que vai revolucionar o mundo das telecomunicações. No único lugar que representa progresso e modernidade para as mulheres da época, elas aprendem a lidar com inveja e traição enquanto embarcam em uma jornada em busca do sucesso.

Fonte: Netflix (assessoria)

Como queremos ver THANOS nos cinemas! | Review – A Ascensão de Thanos

Com o Marvel Cinematic Universe cada vez mais evoluído, nós nos caminhamos para Avengers: Infinity War, que trará a batalha dos heróis mais poderosos da terra contra o Titã Louco, Thanos. O personagem já apareceu em duas cenas pós-créditos, nos dois filmes dos Vingadores, e também teve uma participação em Guardiões da Galaxia, mas ainda não teve ainda uma participação nos cinemas que seja digna do maior vilão da Marvel Comics.

Como o grande vilão que é, Thanos merece uma origem, e o arco “A Ascensão de Thanos” de Jaason Aaron, Ive Svorcina, Simone Bianchi entre outros, na minha opinião, é o material perfeito pra isso. O arco conta a história de Thanos desde o seu nascimento na maior lua de Saturno, sua infância e adolescência como cientista prodígio e a sua loucura crescendo com o passar dos tempos até ele se tornar o ser poderoso – e maluco – que é. Esse arco seria uma origem perfeita para o primeiro ato de Avengers: Infinity War, visto que o filme retrará o encontro dos Vingadores com o temido vilão. Resumir a história contada nesse arco, seria uma ótima maneira de mostrar todas as camadas do interessantíssimo personagem que Thanos definitivamente é.

O arco não chega a ser um compilado de violência, mas realmente é uma história muito densa, que te pega pelo emocional, e te choca em algumas partes, então a Marvel teria que arriscar algo mais sombrio se caísse totalmente por esse lado. Thanos é retratado com um ser que nasceu diferente, com um aspecto bestial, em uma sociedade de seres “limpos e superiores”, e ele é prontamente negado pela sua própria mãe, no momento de seu nascimento. Os anos vão passando, Thanos vai crescendo como alguém que aprende mais rápido do que é ensinado, e se tornando uma das maiores mentes de sua geração, o que faz seu pai, um membro muito importante da sociedade de Titã, se orgulhar muito dos talentos de seu filho.

O Titã Louco era sempre o excluído, da turma, dos círculos sociais, e de sua sociedade como um todo, mas ele acabou se encontrando nas pesquisas científicas, onde achou sua verdadeira vocação. Se mostrou particularmente bom em anatomia, mas o problema começou quando ele começou a caçar suas “peças de estudo”. O que no começo era apenas um pequeno prazer em matar criaturas inferiores, pequenos seres vivos, foi evoluindo para um transtorno genocida, flertando com a loucura enquanto Thanos flertava com a morte em si. Ele saiu de Titã, tentou a vida em vários lugares, você sente até uma referência história ao conquistador mongol Gengis Khan, devido a grande quantidade de descendentes gerados por ambos, e como os dois foram implacáveis em suas conquistas, só que Thanos fez isso em uma escala universal.

Wikipédia sobre Gengis Khan: Estrategista brilhante, com hábeis arqueiros montados à sua disposição, venceu a grande muralha da China, conquistou aquele país e estendeu o seu império em direção ao oeste e ao sul. Gengis morreria antes de ver seu império alcançar sua extensão máxima, mas todos os líderes mongóis posteriores associariam sua própria glória às conquistas de Gengis Khan, “que foi um dos comandantes militares mais bem sucedidos da história da humanidade”.

A parte final do arco mostra justamente Thanos se entregando para as práticas genocidas, e para sua loucura interior, inclusive em seu relacionamento com a morte, que o leitor pode achar bem “confuso” pela maneira como ele é retratado na trama, talvez propositalmente. O arco “A Ascensão de Thanos” é bem cru, denso, violento. Bastante pesado, tanto em suas artes bem detalhadas e brutais, quanto em alguns momentos bem explícitos e polêmicos durante todo o desenrolar da história. É improvável que a Marvel adapte completamente essa história pras telonas, mas se existe uma personalidade do Thanos que eu queria ver no MCU é essa: Gênio, louco, conquistador e vilanesco.

[letsreviewunique title=”Thanos Rising” pros_title=”PONTOS FORTES” pros=”Ótimo desenvolvimento de personagem, Ambientação visual sensacional, Excelentes momentos de tensão” cons_title=”PONTOS FRACOS” cons=”A arte peca em alguns momentos ordinários da história, Construções confusas em algumas relações” criterias=”Roteiro,90,Desenhos,70,Ilustração,80,Desenvolvimento,90″ affiliate=”Veja em Marvel.com!,http://marvel.com/comics/series/17661/thanos_rising_2013_-_present” accent=”#edb203″ final_score=”82,5″ format=”3″ skin=”1″ animation=”1″ design=”1″][/letsreviewunique]

BATMAN | Desenvolvedora de Arkham Origins confirma estar trabalhando em novo jogo da DC

Os fãs da DC podem até não estarem tão contentes com o atual universo cinematográfico da mesma, mas é inegável que no quesito Games a DC/Warner ainda mostra grande força.

Enquanto a Rocksteady Studios não anuncia o seu próximo jogo que, segundo ela, vai fazer os fãs “perderem a cabeça”, outra produtora já conhecida dos decenautas confirmou estar também trabalhando em um novo jogo do Universo DC.

A WB Games Montreal, responsável por Batman: Arkham Origins, publicou em sua página no facebook um anúncio em busca de um diretor técnico, para liderar sua equipe de programadores.

“Você quer entrar em uma equipe apaixonada, trabalhando na expanção do Universo DC em um espaço interativo?” Diz a postagem, confirmando que mais um jogo está em andamento.

E então, querido decenauta, que jogo vocês esperam que a DC esteja produzindo?

 

Vale lembrar que em fevereiro desse ano um funcionário da Warner vazou uma informações afirmando que o próximo jogo da WB Montreal seria a continuação de Arkhan Origins.

Fonte: Batman News, WB Montreal

Kevin Feige foi o responsável pelo cabelo do Wolverine no primeiro filme de X-Men

O Wolverine dos cinemas pode nunca ter usado a sua máscara, mas o seu penteado dos quadrinhos foi levado para os cinemas e se tornou icônico. O responsável por isso é uma pessoa inesperada: Kevin Feige, o presidente da Marvel Studios.

Caso você não saiba, antes de trabalhar para a Marvel, Kevin Feige trabalhava para a Fox. Em uma entrevista recente para a revista Vanity Fair, ele relembrou a época das gravações do primeiro filme dos X-Men. Segundo ele, o estilista do filme estava com receio de fazer o cabelo do Wolverine como o dos quadrinhos:

[O estilista] eventualmente falou “Pronto!” e fez uma versão ridícula. Se você voltar e olhar ele tinha esse cabelo enorme no primeiro filme. Mas aquele era o Wolverine!

Feige ainda acrescentou sobre os visuais:

Eu nunca gostei da ideia de pessoas não adaptarem algumas coisas por conta do potencial delas parecerem bobas. Tudo nos quadrinhos tem potencial de parecer bobo. Isso não significa que você não deve tentar fazer isso parecer legal.

Além disso, Feige também deu sua opinião sobre o motivo de alguns filmes darem errado:

A explicação está sempre nos quadrinhos.

O cabelo de Wolverine ficou mais curto nos filmes seguintes, mas com exceção de Logan (2017) manteve a marca das laterais erguidas.

Fonte: Universo X-Men

VINGADORES 4 – Diretores já sabem quem matar no próximo filme

De certa forma, Vingadores 4 marcará o encerramento da fase 3 do universo cinematográfico Marvel e ao que tudo indica os irmãos Russo irão levar junto com o final dessa fase alguns heróis para o túmulo.
Vingadores: Guerra Infinita, irá marcar o início dessa ‘morte’, que será precedida por Avengers 4, que será uma espécie de final e renascimento do Universo Marvel.

“Nós não estamos participando de nenhuma ideia sobre o que vai acontecer após esses filmes”, disse Russo a Vanity Fair. “Então, só sabemos que nos foi dado permissão para matar. Eu acho que nem a Marvel fazia ideia de onde ir após Vingadores 3 e 4. Não é um fim para todos os personagens; É o fim para alguns, alguns personagens continuarão.. Então isso é bem mais complicado, não vai ser um final limpo.”

 

Uma jornada cinematográfica que durou dez anos para ser construída e abrangeu todo o Universo Cinematográfico Marvel, Vingadores: Guerra Infinita leva para telona o confronto mais importante e mortal de todos os tempos. Os Vingadores e seus aliados devem estar dispostos a sacrificar tudo em uma tentativa de derrotar o poderoso Thanos, antes que sua invasão de devastação e destruição acabe com todo o Universo.

Vingadores: Guerra Infinita estreia nos cinemas no dia 04 de maio de 2018.

Via: ComicBook

Tom Holland revela primeiro pôster de Vingadores: Guerra Infinita

Tom Holland, o ator por trás da máscara do Homem-Aranha, revelou agora pouco em uma live em seu Instagram, o primeiro poster de Vingadores: Guerra Infinita. Confira o momento que Holland revela o cartaz!

 

Com os Vingadores e seus aliados protegendo o mundo de grandes ameaças, um novo perigo surgiu das sombras do universo: Thanos. Um déspota intergalático infame, que tem como objetivo coletar todas as Joias do Infinito, artefatos com poderes inimagináveis, e usa-las para trazer seu reinado em toda a realidade. Tudo o que os Vingadores enfrentaram os trouxeram para esse momento. O destino da Terra e a existência em si nunca estiveram tão incertos.

Vingadores: Guerra Infinita chega aos cinemas em maio de 2018, com direção de Joe e Anthony Russo. No elenco, temos Chris Evans (Capitão América), Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Josh Brolin (Thanos), Chris Hemsworth (Thor), Mark Ruffalo (Hulk), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Paul Bettany (Visão), Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho), Chris Pratt (Senhor das Estrelas), Zoe Saldana (Gamora), entre outros.

 

Crítica – Atlanta S01 | Inteligência, subversão e comédia ácida: Pare tudo e assista Atlanta!

A série “Atlanta”, criada e protagonizada por Donald Glover e exibida originalmente na FX, ficou disponível recentemente na Netflix, e, se você tem o costume de assistir suas séries pelo serviço de streaming, não desperdice a chance de assistir essa que é uma das melhores séries lançadas nos últimos anos. Apresentando a história de dois primos, o rapper Paper Boi (Brian Tyree Henry) e seu empresário Earn (Donald Glover) tentando crescer no cenário musical de Atlanta, para melhorar as suas vidas e as vidas de suas famílias. A série conta com críticas sobre a cena do rap, sobre racismo, violência policial, e sobre a sociedade como um todo. É importante dizer que essa crítica conterá alguns spoilers da série, então leia por sua conta em risco.

Earn é um universitário que parou com os estudos em Princetown para cuidar da carreira do primo Paper Boi, que está começando a fazer um certo sucesso na cena musical local. O rapper, que ainda está inserido no mundo do crime, junto com seu amigo Darius, aceita relutantemente a ajuda de Earn, que além de já ser pai, tem uma relação enrolada com Vanessa Keefer, mãe de sua pequena filha. A série foi, como descrita pelo próprio Donald Glover, criada para “fazer as pessoas sentirem como é ser negro”, é abusa de críticas, subversão, um humor ácido, e de mexer profundamente com seus sentimentos, te causando até um incomodo em vários momentos, pra poder alcançar esse objetivo. E se você não teve a exata sensação, bom, talvez seja isso mesmo que a série quer. Não vamos ser Craig’s, por favor. Atlanta te impressiona em alguns momentos. Em muitos momentos, pra ser honesto.

A série bota uma risada no seu semblante e tira essa risada com a mesma facilidade, e impressiona de ir de cenas aparentemente bobas para críticas sociais extremamente pesadas. Paper Boi participa de um tiroteio, logo no começo da série, e isso é sempre referenciado, mas nunca é bem explicado, passando perfeitamente a sensação de que aquilo é só mais uma coisa do dia-a-dia.

Em um episódio, Earn está esperando para ser liberado de uma delegacia, quando todos que estão na sala de espera começam a caçoar de um cara que, aparentemente, está lá todas semanas e apresenta algum distúrbio, que o faz fazer coisas absurdas, entre elas, beber água do vaso. O que parecia ser apenas uma cena com um humor controverso, visto que todos estão rindo enquanto Earn está desconfortável, acaba se tornando um momento extremamente pesado, já que o homem cospe a água que bebeu do vaso em um policial que o confronta, e acaba sendo violentamente reprimido e agredido, deixando a cena instantaneamente desconfortável, tanto para os personagens em cena, quanto para os espectadores.

A série parece ter sido preparada totalmente para causar essas sensações de incomodo e de subversão. No episódio “Juneteenth”, conhecemos o personagem Craig, um homem branco de classe alta, fascinado pela cultura negra, que se apresenta como uma pessoa extremamente simpática. Mas o nível de apropriação cultural que o personagem pratica, acaba sendo exatamente o que impede ele de ter de fato algum conhecimento prático sobre a vida do próximo. Craig pratica uma poesia falada de qualidade contestável, pinta quadros inspirados em cultura negra, bebe Henessy, já foi até pra África, e cobra Earn para fazer a mesma viagem. Nós entendemos totalmente os problemas desse jeito de Craig no fim do episódio, quando Earn afirma que ele não conhece nada da situação do negro na prática, e que “ele não viaja pra África pois está quebrado”. Craig, um homem branco, podia ler, estudar, viajar, mas a sua falta de empatia, e o fato de ele mesmo não sentir na pele o que Earn sente, não deixam ele ter a vivência que ele acha que tem. E nunca vai ter.

Vários outros episódios da série apresentam críticas marcantes, e além do já citado “Juneteenth”, podemos citar o episódio “Nobody Beats the Biebs”, onde somos apresentados ao Justin Bieber do universo de Atlanta, que é um jovem negro. A série não faz a minima questão de explicar o porquê disso, inicialmente, mas o jeito que isso se desenvolve é genial. Outro episódio marcante, “B.A.N.”, que se passa integralmente na publicação da “Black America Network”, um canal de televisão fictício, baseado em um canal existente. A programação, incluindo as propagandas, é recheada de sarcasmo, satirismo e críticas, e o episódio gira em torno de um programa de debates, com um apresentador, uma escritora que fez um livro sobre pessoas trans, e o rapper Paper Boi. Eles comentam uma reportagem sobre um adolescente negro que se identifica como um homem branco de 35 anos, e o fim desse episódio é um dos momentos de ouro da série, um momento digno de palmas.

Outro bom exemplo de como a série surpreende e subverte, é o último episódio da primeira temporada, que começa com uma premissa extremamente simples: Earn acorda após uma noite de festa, e não encontra sua jaqueta, e ele precisa muito de algo que está naquela jaqueta. Parece uma coisa até simples e boba para o episódio fianl da série, mas, naquela altura do campeonato, você já sabe que vem algo por aí. E realmente vem! E foge muito dos clichês de final de temporada, sendo algo extremamente simples e intimista, mesmo sendo tão surpreendente. A série, tão pesada em alguns momentos, termina completamente leve, se relacionando de maneira muito próxima com o espectador. Esse final fica ainda melhor após uma maratona, e como a série tem 10 episódios de cerca de 25 minutos cada, fica aqui a minha dica.

Atlanta tem uma direção impressionante, com cenas impressionantemente bem compostas e bem montadas, um roteiro excepcionalmente bem construídos, atuações muito bem feitas, com destaque para o monstruoso Donald Glover e para Keith Stanfield. A trilha sonora é muito acertada, mesmo que, tirando o hit de Paper Boi, nenhuma música fique na sua cabeça após o término dos episódios. Esperamos ansiosos pela já confirmada segunda temporada da série, e resta saber se ela continuará o incrível padrão estabelecido até agora.

[letsreviewunique title=”Atlanta: Primeira Temporada” pros_title=”PONTOS FORTES” pros=”Excelente roteiro,Tempo de comédia excelente,Atuações muito acertadas, Críticas concisas e inteligentes” cons_title=”PONTOS FRACOS” cons=”Acaba” criterias=”Direção,95,Roteiro,100,Atuação,95,Trilha Sonora,90″ affiliate=”Assista ao Trailer!,https://www.youtube.com/watch?v=MpEdJ-mmTlY” accent=”#edb203″ final_score=”95″ format=”3″ skin=”1″ animation=”1″ design=”1″][/letsreviewunique]